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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1086 DE 13 DE ABRIL DE 2026

  • prcarne
  • 13 de abr.
  • 20 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1086 | 13 de abril de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Escassez de boiadas garante preços altos

Mesmo com preços mais altos alcançados no decorrer desta semana, o volume de lotes negociados segue insuficiente para alongar as escalas de abate que permanecem, na média nacional, entre 5 e 6 dias úteis, informa a consultoria Agrifatto. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 352,50/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo)

 

Os preços do boi gordo fecharam a semana com estabilidade nas principais praças brasileiras, mantendo o viés de alta que levou a arroba ao patamar de R$ 370/@ em São Paulo, informam as consultorias que acompanham diariamente os negócios no setor pecuário. “No curto prazo, o mercado seguirá sustentado pela firmeza da demanda, especialmente externa, e pela dificuldade de reposição por parte das indústrias frigoríficas”, resumiu a Agrifatto. “A dificuldade da indústria em compor suas programações reflete a menor disponibilidade de boiadas prontas e a postura firme dos pecuaristas, seja pela escassez de gado acabado, seja por estratégia de retenção”, disse a Agrifatto. Com isso, muitos frigoríficos brasileiros operam com escalas ajustadas, reduzindo o ritmo de abate. “Há casos de adoção temporária de férias coletivas”, relata a Agrifatto, acrescentando que há registro de pelo menos 6 plantas importantes paralisadas em diferentes Estados. Pelo levantamento da Scot Consultoria, com método de apuração diferente do aplicado pela Agrifatto, na sexta-feira (10/4), após o registro de valorizações em São Paulo para as cotações dos machos na quinta-feira (9/4), a semana terminou sem avanços para os preços das fêmeas terminadas. “A oferta está restrita, principalmente de boiada terminada a pasto, com a maior parte do volume disponível sendo de cocho”, observou a Scot. O cenário dificulta a formação das escalas pelos frigoríficos, que estão, em média, em sete dias, em São Paulo, acrescenta a consultoria. Pelos dados da Scot, na sexta-feira, o boi gordo sem padrão-exportação e “boi-China” permaneceram cotados em R$ 365/@ e R$ 365/@ no mercado paulista, respectivamente, enquanto a cotação da vaca e da novilha gordas subiram R$ 2/@ e R$ 2/@, apregoadas em R$ 332/@ e R$ 345/@, respectivamente (valores brutos, no prazo). Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 370,00. Boi China: R$ 370,00. Média: R$ 370,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 350,00. Boi China/Europa: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: três dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quarta-feira (8/4), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 360,50/@ (à vista) e R$ 365,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$358,50/@ (à vista) e R$ 363,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 352,50/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,00/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 343,00/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Abates de fêmeas em plantas com SIF recuam em março/26

No total, entre machos e fêmeas, o Brasil abateu 2,44 milhões de cabeças em plantas com SIF no mês passado

 

Em março/26, pelo terceiro mês seguido, os abates de fêmeas nas unidades com SIF (Serviço de Inspeção Federal) recuaram em relação ao mesmo período de 2025, informa relatório da Agrifatto enviado aos seus assinantes. Foram abatidas 1,07 milhão de cabeças de vacas e novilhas no mês passado, um aumento de 10,35% frente a fevereiro, mas com queda de 1,98% na comparação anual, relata a consultoria. Com isso, a participação das fêmeas no abate total em março/6 atingiu 43,94%, uma retração de 0,72 ponto percentual sobre o quadro observado em fevereiro/26 e baixa de 2,12 pontos percentuais em relação ao desempenho de março/25.

O desempenho dos abates movimentos de março/6 foi puxado pelos machos, que registraram alta de 13,61% no comparativo mensal, somando 1,37 milhão de cabeças, além de avanço de 6,78% em relação aos dados obtidos em março/25, informou a Agrifatto. No total, entre machos e fêmeas, o Brasil abateu 2,44 milhões de cabeças em plantas com SIF, um avanço de 12,15% frente ao mês anterior e aumento de 2,74, % na comparação com o desempenho de março do ano passado. Em abril/26, prevê a Agrifatto, a expectativa é de continuidade do fluxo de oferta, ainda influenciado pela sazonalidade, mas com atenção ao comportamento do abate de fêmeas, que pode sinalizar mudanças mais estruturais no ciclo pecuário.

PORTAL DBO

 

CARNES

 

Brasil abre quase 100 novos mercados para aves e suínos e reforça posição global, diz Luis Rua no SBSA

Segundo Rua, o país vem acumulando recordes sucessivos nas exportações e consolidando uma posição rara no cenário global: a de fornecedor com escala, sanidade, competitividade e regularidade de oferta.

 

Em meio a guerras, instabilidade logística e rearranjos no comércio global de alimentos, o Brasil segue ampliando espaço no mercado internacional de proteínas animais. A avaliação é do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luis Rua, durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura, em Chapecó (SC). Segundo ele, o país vem acumulando recordes sucessivos nas exportações e consolidando uma posição rara no cenário global: a de fornecedor com escala, sanidade, competitividade e regularidade de oferta ao mesmo tempo. “O Brasil tem batido recordes sucessivos, seja na carne bovina, seja na carne de aves, na carne suína, nos pescados”, afirmou. Na entrevista, Rua também chamou atenção para o avanço dos pescados, que, segundo ele, já despontam como “uma nova estrela nesse rol das proteínas animais”. O secretário atribuiu parte desse desempenho à articulação entre governo e entidades setoriais para destravar acessos comerciais e ampliar destinos para a produção brasileira. Ao tratar especificamente das cadeias de aves e suínos, ele afirmou que o trabalho inclui tanto carne quanto genética e ressaltou o alcance dos resultados mais recentes. “Nós abrimos próximo dos 100 mercados para essas duas cadeias produtivas”, disse. No recorte mais amplo do agronegócio, Rua informou que o Brasil abriu 574 mercados nos últimos três anos e três meses. Dentro desse total, aproximadamente 100 estão ligados à proteína animal, com destaque para avicultura e suinocultura. Para ele, esse movimento não se resume a uma conquista diplomática ou comercial. Tem impacto direto na base produtiva do país. “Isso gera oportunidades, gera renda e gera emprego onde a gente mais precisa, que é no interior do nosso país”, afirmou. A fala dialoga diretamente com regiões como o Oeste catarinense e o Oeste paranaense, onde aves e suínos estruturam cadeias industriais, cooperativas, empregos e arrecadação. Ao comentar o ambiente geopolítico, o secretário reconheceu o peso das guerras no Oriente Médio e na Ucrânia sobre o humor dos mercados e as rotas comerciais. “Naturalmente é um clima de incerteza”, afirmou. Ainda assim, sustentou que o Brasil chega a esse cenário com atributos que poucos concorrentes conseguem reunir. “O Brasil tem algumas características que tornam ele, se não o único, uma das poucas geografias do mundo que podem apoiar nesse momento.” Rua usou o desempenho recente da carne de frango para exemplificar a capacidade de reação do setor brasileiro. Segundo ele, mesmo com o Oriente Médio entre os principais destinos da proteína avícola nacional e ao mesmo tempo no centro das tensões internacionais, o Brasil ampliou embarques em março. “O Brasil aumentou, inclusive, suas exportações”, declarou. De acordo com o secretário, a alta foi de 7% sobre março do ano passado, com volume de 490 mil toneladas. Para ele, o dado reforça uma característica estrutural da cadeia. “Isso mostra que é um setor resiliente”, resumiu.

O PRESENTE RURAL

 

FRANGOS

 

Frango/Cepea: Vendas externas são recordes no 1º tri

Mesmo diante de um cenário geopolítico desafiador, as vendas externas de carne de frango alcançaram volumes recordes no primeiro trimestre de 2026.

 

De janeiro a março deste ano, o setor exportador brasileiro escoou 1,45 milhão de toneladas de carne, um recorde para um primeiro trimestre e 0,7% acima do até então maior volume, de 1,44 milhão de toneladas, registrado em 2025, conforme apontam os dados da Secex – o Cepea analisou a série histórica, iniciada em 1997. Esse resultado surpreende até mesmo agentes do setor consultados pelo Cepea, já que esse período do ano é caracterizado por menor procura internacional e as exportações tendem a crescer sobretudo no segundo semestre. Além disso, de acordo com pesquisadores do Centro de Pesquisas, em março, especificamente, o setor esteve atento e preocupado com possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado brasileiro. O excelente desempenho das vendas externas da carne, contudo, não foi suficiente para conter as quedas nos preços internos da proteína ao longo de março. Agora em abril, contudo, o Cepea vem registrando aumentos nos valores de negociação, o que, por sua vez, se deve aos reajustes nos valores dos fretes, motivados pela alta dos combustíveis, e ao típico aquecimento da demanda em início de mês. Os atuais patamares estão próximos dos observados em fevereiro, evidenciando a recuperação dos preços.

CEPEA

 

EMPRESAS

 

MBRF e saudita Salic ampliam acordo de segurança alimentar

Empresa brasileira dobrará fornecimento de produtos de aves e passará a enviar carne bovina ao grupo. Marcos Molina, presidente do conselho do frigorífico, disse que criação da MBRF gerou uma plataforma multiproteína que permitiu incluir bovinos no acordo com a Salic

 

A MBRF anunciou no domingo (12/4) a ampliação de seu contrato de fornecimento celebrado com a Saudi Agricultural and Livestock Investment Company (Salic), subsidiária integral do Public Investment Fund (PIF), fundo soberano do Reino da Arábia Saudita. Com a atualização, os volumes máximos anuais contratados foram duplicados e o acordo passou a incluir produtos de carne bovina. No fornecimento de produtos de aves, o volume previsto passa de 300 mil toneladas para até 600 mil toneladas por ano. Já para produtos de carne bovina, o volume máximo anual será de até 270 mil toneladas. O contrato garante à Salic o fornecimento anual visando a segurança alimentar no reino. Segundo a MBRF, a obrigação de vender produtos à Salic permanece condicionada, dentre outros fatores, à existência de plantas habilitadas para exportação à Arábia Saudita. O preço de venda continuará seguindo os valores de mercado ofertados pela companhia a clientes-chave à época da aquisição de produtos pela Salic. “A criação da MBRF criou uma plataforma multiproteína que nos permitiu incluir bovinos no acordo com a Salic. Dobrar o compromisso dos volumes previstos no contrato reflete a confiança na nossa capacidade de escala e na qualidade do nosso produto, reforçando o papel estratégico que desempenhamos na segurança alimentar de toda a região”, disse Marcos Molina, presidente do conselho de administração da MBRF, em nota. A MBRF foi criada com a fusão entre Marfrig e BRF, consolidada no ano passado. O acordo de fornecimento com a Salic era originalmente firmado com a BRF. A ampliação do acordo ocorre em meio à guerra no Oriente Médio, que tem dificultado a logística para abastecimento da região, mas a empresa de alimentos afirmou ao Valor que “as tratativas antecedem o conflito e o aumento do escopo vem no contexto pós fusão, onde MBRF passa a oferecer o portfólio multiproteína”. A MBRF tem três unidades de carne de frango no Oriente Médio: uma em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e duas na Arábia Saudita, nas cidades de Dammam e Al Jubail. Tem ainda 11 centros de distribuição, que recebem e armazenam carne bovina importada que abastece a região, além de dois escritórios comerciais. Em abril de 2025, antes da fusão com a Marfrig, a BRF Arabia Holding Company, em que a BRF tem parceria com a Halal Products Development Company (HPDC), anunciou a construção de fábrica de processados de frango em Jeddah, na Arábia Saudita, que demandará US$ 160 milhões. Em outubro, já como MBRF, a companhia e a HPDC anunciaram a criação da Sadia Halal, unidade que reunirá fábricas da MBRF, suas empresas de distribuição no Catar, Kuwait e Omã e o negócio de exportações de aves, bovinos e processados a clientes na região. Segundo reportagem do Valor, com a guerra no Oriente Médio, o foco da MBRF tem sido abastecer as nações árabes e não redirecionar a outros países cargas que chegariam à região pelo Estreito de Ormuz, fechado em razão do conflito. A estratégia é necessária inclusive porque as fábricas da empresa precisam do frango exportado pelo Brasil para transformá-la em produtos processados.

VALOR ECONÔMICO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Exportações paranaenses de proteínas animais avançam 5,4% no 1º trimestre de 2026

Com exportações de US$ 1,04 bilhão, a carne de frango respondeu por 85% das exportações do segmento, enquanto a carne suína foi responsável por 11% do total, com vendas ao mercado internacional da ordem de US$ 132 milhões.

 

As exportações de carnes do Paraná somaram US$ 1,22 bilhão nos três primeiros meses deste ano, superando em 5,4% o resultado registrado em idêntico período de 2025, quando as vendas atingiram US$ 1,16 bilhão. Esses números, que não consideram as carnes industrializadas, foram disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Com exportações de US$ 1,04 bilhão, a carne de frango respondeu por 85% das exportações do segmento, enquanto a carne suína foi responsável por 11% do total, com vendas ao mercado internacional da ordem de US$ 132 milhões. Já no caso da carne bovina, foram exportados US$ 48 milhões pelos frigoríficos paranaenses no 1º trimestre de 2026, o que correspondeu a 4% do total do complexo carnes. A China é a maior importadora da carne de frango produzida no Paraná, adquirindo US$ 176 milhões de janeiro a março de 2026. A seguir, surgem os Emirados Árabes Unidos e o Japão, com aquisições de US$ 100 milhões e US$ 98 milhões, respectivamente. Em relação à carne suína, os maiores mercados são Filipinas, Uruguai e Hong Kong, que compraram US$ 30 milhões, US$ 22 milhões e US$ 21 milhões, respectivamente, nos primeiros três meses do presente exercício. Em relação à carne bovina, os principais destinos foram a China, os Estados Unidos e o Chile, com as aquisições totalizando US$ 23 milhões, US$ 7 milhões e US$ 5 milhões, respectivamente. De acordo com Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, a competitividade paranaense na oferta de proteínas animais está diretamente relacionada aos diferenciais da estrutura produtiva local, com forte atuação de agricultores familiares capacitados, elevada integração com os complexos agroindustriais e expressiva oferta de grãos, utilizados na alimentação animal. “Essas condições explicam o status do Paraná como importante fornecedor de proteínas animais para os mercados nacional e global”, afirma. O Paraná exportou US$ 5,2 bilhões no primeiro trimestre do ano. A liderança em termos de produtos é da carne de frango in natura, soja em grãos, farelo de soja, papel, óleo de soja, celulose, cereais, carne de suínos in natura, máquinas de terraplanagem, e óleos e combustíveis. Os principais compradores do período foram China (US$ 1,1 bilhão), Argentina (US$ 179 milhões), México (US$ 168 milhões), Índia (US$ 167 milhões) e Estados Unidos (US$ 166 milhões). O principal aumento foi do comércio com o Japão, um salto de 124% (de US$ 63,5 milhões no primeiro trimestre de 2015 para US$ 142,8 milhões no primeiro trimestre de 2026). Foram exportados US$ 2,06 bilhões apenas em março, melhor resultado do ano para o Paraná, que é um dos dez principais exportadores do Brasil. A balança comercial até março está favorável em US$ 530 milhões (diferença das US$ 5,2 bilhões de vendas e US$ 4,7 bilhões de compras).

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

Crédito rural empresarial soma R$ 404 bilhões no Plano Safra 2025/2026

Sul lidera operações de crédito rural

 

O crédito rural empresarial somou R$ 404 bilhões em contratações entre julho de 2025 e março de 2026, aumento de 10% em relação aos R$ 368 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. Os dados constam no Boletim do Crédito Rural do Plano Safra 2025/2026, elaborado pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, vinculado à Secretaria de Política Agrícola, com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro e do Banco Central do Brasil. No mesmo período, os recursos efetivamente concedidos — aqueles já liberados na conta do produtor — totalizaram R$ 387 bilhões, crescimento de 5% em relação à safra anterior. Entre os destaques está a emissão de Cédula de Produto Rural por produtores em favor de instituições financeiras, que avançou 38% e alcançou R$ 183,1 bilhões. Como o instrumento é utilizado principalmente para o custeio da safra, sua soma ao crédito tradicional destinado a essa finalidade elevou o volume de recursos disponíveis para custeio a R$ 303,1 bilhões, alta de 13% em comparação com a safra 2024/2025. A Secretaria de Política Agrícola avaliou que os números refletem a continuidade do financiamento ao setor. “O crescimento de 10% nas contratações e de 5% nas concessões demonstra a solidez do financiamento agropecuário brasileiro, mesmo em um cenário de maior seletividade por parte dos produtores e do sistema financeiro”, ressaltou a secretaria. A análise por finalidade mostra comportamentos distintos entre as modalidades de crédito. A linha destinada à industrialização registrou expansão, com aumento de 74% nas contratações, que alcançaram R$ 28,1 bilhões, e de 64% nas concessões, totalizando R$ 26,4 bilhões. O resultado indica maior procura por financiamento voltado ao processamento agroindustrial.

Por outro lado, linhas tradicionais apresentaram retração no período. O crédito de custeio somou R$ 120 bilhões em contratações e R$ 114,3 bilhões em concessões, com queda de 11% e 15%, respectivamente. O investimento registrou R$ 45,5 bilhões em contratações e R$ 37,6 bilhões em concessões, recuos de 16% e 30%. As operações destinadas à comercialização também diminuíram, com contratações de R$ 27,2 bilhões e concessões de R$ 25,5 bilhões. Segundo o boletim, a redução nas linhas de investimento está associada à cautela do setor diante das taxas de juros vigentes e à expectativa de queda da Taxa Selic em cerca de dois pontos percentuais até o fim de 2026. Entre os programas analisados, o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária foi o único a registrar crescimento, com alta de 20% e R$ 900 milhões concedidos. No total, o número de contratos firmados no período caiu 24%, passando de 534.351 para 408.353 operações. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural contabilizou 156.485 contratos, enquanto os demais produtores somaram 127.615 operações. As transações vinculadas à CPR chegaram a 125.310 contratos. Na distribuição regional, a Região Sul do Brasil manteve a liderança no número de operações contratadas, enquanto a Região Sudeste do Brasil concentrou o maior volume financeiro. No que se refere às fontes de financiamento, os recursos controlados somaram R$ 106,5 bilhões em concessões, redução de 7%. Dentro desse grupo, os Recursos Obrigatórios atingiram R$ 42,8 bilhões, crescimento de 19%. A Letra de Crédito do Agronegócio na modalidade controlada registrou aumento expressivo e alcançou R$ 26,9 bilhões. A Poupança Rural Controlada somou R$ 7,5 bilhões e os Fundos Constitucionais totalizaram R$ 14,5 bilhões. Já as fontes não controladas chegaram a R$ 97,3 bilhões. Nesse grupo, destacaram-se a LCA, com R$ 47,8 bilhões, e a Poupança Rural Livre, que alcançou R$ 44,4 bilhões e registrou crescimento de 39%. O BNDES Livre apresentou recuo de 11%, totalizando R$ 4,4 bilhões. A execução do Plano Safra 2025/2026 indica que, até março de 2026, foram concedidos R$ 43,4 bilhões de um total de R$ 113,4 bilhões programados em recursos equalizáveis, o equivalente a 38% do montante previsto. No custeio, R$ 24,7 bilhões foram liberados de um total programado de R$ 63 bilhões. Para investimento, foram concedidos R$ 18,4 bilhões dos R$ 49,5 bilhões previstos, enquanto na comercialização foram aplicados R$ 307 milhões de R$ 845 milhões programados. Entre as instituições financeiras, o Banco do Brasil lidera a execução dos recursos, com R$ 7,1 bilhões liberados para custeio e R$ 7 bilhões para investimento. O Sistema de Cooperativas Financeiras do Brasil executou 59% do volume programado de custeio e 69% das operações de investimento. Já o Sistema Cresol concluiu 100% das metas previstas para custeio. Ainda há R$ 21,7 bilhões em crédito contratado que aguardam liberação. Desse total, R$ 10,8 bilhões correspondem a financiamentos sem vínculo com programa específico, enquanto R$ 2,2 bilhões estão relacionados ao Pronamp. Outros valores estão vinculados ao Programa para Construção e Ampliação de Armazéns, ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira e ao Programa de Modernização da Frota de Tratores e Implementos Agrícolas. A Secretaria de Política Agrícola avalia que o cenário aponta continuidade no acesso ao financiamento agropecuário. “O Boletim do Crédito Rural de julho/2025 a março/2026 revela um setor agropecuário que mantém a trajetória de crescimento no volume global de recursos, com destaque para a expansão da CPR e da industrialização. Ao mesmo tempo, a retração nas linhas de investimento e custeio convencional sinaliza maior seletividade dos produtores, associada ao ambiente de juros elevados”, explicou a secretaria. Segundo a análise, ainda existe margem para ampliação das operações até o encerramento do Plano Safra, uma vez que 62% dos recursos equalizáveis permanecem disponíveis para contratação nos próximos meses.

AGROLINK

 

ECONOMIA

 

Dólar volta a cair e se aproxima dos R$5,00 sob influência do exterior

O dólar fechou a sexta-feira em baixa ante o real e novamente próximo dos R$5,00, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior, onde investidores voltaram a demonstrar otimismo em relação ao cessar-fogo entre EUA e Irã.

 

O dólar à vista encerrou o dia com queda de 1,03%, aos R$5,0104, o menor valor de fechamento desde 9 de abril de 2024, quando atingiu R$5,0067. Foi a terceira sessão consecutiva de perdas para a moeda norte-americana. Na semana, a divisa acumulou baixa de 2,90% e, no ano, queda de 8,72%. Às 17h15, o dólar futuro para maio -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,94% na B3, aos R$5,0345. Desde que EUA e Irã fecharam um acordo de cessar-fogo, na noite de terça-feira, o dólar tem enfrentado ajustes de baixa em todo o mundo, com investidores desmontando posições defensivas na moeda norte-americana. Ainda que o Estreito de Ormuz siga travado, prejudicando o transporte global de petróleo, a expectativa de que EUA e Irã possam negociar a paz deu força a divisas de países emergentes, como o real, o peso mexicano e o peso chileno. No Brasil, o dólar à vista atingiu a menor cotação da sessão, de R$5,0051, às 16h14, já na última hora de negócios, sendo que desde o período março-abril de 2024 a divisa não exibia valores próximos dos R$5,00. "A redução da aversão ao risco com expectativa de cessar-fogo e recuo do DXY (índice do dólar) para abaixo de 100 provocaram alta do real nos últimos dias, que se aproximou da maior cotação do ano", destacou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em análise enviada a clientes pela manhã. "O dólar... ainda tem espaço para cair um pouco mais a depender do movimento do DXY", acrescentou. No início do dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que em março o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu 0,88% em relação a fevereiro, acima da taxa de 0,77% projetada por economistas ouvidos pela Reuters. Nos 12 meses até março, o IPCA avançou 4,14%, também acima dos 4,00% projetados.

O IPCA de março acima do projetado pelo mercado fez as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de curto prazo subirem, com o índice reforçando as apostas de que o Banco Central cortará a Selic em apenas 25 pontos-base no fim do mês, e não em 50 pontos-base. Atualmente a Selic está em 14,75% ao ano.

REUTERS

 

Ibovespa renova recordes com investidor de olho no Oriente Médio

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, renovando máximas e fechando acima dos 197 mil pontos pela primeira vez, com agentes financeiros na expectativa de negociações de paz entre Estados Unidos e Irã previstas para o fim de semana. 

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,12%, a 197.323,87 pontos, novo recorde de fechamento, após marcar 197.553,64 na máxima da sessão, novo topo intradia. Na semana, avançou 4,93%. O volume financeiro na sexta-feira somou R$33,7 bilhões. No exterior, o barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em queda de 0,75%, a US$95,20, enquanto o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, encerrou com declínio de 0,11%. O Ibovespa tem resistido à aversão a risco e à busca por liquidez desencadeadas pelo conflito. Apesar do desempenho negativo do Ibovespa em março, a bolsa ainda registrou entrada líquida de capital externo, que persiste em abril. "Daqui para frente, assumindo que a trégua se mantenha, acreditamos que o Brasil continuará a apresentar bom desempenho", avalia Emy Shayo, co-head de estratégia de ações de mercados emergentes e chefe de estratégia para América Latina e Brasil, conforme relatório assinado também por Cinthya Mizuguchi. Shayo ressaltou, porém, que vê uma rotação entre setores, com aqueles que mais sofreram desde o início da guerra - especialmente o setor financeiro - recuperando parte da liderança. Na sexta-feira, além do cenário externo, investidores também repercutiram a pauta macroeconômica brasileira, com o IPCA de março subindo 0,88%, maior avanço em cerca de um ano, superando as previsões de economistas, que apontavam alta de 0,77%. "Embora uma leitura cheia ruim, e que limita o Copom no curto prazo, parte significativa da surpresa altista veio de itens como combustíveis, refletindo impacto direto do choque dos preços do petróleo", ponderou o economista-chefe e sócio fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri. "Se de fato houver a normalização destes preços, com um acordo de paz para o conflito, é razoável esperar a reversão destes preços (que pesaram no IPCA)", acrescentou.

REUTERS

 

IPCA tem em março maior alta em cerca de 1 ano sob pressão do conflito no Oriente Médio

Os preços de transportes e alimentação pressionaram a inflação ao consumidor no Brasil, que atingiu em março a taxa mais alta em cerca de um ano, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio, levando o índice em 12 meses para mais perto do teto da meta.

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve em março alta de 0,88%, depois de ter subido 0,70% em fevereiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. Esse foi o resultado mensal mais alto desde fevereiro de 2025, quando a taxa foi de 1,31%. Nos 12 meses até março, o IPCA acumulou avanço de 4,14%, de 3,81% no mês anterior. A meta contínua para a inflação é de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Assim, o teto da meta é de 4,50%. Os resultados ficaram acima das expectativas em pesquisa da Reuters, de altas de 0,77% no mês e de 4,0% em 12 meses. A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã vem provocando preocupações sobre a inflação diante das altas nos preços globais do petróleo devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. Na semana passada, a Petrobras anunciou reajuste de 54,8% nos preços do querosene de aviação para abril. Em março, os preços dos grupos Alimentação e bebidas e Transportes responderam juntos por 76% do IPCA. "Quando se fala lá fora em fechamento de Estreito de Ormuz, com efeitos na oferta global, isso cria impacto nos preços dos combustíveis por aqui", disse o gerente do IPCA no IBGE, Fernando Gonçalves. "Os combustíveis ficaram mais caros com o conflito e isso traz impacto não só nos combustíveis, mas nos alimentos também porque o frete fica mais caro e encarece o produto ao consumidor." O grupo Transportes avançou no mês 1,64%, com destaque para a alta de 4,59% da gasolina. Outras altas foram registradas em passagem aérea (6,08%) e diesel (13,90%), embora com menos impacto devido aos menores pesos desses subitens no índice geral. Segundo o gerente do IBGE, se descartado o resultado dos combustíveis o IPCA seria de 0,68%. Sem gasolina o índice ficaria em 0,64%. "À medida que a guerra afeta a distribuição global de combustíveis é possível que isso impacte o IPCA com menor oferta e preço maior (nos próximos meses)", completou Gonçalves. Já Alimentação e bebidas subiu 1,56%, sob os pesos das altas de leite longa vida (11,74%) e tomate (20,31%). "No grupo alimentação, em especial na alimentação em casa, a aceleração no nível de preços foi mais evidente, com a alta de 1,94%, a maior desde abril de 2022, combinando efeitos de redução de oferta de alguns produtos com altas do frete, em decorrência dos combustíveis mais caros”, disse Gonçalves. Por outro lado, a inflação de serviços, ponto de atenção do BC, desacelerou em março, chegando a 0,53%, de 1,51% no mês anterior. "A manutenção deste quadro em um ambiente de desaceleração econômica e maior endividamento das famílias pode significar um alívio para o IPCA como um todo ao longo do ano. Todavia, o quadro para a inflação de serviços como um todo ainda preocupa dado o comportamento estacionário em um patamar muito elevado do ponto de vista da política monetária", destacou Matheus Pizzani, economista do PicPay.

REUTERS

 

Carga tributária da União sobe R$ 237,2 bi em 2025 puxada por maior arrecadação com IOF e IRRF

Considerando os três entes da federação, a carga tributária total brasileira foi de 32,4% do PIB no ano passado, ante 32,2% do PIB em 2024

 

O Ministério da Fazenda anunciou que a carga tributária da União subiu pouco mais de 0,3 ponto percentual do PIB em 2025, impulsionada pela alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e pelas contribuições ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Os dados divulgados pela pasta, a carga tributária do governo central foi de 21,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, ante 21,3% do PIB em 2024. No total, a carga tributária bruta do governo federal foi R$ 237,2 bilhões superior em 2025, alta nominal de 9,4%. O aumento da carga correspondente ao governo federal foi impulsionado com um aumento de 0,23 p.p. do PIB com uma maior arrecadação do IRRF, 0,10 p.p. do PIB com a majoração do IOF e 0,12 p.p. do PIB nas contribuições ao RGPS. Quando considerados os três entes da federação, a carga tributária total brasileira foi de 32,4% do PIB no ano passado, ante 32,2% do PIB em 2024. A tributação dos governos estaduais foi responsável por 8,4% do PIB (8,5% em 2024), enquanto os municípios tiveram uma carga de 2,4% do PIB no último ano. Somando as três esferas, a carga tributária foi R$ 332,4 bilhões superior em comparação com 2024. Segundo a pasta, o percentual brasileiro de 32,4% do PIB está abaixo dos países da OCDE, que tiveram uma carga tributária média de 34,06% do PIB em 2024, mas acima dos pares da América Latina, quando o patamar foi de 21,26% em 2023, último dado disponível. A queda na esfera estadual, de acordo com a Fazenda, ocorre devido a uma baixa de de 0,09 p.p. do PIB relativa à arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Apesar do crescimento nominal da receita, esse aumento foi inferior ao do PIB, refletindo a composição do crescimento econômico, mais concentrado em setores com menor incidência do imposto", assinalou a pasta. Já nos municípios, a Fazenda explicou que houve um leve aumento, de 0,03 p.p. do PIB, puxada principalmente pelo crescimento da arrecadação do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), equivalente a 0,02 p.p. "Os impostos sobre a propriedade, como o IPTU, também contribuíram, ainda que em menor magnitude, enquanto os demais componentes permaneceram estáveis", disse a pasta.

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