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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1067 DE 16 DE MARÇO DE 2026

  • prcarne
  • 16 de mar.
  • 19 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1067 | 16 de março de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: pressão de baixa na arroba

Cotações dos animais terminados ficaram estáveis em São Paulo e nas demais 16 praças brasileiras acompanhadas pela Agrifatto. Preços da reposição recuam durante a semana em SP, apontou Scot. Ao longo da semana, 6 das 8 categorias de reposição registraram retração nas cotações na comparação com a anterior. No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo)

 

Em São Paulo, o mercado de reposição registrou um comportamento mais retraído nas negociações ao longo das duas primeiras semanas de março/26, informa a zootecnista Stéfany Souza, analista da Scot Consultoria. Na primeira semana, o ambiente foi marcado por menor liquidez e cautela entre compradores e vendedores, com preços andando de lado, relata a analista. Por sua vez, continua Stéfany, na segunda semana, houve recuo nas cotações, refletindo o ajuste das expectativas do setor diante do cenário atual. “Esse movimento acompanha o que vem acontecendo no mercado do boi gordo”, afirma a analista, referindo-se à pressão negativa na arroba ocasionada pelas incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio, que levaram as indústrias frigoríficas a reduzir o ritmo de compras. “Esse contexto gera um ambiente de espera, com agentes do mercado avaliando possíveis impactos logísticos e comerciais sobre o fluxo global de proteínas”, acrescentou ela. Dessa forma, o mercado paulista de reposição atravessa um momento de ajuste nos preços. Entre os machos Nelore, na comparação semanal, as cotações registraram queda para o boi magro (-1,9%), para o garrote (-1,2%) e para o bezerro de ano (-1,7%). Já o bezerro de desmama subiu 1,8%, informa a Scot. Para as fêmeas Nelore, na mesma comparação, as cotações recuaram. A vaca magra caiu 1,4%, a novilha teve baixa de 1,5% e a bezerra de ano apresentou retração semana de 1,8%. Por sua vez, a bezerra de desmama teve alta de 1,3%. Segundo a analista da Scot, o ágio entre o bezerro de desmama e o boi gordo caiu 9,6% em relação ao mês anterior, para 38%. Contudo, na comparação com março de 2025, o ágio atual apresenta avanço de 44,2%. Nos próximos dias, o mercado de reposição deve adotar uma postura mais cautelosa, prevê Stéfany. Já o preço do boi gordo encerra a primeira quinzena de março sem tendência definida

Em algumas regiões, compradores estudam a possibilidade de reduzir o abate nos próximos dias. Baixa oferta de animais prontos contrasta com o consumo interno de carne bovina enfraquecido e com a maior disponibilidade de frango. O mercado do boi gordo encerrou a primeira quinzena de março sem apresentar uma tendência definida, destacou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os negócios da semana ocorreram em patamares próximos, com leves oscilações para cima e para baixo, mas com predomínio de estabilidade. Segundo o Cepea, a baixa oferta de animais prontos contrasta com o consumo interno de carne bovina enfraquecido e com a maior disponibilidade de frango. Em algumas praças, compradores estudam a possibilidade de reduzir o abate nos próximos dias. Em todas as 33 regiões pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria, não houve alterações no preço do boi gordo na sexta-feira (13/3). Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, a cotação seguiu em R$ 347 a arroba para o pagamento a prazo. No Estado de São Paulo, informou a Scot, a oferta de boiadas voltou a diminuir no dia anterior e, algumas indústrias, para completar as escalas de abate da próxima semana, haviam melhorado as ofertas. Atualmente, as escalas nas praças paulistas atendem, em média, a oito dias.

Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. Preços brutos do “boi-China” na quarta-feira (11/3), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 331,50/@ (à vista) R$ 335,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 304,00/@ (à vista) e R$ 307,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 315,00/@ (à vista) e R$ 318,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

SUÍNOS

 

Paraná: exportações de suínos batem recorde

Segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), suinocultura do Paraná segue no ritmo de recordes históricos nas exportações

 

A suinocultura do Paraná segue no ritmo de recordes históricos nas exportações. Nos dois primeiros meses de 2026, o Paraná registrou os maiores volumes já embarcados para o período, com 17,02 mil toneladas em janeiro e 20,62 mil em fevereiro. O recorde mensal permanece sendo setembro de 2025, quando foram exportadas 25,18 mil t. O crescimento foi impulsionado pela abertura de novos mercados em 2025, como Peru e Chile, e pelo forte apetite das Filipinas, que aumentou suas compras em 442,1% em relação ao ano anterior, totalizando 9,3 mil toneladas no acumulado de 2026. Hong Kong, com 6,5 mil t; Uruguai, com 5,1 mil t; Singapura, com 4,2 mil t; Argentina, com 3,7 mil t; Vietnã, com 1,8 mil t; Costa do Marfim, com 1,5 mil t; Peru, com 840 t; Geórgia, com 720 t; e Chile, com 642 t também são grandes compradores.

SEAB-PR/DERAL

 

Queda de 16% no preço do suíno pressiona produtor, enquanto exportações batem recorde em fevereiro

O mercado brasileiro de suínos iniciou o ano com forte pressão sobre os preços pagos ao produtor. Levantamento divulgado na sexta-feira pelo Cepea mostra que as cotações do animal vivo registraram queda expressiva em fevereiro na comparação com janeiro. A retração ocorreu em meio a uma combinação de menor demanda da indústria e maior disponibilidade de oferta no mercado interno.

 

Na praça conhecida como SP-5, que reúne importantes polos de comercialização no estado de São Paulo, o recuo mensal foi de 16,1%. Esse movimento representou a maior desvalorização para um mês de fevereiro desde 2022, quando o mercado também registrou forte ajuste negativo nas cotações. Segundo o relatório do Cepea, o preço médio do suíno vivo ficou em R$ 6,91 por quilo no segundo mês do ano. Em janeiro, o valor médio havia sido de R$ 8,24 por quilo, evidenciando o impacto da queda sobre a rentabilidade da atividade. O movimento de baixa começou ainda na segunda quinzena de janeiro. Na região SP-5, o animal chegou a ser negociado a R$ 7,09 por quilo no dia 30 daquele mês, bem abaixo do patamar próximo de R$ 9 registrado no início do período. Durante fevereiro, o mercado apresentou momentos alternados de estabilidade e novas quedas. Mesmo assim, o valor final permaneceu próximo ao observado no fim de janeiro, sinalizando que o setor entrou no ano com dificuldade de sustentação nas cotações. O Cepea destaca que esse tipo de movimento é relativamente comum no começo do ano. Nesse período, a comercialização costuma apresentar menor liquidez, o que amplia a sensibilidade do mercado a variações entre oferta e procura. Agentes consultados pelo Cepea indicam que a principal causa da desvalorização foi a retração na procura da indústria por lotes de animais no mercado independente. Esse comportamento acabou gerando um desarranjo na relação entre oferta e demanda no mercado doméstico. Quando a indústria reduz o ritmo de compras, os produtores acabam competindo entre si para vender os animais. Essa dinâmica normalmente pressiona os valores pagos ao suinocultor. No comparativo anual, o recuo também chama atenção. Em relação a fevereiro de 2025, quando o suíno vivo foi negociado a média de R$ 8,66 por quilo, a desvalorização chega a cerca de 20%. O enfraquecimento da procura não ficou restrito ao mercado de animais vivos. O levantamento do Cepea aponta que o consumo de carne suína no atacado também apresentou desempenho mais fraco ao longo de fevereiro. Na Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi negociada à média de R$ 10,36 por quilo. Esse valor representa queda de 14,6% em relação à média observada no mês de janeiro. A menor movimentação no consumo final contribuiu para reduzir o ritmo de compras da indústria. Esse cenário acabou se refletindo diretamente no mercado de animais destinados ao abate. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o Brasil exportou 120,9 mil toneladas de carne suína em fevereiro. Esse volume representa crescimento de 5,1% frente a janeiro e aumento de 6,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Além disso, trata-se do maior embarque já registrado para um mês de fevereiro desde o início da série histórica em 1997. O Cepea destaca que este foi o terceiro mês consecutivo com recordes mensais nas exportações brasileiras. Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, os embarques somaram mais de 372 mil toneladas. Entre os destinos da proteína suína brasileira, as Filipinas seguem como principal parceiro comercial. Pelo décimo terceiro mês consecutivo, o país asiático liderou as compras, com volume de 40,9 mil toneladas. Na sequência aparecem o Japão, com 12,1 mil toneladas, e a China, que importou 11,1 mil toneladas do produto brasileiro no período.

CEPEA

 

FRANGOS

 

Frango/Cepea: Conflito traz incerteza, mas exportações mantêm ritmo recorde

Com a possibilidade de um agravamento no contexto geopolítico, relacionado ao atual conflito no Oriente Médio, agentes do mercado avícola nacional consultados pelo Cepea indicam estar em alerta – o Brasil é o maior exportador mundial da proteína e esse cenário pode dificultar as vendas externas da carne brasileira.

 

No entanto, neste começo de março, dados da Secex mostram que os embarques seguem firmes, evidenciando que efeitos do conflito sobre as vendas externas não foram registrados. O setor, inclusive, segue registrando vendas externas recordes – em fevereiro, foram escoadas 493,2 mil toneladas, de acordo com dados da Secex. Trata-se do melhor desempenho para um mês de fevereiro, considerando-se toda a série histórica, iniciada em 1997. Além disso, o setor chega ao terceiro mês seguido em que os volumes exportados atingem volumes históricos. Segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez está menor nesta primeira quinzena de março, e as cotações dos diversos produtos avícolas estão praticamente estáveis. 

CEPEA

 

Paraná exportou frango para 150 mercados internacionais em 2025, maior patamar do País

Em termos de destinos, o Paraná mandou carne de aves paranaense para 150 mercados diferentes no ano passado. Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, que também são grandes exportadores da mercadoria, atingiram 138, 134 e 119 mercados no Exterior, respectivamente.

 

Além de ocupar a liderança no ranking nacional da produção de carne de aves, com 1,7 bilhão de animais processados até o terceiro trimestre de 2025, o Estado do Paraná também encabeça a lista dos maiores exportadores, destinando, ao mercado internacional, 2,05 milhões de toneladas do produto no ano passado, o que gerou receitas da ordem de US$ 3,53 bilhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram divulgados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) nesta sexta-feira (13). Em termos de destinos, o Paraná mandou carne de aves paranaense para 150 mercados diferentes no ano passado. Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, que também são grandes exportadores da mercadoria, atingiram 138, 134 e 119 mercados no Exterior, respectivamente. A diversidade de mercados da carne de aves produzida no Estado é tão grande que envolve desde países que compraram mais de 100 mil toneladas do produto, como os Emirados Árabes Unidos, a China, o México e o Japão, até mercados que adquiriram menos de uma tonelada, como Palau, país da Oceania com apenas 18 mil habitantes, que também são destinos importantes. Em termos de ranking, os maiores compradores, pela ordem, foram Emirados Árabes Unidos, China, México, Japão, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Iraque, África do Sul, Kuwait, Omã, Chile, Filipinas, Holanda, Turquia, Catar, Iêmen, Líbia, Singapura, Gana e Jordânia. De acordo com o Ipardes, chegar em mercados tradicionais e outros mais distantes, como Belize e nações da África, demonstra o alcance dos negócios que envolvem a carne de aves paranaense, assim como o compromisso do Estado com o atendimento do consumo mundial de alimentos. Outro diferencial do Estado é a capacidade de produção do frango halal para atender o mercado islâmico. De acordo com Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, os números reforçam termo "supermercado do mundo” que é atribuído ao Estado. “Há comida paranaense nos quatro cantos do mundo. A carne de frango, que figura entre os principais produtos exportados pelo Paraná, é uma amostra da nossa qualidade e competitividade”, diz. O Paraná lidera amplamente o abate de frangos em todo o Brasil, com cerca de 34% da participação nacional, seguido por Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Apenas nos três primeiros trimestres do ano (dado mais recente disponível) foram abatidos 1,7 bilhão de aves no Estado, um novo recorde para o período. 

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Safra de grãos do Paraná deve ter aumento de 306 mil toneladas, aponta IBGE

De acordo com o levantamento, o Paraná, com uma produção de 22,3 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País neste ano, com crescimento de 4,3% em relação ao volume de 2025. O Estado responde por 13,9% da produção nacional.

 

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o Paraná deve produzir 306,4 mil toneladas a mais de grãos do que a projeção anterior, divulgada em fevereiro. É a quarta principal alta do País, atrás apenas de Bahia (652,2 mil toneladas), Goiás (424 mil t) e Minas Gerais (321,2 mil t). Já a maior variação negativa ocorreu no Rio Grande do Sul (-359.430 t). De acordo com o levantamento, o Paraná, com uma produção de 22,3 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País neste ano, com crescimento de 4,3% em relação ao volume de 2025. O Estado responde por 13,9% da produção nacional, segundo maior indicador, atrás apenas do Mato Grosso (48,5 milhões de toneladas). O Mato Grosso do Sul, em terceiro, aguarda uma produção de 15 milhões de toneladas, crescimento de 14% sobre o total do ano passado. A estimativa nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas é de 344,1 milhões de toneladas, 0,6% menor que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas. A área a ser colhida foi de 82,9 milhões de hectares, com aumento de 1,6% frente a 2025. Em relação à estimativa de janeiro, a área a ser colhida cresceu 0,3%.

No Paraná, as principais mudanças positivas estão na soja, milho e feijão. Na soja, o Paraná espera 22,3 milhões de toneladas, segundo maior volume colhido do País, com crescimento de 4,3% em relação ao volume colhido em 2025. A estimativa nacional alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,3 milhões de toneladas, 0,4% acima de janeiro 4,3% maior que o produzido em 2025. Em relação ao milho, o Paraná, segundo maior produtor nacional, registra crescimento de 1,6% na área, totalizando 17,5 milhões de toneladas e um rendimento médio de 6 125 kg/ha. O Estado tem 16,6% de participação nessa cultura.

A estimativa de fevereiro para as três safras do feijão alcançou 3 milhões de toneladas em todo o País. O Paraná, maior produtor nacional, prevê 688,4 mil toneladas (22,9% de participação), seguido por Minas Gerais com 514,1 mil toneladas (17,1% de participação), Goiás com 364,9 mil toneladas e Mato Grosso com 363,4 mil toneladas.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

Indústria do Paraná cresce 1,5% em janeiro e ajuda a puxar alta nacional, aponta IBGE

O Paraná foi um dos sete locais pesquisados com crescimento. Outros oito tiveram retração no primeiro mês do ano, incluindo grandes economias, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

 

A produção industrial do Paraná cresceu 1,5% em janeiro, na comparação com dezembro, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná foi um dos sete locais pesquisados com crescimento. Outros oito tiveram retração no primeiro mês do ano, incluindo grandes economias, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A média nacional no período ficou em 1,8%. A nova pesquisa também aponta que a produção do Paraná registra crescimento acumulado de 0,3% nos últimos doze meses em relação ao mesmo período do ano anterior. A média nacional é de 0,5%. Nesse indicador dez locais pesquisados registram queda na produção, como Amazonas, Maranhão, região Nordeste, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Nesse período prolongado, os principais motores da indústria paranaense foram a fabricação de máquinas e equipamentos (8,7%), produtos farmacêuticos (6,7%), celulose e papel (alta de 3,1%), metal (1,6%), coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (1,2%).

Outra sondagem divulgada nesta sexta-feira foi a Pesquisa Mensal de Serviços. Ela aponta que o setor cresceu 3% no Paraná no acumulado dos últimos doze meses, resultado igual à média nacional. Seis estados brasileiros registraram queda na movimentação em relação ao período anterior. Os segmentos que lideraram o processo foram serviços profissionais e administrativos (4,1%), informação e comunicação (2,9%), transporte e serviços auxiliares (2,7%) e serviços prestados às famílias (1,1%). O turismo do Paraná, que aparece nessa pesquisa, cresceu 1,1% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado dos últimos doze meses a alta é de 5,7%, à frente da média nacional de 4,6%. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta semana, também já tinha apontado evolução nesse segmento. O comércio varejista do Paraná cresceu 3,3% em janeiro de 2026 em relação ao mesmo mês do ano passado, acima da média nacional de 2,8%. O resultado é superior a estados como São Paulo (1,5%), Minas Gerais (0,7%) e Rio Grande do Sul (0,2%). 

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

Dólar supera R$5,30 com piora de percepção sobre a guerra, em dia de leilões do BC

O dólar fechou a sexta-feira em forte alta no Brasil e acima dos R$5,30, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, após uma piora generalizada dos ativos de risco ao redor do mundo em função do conflito no Oriente Médio.

 

Com o barril do petróleo tipo Brent novamente acima dos US$100 em Londres, o dólar à vista fechou a sessão com alta de 1,34% no Brasil, aos R$5,3166, em sintonia com o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. Na semana, a divisa acumulou alta de 1,43% ante o real e, no ano, passou a registrar queda de 3,14%. Às 17h36, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,16% na B3, aos R$5,3430. O dólar passou a acelerar os ganhos a partir do fim da manhã, depois que o preço do petróleo saltou para o território positivo e a percepção mais geral sobre a guerra no Oriente Médio piorou, com EUA e Israel prosseguindo com os confrontos contra o Irã. Após registrar a cotação mínima de R$5,2153 (-0,59%) às 10h55, o dólar à vista escalou até a máxima de R$5,3256 (+1,51%) às 16h46, já perto do encerramento da sessão. "O pessoal (mercado) está buscando se proteger, saindo de alguns ativos, em função do conflito, do petróleo", resumiu durante a tarde João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp. "E se este petróleo continuar a subir, para US$120 ou US$150, isso vai assustar todos os mercados, e o nosso mercado vai junto em função do nervosismo com o cenário", alertou. Pela manhã, buscando reduzir parte da pressão vista em dias anteriores no mercado cambial brasileiro, o Banco Central realizou o chamado "casadão" -- leilões simultâneos de venda de dólares no mercado à vista e de negociação de contratos de swap cambial reverso. O BC vendeu, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso -- neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro. Ao fazer o "casadão", o BC elevou a liquidez no mercado à vista em um momento de estresse, em que o dólar tem sido pressionado pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. Porém, o efeito das operações sobre as cotações do dólar é, na prática, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra. Segundo o gestor de renda fixa da Inter Asset, Ian Lima, as operações do BC melhoram o funcionamento do mercado de câmbio como um todo. "Quando o BC faz o 'casadão', (o resultado) é menos swap (tradicional) para rolar, porque o mercado não está demandando mais swap neste momento. Isso melhora o balanço do BC", pontuou Lima, lembrando que a instituição segue com uma posição vendida em swaps em seu balanço, que é rolada mês a mês. "E quando entrega dólar, ele melhora a posição vendida (à vista em dólar) dos bancos", acrescentou.

REUTERS

 

Ibovespa fecha semana abaixo de 178 mil pontos sem alívio em preocupações com guerra no Irã

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, sem conseguir sustentar a tentativa de recuperação do começo do pregão, com a cautela prevalecendo antes do fim de semana, diante da tensão e incertezas persistentes com o conflito no Oriente Médio.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,91%, a 177.653,31 pontos, após marcar 180.995,79 na máxima e 177.321,97 na mínima do dia. Na semana, o Ibovespa acumulou um declínio de 0,95%. O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$29,48 bilhões. Os preços do petróleo chegaram a recuar no começo da sessão, mas mudaram de sinal, com o barril sob o contrato Brent encerrando o dia com acréscimo de 2,67%, a US$103,14. Notícias de navios navegando no Estreito de Ormuz, assim como a flexibilização de sanções ao petróleo russo pelos EUA, corroboraram o alívio inicial, mas o movimento arrefeceu uma vez que segue o temor com a duração do conflito. A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que começou há cerca de duas semanas, tem sustentado a disparada dos preços do petróleo e afetado as perspectivas para a inflação e para as taxas de juros no mundo. Estrategistas do Citi destacaram que o conflito ainda está em uma fase em que a "incerteza e a volatilidade implícita são extremamente elevadas". Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário brasileiro, recuou 0,61%, enquanto o dólar voltou a se valorizar ante outras moedas, incluindo o real. De acordo com o economista-chefe e sócio fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, o mercado acionário brasileiro se ressente, embora com menos intensidade do que antes, do ambiente avesso a risco nos mercados globais. A poucos dias da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a curva futura de juros ainda precifica um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, mas passou a embutir chance, embora minoritária, de manutenção da Selic em 15%. No comunicado da sua última reunião de política monetária, no final de janeiro, a autarquia havia indicado o início em março de um ciclo de corte na taxa básica de juros. O último pregão da semana ainda teve no radar uma série de balanços e a notícia de que os EUA abriram investigações de práticas comerciais desleais relacionadas a trabalho forçado contra dezenas de países, incluindo o Brasil.

REUTERS

 

Fazenda mantém projeção para alta do PIB de 2026 em 2,3% e vê inflação levemente mais alta com conflito no Irã

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda manteve, na sexta-feira, sua projeção para o crescimento econômico em 2026 e previu uma inflação ligeiramente mais alta do que a projetada no mês passado, sob impacto de um conflito que espera ser temporário no Irã.

 

Relatório da SPE projetou a alta do PIB neste ano em 2,3%, mesmo nível estimado em fevereiro, mantendo previsão anterior de crescimento de 2,6% para a atividade em 2027.

A secretaria ainda estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2026 em 3,7%, contra 3,6% previstos antes. “Destacam-se mudanças tanto na cotação do petróleo como na estimativa de câmbio médio para 2026... Essas mudanças alteraram as estimativas de inflação para 2026”, disse a SPE, ressaltando que a variação no preço do petróleo tem efeitos relevantes sobre a economia brasileira. Para 2027, a previsão para o IPCA acumulado está em 3%, centro da meta contínua. As projeções não levaram em conta o pacote de medidas anunciado na quinta-feira para reduzir o impacto da alta do petróleo sobre os preços do diesel. De acordo com o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, as iniciativas tendem a gerar um aumento "um pouco menor" da inflação, com efeito marginal sobre o PIB. Na elaboração dos cálculos, a SPE disse ter considerado um cenário no qual o recente choque nos preços do petróleo é apenas temporário, pressupondo um arrefecimento dos conflitos no Oriente Médio "nos próximos dias". Nesse cenário base, a secretaria previu que a pressão inflacionária gerada pelo conflito será de 0,14 ponto percentual neste ano, com efeitos positivos de 0,1 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB) e de US$2,5 bilhões na balança comercial, além de ganho de R$21,4 bilhões na receita líquida do governo. O documento avaliou que o choque nos preços de petróleo estimula a atividade extrativa no Brasil e gera renda que se propaga para outros segmentos, mas ponderou que o estímulo ao maior crescimento é parcialmente compensado por mudanças nos juros do país em reação à maior inflação. A SPE acrescentou que o desempenho da indústria brasileira no ano passado veio abaixo do esperado pela Fazenda, reduzindo o carregamento estatístico para o crescimento projetado em 2026, o que contribuiu para que a estimativa para o PIB fosse mantida. De acordo com a SPE, alta nos preços do petróleo beneficia a arrecadação do governo central por meio do recolhimento de royalties, participações de petróleo e outros tributos.

A secretaria ainda simulou cenários de choque persistente, a partir de uma guerra mais duradoura e recuperação gradual da oferta de petróleo, e de choque disruptivo, com destruição estrutural de instalações produtivas e interrupções severas de logística. Nesses cenários, quanto mais agudo o conflito, mais intensa seria a pressão inflacionária, com maiores ganhos para o PIB, a balança comercial e a arrecadação. "A expectativa para 2026, mesmo diante do conflito, é de que o crescimento siga resiliente, que a inflação continue em queda e que a meta para o resultado primário seja atingida", disse o documento.

REUTERS

 

Volume de serviços sobe 0,3%em janeiro e retoma patamar recorde, diz IBGE 

Resultado ficou acima da expectativa mediana do mercado, de alta de 0,1%

 

O setor de serviços abriu o ano de 2026 em alta. O volume de serviços prestados no país subiu 0,3% em janeiro, ante dezembro, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados na sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro, houve recuo de 0,2% (após revisão de dado divulgado inicialmente como retração de 0,4%). O crescimento de 0,3% na série com ajuste sazonal foi acima da mediana das estimativas de 25 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, de alta de 0,1%. O intervalo das projeções ia de recuo de 1,2% a alta de 1%. Com o desempenho de janeiro, o setor volta ao campo positivo e retoma o patamar recorde da série histórica da pesquisa. Antes do recuo de dezembro, os serviços tinham passado por dez meses seguidos de alta ou estabilidade. Além disso, o nível está 20,1% acima do pré-pandemia. Na comparação com janeiro de 2025, o indicador teve alta de 3,3%. Neste caso, a expectativa mediana do mercado, pelo Valor Data, era de alta de 2,6%, com projeções de alta entre 1,1% e 5,2%. A receita nominal dos serviços prestados no país avançou 2,3% em janeiro, ante dezembro. Na comparação com janeiro de 2025, a receita de serviços teve alta de 7%. No resultado acumulado em 12 meses até janeiro, a receita cresceu 7,7%. Atividades Três das cinco atividades acompanhadas pela PMS tiveram alta na passagem entre dezembro e janeiro. O aumento mais intenso entre os cinco segmentos ocorreu em outros serviços (3,7%), que com isso recuperaram parte da perda de dezembro (-4,2%). As demais altas foram registradas em informação e comunicação (1,0%) e em transportes (0,4%). Destaque nos últimos anos, a atividade de serviços de informação e comunicação cresceu pelo segundo mês consecutivo, com ganho acumulado de 3,6%. No caso de transportes, a alta de 0,4% em janeiro vem após uma queda de 4,2% em dezembro. O único segmento com queda foi o de serviços prestados às famílias, de 1,2%. Com isso, eliminou o ganho de 0,8% acumulado entre os meses de outubro e dezembro. Os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis (0%).

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