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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 106 DE 12 DE ABRIL DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 106|12 de abril de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Poucos negócios e preços estáveis nas principais praças pecuárias

Na avaliação dos consultores da IHS Markit, a demanda doméstica pela carne bovina tende a perder força nesta semana, devido ao feriado nacional, na sexta-feira (15/4), que antecede o domingo de Páscoa (tradicionalmente, em respeito ao feriado religioso, muitos brasileiros deixam de comer carne vermelha)


Na segunda-feira, 11 de abril, o mercado brasileiro do boi gordo registrou poucos negócios, movimento típico de início de semana, quando os frigoríficos preferem avaliar os resultados das vendas de carne bovina durante o fim de semana, para depois definir as suas estratégias de compra de boiadas. Segundo os analistas da Scot Consultoria, nesta segunda-feira, os frigoríficos de São Paulo ofertaram preços abaixo da referência, mas sem concretização de negócios. No Estado de São Paulo, o boi gordo é negociado por R$ 322/@, enquanto a vaca e a novilhas terminadas valem R$ 282/@ e R$ 317/@ (valores brutos e a prazo), segundo dados da Scot Consultoria Com isso, a referência para o boi, vaca e novilha gordos ficou estável em relação aos preços de sexta-feira (8/4), negociados, respectivamente, por R$ 322/@, R$ 282/@ e R$ 317/@ (valores brutos e a prazo). Dessa maneira, diz a IHS, muitos compradores devem evitar a formação de excedentes nos estoques das câmaras frias, o que pode contribuir para a retomada do movimento baixista na arroba. “As indústrias seguem pressionando os preços para valores inferiores as máximas vigentes”, relata a IHS. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem estáveis, informa a consultoria. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 285/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 332/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MT-Tangará: boi a R$ 301/@ (prazo) vaca a R$ 286/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 285/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 295/@ (à vista); vaca a R$ 275/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 300/@ (prazo) ;vaca R$ 280/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 340/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 285/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 287/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 275/@ (à vista) vaca a R$ 2765/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 280/@ (à vista) .vaca a R$ 260/@ (à vista).

PORTAL DBO


Boi gordo: clima de pessimismo no mercado futuro

O contrato de maio/22 do boi gordo está valendo R$ 313,95/@ (fechamento da quinta-feira, 7 de abril), o que significa uma diferença de R$ 13,45 em relação ao valor atual do Indicador Cepea/Esalq (base SP, preço à vista), de R$ 327,40/@


Embora o movimento de queda da arroba tenha ganhado força no mercado físico nos últimos dias, os analistas do setor chamam a atenção para uma pressão de baixa ainda mais forte registrada no mercado futuro do boi gordo (negociado na bolsa B3, de São Paulo). “Infelizmente, hoje a curva de cotações do mercado futuro não oferece nenhuma oportunidade interessante de garantia de preços aos pecuaristas (mecanismos de proteção, o chamado “hedge”)”, relata o médico veterinário Leandro Bovo, sócio e diretor da Radar Investimentos. Ao abrir a tela de preços futuros do boi gordo no site da B3, é possível constatar a tendência (mais forte) de baixa mencionada pelo analista da Radar. Na quinta-feira, 7 de abril, com exceção dos contratos com vencimento em setembro/22 e outubro/22, todos os outros contratos seguem com valores bem abaixo dos preços atuais do mercado físico (role a tela para o fim da página e veja a grade completa dos preços futuros na B3). O contrato de maio/22 do boi gordo está valendo R$ 313,95/@ (fechamento de quinta-feira, 7 de abril), o que significa uma diferença de R$ 13,45 em relação ao valor atual do Indicador Cepea/Esalq (base SP, preço à vista), de R$ 327,40/@. Até mesmo o contrato de julho/22 encontra-se com valor R$ 7/@ abaixo (em torno de R$ 320/@) do indicador Cepea, precificando uma situação que pouquíssimas vezes ocorreu no mercado físico, acrescenta Bovo. Em relação ao mercado físico, na avaliação do analista da Radar, o setor não conseguiu resistir à conjunção de fatores baixistas a que foi exposto nas últimas semanas. “Com a relação de troca mais favorável dos últimos anos, o pecuarista tem optado por vender os bois gordos, aliviar as pastagens e repor animais mais leves na fazenda”, observa ele. Há outros dois fatores que estão pesando negativamente nos preços do boi gordo, ressalta Bovo. Um deles é o atual movimento de queda do dólar frente ao real, o que deixa as exportações brasileiras de carne bovina menos competitivas lá fora. O segundo motivo é o recente lockdown na China por conta do retorno das contaminações por Covid-19, o que levou a uma diminuição nas compras de do principal parceiro comercial dos exportadores de carne bovina do Brasil. Veja comparação entre o preço físico do boi gordo em São Paulo e as cotações dos contratos futuros negociados na B3 (os dados consideram o fechamento do mercado na quinta-feira, 7 de abril): Mercado físico: Indicador Cepea: R$ 327,40/@. Mercado futuro: Contrato de abril – R$ 322,70/@; Contrato de maio – R$ 313,95/@ Contrato de junho – R$ 314,35/@; Contrato de julho – R$ 320,20/@; Contrato de agosto – R$ 311,45/@; Contrato de setembro – R$ 327,80/@; Contrato de outubro – R$ 329,55/@; Contrato de novembro – R$ 326,85/@.

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: semana começa com preços em alta

O feriado prolongado na Semana Santa trouxe preços melhores para o mercado de suínos na segunda-feira (11)


De acordo com análise do Cepea/Esalq, no início do mês, a menor oferta de animais em peso ideal para abate e o aquecimento na procura elevaram os valores pagos por novos lotes e também pela proteína. Já na segunda parte do mês, os preços do vivo e da carne recuaram de forma intensa, influenciados pela menor demanda doméstica. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF aumentou 5,38%/4,76%, chegando em R$ 98,00/R$ 110,00, enquanto a carcaça especial subiu 1,30%/1,23%, custando R$ 7,80 o quilo/R$ 8,20 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (8), houve alta de 1,32% em Minas Gerais, chegando em R$ 5,39/kg, e de 4,47% em São Paulo, avançando para R$ 5,61/kg. Ficaram estáveis os preços no Paraná, valendo R$ 4,55/kg, R$ 4,73/kg no Rio Grande do Sul, e R$ 4,57/kg em Santa Catarina.

Cepea/Esalq


Pedido de socorro da suinocultura paranaense terá mobilização em Curitiba

Ato distribuirá cortes de carne suína à população e tornará públicas as reivindicações dos produtores


Para destacar as graves dificuldades pelas quais passam os criadores de suínos, uma mobilização será realizada na próxima quarta-feira, 13 de abril, a partir das 9 horas, na “Boca Maldita”, centro de Curitiba. A iniciativa da Associação Paranaense de Suinocultores em conjunto com suas regionais afiliadas, Suinosul e Assuinoeste, contará com a distribuição gratuita de cortes de carne suína à população, assim como lanches produzidos à base de carne suína. Um quadro de altos custos de produção e baixos preços de comercialização do suíno vivo colocam em extrema dificuldade os produtores de suínos em todo o Brasil. Isso ocorre após dez anos seguidos consecutivos de crescimento da atividade e, com o ambiente desfavorável, produtores estão deixando a atividade, prevendo-se uma queda na produção de animais. No Paraná, segundo maior produtor nacional de suínos, milhares de produtores estão envolvidos na produção comercial intensiva, produzindo carne de alta qualidade e com total sanidade animal, mas a suinocultura se encontra em gravíssima crise. O Presidente da APS, Jacir José Dariva, ressalta que “milhares de empregos dependem diretamente dos resultados da suinocultura comercial, mas os produtores estão à beira do caos, aumentando diariamente seu endividamento e muitos até já desistiram da atividade, deixando inativas granjas que demandaram investimentos significativos para a sua estruturação e eliminando a oferta de mão de obra no campo”. Segundo ele, nesse sentido, as entidades representativas coordenam ações para destacar às autoridades e à opinião pública em geral, a grave crise do setor. Com isso, os produtores paranaenses se unem aos criadores dos demais estados produtores de suínos do Brasil que também chamam a atenção para a gravidade da situação. Manifestações já foram realizadas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. “Em outra frente com vistas a amenizar a crise do setor, estamos orientando os produtores à redução dos plantéis e as agroindústrias para que não aumentem a produção, com vistas a ajudar no tocante ao equilíbrio do mercado.”, salienta Jacir Dariva. As reivindicações aos governos estadual e federal incluem a sugestão para a aquisição de carne suína para os programas sociais e educacionais, retirada temporária de tributos e repactuação das dívidas dos suinocultores independentes. Outra medida importante seria a manutenção de estoque regulador e comercialização de milho para pequenos produtores independentes com subsídios governamentais.

APS


Mapa lança material didático para reforçar ação contra peste suína africana

Para proteger o rebanho suíno nacional, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) implementou medidas rigorosas de controle nas fronteiras, incluindo a fiscalização em aeroportos internacionais. Agora, acaba de publicar um material de caráter preventivo: o livro “Diálogos para a prevenção da peste suína africana” foi organizado pela Comissão de Educação Sanitária (CES), vinculada à Superintendência Federal de Agricultura de São Paulo (SFA-SP)


O conjunto de material didático inclui cartazes, mensagens de voz, infográficos, mensagens de texto e postagens para redes sociais. Além de orientações sobre a prevenção da doença, o livro traz um histórico sobre a PSA no mundo. O Brasil, por exemplo, já teve casos registrados entre 1978 e 1981. “O vírus foi introduzido por resíduos de alimentos de uma aeronave proveniente da região ibérica”, conta Juliana do Amaral Moreira Vaz, auditora fiscal federal agropecuária, coordenadora da CES e uma das autoras do livro. Ao todo, foram 224 focos no país, com 66.966 animais sacrificados e indenização de US$ 2,11 milhões. A declaração de país livre da doença só ocorreu em dezembro de 1984. Para o professor Luís Fernando Zuin, da Universidade de São Paulo (USP), garantir a saúde única nos processos produtivos no campo será um dos elementos chave para a produção sustentável de um novo rural. “Este livro, com suas ações pedagógicas e materiais didáticos, vai ao encontro da concretização na prática pela busca diária deste novo rural. Com essa obra, buscamos prevenir a chegada da PSA no Brasil e nas suas propriedades rurais. É uma doença que tanto tememos por causa do seu enorme potencial de causar prejuízos financeiros e ambientais”, disse ele, que é um dos autores a idealizadores da coleção “Diálogos”. Guilherme Zaha Takeda, chefe da Divisão de Sanidade dos Suídeos da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, lembra que a carne suína é uma das mais consumidas em todo o mundo e o Brasil se consolidou como um dos maiores produtores globais dessa proteína. “A peste suína africana ameaça à segurança alimentar de parcela da população que tem na criação de suínos uma alternativa de fonte alimentar e de renda”, afirmou. Para ele, o livro traz informações importantes para toda sociedade brasileira.

Mapa


FRANGOS


Frango: alta de 3% para a ave congelada

Além das exportações, o período de início de mês, com o recebimento do salário por parte da população, também favoreceu as altas nos preços


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado subiu 0,65%, chegando em R$ 7,75/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,50/kg. No caso do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,07/kg, e no Paraná, valendo R$5,73/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (8), houve alta de 2,99% para o frango congelado, atingindo R$ 7,93/kg, e de 0,61% para a ave resfriada, fechando em R$ 8,20/kg.

Cepea/Esalq


INTERNACIONAL


França abate mais de 13 milhões de aves devido à gripe aviária

Mais de 13 milhões de aves foram abatidas na França desde o final de novembro, disse um funcionário do Ministério da Agricultura à Reuters na segunda-feira, conforme a pior crise de gripe aviária da França avançava rapidamente


A França registrou um raro aumento nos surtos do vírus altamente contagioso, que se acredita ter sido trazido para o país pela migração de aves selvagens. Os abates aumentaram desde que o vírus atingiu as maiores regiões produtoras de aves da França. Até 8 de abril, 1.230 surtos foram registrados em fazendas desde que o primeiro caso foi detectado em 26 de novembro, de acordo com um site do ministério agrícola francês. Isso representou um aumento de mais de 10% em oito dias. A propagação da gripe aviária gerou preocupação entre governos e a indústria avícola devido à devastação que pode causar aos rebanhos, à possibilidade de restrições comerciais e ao risco de transmissão humana. A cepa H5N1, extremamente agressiva e altamente contagiosa, vem se espalhando rapidamente na Europa nos últimos meses, provocando abates massivos em vários países, principalmente na Itália. A gripe aviária é transmitida principalmente através de fezes de aves selvagens infectadas. Não pode ser transmitida aos seres humanos através da ingestão de produtos avícolas, embora tenha havido casos ocasionais de humanos contraindo cepas da doença através do contato próximo com aves infectadas.

REUTERS

EMPRESAS


Marfrig: sócios receberão R$ 383 milhões

A Marfrig anunciou na última sexta o pagamento de R$ 383,15 milhões em dividendos — cerca de R$ 0,58 por ação — com base em lucros de 2021


Serão beneficiados acionistas pessoas físicas ou jurídicas, inscritos até 13 de abril deste ano. No Brasil, o pagamento dos dividendos será realizado em real, via Banco Bradesco, sem retenção do imposto de renda na fonte, nos termos da legislação vigente, e sem remuneração ou atualização monetária.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Setores de bebidas, automotivo, máquinas e equipamentos garantem crescimento da produção industrial em fevereiro

A produção industrial do Paraná cresceu 1,3% em fevereiro em relação ao mês anterior. O estado ficou na oitava posição entre as 15 localidades avaliadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE


Na avaliação comparativa com o mesmo mês de 2021, o resultado é de queda de 0,9%, assim como o acumulado no primeiro bimestre deste ano, em -2,7%. “Os números mostram que a indústria cresceu em relação a janeiro, mas que o ritmo vem diminuindo nos últimos meses. Nos períodos comparativos com o ano passado, esse comportamento pode ser justificado porque no primeiro semestre de 2021, a indústria acelerou a produção para recuperar as perdas do período pandêmico, produzindo acima do ritmo normal”, avalia o economista da Federação das Indústrias do Paraná, Thiago Quadros. “Desde o quarto trimestre do ano passado, o setor praticamente atingiu a normalidade e vem mantendo as operações numa situação de maior acomodação”, explica. O economista justifica que em 2021, segundo dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), “a indústria foi o setor da economia que mais contribuiu para o crescimento do Produto Interno Bruto do estado”. De acordo com os dados, o PIB do Paraná cresceu 3,33% e a indústria teve uma participação importante, de 8,52%, nessa composição. Serviços ficou com 2,28% e o agronegócio teve retração de 9,53%. Outros fatores podem influenciar os resultados da produção industrial do estado nos próximos meses, alega Quadros. Um deles é a alta da inflação, que em março foi a maior desde 1994, e o cenário de guerra no leste europeu. “A pesquisa do IBGE ainda não captou os reflexos dessa alta nos preços para a indústria, que já vem com custos pressionados desde o ano passado. Outro ponto imperceptível nos dados deste mês é o tamanho do impacto do conflito entre Ucrânia e Rússia na indústria. Mas por ambos motivos, o cenário para o setor deve ser desafiador nos próximos meses”, adianta. Na comparação com fevereiro de 2021, das 13 áreas avaliadas pelo IBGE, cinco tiveram desempenho positivo. Os setores mais produtivos da indústria foram as bebidas (+20,9%), seguido de automotivo (12,6%), máquinas e equipamentos (10,2%), celulose e papel (2,6%) e madeira (0,4%). Os que mais sofreram foram móveis (-24,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-23,7%), produtos químicos (-15,3%), petróleo (-11,1%) e borracha e material plástico (-5,3%). O setor de alimentos, um dos mais relevantes do estado, encolheu 1,1%. No ano, o cenário é parecido. O segmento moveleiro acumula 30,1% de perdas na comparação com o mesmo período do ano passado. Na sequência, vêm máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-29,7%), borracha e material plástico (-10,3%), petróleo (-7%) e produtos químicos (-6,4%). Entre os melhores estão bebidas (25,7%), máquinas e equipamentos (13,5%), celulose e papel (3,8%), e madeira (0,9%). Nos últimos 12 meses, o destaque é o setor de máquinas e equipamentos, com 44,8% de crescimento, e o automotivo, com 28,6%. Madeira (20,5%), bebidas (11,5%) e produtos de metal (10,4%) foram outros que evoluíram bem. A produção de caminhões, no automotivo, de tratores e colheitadeiras, no segmento de máquinas, contribuíram para os resultados do último ano.

FIEP


Portos de Paranaguá e Antonina têm alta de 9,4% no volume de cargas do primeiro trimestre

O volume de cargas que passou pelos portos paranaenses nos primeiros três meses de 2022 foi 9,4% maior comparado com mesmo período de 2021. De janeiro a março, foram movimentadas 14.079.177 toneladas pelos terminais de Paranaguá e Antonina. No ano passado eram 12.869.762 toneladas


“As altas no trimestre mostram a força do agronegócio no Brasil. Os alimentos puxaram os números, com destaque para os granéis de exportação, como soja, farelos e milho, além da importação de fertilizantes, usado nas lavouras”, avalia Luiz Fernando Garcia, Diretor-Presidente da Portos do Paraná. Considerando os dois sentidos do comércio, o segmento de granéis sólidos acumula 17% de alta no ano. De janeiro a março, foram 8.915.471 toneladas movimentadas. Nos mesmos meses de 2021, foram 7.643.257 toneladas. A carga geral movimentou 3.269.434 toneladas, contra 3.286.879 toneladas em 2021 – o que representou queda de 1% neste ano. Em granéis líquidos foram movimentadas 1.894.272 toneladas, registrando queda de 2% em relação às 1.939.625 toneladas do ano passado. O impacto da crise no Leste Europeu ainda não apareceu nos números do trimestre. Os fertilizantes, que têm como principal origem a Rússia, foram comprados ainda em 2021. “Além do tempo de chegada do navio até Paranaguá, que inclui a parada em diferentes portos, tem todo o período de comercialização. Da negociação da carga, até o desembarque do produto, são pelo menos sete meses”, explica Garcia. A alta na importação dos adubos chegou a 28%, na comparação entre janeiro a março de 2021 e o mesmo período de 2022. Foram 2.391.195 neste ano toneladas ante 3.068.596 do ano anterior. Nas exportações, destaque para as altas registradas nos embarques de soja (18%), farelos (38%) e trigo (135%). Respectivamente, os volumes dos produtos movimentados, neste ano, foram 3.303.523 toneladas, 1.342.739 toneladas e 32.895 toneladas. Em 2021, nos mesmos três primeiros meses, foram movimentadas 2.809.033 toneladas de soja; 970.140 toneladas de farelos e 14 mil toneladas de trigo. No caso do trigo, as demandas internas pressionaram também as importações, que cresceram 26%. Ao todo, 80.468 toneladas chegaram de outros países via Paranaguá. Em número de contêineres de 20 pés (TEUs), de janeiro a março deste ano foram 269.037 - quantidade 3% maior que as 260.135 TEUs registradas no ano passado. Quanto às exportações em contêineres, a alta foi ainda maior: 4%. No primeiro trimestre, foram 152.798 TEUs carregados e no ano passado, 146.746 TEUs. De importação foram 116.962 TEUs neste ano, contra 113.398 TEUs, em 2021 – alta de 3%.

Agência Estadual de Notícias


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha abaixo de R$4,70 com exterior e antes de inflação nos EUA

O dólar oscilou ao longo desta segunda-feira, mas acabou fechando em queda e abaixo de 4,70 reais, seguindo um alívio que beneficiou outras moedas emergentes, antes da divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos


O dólar à vista fechou em baixa de 0,43%, a 4,6915 reais. Na B3, às 17:30 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,22%, a 4,7135 reais. As operações foram guiadas na segunda-feira por fluxos pontuais, à medida que o foco se voltou para dados de inflação ao consumidor dos EUA referentes a março --a serem divulgados na terça-feira. A expectativa é que os números mostrem inflação anual rodando acima de 8% nos EUA, um recorde em 40 anos, o que pode incendiar mais o debate sobre altas mais fortes dos juros por lá. Juros mais altos nos EUA poderiam dar novo fôlego ao dólar, que contra uma cesta de moedas de países ricos já opera perto de máximas em cerca de dois anos. Uma valorização em bloco das moedas emergentes poderia se estender ao real, dado o elevado "beta" (uma medida de sensibilidade) da divisa brasileira às dinâmicas externas. Ainda que de forma discreta, operadores voltaram a aumentar apostas a favor do real, depois de algumas semanas cortando posições. Nos sete dias encerrados em 5 de abril, especuladores que operam na Bolsa de Chicago (CME) aumentaram o estoque "comprado" em real (que vê apreciação da moeda) em 2.910 contratos, para 45.526 contratos, conforme dados mais recentes da CFTC, agência de mercados futuros dos EUA. É o terceiro maior volume da história.

REUTERS


Ibovespa acompanha queda em Wall Street com inflação no radar

O principal índice da bolsa brasileira caiu na segunda-feira, fechando próximo das mínimas, diante de aversão ao risco em Wall Street com a alta dos rendimentos de títulos do governo norte-americano e em meio à preocupação com inflação no Brasil e nos Estados Unidos


B3, Vale e Petrobras estiveram entre as principais pressões negativas ao índice, enquanto Ambev e Braskem subiram. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa recuou 0,98%, a 117.158,07 pontos, o que seria o menor fechamento desde 21 de março. O índice marcou a quinta queda em seis sessões. O volume financeiro da sessão foi de 19,8 bilhões de reais.

REUTERS


Rabobank eleva projeções do IPCA para 2022 e 2023

O Rabobank aumentou suas estimativas de inflação para 7,3% em 2022 e 3,8% em 2023, ante expectativas anteriores de 6,7% e 3,7%, respectivamente, e vê extensão do atual ciclo de aperto monetário, conforme relatório com data da segunda-feira


A alteração das projeções ocorreu depois de na semana passada o IBGE informar alta de 1,62% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em março sobre fevereiro, maior taxa para o mês em 28 anos, e de 11,30% em 12 meses, pico desde 2003, causada principalmente pelos maiores preços de combustíveis e alimentos. O Rabobank apontou que os choques sobre os preços demandam um ajuste nos juros maior do que o planejado e também classificou como otimistas as projeções do BC para a inflação de março a maio: 1,02%, 1,21% e -0,14% respectivamente. O banco privado lembrou fala do Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que a extensão desses choques ditará o calibre da política monetária. "A nosso ver, esses choques exigem que o BC eleve a taxa Selic para até 13,25% na reunião de junho, embora Campos Neto tenha reafirmado que parar em 12,75% no encontro de maio deveria ser suficiente para reancorar as expectativas de inflação", disseram Mauricio Une e Gabriel Santos, que assinam o relatório. O Rabobank esperava que a mudança da bandeira de energia --de vermelha para verde, anunciada na última quarta-feira-- ocorresse apenas a partir de maio. Com a antecipação da medida, cerca da metade do impacto no IPCA estimado para maio (-0,85 ponto percentual) será trazido para abril, sem gerar mudança no prognóstico para a inflação de 2022. Uma redução pela Petrobras de 5,6% nos preços do gás de cozinha (GLP) nas refinarias deve ter efeito benigno, ainda que pequeno, nos dados de inflação do próximo mês. As estimativas do Rabobank para o IPCA mensal são de 0,69% em abril, -0,07% em maio, 0,39% em junho, 0,65% em julho, 0,42% em agosto e 0,29% em setembro.

REUTERS


Ministério confirma que valor da produção agropecuária do país alcançará R$ 1,2 tri em 2022

Montante ainda é 2,4% maior que o estimado para 2021


O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do país deverá alcançar R$ 1,227 trilhão em 2022, 2,4% mais que em 2021 e novo recorde histórico, segundo estimativas divulgadas ontem pelo Ministério da Agricultura. O patamar previsto é o mesmo indicado nas projeções divulgadas nos últimos meses. Segundo o ministério, o VBP das principais lavouras cultivadas no Brasil chegará a R$ 878,84 bilhões, 7,5% acima do ano passado, apesar da estiagem que prejudicou a safra de grãos na região Sul e em parte de Mato Grosso do Sul. “Nesse grupo, destacamos a contribuição de produtos relevantes como cana-de-açúcar, café, algodão e laranja, que deram grande impulso ao VBP. Entre os produtos que têm apresentado pior desempenho estão soja e arroz, afetados por redução de preços e por menor produção”, informou a Secretaria de Política Agrícola do ministério, em nota. Já o valor da produção das cinco principais cadeias da pecuária cairá 8,5% na comparação, para R$ 349,1 bilhões. “Além da redução da quantidade exportada de carne de frango, houve redução de 42,6% nas exportações de carne suína no primeiro trimestre, e redução de 18% na quantidade de carne bovina”, disse a secretaria.

VALOR ECONÔMICO


Novas usinas em operação ampliam em 347,2 MW a oferta de geração em março

O Paraná teve um acréscimo de 189,4 MW


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) verificou em março um acréscimo de 347 megawatts (MW) na expansão da matriz energética brasileira. De acordo com a equipe de fiscalização da Agência, 126,3 MW foram adicionados ao sistema por usinas termelétricas (36% do total do mês), 100,4 MW por usinas solares fotovoltaicas (29%), 73,4 MW por unidades eólicas (21%) e 47,1 MW por pequenas centrais hidrelétricas (14%). No primeiro trimestre de 2022, o aumento na capacidade instalada foi de 1.367 MW, com novos empreendimentos em 11 estados de quatro regiões brasileiras. Destacaram-se, em ordem decrescente, a Bahia, com 421,5 MW; o Rio Grande do Norte, com 306,6 MW; e o Paraná, com 189,4 MW. O estado de Roraima, atendido por sistemas isolados, recebeu em março um acréscimo de 97 MW em termelétricas. Até 1º de abril, a potência fiscalizada total instalada no Brasil era de 182.841,3 MW de acordo com dados do Sistema de Informações de Geração da ANEEL, o SIGA, atualizado diariamente com dados de usinas em operação e de empreendimentos outorgados em fase de construção. Desse total em operação, 83% das usinas são impulsionadas por fontes consideradas sustentáveis, com baixa emissão de gases do efeito estufa. As informações abrangem o Sistema Interligado Nacional (SIN) e os Sistemas Isolados do Brasil, com base em dados públicos.

Aneel

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