CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1057 DE 02 DE MARÇO DE 2026
- prcarne
- 2 de mar.
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1057 | 02 de março de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Em fevereiro/26, cotações do boi gordo e do “boi-China” acumularam alta acima de 7%
No curto prazo, o boi gordo deve seguir soberano no mercado, prevê o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: quatro dias. Boi China: PARANÁ: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo).
“O mercado está comprador e deverá seguir assim em curto prazo, principalmente com a virada de mês dando estímulo à demanda doméstica pela carne bovina, com a retomada do poder de compra do brasileiro a partir do recebimento dos salários”, prevê Fabbri. Em São Paulo, o mercado físico do boi gordo encerrou fevereiro/26 com negócios entre R$ 350/@ e R$ 355/@, cenário visto pela última vez em novembro de 2024, quando a demanda esteve acelerada e a oferta de boiadas foi relativamente menor”, destaca o analista, acrescentando que mercado paulista se aproxima do recorde nominal de preços. “Com alta acumulada de 6,5% na média de preços de fevereiro/26, este foi o mês de maior variação nominal em relação a janeiro desde 1999”, diz Fabbri. A exportação de carne bovina in natura segue aquecida e colaborando com a sustentação dos preços físicos do boi gordo. “O cenário global de carne bovina mais apertado deverá manter a demanda por carne bovina brasileira aquecida ao longo do ano, com atenção, sim, à cota chinesa imposta no começo do ano”, que, por ora, elevou a demanda local pela nossa carne”, afirma Fabbri. Além disso, espera-se que Japão e Coreia do Sul realizem visitas ao Brasil ao longo deste ano, podendo abrir seus mercados à carne nacional. “São dois dos cinco maiores importadores globais de carne e ótimos pagadores”, diz Fabbri. Do lado da oferta, o ritmo de abates de bovinos no País perde força, informa o analista da Scot. “Os preços do bezerro, que atingiram a máxima no Brasil, segundo indicador Cepea/Esalq, têm estimulado uma presença menor de fêmeas nas câmaras frias dos frigoríficos em relação a um passado não muito distante (fev/2025)”, observa Fabbri. Os abates totais sob Sistema de Inspeção Federal recuaram 11,3% em janeiro/26, na comparação anual. Na parcial de fevereiro (até 25/2), foram 1,6 milhão de cabeças abatidas, volume 31,7% menor que os abates de fevereiro de 2025. “Ainda há dados a serem contabilizados, mas a dinâmica de mercado tem indicado uma oferta menor”, ressalta Fabbri. Segundo a consultoria Agrifatto, com oferta enxuta de animais, o volume negociado não tem sido suficiente para esticar as escalas de abate, que seguem, na média nacional, entre (apenas) 4 e 5 dias. Na sexta-feira (27/2), a arroba em São Paulo permaneceu em R$ 355/@, segundo levantamento diário da Agrifatto. Porém, das 17 praças monitoradas pela consultoria, 7 registraram valorização nas cotações da arroba no último dia da semana: AC, AL, BA, MA, MS, RJ e RS.
Nas demais (além de SP, ES, GO, MG, MT, PA, PR, RO, SC e TO), as cotações ficaram estáveis, acrescentou a Agrifatto. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, o preço do boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 350/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” está apregoado em R$ 355/@ (valores brutos, no prazo). “Com o último dia útil do mês, fevereiro acumulou alta de 7,4% para o boi gordo, de 7,6% para o boi-China e para a vaca gorda e de 6,3% para a novilha”, contabilizou a Scot. cotações do boi gordo da sexta-feira (27/2), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias.
MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: quatro dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: seis dias.
MARANHÃO: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias.
Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (27/2), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 333,00/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 324,00/@ (à vista) R$ 328,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 324,00/@ (à vista) e R$ 328,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 306,50/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo)
ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 326,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 322,00/@ (à vista) e R$ 326,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
FRANGOS
Frango/Cepea: Poder de compra do avicultor paulista segue em queda
Os recuos registrados nos preços do frango vivo ao longo de fevereiro devem fazer deste o quarto mês consecutivo de retração no poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja, apontam pesquisadores do Cepea.
Enquanto o frango registra neste mês (até o dia 25) o menor patamar real desde maio de 2024 (série deflacionada pelo IGP-DI de janeiro/26), os preços médios do milho estão praticamente estáveis e os do farelo apresentam pequeno avanço. No estado de São Paulo, dados do Cepea mostram que o valor do frango vivo registra média de R$ 5,04/kg nesta parcial de fevereiro, queda de 2,1% em relação à de janeiro. Pesquisadores do Cepea destacam que o ritmo recorde das exportações da proteína brasileira tem contribuído para evitar um movimento de desvalorização mais acentuado da carne. Diante disso, dados do Cepea mostram que é possível ao avicultor paulista a compra de 4,47 quilos de milho com a venda de um quilo de frango nesta parcial de fevereiro, 1,9% abaixo da quantidade registrada em janeiro. De farelo de soja, na mesma comparação, o produtor consegue adquirir 2,73 quilos com a venda de um quilo do animal, 2,6% a menos que no mês anterior.
CEPEA
EMPRESAS
Capal expande atuação no Paraná
Cooperativa incorporou Coopagrícola, que atua na comercialização de grãos, sementes e insumos agrícolas em Ponta Grossa. A incorporação da Coopagrícola pela Capal foi ratificada pelos associados das duas cooperativas paranaenses em assembleia no sábado (28).
Com a integração, a Coopagrícola deixa de existir e seu patrimônio, além dos cooperados, ativos e dívidas, passam a fazer parte da Capal, que cresce em faturamento e área de atuação.
No ano passado, a Capal, que tem sede em Arapoti, registrou receita recorde de R$ 5,4 bilhões e sobras (lucro das cooperativas) de R$ 116 milhões. A Coopagrícola faturou R$ 480 milhões, mas teve resultado negativo de R$ 40 milhões. A incorporação já havia sido aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pelos cooperados em assembleias separadamente. O presidente da Capal, Adilson Roberto Fuga, disse ao Valor que foi a Coopagrícola que entrou em contato, na tentativa de solucionar sua situação. A decisão de incorporar veio depois de uma análise da situação financeira e de gestão da cooperativa.
“Eles estavam com uma dificuldade maior, sem possibilidade de avançar sozinhos. Concluímos que seria a melhor solução, porque passa por mudanças no modelo de gestão, e só com a incorporação é possível”, afirmou. Fundada em 1960, a Capal tem 3,8 mil cooperados. Sua área de atuação abrange 178 mil hectares de lavouras no Estados do Paraná e São Paulo. Em 2025, recebeu cerca de 1 milhão de toneladas de grãos, como soja, milho, trigo e cevada de seus associados. Sua capacidade estática, atualmente, é de 600 mil toneladas. A Capal atua também nos segmentos de café, leite, suinocultura e produção de ração. A Coopagrícola foi fundada em 1962, com matriz em Ponta Grossa (PR). Com 830 cooperados, atua na comercialização de grãos, sementes e insumos agrícolas. Tem uma capacidade estática de 100 mil toneladas e, no ano passado movimentou 200 mil toneladas. A incorporação reforça a estratégia de expansão da Capal, agregando uma área no Paraná onde antes não atuava. E absorve participações da Coopagrícola em empreendimentos como a maltaria Campos Gerais. A cooperativa é também uma das mantenedoras da Fundação ABC, que atua na área de pesquisa agrícola. De outro lado, o endividamento da incorporada deve ter um impacto inicial de R$ 90 milhões no patrimônio líquido da incorporadora, segundo Fuga. Concluída a operação, 2026 será um ano será de ajustes para a Capal. “Tem um impacto negativo, de início, porque a Coopagrícola não estava conseguindo absorver resultados negativos. A Capal tem reserva para investimentos e expansão e usará para absorver esse prejuízo”, acrescentou.
Segundo o presidente da Capal, a cooperativa tem outros planos de investimento, mas, agora, é hora de “pisar no freio” e se concentrar na consolidação da nova estrutura.
VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Paraná consolida liderança na exportação de suínos de raça; colheita de soja alcança 37%
Em 2025, o Paraná foi responsável por 62,1% da receita nacional de exportação de suínos de alto valor genético (US$ 1,087 milhão), tendo o Paraguai como o principal destino desse material.
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou nesta quinta-feira (26) o Boletim Conjuntural com dados atualizados da última semana de fevereiro. Nos assuntos em destaque, o levantamento aponta que o Paraná consolidou sua posição, entre os estados brasileiros, como o maior exportador de suínos reprodutores de raça pura. Em 2025, o Paraná foi responsável por 62,1% da receita nacional de exportação de suínos de alto valor genético (US$ 1,087 milhão), tendo o Paraguai como o principal destino desse material. Esse desempenho reforça a sanidade e o padrão tecnológico do rebanho paranaense, que atende mercados como Argentina, Uruguai e Bolívia. “Essa escolha pelo Paraná mostra, mais uma vez, que o Estado tem genética de ponta e sanidade do rebanho”, destaca a médica veterinária e analista do Deral, Priscila Marcenovicz. Ainda dentro da área da pecuária, o boletim destaca as exportações de carne bovina brasileira, que atingiram 258,94 mil toneladas, um aumento de mais de 25% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Há uma preocupação com a cota de importação chinesa, estabelecida em 1,1 milhão de toneladas. Só em janeiro, mais de 10% dessa cota já foi utilizada, o que pode causar variações no preço ao longo do ano. Mas outros mercados importantes continuam aumentando as aquisições de carne brasileira. No mercado interno, a maioria dos cortes bovinos pesquisados pelo Deral subiu de preço, com destaque para o filé mignon, que acumula alta de 17% em um ano. Na avicultura de corte, o cenário é de margens positivas para o produtor paranaense. O custo de produção do frango vivo encerrou 2025 em R$ 4,65/kg, uma queda de 2,9% em relação ao ano anterior, impulsionada principalmente pelo recuo nos preços da ração (-8,92%). No fechamento do ano, o preço médio recebido pelo produtor (R$ 4,92/kg) ficou 4,2% acima do custo médio anual, preservando a rentabilidade em um setor que lidera as exportações de carne no Brasil. No setor de grãos, a soja caminha para uma colheita robusta, mantendo a estimativa de 22,12 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26. Até o momento, os trabalhos de campo atingiram 37% dos 5,77 milhões de hectares plantados, um ritmo considerado dentro da normalidade histórica. A manutenção da projeção traz segurança ao setor produtivo, embora o avanço da colheita da oleaginosa seja monitorado de perto, já que dita o ritmo de plantio do milho segunda safra e ajuda a mitigar riscos climáticos na janela de semeadura. O milho também desempenha papel central no balanço mensal, com previsão de alcançar 21,1 milhões de toneladas no somatório das duas safras. A primeira safra já está com 42% da área colhida, enquanto o plantio da segunda safra atingiu 45% dos 2,86 milhões de hectares previstos. A ampla área destinada ao cereal no segundo ciclo sustenta a perspectiva de produção elevada, garantindo o suprimento para a cadeia de proteína animal, apesar da concorrência direta com a soja pelo cronograma de uso das áreas agrícolas. Para o analista do Deral, Edmar Gervasio, o momento é bom. “Estamos tendo uma recuperação de área de plantio. Comparando com o período anterior, tivemos uma alta de mais de 20% em termos de área. Há muito tempo não se via um ganho de área na primeira safra porque a soja sempre é a principal cultura no primeiro ciclo de verão. Nesse ano, teve uma inversão. O milho ganhou espaço, principalmente, na primeira safra. E a produtividade tem sido muito boa. Devemos colher em torno de 3,6 milhões de toneladas na primeira safra e esse número pode melhorar”, disse.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
Renda domiciliar per capita nominal mensal foi de R$ 2.316 no Brasil em 2025, diz IBGE. No Paraná a renda foi de R$ 2.762
A renda domiciliar per capita nominal mensal foi de R$ 2.316 no Brasil em 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada na sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na região Sul, o Paraná teve a sexta renda domiciliar per capita nominal mensal, atrás de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Todo ano, o instituto envia as estatísticas da renda domiciliar per capita para o Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de cumprir a exigência da Lei Complementar 143/2013. Esses dados são usados para rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). O IBGE divulgou ainda o valor para as 27 unidades da federação. O Distrito Federal manteve a liderança no ranking, com R$ 4.538. O valor reflete os salários da burocracia pública federal, diante da elevada proporção de servidores por causa de Brasília. Na outra ponta, mais uma vez a menor renda foi registrada no Maranhão, de apenas R$ 1.219. No Estado de São Paulo, a renda per capita nominal foi de R$ 2.956 em 2025, a segunda maior do país. No Estado do Rio, era de R$ 2.794. Em Minas Gerais, por sua vez, a renda foi de R$ 2.353, conforme os dados do IBGE. Para chegar aos valores, o instituto soma o rendimento do trabalho e de outras fontes de renda recebidas pelos moradores de cada domicílio do país. O resultado, então, é dividido pelo número de moradores da residência. Neste caso, o IBGE não divulga valores corrigidos pela inflação para fins de comparação com anos anteriores.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar termina sessão estável, mas acumula queda de 2,17% em fevereiro
Após superar os R$5,17 pela manhã, em meio à disputa dos investidores pela formação da Ptax de fim de mês, o dólar perdeu força ante o real e fechou a sexta-feira muito próximo da estabilidade, com a moeda norte-americana também demonstrando maior fraqueza no exterior no fim da tarde.
O dólar à vista encerrou a sessão com leve baixa de 0,09%, aos R$5,1344. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,81% e, no mês, recuo de 2,17%. No acumulado de 2026, o dólar à vista registra queda de 6,46%. Às 17h06, o dólar futuro para abril -- que nesta sexta-feira passou a ser o mais líquido no Brasil -- cedia 0,03% na B3, aos R$5,1750. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. Definida a Ptax (R$5,1495 na venda), o dólar passou a oscilar sem a pressão técnica vista mais cedo, se reposicionando próximo da estabilidade ante o real durante a tarde.
Neste cenário, após atingir a cotação máxima de R$5,1717 (+0,63%) às 10h43, em meio à disputa pela Ptax, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,1230 (-0,32%) às 13h13, logo depois da definição da taxa. No restante da sessão, o dólar pouco se afastou da estabilidade ante o real, sendo que no exterior a moeda norte-americana também perdeu um pouco de força ante outras divisas. Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma espécie de prévia para a inflação oficial, subiu 0,84% em fevereiro, acelerando ante os 0,20% de janeiro e bem acima da projeção mediana captada em pesquisa da Reuters com economistas, de 0,57%. Nos 12 meses até fevereiro, a taxa avançou 4,10%, acima da projeção de 3,82%. Os resultados do IPCA-15 tiveram maior impacto no mercado de renda fixa, onde as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) dispararam, com investidores reduzindo um pouco as apostas de que o Banco Central em março cortará em 50 pontos-base a taxa básica Selic, hoje em 15%.
REUTERS
Ibovespa fecha dia em queda, mas tem nova alta mensal apoiada por estrangeiros
O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, mas assegurou mais um desempenho mensal positivo, o sétimo seguido, marcado por novas máximas históricas, novamente sustentadas pelo fluxo de estrangeiros para as ações brasileiras.
As perdas em Wall Street e o IPCA-15 acima do esperado corroboraram a correção negativa no último pregão do mês, também marcado pelo anúncio do Bradesco sobre consolidação de seus negócios de saúde e repercussão de resultados corporativos. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,14%, a 188.835,64 pontos, acumulando declínio de 0,89% na semana, mas ainda subiu 4,12% no mês, de acordo com dados preliminares. Na sexta-feira, o Ibovespa registrou 188.478,08 pontos na mínima e 191.005,02 pontos na máxima. O volume financeiro no pregão somava R$25,56 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
IPCA-15 sobe bem mais que o esperado em fevereiro impactado por mensalidades escolares e transportes
Os preços das mensalidades escolares e dos transportes pressionaram a inflação e o IPCA-15 subiu bem mais do que o esperado em fevereiro, em meio a expectativa de cortes de juros pelo Banco Central em março.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve em fevereiro avanço de 0,84%, depois de subir 0,20% em janeiro, resultado que ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,57%. Ainda assim, os dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que, em 12 meses, a alta do IPCA-15 desacelerou a 4,10%, de 4,50% no mês anterior. No entanto, também ficou bem acima da projeção de 3,82%. A meta contínua para a inflação é de 3,0% medido pelo IPCA, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Com a taxa básica de juros em 15%, o BC volta a se reunir no mês que vem para decidir sobre a Selic em meio a amplas expectativas de que inicie um ciclo de cortes. "Embora o IPCA-15 capture efeitos sazonais típicos de fevereiro, os dados indicaram deterioração qualitativa. Ainda assim, mantemos a avaliação de que o quadro inflacionário brasileiro segue em processo de desinflação", disse Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, que segue vendo o início dos cortes dos juros pelo BC em março. Em um efeito sazonal, os preços do grupo Educação subiram 5,20% em fevereiro, após marcar uma variação positiva de 0,05% em janeiro, por causa dos reajustes nas mensalidades de escolas e cursos que ocorrem no início do ano letivo. A maior contribuição foi dada pelos cursos regulares (+6,18%), com altas dos preços do ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%). Mas o que exerceu o maior peso sobre o índice do mês foi o aumento de 1,72% dos Transportes, após queda de -0,13 no mês anterior, com as passagens aéreas subindo 11,64%. Já os combustíveis avançaram 1,38% em fevereiro apesar do corte de preços nas refinarias pela Petrobras, com altas nos preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%). Já no grupo Alimentação e Bebidas subiu 0,20% em fevereiro, abaixo da taxa de 0,31% de janeiro, com alta de 0,09% da alimentação no domicílio. Tiveram alta tomate (10,09%) e carnes (0,76%), enquanto os preços do arroz (-2,47%), frango em pedaços (-1,55%) e frutas (-1,33%) recuaram. André Valério, economista sênior do Inter, destacou deterioração do índice na margem, com a inflação de serviços acelerando de 0,15% para 1,49% em fevereiro, ainda que amplamente influenciada pelas altas em Educação e nas passagens aéreas.
REUTERS
UE acelera acordo comercial com o Mercosul
A União Europeia aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul para garantir que o bloco obtenha a vantagem do pioneirismo, afirmou na sexta-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
A Comissão Europeia concluiu seu maior pacto comercial de todos os tempos em termos de reduções tarifárias com a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai após 25 anos de negociações. O Executivo da UE afirmou que irá eliminar cerca de 4 bilhões de euros em taxas sobre as exportações da UE. A Alemanha e outros defensores do acordo, como a Espanha, afirmam que ele é essencial para compensar as perdas comerciais causadas pelas tarifas dos EUA e para reduzir a dependência da China em relação a minerais essenciais. Os opositores, liderados pela França — o maior produtor agrícola da UE —, afirmam que o acordo aumentará drasticamente as importações de carne bovina, açúcar e aves baratas, prejudicando os agricultores nacionais, que têm realizado repetidos protestos.
REUTERS
Setor público consolidado tem superávit primário de R$ 103,7 bi em janeiro
Um ano antes, o resultado havia sido superávit em R$ 104,093 bilhões.
Os dados do setor público consolidado envolvem governo central (formado por Previdência e Tesouro, além do próprio BC), Estados, municípios e estatais. Ficam fora da conta empresas do grupo Petrobras, além de bancos públicos, como Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal. O resultado de janeiro refletiu um superávit do governo central de R$ 87,3 bilhões e um superávit de R$ 21,3 bilhões dos Estados e municípios. As estatais tiveram déficit de R$ 4,9 bilhões. Em 12 meses até janeiro, por sua vez, o déficit primário alcançou R$ 55,4 bilhões, o equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 12 meses até dezembro, o superávit estava em 0,43% do PIB. Pelo critério nominal, que inclui despesas com juros, o setor público consolidado teve superávit de R$ 40,1 bilhões no primeiro mês de 2026, contra déficit de R$ 63,737 bilhões em janeiro do ano anterior. O resultado nominal de janeiro refletiu, além do superávit primário de R$ 103,7 bilhões, uma conta de juros de R$ 63,6 bilhões. Nos 12 meses até janeiro, por sua vez, o déficit nominal foi de R$ 1,086 trilhão, o equivalente a 8,49% do PIB. Em dezembro de 2025, estava em 8,34% do PIB. A conta de juros até janeiro somou R$ 1,031 trilhão, ou 8,1% do PIB, vinda de R$ 1007,6 bilhões, ou 7,9% do PIB no último mês de 2025. O BC atualizou na sexta-feira as elasticidades das dívidas líquida e bruta do setor público a seus principais indexadores. Para a dívida líquida, a valorização de 1% do câmbio leva a um aumento imediato de 0,07 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 8,9 bilhões. Para cada aumento de 1 ponto percentual da Selic, mantida por 12 meses, há elevação da dívida de 0,49 ponto, ou R$ 62,9 bilhões. Já um aumento de 1 ponto na inflação, mantido por 12 meses, eleva a dívida em 0,17 ponto, ou R$ 21,9 bilhões. No caso da dívida bruta, a valorização de 1% do câmbio gera queda imediata de 0,08 ponto, ou R$ 10 bilhões. Para cada elevação de 1 ponto da Selic, mantida por 12 meses, há elevação de 0,45 ponto da dívida, ou R$ 57,3 bilhões. Já cada aumento de 1 ponto na inflação, mantido por 12 meses, eleva a dívida em 0,17 ponto, ou R$ 21,6 bilhões.
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