CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1056 DE 27 DE FEVEREIRO DE 2026
- prcarne
- 27 de fev.
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1056 | 27 de fevereiro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo: Preços seguiram estáveis na quinta-feira brasileiras
Preços mantém o viés de alta da arroba; em SP, lotes de “boi-China” são negociados a R$ 355/@. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias.
Boi China: PARANÁ: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo)
Os preços do boi gordo andaram de lado na quinta-feira (26/2) nas principais praças pecuárias, de acordo com dados apurados pelas consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário nacional. Pelos dados da Agrifatto, a arroba segue cotada a R$ 355 no Estado de São Paulo, e, nas outras 16 regiões brasileiras monitoradas, a média seguiu estabilizada em R$ 327,80. A consultoria detectou negócios pontuais a R$ 360/@ no interior paulista, mas o volume negociado nesse patamar foi insuficiente para estabelecer esse valor como referência de mercado. Pelo levantamento da Scot, na quinta-feira houve negócios acima da referência para a vaca e a novilha gordas abatidas em São Paulo, mas sem força para mudar a referência.
Com isso o boi gordo segue cotado em R$ 350/@, a vaca em R$ 325/@, a novilha em R$ 335/@ e o “boi-China” em R$ 355/@ (preços brutos, no prazo). O mercado físico do boi gordo segue sustentando pelas boas condições das pastagens, o que permite ao pecuarista a retenção do gado pronto nas fazendas, relata a Agrifatto. Além disso, com a oferta de animais terminados ainda restrita, o volume negociado no mercado não tem sido suficiente para alongar as escalas de abate dos frigoríficos, que permanecem limitadas entre 4 e 5 dias úteis, na média nacional. Pelo lado da demanda, as exportações seguem em ritmo forte, o que contribui para o quadro de baixa disponibilidade de animais terminados. Estabilidade também no mercado futuro. Na quarta-feira (25/2), os contratos do boi gordo encerram o pregão da B3 em estabilidade. Pelo segundo dia consecutivo, o contrato com vencimento em abril de 2026 fechou cotado a R$ 352,65/@, praticamente o mesmo preço registrado no dia anterior (aumento diário de apenas 0,01%). Cotações do boi gordo (26/2), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: seis dias. MARANHÃO: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quarta-feira (25/2), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 321,50/@ (à vista) R$ 325,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 306,50/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Boi/Cepea: Arroba se mantém valorizada com oferta limitada e demanda firme
Os preços do boi gordo seguem firmes no mercado brasileiro na reta final de fevereiro.
O Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ, que reflete a média dos negócios realizados no estado de São Paulo, operou acima dos R$ 330,00 em praticamente todo o mês. Até o dia 24, o Indicador acumulava avanço de 7,1%. Segundo pesquisadores do Cepea, a baixa oferta de animais prontos para abate e as demandas interna firme e externa elevada – os embarques apresentam desempenho recorde neste começo de ano – são os fatores que mantêm a arroba em valorização. Para a reposição, o valor do bezerro nelore de 8 a 12 meses, negociado em Mato Grosso do Sul, registra alta de 4,56% na parcial de fevereiro (até o dia 24). Para as próximas semanas, pesquisadores do Cepea indicam que o mercado deve seguir atento ao ritmo das exportações, à entrada de animais de confinamento e ao comportamento da demanda doméstica, com o período pós-carnaval e Quaresma, fatores que podem determinar a continuidade, ou não, do movimento de valorização da arroba.
CEPEA
Arroba de boi fica mais cara para mercado interno e externo
Preço acumula alta de 10% no campo neste ano; em dólar, o aumento chega a 18%
Valor é resultado dos investimentos feitos na pecuária em 2021 e 2022, o que melhorou a oferta
A arroba de boi gordo começou o ano custando R$ 319 no estado de São Paulo. Agora, está em R$ 351, uma alta de 10%. Isso encarece o produto para o consumidor nacional. O mercado externo, no entanto, também não está livre de uma pressão da proteína brasileira. Com a alta da arroba no campo e a queda do dólar no mercado interno, o preço do boi gordo, em dólares, subiu 18% neste ano. No início de janeiro, a arroba correspondia a US$ 58. Agora, a US$ 68,5.
Poucas vezes, o preço da arroba superou US$ 60. Isso ocorreu em agosto de 2008, em novembro de 2010, em junho de 2021 e em março de 2022, quando atingiu o recorde de US$ 73. Em reais, o valor da arroba sai de uma média anual de R$ 255, em 2023 e em 2024, e sobe para R$ 330 neste ano. O preço recente é resultado dos investimentos feitos na pecuária nos anos de 2021 e 2022, o que melhorou a oferta em 2023, 2024 e início de 2025, diz Thiago Bernardino de Carvalho, analista do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A estrutura dos confinamentos, que estão ficando cada vez maiores, permitiu ao país colocar 9,25 milhões de animais nesse sistema, 21% de todos os animais abatidos, diz Carvalho. A produção sustentou não só o aumento de exportações como também uma recuperação da demanda interna. O que aconteceu nessa virada de ano? Além de um ritmo menor na oferta de animais de confinamento, típico do período, a chuva melhora o pasto, há um manejo dos animais e uma retenção maior de fêmeas para a inseminação. Isso gerou uma queda de braço entre pecuaristas e frigoríficos. "A oferta no campo está sendo ajustada."
As exportações brasileiras estão favoráveis. A China vem comprando bem e outros países, como os Estados Unidos, retomaram ao mercado brasileiro. A baixa oferta de carne no mundo ajuda a entender esse momento das boas exportações brasileiras, mas tudo agora vai depender do câmbio. O dólar no patamar R$ 5,15, e a arroba a R$ 351, torna a carne brasileira menos competitiva em relação a outros concorrentes. Esse é o cenário para entender a mudança de comportamento no setor, diz Carvalho. A produção menor vinda do campo reduz a disponibilidade de carne para o menor patamar dos últimos 14 meses. O analista do Cepea acredita que, pelo menos até março e abril, a expectativa é de preços em patamares firmes.
Já o segundo semestre será uma incógnita, devido à China. Para Carvalho, se o Brasil mantiver uma produção mais ajustada no campo e exportações menores, haverá um equilíbrio vindo da demanda interna. Este será um ano de maior fluxo financeiro internamente, com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, eleições e de Copa do Mundo. As exportações brasileiras para a China devem diminuir e, talvez, o Brasil venda cortes mais baratos, como do dianteiro. Se China e Estados Unidos comprarem mais da Argentina, como prometem, países abastecidos pelos argentinos virão para o Brasil, afirma ele.
FOLHA DE SP
SUÍNOS
Suínos/Cepea: Valor da carne segue em queda e eleva competitividade
A atual média mensal de preço da carne suína já é a menor desde abril de 2024, em termos reais (série deflacionada pelo IPCA de janeiro/26), apontam dados do Cepea.
Esse movimento de desvalorização, que seguiu com força em fevereiro, acabou elevando, pelo segundo mês consecutivo, a competitividade da carne suína em relação às concorrentes, bovina e de frango. De acordo com pesquisadores do Cepea, o ganho de competitividade frente à carne de boi neste mês também é influenciado pelo avanço no preço da carcaça casada bovina; no caso do frango, observa-se desvalorização da proteína, mas em menor intensidade que a registrada para a suína. Pesquisadores do Cepea ressaltam que o movimento de queda nos preços do suíno vivo, que vem sendo verificado desde o início deste ano, perdeu um pouco de força nesta semana. O principal fundamento desse cenário baixista é a oferta acima da demanda. Agentes consultados pelo Centro de Pesquisas indicam que já eram esperadas desvalorizações no primeiro bimestre de 2026, em razão do menor poder de compra da população, mas a intensidade da baixa preocupa.
CEPEA
FRANGOS
Gripe aviária: Argentina confirma segundo caso em aves comerciais
Impacto comercial atual é considerado menor do que nos eventos sanitários de 2023 e 2025.
O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina confirmou a detecção de um segundo foco de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) subtipo H5 em aves de produção comercial, desta vez na localidade de Lobos, província de Buenos Aires. O diagnóstico foi validado pelo Laboratório Nacional em Martínez após a análise de amostras de um estabelecimento de reprodutores pesados. Assim como ocorreu no primeiro caso detectado na localidade de Ranchos, o organismo sanitário ativou o plano de contingência, que inclui a interdição imediata da granja e a delimitação de uma Zona de Controle Sanitário. As medidas preveem o reforço da biosseguridade, restrição de movimentos, monitoramento e rastreamento epidemiológico na região. O Senasa também supervisionará o despovoamento e a disposição final das aves, seguido pela desinfecção rigorosa do local para contenção do vírus.
Com a confirmação do primeiro surto comercial na terça-feira (24), a Argentina perdeu sua condição sanitária de país livre de IAAP perante a Organização Mundial de Sanidade Animal (OMSA). Consequentemente, as exportações de produtos avícolas para destinos com acordos baseados nesse status foram suspensas. Entretanto, o Senasa destacou que as negociações bilaterais realizadas em 2024 e 2025 permitem a manutenção do comércio com países e blocos que reconhecem os critérios de zoonificação e compartimentação. O impacto comercial atual é considerado menor do que nos eventos sanitários de 2023 e 2025. Embora a carne avícola fresca sofra restrições em aproximadamente 40 destinos, o país conseguiu manter o acesso ao mercado em mais de 35 nações. Isso representa uma redução próxima a 47 pontos porcentuais na quantidade de destinos atingidos por restrições em comparação com crises anteriores. Caso não surjam novos surtos em estabelecimentos comerciais, a Argentina poderá se autodeclarar livre da doença perante a OMSA 28 dias após a conclusão do sacrifício sanitário e da limpeza da unidade produtiva. O Senasa reforçou a orientação para que os produtores intensifiquem as medidas de higiene e biosseguridade, além de recomendarem que aves de fundo de quintal sejam mantidas protegidas do contato com exemplares silvestres.
MIDIAMAX
GOVERNO
Governo quer controle estatal da cota de carne para a China após sobretaxa de 55%; e agora?
Proposta prevê divisão proporcional – controle estatal da cota de carne para a China – com base no desempenho de 2025, cota mínima para pequenos frigoríficos e gestão via Camex; impasse jurídico e técnico trava decisão final
O governo federal enfrenta um dos debates mais sensíveis dos últimos anos no comércio exterior do agronegócio: a criação de um sistema estatal de controle da cota de exportação de carne bovina para a China. A medida, defendida por frigoríficos brasileiros como resposta à salvaguarda imposta pelo país asiático — que limitou os embarques brasileiros a 1,1 milhão de toneladas em 2026 — vem dividindo ministérios, gerando questionamentos jurídicos e atrasando uma definição oficial. A proposta surge em um contexto de forte tensão comercial. Além da limitação volumétrica, discute se a aplicação de uma sobretaxa de 55%, o que elevou a pressão do setor por um mecanismo que organize e distribua a cota de carne para a China disponível entre as plantas habilitadas a exportar. Segundo informações obtidas pelo Compre Rural, a iniciativa foi apresentada pelos frigoríficos e passou a ser debatida no Executivo desde o início do ano, mas encontrou resistências internas.
COMPRE RURAL
Camex adia análise de cota de exportação de carne à China
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) retirou da pauta da reunião extraordinária desta sexta-feira (27/2) ao menos duas resoluções que seriam analisadas sobre temas relacionados ao setor agropecuário: a criação do sistema de controle da cota de exportação de carne bovina para a China e o aumento do Imposto de importação do cacau, de 9% para 20%. Produtores querem saber se governo criará, ou não, sistema de controle da cota de exportação de carne bovina para a China
A informação foi confirmada ao Valor por uma fonte graduada da Esplanada. Consultado, o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) informou por meio da assessoria apenas que a pauta ainda não foi divulgada. Ainda não há definição de nova data para deliberação das medidas. A expectativa é que entre na pauta de 11 de março. A reportagem mostrou que a criação do sistema de controle de cota da carne bovina ainda despertava divergências no governo federal. A área de comércio exterior do governo ainda aguarda parecer jurídico da Advocacia-Geral da União (AGU) para avançar com a proposta, disse a fonte. Procurado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) não respondeu. O Ministério da Agricultura concorda com o mecanismo apresentado pelo setor privado (de divisão trimestral até setembro dos volumes totais e de forma proporcional ao desempenho das empresas em 2025). A Pasta avalia que a iniciativa preserva pequenos frigoríficos na corrida por vender aos chineses, que poderia ser dominada pelas grandes multinacionais. Ao menos uma companhia procurou o MDIC para apontar questionamentos jurídicos caso a regulação estatal seja adotada. O adiamento da votação atrapalha os planos do setor frigorífico. Representante da indústria reclamou da nova postergação da votação na Camex (antes, havia esperança de que o modelo fosse votado em 2/7 de fevereiro) e disse que a cadeia vai cobrar mais enfaticamente uma posição do governo sobre o assunto. Segundo essa pessoa, as plantas têm respeitado uma divisão informal para os embarques até agora, mas que o governo precisa se decidir quanto ao controle da cota, "pelo sim ou pelo não". O setor deverá insistir com o Executivo no discurso de que o cenário tem ficado mais apertado e que, no segundo semestre deste ano, poderá piorar, com o preço do boi gordo em alta, dificuldade de reposição de rebanho e dólar em queda.
VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Portos da região Sul registram melhor movimentação dos últimos cinco anos
Alta de 5,4% em 2025 consolida maior volume da série histórica recente
A região portuária do Sul do Brasil registrou, em 2025, a movimentação de quase 200 milhões de toneladas, um aumento de 5,4% em relação ao ano anterior, tendo o melhor desempenho dos últimos cinco anos. Os dados, divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), contabilizam tanto a operação de portos públicos (129 milhões de toneladas) quanto de terminais de uso privado (69,9 milhões de toneladas). As instalações com maior movimentação foram os portos de Paranaguá (66,4 milhões de toneladas), Rio Grande (31,6 milhões), São Francisco do Sul (17,5 milhões), Itapoá (16,1 milhões) e o Terminal Aquaviário de Osório (10,7 milhões). Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o resultado demonstra a eficiência do sistema portuário e a assertividade dos investimentos realizados no setor. “Estamos fortalecendo a infraestrutura portuária com planejamento, modernização e novos investimentos. O crescimento consistente da movimentação no Sul mostra que o Brasil está ampliando sua competitividade e garantindo melhores condições para exportar, gerar emprego e desenvolver as regiões”, afirmou. Os granéis sólidos, impulsionados por soja, fertilizantes e cereais, responderam pela maior parte da movimentação, com 90,9 milhões de toneladas. Na sequência, os granéis líquidos (petróleo, combustíveis, óleos animais e vegetais) totalizaram 33,7 milhões de toneladas. O destaque, entretanto, fica por conta do expressivo avanço da movimentação de cargas conteinerizadas, que cresceu 12,5% em relação a 2024, alcançando 58,9 milhões de toneladas. A carga geral (alimentos, produtos químicos, matérias-primas etc.) também registrou alta de 4,5%, com 16,2 milhões de toneladas movimentadas. No recorte por perfil de transporte, a expressiva maioria da movimentação em 2025 foi de longo curso, com 152,3 milhões de toneladas (alta de 5,8%), sendo China, Singapura e Irã os principais destinos das cargas embarcadas. A cabotagem passou de 26,1 milhões para 26,8 milhões de toneladas, crescimento de 2,96%. Já o transporte por vias interiores registrou aumento de 4,41%, com 6,7 milhões de toneladas movimentadas.
Para dar prosseguimento aos investimentos da logística portuária na região, o Ministério de Portos e Aeroportos segue ampliando a carteira de investimentos portuários. A sessão pública do segundo bloco de leilões portuários, que totaliza mais de R$ 226 milhões em investimentos privados, será realizada nesta quinta-feira (26), na sede da B3, em São Paulo. Na ocasião, serão recebidas, abertas e classificadas, as propostas econômicas referentes aos contratos de arrendamento. Entre os destaques que serão leiloados, está o Terminal POA26, no Porto de Porto Alegre (RS), destinado à movimentação e armazenagem de granel sólido vegetal, que receberá R$ 21,13 milhões em investimentos, com contrato de arrendamento válido por 10 anos. A iniciativa contribui para a modernização da infraestrutura e o aumento da capacidade operacional dos portos da região Sul. Além disso, são previstos R$ 26,8 bilhões em investimentos na Região Sul, sendo R$ 24 bilhões para a construção de uma nova unidade industrial de celulose em Barra do Ribeiro (RS) e R$ 2,8 bilhões em investimentos para a construção de embarcações (Programa Mar Aberto), ampliando o escoamento da produção e fortalecendo a competitividade das exportações brasileiras.
MINISTÉRIO DE PORTOS E AEROPORTOS
Paraná vê projeções de safras de soja e milho em alta, aponta Deral
A safra de soja do Paraná em 2025/26 foi estimada em 22,12 milhões de toneladas, ligeiramente acima da previsão de janeiro, de 22,04 milhões, mas com aumento de 4% ante a temporada passada, indicou na quinta-feira o Departamento de Economia Rural (Deral).
O órgão do governo do Paraná também elevou levemente a projeção da primeira safra de milho do Estado em 2025/26 para alcançar 3,6 milhões de toneladas, acima das 3,47 milhões projetadas no mês anterior e acima da colheita de 3,05 milhões de toneladas registrada na safra passada. Tanto a soja como o milho primeira safra estão em processo de colheita no Paraná, um dos maiores produtores de grãos do Brasil. Para a segunda safra de milho, que está sendo plantada e responde pelos maiores volumes do Estado, o Deral passou a prever 17,5 milhões de toneladas, leve alta ante as 17,40 milhões estimadas em janeiro. O número fica 1% abaixo da produção de 17,6 milhões de toneladas observada no ciclo 2024/25.
REUTERS
ECONOMIA
Dólar sobe no Brasil em dia de queda do Ibovespa e avanço da moeda no exterior
O dólar interrompeu a série mais recente de recuos ante o real e fechou a quinta-feira em alta, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, em um dia que também foi de perdas para a bolsa brasileira.
O dólar à vista encerrou em alta de 0,28%, aos R$5,1392, após ter atingido na véspera o menor valor de fechamento desde 21 de maio de 2024. No ano, a moeda acumula agora queda de 6,37%. Às 17h26, o dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- subia 0,19% na B3, aos R$5,1375. Após oscilar próximo da estabilidade no início do dia, o dólar ganhou força ante o real em sintonia com o avanço da moeda norte-americana no exterior, em uma sessão no geral negativa para os ativos de risco, após os resultados corporativos da gigante tecnológica Nvidia -- bastante aguardados -- não empolgarem. A bolsa brasileira, que nas últimas semanas tem recebido forte fluxo de investimentos estrangeiros, também teve uma sessão de perdas, reforçando o viés de alta do dólar ante o real. Assim, após marcar a cotação mínima de R$5,1217 (-0,05%) às 10h, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1655 (+0,80%) às 14h27, em um momento em que o Ibovespa também estava no piso da sessão, abaixo dos 190 mil pontos. Durante a tarde, o dólar perdeu um pouco de força, mas ainda assim encerrou em leve alta ante o real, em sintonia com o exterior, onde o mercado precificava as preocupações em torno dos atritos entre EUA e Irã e a reação morna com os resultados da Nvidia. Na sexta-feira, além da divulgação do IPCA-15, indicador considerado uma prévia da inflação oficial, os agentes estarão atentos à disputa pela formação da Ptax de fim de mês. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).
REUTERS
Ibovespa fecha com declínio tímido ditado por Vale em pregão com balanços no foco
O Ibovespa voltou a orbitar os 192 mil pontos, mas fechou com um declínio modesto nesta quinta-feira, ditado principalmente pela queda das ações da Vale, em pregão com noticiário corporativo sob os holofotes, incluindo o resultado acima do esperado da Marcopolo, que fez a ação subir forte.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,14%, a 190.986,23 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 191.977,51 pontos na máxima e 188.976,57 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava R$26,37 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
IGP-M recua 0,73% em fevereiro, mais do que o esperado, mostra FGV
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) passou a cair 0,73% em fevereiro, mais do que o esperado e revertendo a alta de 0,41% em janeiro, diante do forte recuo dos preços no atacado, mostraram dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na quinta-feira
A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 0,6%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses deflação de 2,67%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 1,18% em fevereiro, depois de ter subido 0,34% no mês anterior. "O IPA, índice de maior peso no IGP, registrou forte queda em fevereiro, puxada pelo recuo dos preços de commodities relevantes. No período, minério de ferro (-6,92%), soja (-6,36%) e café (-9,17%) apresentaram retrações expressivas", destacou André Braz, economista do FGV IBRE. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, desacelerou a alta a 0,30% em fevereiro, de 0,51% em janeiro, com o enfraquecimento do avanço das mensalidades escolares, segundo a FGV. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou a subir no período 0,34%, de uma alta de 0,63% em janeiro. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
REUTERS
Confiança de serviços no Brasil recua em fevereiro após 3 meses de altas, diz FGV
A confiança do setor de serviços do Brasil piorou em fevereiro depois de três meses seguidos de alta diante da deterioração das expectativas, mostraram os dados divulgados na quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 0,7 ponto, atingindo 90,2 pontos.
"O resultado dos últimos meses tem tido maior influência pelo movimento dos indicadores de expectativas, que vinham em trajetória favorável e recuaram agora em fevereiro", explicou Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE. A FGV informou que o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, teve queda de 2,2 pontos, chegando a 88,1 pontos em fevereiro, depois de ter atingido no mês anterior o maior nível desde dezembro de 2024. Por outro lado, o Índice de Situação Atual (ISA-S), indicador da percepção sobre o momento presente do setor de serviços, avançou 0,7 ponto em fevereiro, para 92,4 pontos. "Pelo lado da situação presente, os indicadores têm oscilado no mesmo patamar e indicam desaceleração na demanda do setor. Para os próximos meses, o cenário macroeconômico ainda apresenta desafios, mas a possibilidade de redução de juros nos próximos meses e a resiliência do mercado de trabalho ainda podem sustentar o nível da confiança do setor", completou Tobler.
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