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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1044 DE 09 DE FEVEREIRO DE 2026

  • prcarne
  • 9 de fev.
  • 15 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1044 | 09 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: intensificação do movimento de alta

“O boi-China” bateu R$ 340/@ em SP, abrindo ágio de R$ 8/@ em relação ao bovino sem padrão-exportação, informou a Scot Consultoria. No PARANÁ: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo)

 

O movimento de alta nos preços do boi gordo, iniciado no fim de janeiro, continuou ativo ao longo da semana, encerrando a sexta-feira (6/2) com novas valorizações nas praças de São Paulo e em outras regiões brasileiras. Pelos dados da Scot Consultoria, o “boi-China” negociado no mercado paulista bateu os R$ 340/@ (no prazo) no dia 6 de fevereiro, abrindo um bom ágio de R$ 8/@ sobre o animal sem padrão exportação, cotado em R$ 332/@. O analista Felipe Fabbri, da Scot Consultoria, acredita que o mercado deve seguir firme em fevereiro/26, com possibilidade de novos ajustes positivos no curto prazo. “O clima está favorável para que a oferta de boiadas gordas continue cadenciada”, afirma Fabbri, referindo-se às boas condições das pastagens após períodos de chuvas generosas. Além disso, continua ele, o preço da reposição, com destaque ao bezerro, tem estimulado menor abate de fêmeas neste começo de ano, o que contribui para um mercado mais enxuto, dificultando a vida dos frigoríficos que têm necessidade de preencher rapidamente as suas escalas de abate. “O abate de bovinos no Sistema de Inspeção Federal (SIF) e a participação das fêmeas diminuíram em janeiro/26, o que ajudou a sustentar os preços”, ressalta Fabbri. Segundo a Agrifatto, a oferta de animais terminados segue restrita, sobretudo no Centro-Norte do país, onde as chuvas mantêm o bom nível nutricional das pastagens e favorecem a retenção do gado no campo.

Segundo Fabbri, neste momento, há estímulo às compras de boiadas gordas, com a perspectiva de uma demanda mais aquecida no mercado doméstico na primeira quinzena deste mês e uma exportação que tende a seguir aquecida. “Os preços da carne bovina no mundo estão nas máximas e o Brasil tende a aparecer como um bom fornecedor, tanto em preço, quanto em volume”, destaca Fabbri. Cotações do boi gordo da sexta-feira (6/2), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias.

MATO GROSSO: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China/Europa: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: quatro dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 290,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: sete dias. 

MARANHÃO: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (6/2), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$308,50/@ (à vista) e R$ 312,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 313,50/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 313,50/@ (à vista) R$ 317,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 312,50/@ (à vista) e R$ 316,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 291,50/@ (à vista) e R$ 295,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 306,50/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

SUÍNOS

 

Exportação de carne suína registra alta em janeiro

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) foram recordes para o período. 

Ao todo, foram 116,3 mil toneladas embarcadas em janeiro, número 9,7% maior que o total embarcado no mesmo mês do ano passado, com 106 mil toneladas. A receita das exportações chegou a US$ 270,2 milhões, saldo 13,6% em relação ao mesmo período do ano passado (e recorde para o mês de janeiro), com US$ 238 milhões. Maior importadora de carne suína do Brasil, as Filipinas foram destino de 37,4 mil toneladas (+91%).  Foram seguidas por Japão, com 12,9 mil toneladas (+58%), Hong Kong, com 8,8 mil toneladas (-7%), China, com 8,3 mil toneladas (-58%), Chile, com 7,7 mil toneladas (resultado equivalente a 2025), Singapura, com 5,5 mil toneladas (-16%), Uruguai, com 3,7 mil toneladas (+1%), Costa do Marfim, com 3,4 mil toneladas (+3%), México, com 3 mil toneladas (+133%) e Argentina, com 2,8 mil toneladas (-37%). Maior estado exportador, Santa Catarina embarcou 56,5 mil toneladas (-2,3%), e foi seguido pelo Rio Grande do Sul, com 29 mil toneladas (+34,4%), Paraná, com 17 mil toneladas (+29,1%), Mato Grosso, com 3,6 mil toneladas (+7,5%) e Minas Gerais, com 3 mil toneladas (-11,8%). O movimento ocorrido ao longo de 2025 segue neste ano, com descentralização dos envios à China para novos destinos, incluindo Filipinas e outros mercados de alto valor agregado, como é o caso do Japão. O saldo recorde de janeiro aponta para um fluxo novamente positivo em 2026.

ABPA

 

FRANGOS

 

Exportação de carne de frango registra alta em janeiro

Resultados em volume e receita são recordes para o período

 

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 459 mil toneladas em janeiro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).  O número é recorde para o mês e representa uma alta de 3,6% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, com 443 mil toneladas. Em receita, também houve crescimento e registro de recorde para janeiro.  O resultado chegou a US$ 874,2 milhões, saldo 5,8% superior ao alcançado no primeiro mês de 2025, com US$ 826,4 milhões. Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, os Emirados Árabes Unidos importaram 44,3 mil toneladas no mês, volume 14% superior ao registrado no ano passado.  Em seguida estão África do Sul, com 36,8 mil toneladas (+34%), Arábia Saudita, com 33,5 mil toneladas (+5%), China, com 33,5 mil toneladas (-25%), Japão, com 29,2 mil toneladas (+4%), União Europeia, com 27,4 mil toneladas (+24%), Filipinas, com 25,1 mil toneladas (+23%), Coreia do Sul, com 16,2 mil toneladas (+10%), Singapura, com 14,1 mil toneladas (resultado equivalente à 2025) e Chile, com 11,8 mil toneladas (+51%). Principal estado exportador, o Paraná embarcou 187,7 mil toneladas em janeiro (+3,9%), e foi seguido por Santa Catarina, com 103,1 mil toneladas (+9,3%), Rio Grande do Sul, com 58,7 mil toneladas (+0,75%), São Paulo, com 26,7 mil toneladas (+2%) e Goiás, com 25,6 mil toneladas (+9,5%). O desempenho recorde com alta em praticamente todos os principais destinos, em um período de típica demanda reduzida, como é o mês de janeiro, sinaliza perspectivas otimistas para 2026. Isto indica crescimento sustentado em diversos mercados importadores, especialmente nos Emirados Árabes, na África do Sul, nos países da União Europeia e em determinados mercados da Ásia com expressiva demanda.

ABPA

 

Frango/Cepea: Preço cai pelo 3º mês seguido e opera no patamar de gripe aviária

Pressão veio principalmente da baixa demanda interna

 

O valor médio de negociação do frango congelado caiu em janeiro, pelo terceiro mês consecutivo, voltando a operar nos patamares observados durante o período de caso de gripe aviária no Brasil, em maio de 2025, apontam pesquisadores do Cepea. A pressão sobre as cotações veio principalmente da baixa demanda interna, já que as vendas externas seguiram firmes ao longo do mês. Ressalta-se que o movimento de desvalorização foi observado para praticamente todos os produtos avícolas acompanhados pelo Cepea. Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado registrou média de R$ 7,36/kg em janeiro, com baixa de 4,5% frente à de dezembro e voltando aos patamares de junho/25, quando o produto foi negociado a R$ 7,47/kg, de acordo com dados do Cepea. O mês de janeiro é tradicionalmente marcado por diminuições na demanda, devido ao menor poder de compra da população, que, vale lembrar, tem despesas extras neste período.

CEPEA

 

EMPRESAS

 

Castrolanda anuncia R$ 500 milhões em investimentos para 2026

Valor faz parte de um pacote anunciado na sexta. Investimentos superiores a R$ 100 milhões serão voltados a estudos para a diversificação de negócios. A cooperativa também avança no desenvolvimento do Parque Tecnológico Agroleite, que contará com investimentos superiores a R$ 80 milhões, em parceria com o Governo do Estado e o Senar.

 

A Castrolanda irá investir aproximadamente R$ 500 milhões em 2026, o maior volume já investido pela cooperativa em um único ano. O valor faz parte de um pacote anunciado nesta sexta-feira (6/2), durante o lançamento oficial das ações comemorativas dos 75 anos da cooperativa. De acordo com o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, os investimentos fazem parte do planejamento estratégico e visam preparar a cooperativa para um crescimento sustentável. “Decidimos buscar o crescimento da Castrolanda como organização e, em 2026, teremos investimentos expressivos. Dentro do modelo de intercooperação, a produção de leite está em constante crescimento e, para isso, nossas indústrias precisam estar preparadas para receber o leite dos cooperados e proteger nossa posição no mercado”, explica. A cooperativa destinará, neste ano, R$ 200 milhões para a implantação de uma torre de secagem de leite. O aporte total do projeto prevê em torno de R$ 480 milhões para a ampliação da Usina de Beneficiamento de leite, em Castro (PR). A obra civil já foi iniciada e os equipamentos foram adquiridos, com previsão de ampliação da capacidade industrial a partir de 2028. O projeto é uma parceria entre as cooperativas Castrolanda, Frísia e Capal, por meio da Unium. Segundo Bouwman, a produção de leite tem crescido de 8% a 10% ao ano, o que leva à estimativa de 3,3 milhões de litros de leite por dia, das três cooperativas, no ano que vem. A usina já possui uma torre de secagem de leite, com capacidade para processar 600 mil litros de leite/dia. Com o novo investimento, a meta é dobrar a capacidade. Só a Castrolanda produz 1,5 milhão de litros/dia atualmente. A construção do Entreposto Agrícola em Colinas do Tocantins (TO) receberá R$ 50 milhões em investimentos em 2026, de um total previsto de R$ 124 milhões. Segundo a cooperativa, a unidade está em fase avançada de construção, com montagem de silos, secadores e obras civis em andamento. A previsão é iniciar as operações em janeiro de 2027, com recepção de grãos e venda de insumos. “O Tocantins representa uma nova fronteira agrícola para os nossos cooperados. O Paraná já possui áreas altamente ocupadas e com custo elevado de terras. A expansão para novas regiões permite crescimento sustentável e geração de oportunidades para associados e produtores instalados na região”, destaca o diretor executivo da Castrolanda, Seung Lee. A cooperativa também avança no desenvolvimento do Parque Tecnológico Agroleite, que contará com investimentos superiores a R$ 80 milhões, em parceria com o Governo do Estado e o Senar. O projeto prevê a construção de laboratórios, do Centro de Excelência do Leite e de estruturas voltadas à pesquisa e inovação na pecuária leiteira. Entre as iniciativas estratégicas também está a implantação do curso de Medicina Veterinária em Castro, fruto de uma parceria entre Castrolanda, governo do Estado, prefeitura municipal e Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Além disso, a Castrolanda prepara investimentos superiores a R$ 100 milhões em estudos voltados para a diversificação de negócios nos segmentos de snacks, combustíveis e nutrição animal. Segundo Seung, mesmo diante de cenários econômicos desafiadores, a cooperativa mantém o compromisso com o crescimento. “O mercado é cíclico e sempre teremos momentos de instabilidade. Se esperarmos o cenário ideal, deixaremos de avançar. O agronegócio é um setor de escala e acreditamos que o Brasil continuará sendo o celeiro do mundo. Por isso, seguimos investindo e fortalecendo a cooperativa e nossos cooperados”, afirma. Além da apresentação dos investimentos estratégicos, foi revelada a nova marca da cooperativa, que traduz os pilares que sustentam a trajetória da Castrolanda: história, união e crescimento. Ao longo de 2026, a cooperativa promoverá uma série de ações comemorativas envolvendo cooperados, colaboradores e a comunidade, reforçando o papel social e econômico da cooperativa nos municípios onde atua.

GLOBO RURAL

 

Faturamento da C. Vale alcançou R$ 25 bilhões em 2025

Recebimento de produtos teve incremento de 27% no ano passado a ajudou a impulsionar a receita. Faturamento da C. Vale cresceu mais de 14% no ano passado

 

A C. Vale, cooperativa agroindustrial sediada em Palotina (PR), registrou um faturamento de R$ 25,2 bilhões em 2025, crescimento de 14,69% em relação à receita de 2024. As sobras (lucro) somaram R$ 274,4 milhões, com incremento de 83,21%, conforme divulgado hoje pela cooperativa. O recebimento de 6,5 milhões de toneladas de produtos, quase 27% maior que o do ano anterior, ajudou a sustentar o desempenho positivo. Além disso, em seu primeiro ano completo de operação, a esmagadora de soja processou 16,4 milhões de sacas do grão. “Mesmo com uma rara combinação de fatores negativos em um único ano, a C. Vale conseguiu ampliar o faturamento e os resultados do exercício de 2025. A cooperativa precisou superar estiagens, desvalorização dos grãos, juros altos, gripe aviária e o tarifaço norte-americano para melhorar seu desempenho no ano que passou”, disse a C. Vale, em nota. Ainda segundo a cooperativa, o desempenho foi proporcionado pela agroindustrialização e a boa safra de Mato Grosso, que compensaram as estiagens, principalmente nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul. O presidente do Conselho de Administração da C. Vale, Alfredo Lang, os indicadores positivos permitem à cooperativa dar sequência aos investimentos na melhoria das unidades de grãos. “Esse processo terá continuidade ao longo de 2026 porque precisamos acelerar o recebimento e a expedição de produtos”, disse. Por fim, a C. Vale informou que o pagamento das sobras começa no dia 9 de fevereiro nas unidades da cooperativa nos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Show Rural começa nesta segunda e prevê R$ 6 bilhões em negócios

Estimativa é 14% menor do que o ano anterior e considera queda no preço dos grãos. No ano passado, movimento chegou ao recorde de R$ 7 bilhões

Com previsão de gerar R$ 6 bilhões em negócios, começa nesta segunda-feira (9/2) e segue até sexta (13/2), a 38ª edição do Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR). O volume estimado é 14% menor do que o recorde de R$ 7 bilhões movimentados na edição anterior. Segundo Dilvo Grolli, presidente da Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel), o cenário atual da agricultura brasileira, com preços em queda da soja e demais grãos, leva a essa estimativa conservadora. “Há um otimismo na cadeia produtiva, tendo em vista que crescemos mais do que os outros setores econômicos do país. Mas temos esse norte conservador porque o dinheiro do produtor para investimentos vem dessa produção”, justifica. Ainda assim, Grolli considera que o valor movimentado no evento - que abre o calendário das principais feiras do agronegócio no país - pode superar as estimativas e repetir os números da edição de 2025.

Segundo ele, o Show Rural apresentará motivação para isso. Com foco em inovação tecnológica e sustentabilidade, o evento concentrará 600 expositores. “Chama a atenção o investimento robusto das empresas, tanto no que diz respeito aos produtos e serviços oferecidos, quanto na estrutura dos estandes para receber os produtores, vários deles com mais de 4 mil metros quadrados”, observa. E destaca o grande volume de lançamentos de novas variedades de grãos e de maquinários voltados para os diversos perfis de propriedades rurais. “As empresas do setor apostam no crescimento do agronegócio e entendem que a tomada de decisão do produtor rural é baseada em resultado. A produtividade vem aumentando em torno de 3% ao ano nas lavouras e isso se deve à aquisição de tecnologia e inovações. Não dá para ficar com o freio de mão puxado”, analisa. Entre os lançamentos anunciados para o Show Rural estão as cultivares de feijão da Embrapa BRS ELO FC424, BRS FC429, BRS FP426 e BRS FP327, além da publicação sobre Tecnologia de Aplicação de Pesticidas. As inovações abrangem produção animal, grãos, hortaliças, frutíferas, forrageiras, tubérculos e bioinsumos, além de sistemas de produção e gestão. A Embrapa participará da feira apresentando tecnologias de dez unidades de pesquisa: Embrapa Arroz e Feijão, Embrapa Clima Temperado, Embrapa Gado de Corte, Embrapa Gado de Leite, Embrapa Hortaliças, Embrapa Mandioca e Fruticultura, Embrapa Pantanal, Embrapa Soja e Embrapa Suínos e Aves.

Além disso, haverá mais de 5,5 mil parcelas demonstrativas de empresas e instituições que apresentarão novidades voltadas ao aumento da produtividade e da sustentabilidade no campo. O local conta com 11 quilômetros de ruas cobertas, área da agricultura familiar e teve, para esta edição, ampliação dos pavilhões da administração e do Espaço Impulso. A expectativa de público para esta edição, segundo os organizadores, é de até 400 mil visitantes. O evento acontece no parque tecnológico da Coopavel, no Distrito Industrial de Cascavel, das 7h às 18h, com acesso gratuito ao parque e estacionamento. Neste ano, serão 22 mil vagas para automóveis e 700 para ônibus.

GLOBO RURAL

 

Adapar inicia novo ciclo de vigilância ativa para Influenza Aviária e Doença de Newcastle

A iniciativa engloba a colheita de amostras biológicas, como soro sanguíneo e suabes de cloaca e traqueia, em aves de diferentes sistemas de criação. Ao todo, serão monitoradas 346 propriedades comerciais, incluindo estabelecimentos de corte, postura e reprodução, além de 136 propriedades de subsistência.

 

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) iniciou o novo ciclo de Vigilância Ativa de Influenza Aviária e Doença de Newcastle (DNC). A iniciativa engloba a coleta de amostras biológicas, como soro sanguíneo e suabes de cloaca e traqueia, em aves de diferentes sistemas de criação. Ao todo, serão monitoradas 346 propriedades comerciais, incluindo estabelecimentos de corte, postura e reprodução, além de 136 propriedades de subsistência. A previsão é que os trabalhos continuem até junho de 2026. Segundo a chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka de Souza, a vigilância ativa é fundamental para a manutenção do status sanitário do Paraná. “As atividades de vigilância ativa têm o objetivo de comprovar a ausência destas enfermidades na avicultura industrial e de subsistência e, além disso, evidenciam a robustez do sistema de defesa sanitária, a capacidade de detecção precoce de casos suspeitos e a transparência do status sanitário do Paraná e do Brasil”, afirma a médica veterinária. A presença das equipes técnicas nas propriedades também fortalece a orientação aos produtores quanto às boas práticas de biosseguridade, promovendo a prevenção de doenças, incentivando a participação ativa da comunidade e consolidando uma cultura de responsabilidade sanitária. A avicultura paranaense possui papel estratégico na econômica do Estado, sendo uma das principais cadeias produtivas do agronegócio estadual e nacional. O Paraná é destaque entre os maiores produtores e exportadores de carne de frango do Brasil. Até o terceiro trimestre de 2025, o Estado liderou frequentemente o ranking nacional de abates e exportações, sendo responsável por 34% da produção nacional.

A atividade apresenta forte capilaridade territorial, presente em grande parte dos municípios paranaenses, especialmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Norte do Estado. Como parte do fortalecimento das ações de prevenção e resposta a emergências zoossanitárias, a Adapar realizou, em outubro e novembro de 2025, capacitação específica voltada à vigilância e ao atendimento de emergências avícolas. O treinamento contou com a participação de 261 servidores da Agência.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS 

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha em baixa no Brasil

O dólar fechou a sexta-feira em baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em uma sessão no geral positiva para ativos de risco ao redor do mundo.

 

O dólar à vista fechou o dia com queda de 0,66%, aos R$5,2195. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,54% e, no ano, recuo de 4,91%. Às 17h04, o dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 1,09% na B3, aos R$5,2415. As preocupações em torno dos impactos da inteligência artificial sobre vários setores da economia seguiram permeando os negócios globais, mas os mercados de ações na Europa e nos Estados Unidos mostraram reação nesta sexta-feira, com os investidores voltando a buscar ativos de maior risco. “Este fluxo, principalmente estrangeiro, que entrou nos últimos dias... que fez preço principalmente em bolsa, com altas recordes, parece que deu uma equalizada. A gente não tem novas perspectivas de grandes movimentos de entrada (de recursos no Brasil)”, comentou no fim da tarde Otávio Oliveira, gerente de Tesouraria do Daycoval. “Então, parece que o dólar conseguiu um suporte um pouco mais forte nesta casa dos R$5,20. Agora ele vai ser negociado em R$5,20, R$5,21... mas não deve ter uma queda muito brusca”. No início do dia, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou de 2,2% para 2,3% a projeção para o Produto Interno Bruto de 2025 e de 2,4% para 2,3% o PIB de 2026. Já a inflação calculada para este ano foi de 3,5% para 3,6%. Mais do que os números em si, o mercado esteve atento à entrevista coletiva com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello -- cotado para assumir a Diretoria de Política Econômica do Banco Central, mas cujo nome foi mal-recebido pelo mercado. Um dos receios é o de que Mello, um economista de perfil heterodoxo, possa favorecer uma guinada "dovish" (mais branda) na diretoria do BC, que este ano passará a ter todas as suas nove cadeiras ocupadas por indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na entrevista coletiva, Mello afirmou que ainda não foi formalmente convidado para ocupar uma diretoria do BC, mas disse estar à disposição. Ao mesmo tempo, evitou prever os próximos passos da política de juros da autarquia, apesar de dizer que vê espaço para corte na Selic, hoje em 15% ao ano.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em alta blindado por Itaú e B3

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, blindado pela performance robusta das ações do Itaú Unibanco e da B3, em pregão de forte queda dos papéis do Bradesco, após previsões do banco para o ano frustrarem expectativas de analistas.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,48%, a 182.996,5 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 183.262,07 pontos na máxima e 181.390,73 pontos na mínima do dia. Na semana, o Ibovespa assegurou uma alta de 0,9%.

O volume financeiro no pregão da sexta-feira somava R$26,99 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

IGP-DI acelera alta a 0,20% em janeiro com pressão maior sobre os consumidores, diz FGV

A alta do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou a 0,20% em janeiro, depois de avanço de 0,10% no mês anterior, resultado que ficou abaixo do esperado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira.

 

O resultado ficou aquém da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,24% e levou o índice a acumular em 12 meses queda de 1,11%. A leitura de janeiro foi influenciada principalmente pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) -- que responde por 30% do IGP-DI. O IPC mostrou que a pressão aos consumidores aumentou ao acelerar a alta a 0,59% em janeiro, de 0,28% em dezembro. "A alta refletiu reajustes nas tarifas de ônibus urbano, nas taxas de água e esgoto residencial e aumentos sazonais nos preços do ensino formal", explicou Matheus Dias, economista do FGV Ibre. No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, ficou estável, de uma variação positiva de 0,03% no mês anterior. O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, registrou aceleração da alta a 0,72% em janeiro, de 0,21% antes. "O INCC também apresentou aceleração, impulsionado por reajustes salariais da mão de obra, associados à elevação do salário-mínimo e às condições do mercado de trabalho, com destaque para Belo Horizonte", completou Dias. O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.

REUTERS

 

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