CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1043 DE 06 DE FEVEREIRO DE 2026
- prcarne
- 6 de fev.
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1043 | 06 de fevereiro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi padrão-exportação segue subindo em SP
Na quinta-feira (5/2), entre as 17 praças acompanhadas pela consultoria Agrifatto, 12 registraram valorização nas cotações da arroba (SP, AC, AL, BA, ES, GO, PR, RJ, RO, SC e TO). No PARANÁ: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo)
As indústrias paulistas com escalas mais curtas tiveram que subir as ofertas de compras para conseguirem comprar boiadas gordas – especialmente, lotes do boi padrão-exportação. O “boi-China” registrou alta de R$ 2/@ na quinta-feira (5/2), para R$ 337/@, no prazo, valor bruto, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. Por sua vez, segundo a consultoria, o boi gordo sem perfil para exportação está valendo R$ 330/@ em São Paulo (no prazo), enquanto a vaca gorda sofreu reajuste positivo de R$ 5/@ na mesma praça, batendo R$ 312/@, e novilha segue cotada em R$ 320/@. Pelo levantamento diário da Agrifatto, que trabalha com um modelo de apuração de preços diferente ao adotado pela Scot, a cotação de referência para o boi gordo, tanto o “comum” (sem padrão-exportação) quanto o animal enviado ao exterior, alcançou os R$ 340/@ na quinta-feira, no mercado paulista. “A oferta de animais terminados permanece restrita, refletindo o bom nível das pastagens naturais, condição observada em grande parte do Centro-Norte do País”, destacou a Agrifatto. Além disso a trajetória de alta de preços da arroba no mercado físico é sustentada pelas escalas de abate curtas, que atendem de 4 a 5 dias úteis, na média nacional. Em boletim enviado na quinta-feira, a Scot Consultoria disse que “até agora, não foi possível confirmar de forma concreta negócios realizados acima de R$ 340/@ (em SP), mas não excluímos a possibilidade de que tenham ocorrido em indústrias com extrema necessidade de compra”. Nas demais regiões de cobertura (MA, MG, MS, MT, PA e RS), as cotações da arroba ficaram estáveis. No mercado futuro, os contratos do boi gordo negociados na B3 registraram avanço na quarta-feira (4/2), repetindo o movimento do dia anterior. O contrato com vencimento em março/26 se destacou, encerrando o pregão cotado a R$ 343,55/@, com alta de 0,91% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo da quinta-feira (5/2), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China/Europa: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: quatro dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 290,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quinta-feira (5/2), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 333,00/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$306,50/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 313,50/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 308,50/@ (à vista) e R$ 312,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 312,50/@ (à vista) R$ 316,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 310,50/@ (à vista) e R$ 314,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 288,50/@ (à vista) e R$ 292,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,50/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 304,50/@ (à vista) e R$ 308,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Boi/Cepea: Fevereiro se inicia com preços um pouco acima dos de janeiro
Em janeiro, os valores médios do boi gordo registraram apenas pequenas oscilações frente aos de dezembro/25, apontam pesquisas do Cepea.
No entanto, agora em fevereiro, as médias parciais já estão acima das do mês anterior. De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de janeiro, os valores do boi gordo foram sustentados pelo bom desempenho das vendas internas e pelo expressivo avanço das externas. Ressalta-se que dados parciais da Secex apontam que as exportações brasileiras de carne in natura já superam as de janeiro do ano passado, quando os embarques haviam sido recordes para o mês. Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que chuvas favoreceram a recuperação de boa parte das pastagens, permitindo aos pecuaristas segurarem os animais no pasto por mais tempo. Dessa forma, a oferta de animais permaneceu reduzida em janeiro, assim como as escalas de abate, que variaram entre 3 e 10 dias. Agora em fevereiro, compradores precisam ceder e ofertar preços mais elevados para conseguirem completar as escalas.
CEPEA
Exportações brasileiras de carne bovina in natura crescem 28,6% em jan/26, com receita de US$ 1,29 bi
Embarques totalizaram 231,8 mil toneladas; em faturamento, vendas registraram acréscimo anual de 42,5% segundo dados da Secex
As exportações brasileiras de carne bovina in natura cresceram 28,6% em janeiro de 2026, para 231,8 mil toneladas, em comparação ao mesmo período de 2025, segundo informações apuradas pelo Portal DBO, a partir de dados divulgados na quinta-feira (5/2) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em receita, os embarques totais somaram US$ 1,292 bilhão no mês passado, um acréscimo de 42,5% em relação ao faturamento obtido em janeiro/25. Trata-se de recordes históricos para o mês de janeiro. A China foi o grande destaque no mês passado, mesmo diante das novas medidas de proteção de mercado adotadas a partir de 1º de janeiro deste ano. O preço médio da carne brasileira exportada ficou em US$ 5,573.2/t, uma valorização de 10,8% sobre o valor médio de janeiro/25, de US$ 5,028.9/t. Em relatório aos seus assinantes, a Agrifatto divulgou os dados de janeiro/26 com os números totais do setor brasileiro de exportação de carne bovina, ou seja, além do produto in natura, industrializados e miudezas. Pelo levantamento da consultoria, o Brasil exportou um total de 272,17 mil toneladas em janeiro/26, com queda mensal de 24,16%, “um movimento típico após o pico sazonal de dezembro”. Ainda assim, janeiro/26 registrou o maior volume já exportado para o mês, superando em 23,55% o desempenho de janeiro de 2025, que até então detinha o recorde, informa a Agrifatto. Os preços da carne bovina brasileira permaneceram sustentados no mercado externo no mês passado, destaca a consultoria. O valor médio da tonelada exportada avançou 0,25% no comparativo mensal, alcançando US$ 5.188,52, o que impulsionou a receita total de janeiro/26 para US$ 1,41 bilhão, resultado 39,20% superior ao observado no mesmo período de 2025, compara a Agrifatto.
PORTAL DBO/AGRIFATTO
Carne bovina: Brasil exporta 119,93 mil t para China em jan/26
Embarques da proteína in natura ao mercado chinês somaram US$ 650,1 milhões no 1º mês do ano, alta de 44,8% em relação à receita obtida em jan/25
Em janeiro/26, mês que marcou o início das medidas de salvaguarda da China – com imposições de cotas e tarifas adicionais ao Brasil e a outros fornecedores globais de carne bovina –, as exportações brasileiras da proteína ao gigante asiático somaram 119,93 mil toneladas, um avanço anual expressivo de 31,53%, informou a Agrifatto, com base em dados divulgados na quinta-feira (5/2) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). “O crescimento reforça a relevância do mercado chinês”, destacou a Agrifatto. Os números da Secex mostram que, em faturamento, os embarques para a China de carne bovina in natura somaram US$ 650,1 milhões em janeiro/26, um acréscimo de US$ 202,1 milhões (ou de 44,8%) em relação à receita obtida em janeiro de 2025. Em receita, a participação do mercado chinês no ranking total dos compradores da carne bovina in natura atingiu 50,3% no primeiro mês deste ano.
Em 2025, as exportações de carne bovina in natura ao mercado chinês renderam ao Brasil o expressivo valor de US$ 18,8 bilhões, um aumento de US$ 2,9 bilhões (ou de 47,9%) em relação ao faturamento de 2024.
DBO/AGRIFATTO
CARNES
Carnes voltam a liderar as exportações do agronegócio em janeiro
Valor da venda externa da proteína bovina supera em 25% o do mesmo mês de 2025
As exportações do agronegócio começaram 2026 com US$ 10,7 bilhões, considerando alimentos, grãos e produtos derivados da agropecuária, como celulose. O início do ano foi incrementado pelo ritmo forte das carnes, que atingiram US$ 2,44 bilhões, 25% a mais do que em janeiro de 2025. Como sempre ocorre em janeiro, as carnes superaram a soja. Só que, desta vez, com uma evolução muito maior. As receitas com as exportações de proteína animal foram 194% superiores às de soja, que está em início de vendas externas. A liderança é da carne bovina, que somou US$ 1,3 bilhão no mês passado. Cotas importas por Estados Unidos e China à carne brasileira levam o exportador a acelerar as vendas no início do ano. A cota anual dos Estados Unidos foi preenchida logo nos primeiros dias de janeiro. As vendas externas de carne de frango "in natura" também avançaram neste ano, somando US$ 795 milhões, 6% a mais do que no mesmo mês de 2025. O café ainda tem preços aquecidos, mas o volume exportado foi menor, derrubando as receitas de janeiro para US$ 1 bilhão, 24% a menos do que em igual mês do ano passado. A balança comercial do mês passado também teve participação menor de celulose, cujas exportações recuaram para US$ 957 milhões, 6% a menos no período, e do açúcar, que teve queda de 27%. Nas importações, o destaque vem de fertilizantes que, após o recorde do ano passado, começam 2026 com um volume de compras 4% menor em relação a janeiro de 2025. Os preços médios, no entanto, subiram 5%, fazendo o país gastar 1% a mais. Segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior), os gastos com as importações desse insumo somaram US$ 935 milhões no mês passado.
FOLHA DE SÃO PAULO
SUÍNOS
Suínos/Cepea: Com fraca demanda, preço despenca em janeiro
Depois de atravessarem o último trimestre do ano passado em estabilidade, os preços do suíno vivo apresentaram forte queda em janeiro, apontam dados do Cepea.
A pressão sobre as cotações veio sobretudo do desaquecimento das demandas interna e externa. Pesquisadores do Cepea ressaltam que esse movimento de baixa já é tipicamente observado em janeiro, quando a demanda doméstica costuma diminuir, por conta dos maiores gastos no período. Neste ano, verificou-se também retração da demanda externa, o que reforçou as quedas de preços. Segundo dados da Secex, a média de embarques na parcial de janeiro foi de 4,9 mil toneladas, contra 5,4 mil toneladas em dezembro. Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que os abates em janeiro estiveram em ritmo similar ao observado em dezembro, o que, somado à demanda retraída, acabou resultando em forte desequilíbrio entre disponibilidade e procura em janeiro. Na praça SP-5, o suíno vivo posto na indústria teve média de R$ 8,24/kg em janeiro, baixa de 6,9% frente à de dezembro. Trata-se da queda mais intensa no preço do suíno vivo desde janeiro/25 (em valores reais), quando o animal registrou forte desvalorização de 13,3% frente a dezembro/24.
CEPEA
RABOBANK: Crescimento desigual da produção suína global em 2026, com incertezas sanitárias e comerciais
Entenda o crescimento desigual da produção suína global em 2026, impactado por incertezas sanitárias e comerciais
O ano de 2026 deverá ser marcado por um crescimento desigual da produção global de carne suína, em meio a um cenário de incertezas sanitárias, comerciais e estruturais. A avaliação consta no relatório Global Pork Quarterly Q4 2025, divulgado pela RaboResearch, área de estudos do banco global de agronegócio Rabobank, que aponta uma combinação de fatores limitantes e regionais capazes de impactar a oferta mundial ao longo do próximo ano. De acordo com o estudo, temas como biossegurança, pressão de doenças, custos elevados de construção e restrições comerciais continuarão a influenciar as decisões de investimento e expansão da suinocultura em diferentes países. Além disso, mudanças nas políticas comerciais de grandes mercados devem seguir reorganizando os fluxos globais de exportação. Nesse contexto, o foco da indústria tende a permanecer na elevação da produtividade, na redução de custos e em uma expansão cautelosa da produção. A RaboResearch projeta aumento da produção global de carne suína no primeiro semestre de 2026, impulsionado principalmente pelos principais países produtores. Estados Unidos, União Europeia e China devem registrar crescimento moderado nesse período, enquanto o Brasil tende a apresentar estabilidade produtiva, sustentada por ganhos de eficiência e pelo forte desempenho no mercado externo. O país segue batendo recordes de exportação e consolidando sua posição como um dos protagonistas do comércio global de carne suína. Segundo Chenjun Pan, analista sênior de proteína animal da RaboResearch, os vetores de crescimento variam conforme a região. Nos Estados Unidos, China, União Europeia e Brasil, os avanços em produtividade têm papel cada vez mais relevante, enquanto, no caso chinês, o tamanho do rebanho ainda exerce influência significativa sobre o volume produzido. Para o segundo semestre de 2026, no entanto, o relatório aponta desaceleração e até possível retração da produção global. Esse movimento deverá ser puxado principalmente pela redução dos rebanhos na China, em um esforço de reequilíbrio entre oferta e demanda, e pela Espanha, que enfrenta restrições comerciais relacionadas à Peste Suína Africana (PSA), fator que tem levado à diminuição do plantel. No comércio internacional, a avaliação do Rabobank é de que a volatilidade observada em 2025 deverá se estender para 2026. Enquanto o Brasil registrou crescimento de 12% nas exportações de carne suína em 2025, outros grandes exportadores, como Estados Unidos e Canadá, apresentaram retrações de um dígito. Para o próximo ano, ajustes nas políticas de importação de mercados estratégicos tendem a intensificar as incertezas. Entre os principais movimentos citados estão a introdução de cotas de importação pelo México para fornecedores fora de acordos de livre comércio, além da abertura de investigações antidumping e antissubsídios sobre a carne suína dos Estados Unidos. A China, por sua vez, impôs direitos antidumping às importações de carne suína da União Europeia. Japão e Filipinas seguem restringindo a entrada de carne suína espanhola devido a preocupações relacionadas à PSA. O relatório também destaca o aumento da incerteza em relação às exportações de miúdos da União Europeia para a China, especialmente diante do interesse do Brasil em ampliar seu acesso ao mercado chinês. Com base nos dados dos três primeiros trimestres de 2025, a RaboResearch avalia que as exportações europeias devem perder força no quarto trimestre, pressionadas por tarifas adicionais e pela elevada oferta interna chinesa, resultante da liquidação planejada de rebanhos. No campo sanitário, a saúde dos rebanhos permanece como um dos principais desafios para a suinocultura global em 2026. Países como Vietnã e Filipinas enfrentam dificuldades para recuperar sua produção doméstica diante da persistente disseminação da Peste Suína Africana. Mesmo em mercados onde a PSA não atingiu diretamente os rebanhos, como a Espanha, o setor convive com pressão crescente devido ao endurecimento das exigências de biossegurança e controle sanitário. Além da PSA, a Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS) continua afetando a produção nos Estados Unidos e no México. Segundo o Rabobank, os avanços no desenvolvimento de novas ferramentas de controle da doença ainda são lentos, com resultados limitados até o momento.
RABORESEARCH
Diplomacia e status sanitário estimulam as exportações de suínos do Paraná
O setor de suínos vive um momento de transição, focando em mercados internacionais que pagam acima da média global.
O Paraná começa a colher os frutos do reconhecimento como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que permitiu um o avanço sobre o mercado peruano. O Estado trabalha para conquistar espaços nos Estados Unidos e Canadá. O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral)O, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), traça um panorama dos desafios e oportunidades do agronegócio paranaense no mercado externo nesta semana. O documento evidencia que o desempenho do Estado, neste início de 2026, está intrinsecamente ligado à diplomacia comercial internacional e ao status sanitário, fatores que hoje definem o acesso a mercados de alta remuneração e a sustentabilidade de cadeias produtivas importantes. Um exemplo disso é o setor de suínos, que vive um momento de transição estratégica, focando em mercados “premium” internacionais que pagam valores acima da média global. O Paraná começa a colher os frutos do reconhecimento como área livre de febre aftosa sem vacinação. O status permitiu um o avanço recente sobre o mercado peruano e o Estado agora trabalha para conquistar espaços nos Estados Unidos e Canadá. A estratégia é importante porque esses mercados remuneraram acima da média de venda do produto no período – estabelecida em US$ 2,55/kg. Quem lidera o ranking de melhor remuneração para a carne suína brasileira é o Japão, pagando cerca de US$ 3,42/kg. Contudo, o sucesso nas vendas externas não é uniforme e depende diretamente da diplomacia comercial. Dos dez países que melhor remuneraram o produto, observa-se que o Paraná ainda não exporta volumes expressivos para o Japão, Estados Unidos e Canadá, que ocuparam, respectivamente, a 4ª, 18ª e 17ª posições entre os principais destinos da carne suína “in natura” brasileira. Em 2025 a carne suína foi o oitavo item mais vendido pelos produtores do Paraná para o Exterior. Foram US$ 573 milhões, crescimento de 41% em relação a 2024.
SEAB-PR/DERAL
EMPRESAS
BRF aprova R$ 532,4 milhões em dividendos à Marfrig
Montante corresponde ao valor de R$ 0,60177382100 por ação e foi pago na quarta-feira (4/2). A Marfrig se tornou única acionista da BRF após processo de fusão entre as duas empresas, que criou a MBRF
O conselho de administração da BRF aprovou a distribuição de R$ 532,43 milhões em dividendos à única acionista da companhia, a Marfrig, conforme ata divulgada nesta quinta-feira (5/2) referente à reunião do colegiado realizada na segunda-feira (2/2). O montante corresponde ao valor de R$ 0,60177382100 por ação, com base no balanço levantado pela BRF em 31 de dezembro de 2025, e foi pago em parcela única na quarta-feira (4/2).
“Os dividendos serão imputados ao dividendo obrigatório relativo ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025, nos termos da legislação aplicável e do Estatuto Social da Companhia”, informou a ata.
VALOR ECONÔMICO
Coamo fechou 2025 com receita estável de R$ 28,7 bilhões
As sobras distribuídas aos cooperados aumentaram 3,2%. Em 2025, a Coamo recebeu 9,6 milhões de toneladas de produtos, representando 2,7% da produção brasileira de grãos
Em um ano de preços deprimidos dos grãos, a Coamo Agroindustrial, maior cooperativa agrícola do país, com sede em Campo Mourão (PR), encerrou 2025 com receita de R$ 28,7 bilhões, resultado praticamente estável em relação ao ano anterior, quando chegou a R$ 28,8 bilhões de receita. Os resultados foram aprovados em assembleia-geral ordinária realizada na quinta-feira (5/2). A sobra líquida atingiu R$ 2,019 bilhões, ante R$ 2,028 bilhões no ano anterior, uma retração de 0,4%. As sobras distribuídas aos cooperados, após a dedução dos fundos estatutários, somaram R$ 716 milhões, representando um aumento de 3,2% em relação ao valor distribuído em 2024. O número de cooperados atingiu 32,7 mil, contra 32 mil no ano anterior. A distribuição da segunda parcela das sobras será realizada na sexta-feira (6/2). De acordo com o presidente do conselho de administração da Coamo, José Aroldo Gallassini, além das sobras de R$ 716 milhões, o valor distribuído inclui R$ 26 milhões de capital social aos cooperados com 65 anos ou mais e que completaram 10 anos de permanência na Coamo, R$ 14,5 milhões em ICMS, e R$ 66,3 milhões do programa Fideliza em créditos para aquisição de insumos agrícolas, máquinas, peças e produtos veterinários. “Foi um ano de dificuldade para o setor de grãos, por conta da queda nos preços internacionais, mas conseguimos entregar um bom resultado aos cooperados”, afirmou o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari. Ele acrescentou que a queda nos preços dos grãos foi compensada em parte pelo aumento da produção e melhoria da produtividade nas lavouras.
Em 2025, a Coamo recebeu 9,6 milhões de toneladas de produtos, representando 2,7% da produção brasileira de grãos. Em relação ao volume recebido em 2024, houve aumento de 19,7%. Galinari disse que o recebimento de soja alcançou 5 milhões de toneladas, ficando acima do volume recebido em 2024, mas abaixo da expectativa para 2025, que era chegar a 6 milhões de toneladas. “No ano passado algumas áreas tiveram perdas por causa do calor, que afetou a produção de soja, mas favoreceu o milho segunda safra”, disse Galinari. A produção de milho atingiu volume recorde de 4 milhões de toneladas. A produção de trigo ficou praticamente estável em relação ao ano anterior, ficando em torno de 370 mil toneladas.
A Coamo exportou 3,763 milhões de toneladas de commodities e produtos alimentícios, por meio dos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC), gerando um faturamento de US$ 1,469 bilhão, contra 4,34 milhões de toneladas em 2024, com faturamento de US$ 1,878 bilhão. Para 2026, a Coamo espera receber 20% mais soja que no ano passado, chegando a algo entre 6 milhões de toneladas e 6,3 milhões de tonelada. Em relação ao milho, a previsão é receber entre 3,6 milhões e 3,8 milhões de toneladas. Galinari disse que as vendas de soja estão atrasadas em relação à safra passada, atingindo cerca de 16%. Ele acrescentou que o cenário internacional apresenta estoques altos de grãos e safras cheias no Brasil, na Argentina e nos Estados Unidos, o que deve manter os preços pressionados ao longo do ano. A Coamo informou ainda que investiu R$ 1,932 bilhão em 2025, com foco na expansão da capacidade produtiva e na modernização da infraestrutura. Na área industrial, a Coamo investiu na expansão de fábricas. “Um marco relevante foi o início da implantação da Indústria de etanol de milho em Campo Mourão (PR) e de biodiesel em Paranaguá (PR), iniciativas que representa um passo estratégico na diversificação da matriz produtiva e energética”, destacou Galinari.
Para 2026, a Coamo prevê investimentos de pouco mais de R$ 1 bilhão, que serão usados na conclusão das usinas de etanol de milho e biodiesel, na renovação da frota de veículos e melhorias nas indústrias existentes. A expectativa da cooperativa é concluir a usina de etanol de milho até o fim de 2026 e a unidade de biodiesel até meados de 2027. Em relação ao projeto do novo porto da Coamo, em Itapoá (SC), Galinari disse que o projeto está atualmente na fase de obtenção de licenças. As obras estão previstas para iniciar em janeiro de 2027.
O patrimônio líquido alcançou R$ 13,376 bilhões, representando um crescimento de 11,5% em relação ao exercício anterior. A cooperativa atua em 76 municípios no Paraná, em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
GLOBO RURAL
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Portaria da Adapar moderniza atividades de fiscalização de trânsito agropecuário
A principal medida é a incorporação de tecnologia nas divisas e a implementação de fiscalização volante. Já estão em curso a integração com sistemas de câmeras OCR – leitura automática de placas – da Secretaria de Segurança Pública do Estado e a Adapar já firmou um convênio com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para ter acesso a imagens de satélite.
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) publicou na semana uma portaria que estabelece modernizações na fiscalização do trânsito agropecuário. A principal medida é a incorporação de tecnologia nas divisas e a implementação de fiscalização volante. Já estão em curso a integração com sistemas de câmeras OCR – leitura automática de placas – da Secretaria de Segurança Pública do Estado, dentro do Programa Olho Vivo, que prevê a instalação de 26.500 câmeras nos próximos anos. Com isso, técnicos da Adapar vão trabalhar com mais qualidade para monitorar o comércio de proteína animal. A Adapar também já firmou um convênio com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para ter acesso a imagens de satélite atualizadas diariamente com maior resolução e agilidade, além de um alcance de visão de até dois quilômetros de distância, com o objetivo de fortalecer a precisão das ações de fiscalização. Além disso, está em fase final de desenvolvimento o aplicativo do transportador, que vai fortalecer os mecanismos estaduais de rastreabilidade e gestão de informações sanitárias, e o Paraná vai participar do programa de identificação individual de bovinos, que já está em caráter piloto na região Sudoeste. Outro modelo que será adotado será a fiscalização itinerante, que pode acontecer em qualquer local e contará com apoio das forças de segurança. Com esse novo sistema, 12 Postos de Fiscalização do Trânsito Agropecuário (PFTA) serão desativados, sendo dez na divisa com Santa Catarina, um na divisa com São Paulo e um na divisa com Mato Grosso do Sul. A desativação passa a valer a partir do dia 10. Os servidores da Adapar que atuam nos postos irão continuar a desempenhar suas atividades nos Escritórios Locais. Entre os dias 3 e 4 de março será realizado um treinamento para reintrodução dos fiscais aos postos onde foram lotados originalmente. Segundo o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, a nova abordagem mantém o compromisso com a proteção da saúde animal e sanidade vegetal, garantindo a segurança do sistema produtivo e a competitividade do agronegócio paranaense, ao mesmo tempo em que moderniza os processos de fiscalização. “Nós vamos aumentar a fiscalização volante e as fiscalizações com sistemas muito mais modernos. Um aplicativo do transportador, que vai nos permitir ter todo o cadastro dos transportadores de animais do Paraná, está sendo finalizado e serão usados drones, que servirão para o apoio à fiscalização. Além disso, serão instaladas 66 novas câmeras, próximas aos postos desativados, para complementar a fiscalização do trânsito agropecuário no Paraná”, explica. Segundo o diretor de Defesa Agropecuária, Renato Blood, parte dos servidores que trabalham atualmente nos postos de fiscalização em processo de desativação, serão designados para compor as equipes de fiscalização volante do trânsito agropecuário e demais ações baseadas em risco. “O planejamento destas ações é feito pelo cruzamento da análise das imagens das câmeras do programa Olho Vivo com os dados do aplicativo dos transportadores de cargas de origem animal e vegetal, além de outras informações geradas dentro da Adapar. Isso contribui significativamente com a eficiência na barreira sanitária animal e vegetal do Estado”, destaca.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
ECONOMIA
Dólar fecha estável no Brasil apesar de avanço das cotações no exterior
Em uma sessão de agenda relativamente esvaziada no Brasil, o dólar oscilou em margens estreitas e fechou a quinta-feira quase estável ante o real, apesar do avanço da moeda norte-americana ante boa parte das divisas de emergentes no exterior.
O dólar à vista fechou o dia com leve alta de 0,07%, aos R$5,2540. No ano, a moeda acumula agora queda de 4,28%. Às 17h03, o dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- subia 0,27% na B3, aos R$5,2800. No exterior, o dólar registrou ganhos firmes ante a libra após o Banco da Inglaterra manter sua taxa de juros de referência em 3,75%, em votação apertada. A moeda norte-americana também oscilou em alta ante o euro, depois de o Banco Central Europeu (BCE) manter sua taxa de depósito em 2%, como esperado. Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, incluindo a libra e o euro -- subia 0,16%, a 97,842. No grupo de divisas pares do real, o dólar sustentou ganhos ante o peso chileno, o peso mexicano e o peso colombiano, entre outros, em uma sessão de maior busca por ativos de segurança nos mercados globais.
Ainda assim, a moeda norte-americana não conseguiu se firmar em alta no Brasil. Durante a tarde, a divisa dos EUA se reaproximou da estabilidade. Investidores também acompanharam, no início da tarde, entrevista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao portal UOL. Nela, Lula afirmou que sua viagem a Washington para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve ocorrer na primeira semana de março. Sobre o escândalo envolvendo a liquidação do Banco Master, o presidente afirmou que esta é uma "chance real de pegar" os magnatas da corrupção ligada à lavagem de dinheiro no país. Lula também reclamou que a taxa de juros está elevada no Brasil, mas acrescentou que a economia não parou de crescer apesar disso. "Bons resultados da economia vão virar votos, só deixar a campanha começar", disse Lula, em referência à corrida eleitoral deste ano. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de março. À tarde, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que a balança comercial brasileira teve superávit de US$4,343 bilhões em janeiro, uma alta de 85,8% sobre o dado do mesmo mês de 2025.
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Ibovespa fecha em alta com Itaú, mas Vale reduz ganho
O Ibovespa fechou com uma alta modesta na quinta-feira, assegurada pelas ações do Itaú Unibanco após resultado robusto, enquanto Vale pressionou na ponta negativa, em sessão de correção depois de forte valorização recente.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,18%, a 182.035,83 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 184.017,44 pontos. Na mínima, marcou 181.568,98 pontos. O volume financeiro somava R$30,2 bilhões antes dos ajustes finais.
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Brasil tem superávit comercial de US$4,3 bi em janeiro com retração das importações
A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$4,343 bilhões em janeiro, uma alta de 85,8% sobre o saldo de janeiro de 2025, diante de um recuo mais forte nas importações do que a queda observada nas exportações, apontou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços na quinta-feira.
O saldo veio ligeiramente abaixo da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que previam superávit de US$4,9 bilhões para o mês. As exportações somaram US$25,153 bilhões no mês passado, uma queda de 1% em relação a janeiro de 2025. O movimento de queda foi mais intenso nas importações, que caíram 9,8% no mesmo período, totalizando US$20,810 bilhões. No mês passado, apenas as exportações do setor agropecuário apresentaram crescimento, uma alta de 2,1%, impulsionada por melhores desempenhos de soja e milho. Por outro lado, os embarques ao exterior da indústria extrativa caíram 3,4%, impactados por vendas menores de petróleo e minério de ferro. O dado da indústria de transformação teve recuo de 0,5%. No recorte por regiões, os dados seguem mostrando perda de participação dos EUA. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas para o país norte-americano apresentaram recuo de 25,5%. A participação dos EUA no total das exportações brasileiras caiu de 12,7% em janeiro de 2025 para 9,5% no mês passado. No mesmo período, a fatia da China subiu de 21,7% para 25,7%. Do lado das importações, houve queda nas compras de bens intermediários e combustíveis, recuo mais relevante do que as elevações em bens de consumo e bens de capital.
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