CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1041 DE 04 DE FEVEREIRO DE 2026
- prcarne
- 4 de fev.
- 15 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1041 | 04 de fevereiro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo paulista teve alta diária de R$ 5/@, batendo R$ 335/@
Na terça-feira (3/2), os preços do boi gordo subiram no Estado de São Paulo e em outras 11 regiões brasileiras (AL, MA, MG, MS, MT, PA, PR, RO, RS, SC e TO), informou a Agrifatto, que acompanha diariamente as negociações em 17 praças do País. No PARANÁ: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo)
Nas demais localidades (AC, BA, ES, GO e RJ), as cotações da arroba registraram estabilidade, acrescentou a consultoria. No segundo dia da semana, o boi gordo paulista teve alta diária de R$ 5/@, batendo R$ 335/@, de acordo com apuração da Agrifatto. Pelos dados da Scot Consultoria, o animal terminado sem padrão-exportação está valendo R$ 327/@ na praça de São Paulo, enquanto o “boi China” é negociado por R$ 332/@ (preços brutos, no prazo).
Segundo a Scot, o atual preço do boi gordo é o maior desde abril de 2025. “Já há informações de negócios fechados em R$ 335/@ para os machos, embora ainda sejam pontuais e não configurem uma referência de mercado”, observou a Scot. “O viés de alta é sustentado pela expectativa de melhora no escoamento da carne no mercado doméstico, um movimento típico dos primeiros dias do mês e pelo encurtamento das escalas de abate, que estão menores em relação à última semana de janeiro, além das exportações em ritmo forte”, disse a Scot. Segundo a Agrifatto, o volume de boiadas não tem sido suficiente para alongar as programações de abate, que hoje giram entre 4 e 5 dias apenas, na média nacional. O atacado seguiu alinhado ao varejo, acrescentam os analistas. “Com oferta restrita, a demanda para recomposição de estoques permaneceu firme, com entregas concentradas na semana, sustentando o bom escoamento e os preços”. Segundo a Agrifatto, as matérias-primas para desossa e charque mantiveram a demanda aquecida e preços firmes. Cotações do boi gordo desta terça-feira (3/2), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: seis dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 285,00. Vaca: R$ 265,00. Novilha: R$ 270,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: seis dias.
Preços brutos do “boi-China” nesta terça-feira (3/2), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 313,50/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 308,50/@ (à vista) e R$ 312,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 312,50/@ (à vista) R$ 316,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 281,50/@ (à vista) e R$ 285,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,50/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
China nega pedido do Brasil de redistribuição de cotas remanescentes de carne bovina
Tarifa aplicada será de 55% caso a exportação seja superior a 1,1 milhão de toneladas em 2026. Governo Lula avalia que o impacto da medida foi menor do que o esperado, mas estuda abertura de novos mercados
A China negou o pedido do governo brasileiro de que as cotas para carne bovina remanescentes de outros países fossem redistribuídas entre aqueles que já haviam estourado o próprio limite. Pessoas com conhecimento das negociações ouvidas pela Folha afirmam que outros países fizeram o mesmo pleito e tiveram a mesma resposta. Pequim não teria dado espaço para negociações sobre a medida de salvaguarda da carne bovina imposta no final do ano passado. A determinação impôs cotas sobre a importação da commodity para diversos países de 2026 a 2028. A solicitação do governo brasileiro era que os países que usualmente exportam mais do que o determinado na cota pudesse usar os valores restantes que sobrassem de países que não atingissem seu limite. O Brasil, que é o principal fornecedor da commodity para a China, terá tarifa de 55% caso exceda 1,1 milhão de toneladas em 2026. Em 2025, o total exportado para o país asiático foi de 1,65 milhão de toneladas na categoria "Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada", segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A medida de salvaguarda, segundo o Ministério do Comércio chinês, visa ajudar os frigoríficos locais a atravessar dificuldades. Citando pesquisadores, a pasta afirmou, em nota, que o aumento da importação da categoria nos últimos anos causou uma erosão da indústria doméstica. O governo Lula agora discute medidas para entender como evitar que grandes frigoríficos brasileiros usem toda a cota antes dos demais por terem maior capacidade de entrega e produção. A principal forma discutida levaria em consideração o volume de vendas ao país asiático em determinado período, além de deixar parte menor da cota para novas empresas. A contabilização também é tema sensível, uma vez que Pequim determinou que a contagem será feita de forma bruta na chegada ao porto chinês, ou seja, por tonelada, sem levar em consideração a empresa de origem. Uma semana após a instauração da medida, o governo brasileiro ainda tinha dúvidas se os carregamentos que já haviam saído do Brasil antes de 1 de janeiro seriam incluídos na cota, mas, segundo Pequim, a medida vale para a data de chegada nos portos chineses, não de saída dos portos de origem. A Folha questionou o Ministério do Comércio da China sobre a aplicação da determinação, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. A avaliação em Brasília é que a aplicação da cota teve impacto menor que o esperado até agora. Ainda assim, o governo estuda a abertura de novos mercados para a diminuição da dependência na importação chinesa. A viagem de Lula à Coreia do Sul, por exemplo, irá explorar a abertura do mercado do país para a carne brasileira. O governo avalia ainda que em breve será anunciada a abertura do mercado japonês para a commodity brasileira.
FOLHA DE SÃO PAULO
FRANGOS
Exportadores de proteínas projetam US$ 1,4 bilhão em negócios após a Gulfood 2026, em Dubai
Ação da ABPA, em parceria com a ApexBrasil, reuniu 21 agroindústrias brasileiras e gerou US$ 131,4 milhões em vendas durante a feira
De acordo com projeções consolidadas junto às empresas participantes, os contatos e negociações realizados durante o evento deverão gerar US$ 1,4 bilhão em negócios ao longo dos próximos 12 meses. Apenas durante os cinco dias de feira, os negócios efetivamente realizados somaram US$ 131,4 milhões, reforçando o papel da Gulfood como a principal vitrine global para o mercado halal e para destinos estratégicos do Oriente Médio, Ásia e África. A ação integrou a estratégia de promoção comercial internacional, e contou com um espaço exclusivo de mais de 430 metros quadrados em meio à Gulfood, dedicado à realização de negócios, relacionamento institucional e promoção da proteína animal brasileira. Ao todo, 21 agroindústrias brasileiras participaram: Adoro Alimentos, Avine, Avivar, Bello Alimentos, BFB Alimentos, C. Vale – Cooperativa Agroindustrial, Coasul – Cooperativa Agroindustrial, Copacol – Cooperativa Agroindustrial Consolata, Coroaves, Frango Pioneiro, Granja Faria, GTFoods, Jaguá Alimentos, Lar Cooperativa Agroindustrial, Netto Alimentos, Pif Paf Alimentos, Somave Alimentos, SSA Alimentos, Villa Germania Alimentos, Vossko do Brasil e Zanchetta Alimentos. Durante os dias de evento, o espaço brasileiro registrou uma intensa agenda de reuniões comerciais com importadores, distribuidores e decisores de compras de diferentes regiões do mundo. Ao longo dos dias de feira, foram servidos cerca de 6.500 shawarmas e de 1.000 omeletes. A participação na Gulfood 2026 reforçou as alianças estratégicas do setor exportador brasileiro com o mercado halal. O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango produzida segundo os preceitos islâmicos e mantém posição de destaque como fornecedor confiável para países muçulmanos, atendendo exigências sanitárias, religiosas e de rastreabilidade.
ABPA
Pesquisadores desenvolvem vacina em spray contra gripe aviária
Resultados em camundongos e hamsters apontam avanço promissor na prevenção da doença.
Pesquisa nos EUA mostra que vacina nasal protege vias aéreas e pode reduzir transmissão
Uma vacina nasal contra a gripe aviária apresentou forte proteção contra infecções em testes com camundongos e hamsters, segundo estudo da Washington University School of Medicine, nos Estados Unidos. O imunizante impediu que o vírus se instalasse no nariz e nos pulmões dos animais, bloqueando tanto o avanço da doença quanto a transmissão. Os resultados, publicados na revista Cell Reports Medicine, ganham relevância diante do avanço global do vírus, que desde 2014 vem saltando de aves silvestres para animais de produção e humanos.
De acordo com o estudo, diferente das vacinas tradicionais aplicadas por injeção, a formulação nasal atua diretamente nas vias aéreas superiores e pode oferecer proteção mais eficiente contra a infecção e a disseminação da doença. No Brasil, o Ministério da Agricultura confirmou, em janeiro, um novo caso de gripe aviária em aves domésticas de subsistência no município de Acorizal, em Mato Grosso. O foco foi identificado após a morte repentina dos animais e levou à adoção imediata de medidas de contenção, como abate sanitário, desinfecção das instalações, instalação de barreiras sanitárias e monitoramento intensivo em um raio de até dez quilômetros. Segundo o governo federal, o episódio não altera o status sanitário do país como livre da doença na produção comercial, já que não envolve granjas industriais. O risco de infecção em humanos é considerado baixo e está associado, principalmente, ao contato direto e prolongado com aves infectadas. A Anvisa também mantém protocolos de vigilância em portos, aeroportos e fronteiras, integrados às ações de monitoramento da saúde humana e animal. Até o momento, não há vacina nasal contra a gripe aviária em desenvolvimento no Brasil, nem imunizante aprovado para uso humano contra essa cepa específica. A vacina testada nos Estados Unidos é voltada exclusivamente para humanos e ainda precisa passar por novas etapas de testes antes de chegar à fase clínica.
GLOBO RURAL
INTERNACIONAL
Exportações de carne bovina da Austrália em janeiro começam com força, impulsionadas por comércio entre EUA e China
As exportações australianas de carne bovina em 2026 começaram em ritmo acelerado, com o volume de janeiro atingindo um recorde histórico para o mês, totalizando 84.343 toneladas.
Normalmente, janeiro é o mês mais fraco do ano para as exportações, devido às paralisações de verão das indústrias exportadoras. No entanto, as condições favoráveis do comércio internacional e o bom nível de atividade dos frigoríficos ao longo de dezembro e janeiro prepararam o setor para esse novo recorde. O volume do mês passado foi 3.294 toneladas, ou 4% maior que o de janeiro do ano anterior, e mais de 17 mil toneladas, ou 20% acima da média dos últimos cinco anos para embarques de janeiro. O maior interesse do setor esteve no desempenho das vendas para a China, dada a urgência criada pela imposição, no início do ano, de uma cota de 205 mil toneladas para exportações australianas ao país. A partir desse limite, os embarques passam a sofrer uma tarifa de 55%. Alguns analistas acreditavam que isso provocaria uma corrida nas exportações para a China, com exportadores e importadores tentando garantir volumes antes da penalização tarifária, em um sistema de “quem chega primeiro leva”. No entanto, embora o volume enviado à China em janeiro, de 16.636 toneladas, tenha sido elevado para os padrões do mês, não foi recorde. O maior volume já registrado em janeiro ocorreu em 2020, durante o período de descarte elevado de gado na seca australiana, ao mesmo tempo em que a China enfrentava a crise da Peste Suína Africana, que dizimou a oferta de carne suína. A combinação desses fatores levou a volumes recordes naquele mês.
As exportações para a China em janeiro foram 1.728 toneladas, ou 11,6% maiores que no mesmo período do ano passado, que, ainda assim, foi o terceiro maior janeiro da história. O comércio com os Estados Unidos também seguiu em ritmo forte, já que o mercado americano continua enfrentando um grande déficit interno de carne bovina. Os embarques para os EUA em janeiro chegaram a 23.747 toneladas, queda de 900 toneladas, ou 3,6% em relação a janeiro do ano passado, mas ainda assim em nível excepcionalmente alto para essa época do ano. Outro resultado surpreendente foi a Coreia do Sul, que importou 13.100 toneladas em janeiro, cerca de 24% a mais que no mesmo período de 2025. Dois fatores explicam esse crescimento: a redução das exportações americanas para a Coreia, devido às limitações atuais da produção nos EUA, e o início de um novo ano-calendário, que redefiniu a cota de salvaguarda e as tarifas para as importações australianas. O Japão também esteve ativo em janeiro, dentro do padrão histórico, já que os importadores começaram a formar estoques antes do feriado da Golden Week e do período de trocas de presentes. As exportações para o Japão alcançaram 14.563 toneladas, contra 15.806 toneladas no mesmo período do ano passado — cerca de 1.243 toneladas a menos. Os mercados secundários e emergentes apresentaram resultados mistos em janeiro. A Indonésia importou apenas 747 toneladas, queda de 20% em relação ao ano anterior e menos de 10% do volume registrado em dezembro do ano passado, quando os embarques somaram 7.837 toneladas. Parte dessa queda já havia sido explicada em análises anteriores. As exportações para o Reino Unido em janeiro totalizaram apenas 912 toneladas — cerca do dobro do volume de janeiro de 2025 (469 toneladas), mas apenas 68% do volume registrado em dezembro passado (1.330 toneladas). Os países da União Europeia responderam por apenas 550 toneladas em janeiro, praticamente o mesmo volume do ano anterior. Os sete países da região do Oriente Médio importaram 2.378 toneladas de carne bovina australiana no mês, praticamente igual ao registrado no ano passado. Entre os importadores menores, o Canadá recebeu 1.952 toneladas, cerca de 40% a mais que em janeiro anterior. Filipinas importaram 2.158 toneladas, Tailândia 1.863 toneladas e Malásia 480 toneladas, volumes semelhantes aos de 2025.
BEEF CENTRAL
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Pessimismo com economia brasileira cresce entre industriais do Paraná
Apesar das incertezas, a maioria das indústrias do Paraná planeja manter ou ampliar investimentos em 2026
A Sondagem Industrial da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) chega à 30ª edição indicando um cenário de mais cautela do setor, em relação a 2026. Embora a maioria dos empresários mantenha expectativas positivas sobre o desempenho dos próprios negócios, cresce a percepção de que o ambiente econômico e político nacional impõe riscos à sustentabilidade desse otimismo. Segundo a pesquisa, 55% dos industriais paranaenses se dizem otimistas em relação ao desempenho de suas empresas ao longo deste ano, queda de seis pontos percentuais em comparação com 2025. Já quando a avaliação recai sobre a economia brasileira, o quadro é mais negativo: 46% dos entrevistados esperam retração, aumento de três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. A política nacional aparece como principal fator de influência para essa avaliação, citada por 61% dos representantes do segmento da indústria do Paraná, seguida pelo cenário macroeconômico e pela conjuntura internacional. A Sondagem Industrial foi realizada por meio de questionário eletrônico e obteve 738 respostas válidas de indústrias de todos os portes e regiões do Paraná.
Do total de participantes, 68% são relativos a micro e pequenas empresas, 27% de médias e 5% de grandes indústrias. Em termos estatísticos, o levantamento apresenta nível de confiança de 99% e margem de erro de 4,7%, segundo a Fiep. Para o presidente do Sistema Fiep, Edson Vasconcelos, o resultado da Sondagem Industrial está mais associado à política e à economia nacionais do que a fatores locais. “O pessimismo está muito voltado à política nacional e à economia nacional. O Paraná ainda tem um cinturão verde, que é a nossa fortaleza nessa economia da segurança alimentar”, afirmou. Segundo ele, no âmbito estadual, há políticas públicas que podem ajudar a reduzir os entraves ao crescimento da indústria. Entre as prioridades, Vasconcelos citou a ampliação da oferta de mão de obra e a melhoria da infraestrutura energética. Vasconcelos ressaltou que o Paraná é um estado com taxa de emprego elevada e apontou que a logística é decisiva para manter a competitividade do setor industrial estadual. “Quando falamos de rodovias, portos e aeroportos regionais, estamos falando da capacidade de a indústria competir e trazer riqueza de fora para dentro do estado”, completou. Além do ambiente macroeconômico, a Sondagem Industrial da Fiep detalha gargalos que afetam diretamente a competitividade do setor. A falta de mão de obra aparece como principal preocupação entre os empresários pessimistas, citada por 64% dos entrevistados, seguida pelos custos totais de produção (47%) e pela infraestrutura logística (44%). Mesmo com o recuo nas expectativas, a Sondagem Industrial indica que os investimentos seguem como prioridade para grande parte do setor. De acordo com o levantamento, 84% das indústrias pretendem investir em 2026, embora esse percentual seja inferior ao registrado no ano anterior. Destas, 59% afirmam que investirão o mesmo ou mais do que em 2025. O gerente de Desenvolvimento Industrial e Social da Fiep, Marcelo Percicotti, explicou que os dados revelam uma mudança de estratégia. “O empresário está olhando muito mais para dentro da empresa. Os investimentos estão concentrados em melhoria de processos, redução de custos e produtividade, o que mostra uma preocupação com objetivos de curto prazo diante de um ambiente externo mais incerto”, afirmou. Essa busca por eficiência também se reflete nas ferramentas utilizadas para elevar a produtividade. Estratégias de melhoria do processo produtivo lideram, citadas por 75% dos entrevistados, seguidas por qualificação profissional (64%) e estratégias de gestão (36%). O uso de inteligência artificial dobrou em relação à edição anterior da Sondagem Industrial, alcançando 15% das respostas. No comércio exterior, o cenário é mais cauteloso. Apenas 30% das indústrias pretendem exportar em 2026, queda de 17 pontos percentuais. Também diminuiu a intenção de importar, citada por 44% dos entrevistados. A pesquisa trouxe ainda um novo bloco sobre a Reforma Tributária. Sete em cada dez empresários afirmam não conhecer plenamente os impactos das mudanças, percentual que sobe para 76% entre micro e pequenas indústrias. Apesar disso, 55% acreditam que haverá redução da complexidade do sistema, enquanto 39% esperam efeitos positivos diretos para seus próprios negócios.
GAZETA DO POVO
ECONOMIA
Dólar reduz perdas e fecha quase estável com possibilidade de Mello no BC
O dólar fechou a terça-feira próximo da estabilidade ante o real, após ter cedido quase 1% durante a sessão, influenciado por um lado pelo recuo da moeda no exterior e pelo forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira, mas por outro pelas especulações sobre o próximo diretor de Política Econômica do Banco Central.
O dólar à vista fechou o dia com leve baixa de 0,18%, aos R$5,2484. No ano, a moeda acumula agora queda de 4,38%. As 17h37, o dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,47% na B3, aos R$5,2670. A sessão foi marcada pela queda quase generalizada do dólar ante as divisas de emergentes e exportadores de commodities, como a rupia indiana, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. No Brasil, o câmbio acompanhou a tendência e o dólar se manteve em baixa ante o real, favorecido ainda pela entrada de recursos estrangeiros para a bolsa, que pela manhã superou os 187 mil pontos pela primeira vez na história. Durante a tarde, porém, a moeda norte-americana se recuperou, com o mercado reagindo negativamente a uma reportagem da Reuters informando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encaminha para confirmar a indicação dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para duas diretorias do Banco Central. Mello, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, seria indicado para a Diretoria de Política Econômica do BC, enquanto Cavalcanti, professor da Fundação Getulio Vargas e da Universidade de Cambridge (Reino Unido), ficaria com a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução. Os dois nomes foram levados a Lula pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que pela manhã indicou em entrevista à BandNews que o presidente ainda não havia se decidido. Pela manhã, investidores também estiveram atentos à ata do Copom, divulgada antes da abertura. Nela o colegiado defendeu que a magnitude e a duração do ciclo de cortes da taxa Selic serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às análises. Na semana passada, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano, indicando a intenção de iniciar o ciclo de cortes em março. Entre os investidores, a principal dúvida é se o primeiro corte será de 25 ou de 50 pontos-base.
REUTERS
Com forte fluxo estrangeiro, Ibovespa supera 185 mil pontos pela 1ª vez
Valorização das commodities metálicas favoreceu o avanço da ação da Vale, que encerrou quase a R$ 89
A continuidade do fluxo estrangeiro impulsionou o Ibovespa na terça-feira, que encerrou em alta de 1,58%, acima dos 185 mil pontos (185.674) pela primeira vez. A valorização das commodities metálicas favoreceu o avanço da ação da Vale, que encerrou quase a R$ 89, em meio à perspectiva de que a mineradora continue atraindo investidores. Além da influência externa, a leitura de que a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central não afastou a possibilidade de um corte mais agressivo, de 0,5 ponto percentual na Selic, também deu suporte às ações ligadas à economia doméstica. Nesse contexto, o índice variou entre os 182.816 pontos e 187.334 pontos, novo recorde intradiário. Já o volume negociado pelo Ibovespa foi de R$ 26 bilhões e de R$ 364 bilhões na B3. O desempenho da mineradora no pregão, com alta de 23% no ano, ilustra o desempenho do papel ao longo do mês de janeiro. Hoje, analistas do Itaú BBA também elevaram o preço-alvo dos recibos de ações da empresa negociados em Nova York (ADRs), de US$ 14 para US$ 19, reiterando a recomendação de compra. Entre as maiores altas, a Bradespar, holding do que tem a como o seu único investimento, avançou 4,83%. Outras ações ligadas a commodities foram beneficiadas no pregão: CSN ON subiu 3,60% e CSN Mineração avançou 3,01%. O setor de mineração e siderurgia acumula valorização superior a 20% em 2026, segundo dados da XP. A corretora aponta que o setor se beneficiou do trade de desvalorização do dólar, do rali de metais preciosos, de uma dinâmica resiliente do minério de ferro e da forte entrada de fluxo estrangeiro. Notar que a avalanche de recursos de investidores de fora, que atingiu a bolsa brasileira neste início de ano, já superou todo o saldo aportado pela categoria ao longo de 2025. Mesmo com uma saída mínima de capital dos Estados Unidos, a rotação global de portfólios garantiu entradas de R$ 26,3 bilhões na apenas em janeiro, acima dos R$ 25,4 bilhões investidos durante todo o ano de 2025. “Trata-se de uma extensão do rali mais amplo que começou no ano passado, sustentado por fortes fluxos para mercados emergentes de US$ 40 bilhões, exceto China, no acumulado do ano, contra uma entrada de US$ 48 bilhões em 2025”, escreve a equipe liderada, chefe de economia para Brasil e estratégia para América Latina do Bank of America (BofA), David Beker.
VALOR ECONÔMICO
Produção industrial no Brasil cai 1,2% em dezembro, diz IBGE
A produção industrial brasileira registrou queda de 1,2% em dezembro na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 0,4%. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de queda de 0,7% na variação mensal e de alta de 1,1% na base anual.
REUTERS
POWERED BY
EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA
041 99697 8868 (whatsapp)


Comentários