CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1040 DE 03 DE FEVEREIRO DE 2026
- prcarne
- 3 de fev.
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1040 | 03 de fevereiro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Fevereiro começa com o mercado do boi gordo em alta
Na segunda-feira (2/2), o boi gordo direcionado ao mercado interno e “boi-China” subiram R$ 1/@ e R$ 2/@, respectivamente, em São Paulo. No PARANÁ: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo.
Na segunda-feira (2/2), o boi gordo direcionado ao mercado interno (sem padrão-exportação) e “boi-China” subiram R$ 1/@ e R$ 2/@, respectivamente, em São Paulo, para R$ 327/@ e R$ 332/@ (valores brutos, no prazo), informou a Scot Consultoria. “Foi o quarto dia útil consecutivo de alta”, destaca a Scot, referindo-se aos preços dos machos. Após 50 dias de cotação estável, a vaca gorda abatida em São Paulo registrou acréscimo de R$ 2/@ na segunda-feira, para R$ 304/@, segundo a Scot. A novilha também teve alta diária de R$ 2/@, atingindo R$ 317/@. Segundo análise da Agrifatto, as boas condições das pastagens nas praças pecuárias do Brasil fortaleceram o poder de barganha dos pecuaristas, que reduzem a oferta de animais terminados, dificultando a tentativa dos frigoríficos de pressionar os preços no balcão. Além disso, relata a Agrifatto, as escalas de abate das indústrias permaneceram curtas, em torno de seis dias úteis, na média nacional, o menor nível desde março de 2025. Pelos dados da Agrifatto, em São Paulo, indicadores de referência mostraram que a arroba do boi gordo subiu de R$ 317, em 21/1, para R$ 327, em 29/1, um avanço de 3% em seis dias úteis.
“Houve negócios pontuais a R$ 330 em 30/1, ainda que de baixo volume e sem consolidação como referência ampla”, observa a consultoria. Movimentos semelhantes foram observados em praças como BA, GO, MG, MS, PA, RO e TO, sobretudo entre frigoríficos com menor cobertura de contratos a termo. Pela apuração da Agrifatto, as 17 praças monitoradas registraram estabilidade, porém com preços firmes e viés altista. Na B3, os contratos futuros do boi gordo encerraram o pregão da última sexta-feira em alta. O contrato com vencimento em fevereiro/26 fechou a sessão cotado a R$ 339,80/@, com valorização diária de 1,13%. O papel com entrega em fevereiro/26 avançou 3,77% na semana, em relação à semana anterior, para R$ 340/@, março/26 subiu 3,43% (para R$ 339/@) e o contrato com vencimento em abril/26 sofreu valorização de 3,37% (R$ 338,90/@). O preço do contrato de fevereiro/26 ostenta um ágio de R$ 13,41/@ sobre o preço físico de São Paulo, destaca a Agrifatto. Na última semana, o indicador DATAGRO encerrou com alta 2,39% em relação ao preço da sexta-feira anterior, cotado a R$ 326,59/@. Cotações do boi gordo da segunda-feira (2/2), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 305,00. Média: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 305,00. Média: R$ 305,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 275,00. Vaca: R$ 260,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China” nesta segunda-feira (2/2), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 311,00/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo) MATO GROSSO DO SUL: R$ 311,00/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 308,00/@ (à vista) e R$ 312,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 311,00/@ (à vista) R$ 315,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 308,00/@ (à vista) e R$ 312,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 281,50/@ (à vista) e R$ 285,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo).
Scot Consultoria/Agrifatto/Portal DBO
SUÍNOS
Viabilidade econômica desafia avanço sustentável das granjas de suínos no Brasil
Pressionadas por exigências ESG, granjas enfrentam altos custos de adaptação, dilemas produtivos e a necessidade de equilibrar bem-estar animal, exigências ambientais e competitividade no mercado interno e externo.
Pressionada por exigências ambientais, sociais e de governança, as chamadas práticas ESG, a suinocultura brasileira tenta avançar em sustentabilidade sem comprometer a viabilidade econômica. É uma equação difícil de resolver em um setor que alimenta milhões de pessoas, gera milhares de emprego e disputa espaço em um mercado internacional cada vez mais sensível a temas como bem-estar animal, emissões de carbono e uso racional de antibióticos. “A sustentabilidade deixou de ser um diferencial e se tornou uma condição de permanência no mercado”, afirma a zootecnista Sula Alves, doutora em Agronomia e diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), defendendo que o tema deve ser encarado como um processo contínuo de evolução e não uma imposição regulatória. Segundo ela, a suinocultura brasileira já demonstra avanços importantes, mas enfrenta desafios que vão desde o alto custo de adaptação das granjas até as exigências globais por rastreabilidade e desmatamento zero. Zootecnista Sula Alves, doutora em Agronomia e diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA): “Precisamos de instrumentos que estimulem a adoção de boas práticas, como linhas de crédito verdes, programas de capacitação e incentivos à inovação. O produtor quer fazer certo, mas precisa de condições para isso”
Entre os temas mais sensíveis estão o bem-estar animal e o uso de antimicrobianos, duas dimensões cada vez mais interligadas. “Quando o ambiente causa estresse, o animal fica mais vulnerável a doenças. Isso eleva a necessidade de antibióticos, o que compromete tanto o bem-estar quanto a sustentabilidade do sistema”, explica Sula. Estudos apontam que cerca de 73% dos antimicrobianos utilizados no mundo são empregados na produção animal. O uso inadequado desses medicamentos é um dos fatores associados ao avanço da resistência antimicrobiana (RAM), reconhecida pela ONU como uma das maiores ameaças à saúde global. “Políticas claras de uso racional de antibióticos não são apenas uma exigência sanitária, mas uma demonstração de responsabilidade socioambiental. Elas impactam diretamente as avaliações ESG das empresas”, avalia. No entanto, adotar práticas mais sustentáveis, segundo Sula, esbarra no que ela chama de paradoxo da sustentabilidade, o dilema entre o ideal ambiental e a realidade econômica. “Nem sempre a conta fecha. Eliminar certas práticas produtivas ou antibióticos pode reduzir a eficiência, aumentar custos e comprometer a rentabilidade. É preciso avançar com equilíbrio, para que sustentabilidade não se torne inviabilidade”, pondera. Um dos exemplos mais emblemáticos desse impasse é a transição das celas de gestação para baias coletivas. A mudança busca oferecer mais liberdade de movimento às fêmeas, mas exige alto investimento em infraestrutura. Segundo levantamento do Observatório Suíno de 2024, o custo elevado e a dificuldade de financiamento são as principais barreiras. “As pequenas e médias granjas são as que mais sofrem. Muitas não têm espaço ou capital para reformas e, em alguns casos, precisariam reduzir o plantel para se adequar. Isso ameaça a sobrevivência de produtores familiares e cria um problema social no campo”, alerta a zootecnista. A especialista também destaca dilemas éticos e práticos ainda sem solução definitiva, como o corte de cauda e o desgaste de dentes. “São procedimentos usados para evitar ferimentos entre animais. Banir sem alternativas eficazes pode gerar mais sofrimento do que resolver. A ciência precisa caminhar junto com a regulação”, reforça. Se o bem-estar animal impõe desafios internos às granjas, o aspecto ambiental amplia o campo de pressão. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estima que a produção animal seja responsável por 14,5% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE). O dado coloca o setor no centro das discussões sobre as metas climáticas do Acordo de Paris, que prevê limitar o aumento da temperatura média global a 1,5°C. Na suinocultura, as principais fontes de emissões são o metano (CH4), liberado no manejo de dejetos, e o óxido nitroso (N2O), resultante da decomposição de resíduos e do uso de fertilizantes. “O grande desafio brasileiro está nas emissões indiretas, o chamado escopo 3, que incluem a origem dos grãos usados na alimentação animal. Garantir que a soja da ração não venha de áreas desmatadas é uma exigência crescente de importadores e consumidores”, destaca Sula. Para isso, empresas têm investido em rastreabilidade e monitoramento rigoroso das origens de grãos, checando listas de embargo e adotando sistemas digitais de verificação. “A meta de desmatamento zero é inegociável para o mercado internacional. As cadeias que não se adaptarem perderão espaço”, menciona a diretora da ABPA. Ao mesmo tempo, soluções de economia circular vêm ganhando força. O uso de biodigestores para converter dejetos em biogás e biofertilizantes transforma um passivo ambiental em ativo econômico. “É uma estratégia que reduz emissões, diminui custos com energia e ainda pode gerar novas fontes de receita. O produtor passa a ver o resíduo não como problema, mas como oportunidade”, explica. Apesar das dificuldades, a especialista acredita que o país tem condições únicas para se destacar. “O Brasil reúne uma cadeia organizada, base tecnológica sólida e produtores cada vez mais conscientes. Isso nos coloca em posição de liderança na agenda global de sustentabilidade em proteína animal”, avalia. O desafio, segundo ela, é fazer com que o ritmo das políticas públicas e do financiamento rural acompanhe a transformação do setor. “Precisamos de instrumentos que estimulem a adoção de boas práticas, como linhas de crédito verdes, programas de capacitação e incentivos à inovação. O produtor quer fazer certo, mas precisa de condições para isso”, salienta. Para Sula, a sustentabilidade da suinocultura é um conceito que vai muito além do ambiental. “Ela abrange o bem-estar dos animais, das pessoas e do planeta. É uma construção coletiva, que exige diálogo, transparência e compromisso de toda a cadeia”, ressalta.
O Presente Rural
FRANGOS
Empresa do setor de frango do Paraná acelera investimentos em produção com nova emissão de CRA
Operação reforça posicionamento de companhia no mercado de capitais
Uma das maiores produtoras de carne de frango do país e uma das principais exportadoras do setor, a GTF anunciou a captação de R$ 375 milhões por meio da sua segunda emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). “É mais um passo importante para crescer de forma sólida e estruturada”, afirmou Vinícius Gonçalves, vice-presidente da empresa. A operação, que representa um crescimento superior a 350% em relação à primeira emissão, marca uma nova fase de expansão da companhia e reforça sua estrutura financeira. Os recursos serão usados para alongar dívidas e financiar investimentos em novos produtos e ampliação da produção. Entre os focos estão itens congelados com tecnologia IQF (congelamento rápido individual), voltados tanto para o mercado interno quanto para a exportação. A empresa projeta atingir um faturamento de R$ 5 bilhões até 2026. Em 2024, a receita chegou a R$ 4 bilhões, resultado que impulsionou a adoção de um novo plano estratégico voltado ao crescimento sustentável. " Esta segunda emissão marca mais um passo importante nesse processo de expansão. Estamos reforçando a empresa com investimentos em novas plantas, automação, inovação, embalagens e sustentabilidade, com o objetivo de continuar crescendo de forma sólida”, afirmou Gonçalves.
Mundo Agro/R7
EMPRESAS
Faturamento da Copacol cresce 4,7% em 2025; sobras caem 16,7%
Cooperativa afirma que ano foi marcado por custos elevados, instabilidades no mercado internacional, desafios logísticos e questões sanitárias. Faturamento da Copacol foi de R$ 11,1 bilhões em 2025.
A Copacol registrou faturamento de R$ 11,1 bilhões em 2025, crescimento de 4,7% em relação aos R$ 10,6 bilhões de 2024, segundo dados apresentados na sexta-feira, 30, durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), realizada em Cafelândia (PR). Apesar do avanço na receita, a distribuição de sobras aos cooperados, complementações e juros sobre o capital totalizaram R$ 224,9 milhões, recuo de 16,7% ante o recorde de R$ 270 milhões pago no exercício anterior. A retração nas sobras contrasta com o desempenho de 2024, quando o repasse aos cooperados havia crescido 64% na comparação anual. “Alcançar um faturamento de R$ 11,1 bilhões nos enche de orgulho e representa a força do cooperativismo em cada elo. Esse resultado é reflexo de uma gestão sólida, de decisões estratégicas acertadas e, principalmente, da confiança construída ao longo de 62 anos de história da Copacol”, afirmou o diretor-presidente Valter Pitol, em nota. Segundo ele, o exercício foi marcado por custos elevados, instabilidades no mercado internacional, desafios logísticos e questões sanitárias, especialmente na avicultura, principal atividade da cooperativa. Mesmo diante desse cenário, a Copacol manteve equilíbrio operacional, apoiada na diversificação de negócios. Piscicultura, suinocultura e bovinocultura de leite alcançaram índices recordes. Na agricultura, soja e milho se destacaram pela produtividade. Do total de R$ 224,9 milhões, parte foi antecipada aos cooperados em dezembro, prática também adotada em 2024, quando 50% do montante foi pago antes do encerramento do ano. A segunda parcela começa a ser creditada na próxima terça-feira (3), de forma proporcional à participação de cada um nas atividades da cooperativa. “Antecipamos em dezembro a primeira parcela fazendo com que muitos cooperados pudessem cumprir com objetivos financeiros e realizar sonhos. Agora, estamos liberando o pagamento da segunda parcela”, disse. Os cooperados receberão R$ 2,20 por saca de soja, R$ 1 por saca de milho e trigo, R$ 15 por saca de café e R$ 0,12 por litro de leite. Também haverá pagamento de 3,6% sobre compras de insumos e 2% em supermercado e rações. Na avicultura, a suinocultura teve o melhor desempenho entre as atividades, com produtores recebendo até R$ 72 por suíno entregue. A cooperativa conta com 9,6 mil cooperados e 16,2 mil colaboradores, e opera com sete filiais de vendas distribuídas pelo País e 40 unidades de grãos, insumos e sementes no Paraná e Rio Grande do Sul. Em 2024, a avicultura respondeu por 52,2% do faturamento bruto, e a cooperativa repassou R$ 390 milhões em tributos aos municípios de sua área de atuação. Os produtos da Copacol estão presentes em 85 países.
O Estado de São Paulo/Agro
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Inadimplência no crédito rural foi recorde em 2025
Índice fechou o ano passado em 6,5%, informa o Banco Central
A inadimplência das pessoas jurídicas do agro é mais alta nas operações a taxas de mercado
A inadimplência foi recorde no crédito rural em 2025. Dados consolidados pelo Banco Central mostram que o índice fechou o ano passado em 6,5%, com aceleração em relação aos 2,3% de 2024 e aos 1,1% de dezembro de 2023. As informações estão nas Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas no fim de janeiro. O cenário é mais complicado nas operações com taxas livres. Nesse recorte, a inadimplência encerrou 2025 a 12% entre as pessoas físicas, com um leve recuo ao pico de 12,3% registrado em novembro. Mesmo assim, o consolidado é recorde. Em 2024, estava em 3,7% e em 2023, em 1,2%. Já nas operações de crédito com recursos direcionados do Plano Safra, aqueles oriundos das exigibilidades de aplicação de depósitos à vista e de poupança rural, nos termos do Manual de Crédito Rural, a inadimplência alcançou 2,6% entre produtores rurais pessoas físicas. Um ano antes, o índice estava em 1,1%. Entre as pessoas jurídicas, o cenário é um pouco diferente. A inadimplência geral do crédito rural acessado por empresas do agro chegou a 0,6% em dezembro de 2025. Mesmo assim, representa um salto de 100% ante os 0,3% do ano anterior. Em dezembro de 2023, o índice estava em 0,4% e em 2022, em 0,2%. A inadimplência das pessoas jurídicas do agro é mais alta nas operações a taxas de mercado. O índice encerrou 2025 em 0,7%, com recuo em relação ao máximo de 0,8% registado nos meses de agosto, setembro e outubro. Em 2022, o indicador estava em 0,1%. Em 2023 e 2024, ele saltou para 0,4%. Já nas operações com taxas reguladas, das linhas de crédito rural com recursos direcionados, a inadimplência ficou em 0,4% ante 0,2% em 2024 e 0,5% em 2023. Nos financiamentos com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao setor agroindustrial, a inadimplência das pessoas jurídicas ficou em 0,2%, em linha com o histórico recente. Nas pessoas físicas, o índice saltou de 1,3%, em 2024, para 2,5% no encerramento de 2025. Em outubro, o BNDES iniciou as contratações da linha para amortização e liquidação de dívidas rurais para agricultores afetados por adversidades climáticas. Até 23 de janeiro, a renegociação com recursos públicos havia alcançado R$ 6,3 bilhões. Também foram renegociados outros R$ 30,8 bilhões de operações com recursos livres das instituições financeiras. Os números ajudam a explicar a estabilização ou recuo do índice de inadimplência nos últimos meses de 2025.
Valor Econômico
Brasil conquista novos mercados na Malásia e Mianmar
Brasil soma 534 novas aberturas de mercado desde 2023
O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que “permitirão a abertura de novos mercados para produtos agropecuários” na Malásia e em Mianmar, ampliando o acesso de itens do agronegócio nacional a esses destinos. A medida resulta de tratativas conduzidas em conjunto pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). No caso da Malásia, foi autorizada a exportação de farinha processada e de óleo de aves, produtos derivados de reciclagem animal, processo descrito como responsável por “transformar subprodutos em insumos para nutrição animal”. O país asiático importou quase US$ 1,2 bilhão em produtos agropecuários brasileiros no último ano, segundo os dados informados. Em Mianmar, as negociações resultaram na autorização para exportação de amendoim, gergelim, castanha-do-brasil, castanha de baru e mudas de café. De acordo com o texto, a medida “expande e diversifica a pauta exportadora” brasileira. Em 2025, Mianmar importou mais de US$ 38 milhões em produtos agropecuários do Brasil.
MAPA
ECONOMIA
Dólar fecha em leve alta, a R$ 5,25
Dólar subiu no primeiro pregão de fevereiro
O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,258, alta de 0,19% em relação ao fechamento de sexta (30). A oscilação positiva da moeda norte-americana ante o real aconteceu desde os primeiros negócios da sessão. Na mínima do dia, a divisa era vendida por R$ 5,237. Na máxima, o dólar superou os R$ 5,28. Ao final do pregão, avançou 0,19%, vendido a R$ 5,258. A cotação da moeda dos EUA recuou 4,4% em janeiro. A desvalorização registrada no primeiro mês de 2026 foi a maior observada desde junho do ano passado (-4,98%). A queda ocorreu apesar da alta de 1,03% da última sexta-feira, quando a moeda norte-americana superou novamente a marca de R$ 5,20
Reuters
Ibovespa começa fevereiro no azul com aval de NY, mas Petrobras recua
O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, retomando a tendência positiva após duas quedas seguidas, embora o avanço tenha sido atenuado pelo forte recuo das ações da Petrobras, pressionadas pelo tombo dos preços do petróleo no exterior.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,77%, a 182.765,80 pontos, segundo dados preliminares, apoiado por Wall Street, após marcar 182.889,95 na máxima e 181.347,63 na mínima do dia. O volume financeiro neste primeiro pregão de fevereiro somava R$25,96 bilhões antes dos ajustes finais.
Reuters
Analistas passam a ver inflação este ano abaixo de 4%, mostra Focus
Analistas consultados pelo Banco Central passaram a ver a inflação abaixo de 4% neste ano, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira, que trouxe poucas alterações.
O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 passou a 3,99%, de 4,0% antes. Para 2027 a projeção segue em 3,80%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), não houve alterações nas estimativas de crescimento de 1,80% tanto para 2026 quanto para 2027. A pesquisa semanal com uma centena de economistas também mostrou que eles seguem esperando a taxa básica de juros Selic a 12,25% ao final deste ano e a 10,50% no próximo. O primeiro corte na Selic, atualmente em 15%, continua sendo esperado para março, de 0,5 ponto percentual.
Reuters
Retração da indústria do Brasil se aprofunda no início de 2026, mostra PMI
As condições da indústria brasileira se deterioram ainda mais no início de 2026, pressionadas por declínios nas encomendas e na produção diante do enfraquecimento da demanda, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgada na segunda-feira.
O PMI, compilado pela S&P Global, caiu a 47,0 em janeiro, de 47,6 em dezembro, marcando a deterioração mais acentuada em quatro meses ao ir ainda mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. “Os primeiros dados do PMI de 2026 reforçam um padrão observado nos meses recentes, com os fabricantes brasileiros avançando para um cenário ainda mais acentuado de retração, em função da persistente fraqueza da demanda", disse em nota a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima.
“Diante da contínua redução nos pedidos em atraso, a ausência de novos projetos e a preferência das empresas por estoques enxutos, é provável que a produção permaneça em território contracionista no curto prazo", completou. Segundo a pesquisa, deteriorações significativas tanto na demanda interna quanto na internacional por bens brasileiros impactaram fortemente as carteiras de pedidos e os volumes de produção em janeiro. Os bens de capital lideraram o declínio da produção. A contração das vendas foi a décima consecutiva, além de representar a segunda mais acentuada em quase três anos. Em relação às vendas externas, os participantes da pesquisa indicaram as tarifas norte-americanas como a principal razão por trás da queda, com algumas menções à suspensão de pedidos de clientes dos Estados Unidos. Os fabricantes de bens intermediários e de investimento registraram fortes retrações nas vendas totais, enquanto a queda observada entre os produtores de bens de consumo foi apenas marginal. Os bens de capital foram o único segmento a registrar aumento nos novos pedidos para exportação. Os dados de janeiro mostraram ainda que o emprego no setor industrial recuou pelo segundo mês consecutivo, segundo os participantes da pesquisa, devido a medidas de controle de custos e avaliação das condições de demanda. A retração em todo o setor foi acompanhada por novas pressões sobre os custos, o que levou as empresas a elevarem seus preços após quatro meses de concessão de descontos. Os custos de insumos subiram pela primeira vez em três meses, com as empresas pagando mais por alimentos, commodities, componentes eletrônicos, metais, plásticos e têxteis. Apesar do cenário de fraqueza, os fabricantes brasileiros sinalizaram melhora na confiança nos negócios em janeiro, com o nível de otimismo atingindo o patamar mais elevado desde junho de 2025. O sentimento positivo baseou-se nas expectativas de cortes na taxa de juros e de melhores condições de demanda, bem como em investimentos planejados e lançamento de novos produtos.
Reuters
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