CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1019 DE 05 DE JANEIRO DE 2026
- prcarne
- 5 de jan.
- 14 min de leitura
Atualizado: 14 de jan.

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1019 | 05 de janeiro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Mercado do boi gordo inicia ano com estabilidades nos preços
Feriado limitou negociações, enquanto anúncio de salvaguardas chinesas impõe cautela ao setor ao longo do ano
O mercado físico do boi gordo iniciou 2026 com fluxo inexpressivo de negociações e manutenção das indicações de preços na maior parte do país. A baixa movimentação ainda reflete o período de feriado, que reduziu a presença dos agentes nas praças pecuárias. No dia 31 de dezembro, a China anunciou salvaguardas para a importação de carne bovina, estabelecendo para o Brasil, em 2026, uma cota de 1,106 milhão de toneladas. O volume é inferior aos embarques registrados em 2025, quando as exportações brasileiras ao mercado chinês tendem a alcançar cerca de 1,7 milhão de toneladas. Segundo analistas, a mudança exige maior cautela do mercado brasileiro, diante da possibilidade de redução no volume total de carne bovina embarcada ao longo de 2026, o que pode impactar a formação de preços no mercado interno. No mercado atacadista, o cenário é de acomodação neste início de ano. O padrão de consumo projetado para o primeiro trimestre aponta para maior demanda por proteínas mais acessíveis, como carne de frango, ovos e embutidos, comportamento considerado típico do período, marcado por despesas tradicionais como IPTU, IPVA e compra de material escolar. Preços do boi gordo no atacado: Quarto dianteiro: manteve-se em R$ 17,85 por quilo. Quarto traseiro: segue precificado em R$ 25,40 por quilo. Ponta de agulha: permanece no patamar de R$ 17,50 por quilo.
SAFRAS NEWS
Carne bovina vai ficar mais barata? Entenda o impacto da sobretaxa chinesa
Especialistas avaliam como deve ficar o comportamento de preços do alimento ao consumidor.
Variações maiores podem ser sentidas no segundo semestre do ano
A cota de importação de carne bovina anunciada em 31/12 pela China deverá fazer com que o Brasil exporte menos para o seu principal cliente em 2026. O volume que exceder 1,1 milhão de toneladas por ano será taxado em 55%, o que na prática inviabiliza embarques acima desta quantidade. Em 2025, a estimativa é de que o Brasil tenha exportado 1,5 milhão a 1,7 milhão de toneladas para o mercado chinês (os números finais ainda não foram contabilizados). Ou seja, pelo menos 400 mil toneladas de carne bovina não deverão ser exportadas para a China em 2026. O coordenador de Mercados da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, diz que não se pode esperar quedas muito agressivas, mas ressalta que o mercado perde o apelo a altas que estava presente antes do anúncio das cotas. "O movimento tradicional vai apontar para uma queda de preços que pode chegar a 5% nos cortes do traseiro bovino, que são cortes de maior valor agregado", observa o especialista, citando como exemplos a picanha, a alcatra e o filé mignon. Segundo Iglesias, o início do ano costuma registrar consumo mais fraco, com o orçamento das famílias pressionado por despesas como IPTU, IPVA e material escolar, o que reduz a demanda por cortes mais caros e favorece proteínas mais acessíveis. Na avaliação da Agrifatto, o impacto da cota chinesa sobre os preços da carne bovina no mercado interno tende a ser limitado no curto prazo. Segundo a analista Lygia Pimentel, a medida desencadeou uma reação imediata dos frigoríficos brasileiros para acelerar os embarques ao mercado chinês. “No momento, o que estamos vendo é uma corrida para se preencher logo essa cota”, afirma. Além disso, parte do volume que deixaria de ser exportado diretamente para a China pode ser redirecionada por meio de operações de arbitragem, principalmente via Argentina e Uruguai, países que têm cotas superiores ao volume que exportaram no ano passado. Com esse cenário, a tendência para o primeiro semestre é de relativa estabilidade, com dificuldade tanto para quedas expressivas quanto para altas relevantes nos preços da carne no varejo. A pressão maior, avalia Lygia, pode ficar para o segundo semestre, quando a oferta de gado tende a diminuir e os efeitos da nova regra chinesa sobre as exportações ficarão mais claros. Para João Figueiredo, analista da Datagro Pecuária, a imposição da cota chinesa tende a alterar o ritmo das exportações, mas não deve provocar uma queda abrupta nos preços da carne no mercado interno. De acordo com ele, a tendência inicial é de uma corrida dos exportadores para antecipar embarques e preencher o volume autorizado, o que pode manter o mercado aquecido no começo do ano. Na avaliação do especialista, essa antecipação muda o ritmo das exportações, concentrando volumes maiores nos primeiros meses do ano. No mercado doméstico, o analista avalia que a medida pode gerar um efeito inicial de estabilidade, com viés pontual de baixa, mas reforça que 2026 ainda tende a ser um ano de preços firmes, diante da expectativa de oferta menor de gado e de um cenário global de escassez de carne bovina. Segundo Figueiredo, fatores como câmbio, consumo interno e eleições devem aumentar a volatilidade ao longo do ano, limitando movimentos extremos de preço.
GLOBO RURAL
CARNES
ABPA monitora renovação de isenção tarifária no México para carne de frango. A isenção para a carne suína foi suspensa
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) acompanha os efeitos da renovação do decreto publicado pelo governo do México que trata da isenção tarifária para a importação de diversos produtos alimentícios, incluindo a carne de frango.
O PACIC (Paquete Contra la Inflación y la Carestía), programa adotado pelo governo mexicano para mitigar os efeitos da inflação sobre alimentos básicos, concede isenção temporária de tarifas de importação a países sem acordos comerciais com o México, como forma de ampliar a oferta interna. O benefício não é direcionado exclusivamente ao Brasil. Trata-se de uma decisão de política interna mexicana, aplicada de forma geral a todos os países que não possuem acordo comercial com o país. Na renovação do PACIC deste ano, a principal notícia foi a permanência da isenção para a carne de frango. Quinto maior destino das exportações brasileiras, o México importou 238 mil toneladas entre janeiro e novembro do ano passado, volume 16% maior em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao mesmo tempo, no novo PACIC, a isenção para a carne suína foi suspensa, e o produto passa a ser importado com tarifa em torno de 16%, patamar que, na avaliação da ABPA, diminui a competitividade, mas não torna proibitivo o comércio com o mercado mexicano. A alíquota que passa a vigorar não inviabiliza a continuidade do fluxo comercial, especialmente diante do histórico de demanda pelo produto. Entre janeiro e novembro de 2025, os embarques brasileiros para o país cresceram mais de 70% em volume, chegando a 74 mil toneladas. No caso dos produtos sem isenção, cabe destacar, ainda, que há regras de transição previstas no decreto mexicano, permitindo a manutenção de benefícios administrativos para contratos firmados anteriormente.
ABPA
FRANGOS
Frango/Cepea: Setor projeta novo avanço em 2026; risco sanitário segue no radar
Pesquisadores do Cepea apontam que a avicultura de corte brasileira deve manter trajetória de crescimento em 2026, sustentada pelo avanço das exportações, pela oferta ajustada às demandas interna e externa e por margens favoráveis ao produtor.
Esse cenário, porém, depende da ausência de novos focos de Influenza Aviária, sobretudo durante o período crítico do fluxo migratório de aves. A ABPA estima o consumo per capita de carne de frango em 47,3 kg em 2026, alta de 1,2% frente a 2025. Agentes consultados pelo Cepea ressaltam que a isenção do imposto de renda para salários até R$ 5 mil deve contribuir para sustentar a demanda interna. O Brasil responde por cerca de um terço da carne de frango exportada globalmente e manteve liderança mesmo diante de restrições pontuais provocadas pela gripe aviária. Projeções do Cepea apontam incremento de 2,4% nos embarques em 2026 e produção de 14,73 milhões toneladas, aumento de 3,8% sobre 2025. A concretização desse desempenho requer controle sanitário rigoroso, já que eventuais focos em granjas podem resultar em barreiras imediatas de importadores – como ocorrido em maio/25. O Cepea destaca a necessidade de monitoramento contínuo do vírus H5N1, considerando surtos recentes na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, impulsionados pela migração de aves. O período crítico coincide com a chegada de aves migratórias, entre maio e julho. Apesar do alerta, o setor brasileiro dispõe de elevado nível de biosseguridade e de capacidade técnica e comercial para responder a eventuais ocorrências, como demonstrado em 2025.
CEPEA
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Caged de novembro coloca o Paraná entre os três maiores saldos de empregos do Brasil
Pelo levantamento publicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Paraná ocupa a terceira posição entre os Estados com maior saldo de empregos em dois recortes, tanto no acumulado do ano quanto nos últimos 12 meses. O saldo de empregos é a diferença entre as contratações e os desligamentos em um determinado período.
A última atualização do Caged divulgada em 2025, com os dados de novembro, foi publicada dia 30 de dezembro. Pelo levantamento publicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Paraná ocupa a terceira posição entre os Estados com maior saldo de empregos em dois recortes, tanto no acumulado do ano quanto nos últimos 12 meses. Considerando apenas os números do ano vigente, entre janeiro e novembro, o Paraná chegou a um saldo de empregos de 131.674, fruto de 1.913.872 contratações e 1.782.198 demissões. Apenas São Paulo (541.115) e Minas Gerais (151.364) apresentaram desempenho superior no período.
Nesse extrato, o setor de serviços teve o maior saldo de vagas: 72.590. A indústria foi o segundo segmento mais expressivo, registrando 26.074 contratações a mais do que demissões. Comércio veio logo atrás, com 22.069. Já a área de construção conseguiu somar 8.886, ficando à frente da agropecuária, que teve 2.296. O estudo trouxe ainda 20 vagas consideradas não identificadas. Tendo em vista os 12 meses anteriores, o saldo paranaense ficou em 91.889 vagas — um reflexo das 2.023.507 admissões entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, ante os 1.931.618 desligamentos. Desta vez, no entanto, as duas unidades da Federação com melhor rendimento foram São Paulo (350.546) e Rio de Janeiro (109.821).
Em novembro, o Paraná registrou 145.321 contratações e 143.568 demissões, garantindo um saldo positivo de 1.753 vagas de trabalho. As atividades que mais se destacaram incluem a de comércio, com 3.490 postos de trabalho de saldo, e de serviços, com 1.547. A agropecuária também teve saldo positivo de 68. Os setores de construção e indústria, porém, fecharam o mês no negativo: -1.633 e -1.719, respectivamente. Curitiba lidera os municípios paranaenses com maior saldo no acumulado do ano de 2025, com 31.048. Logo depois, aparecem Londrina, com 9.982, e São José dos Pinhais, que registrou saldo de 7.063. O top 5 do Estado tem ainda Toledo, que acumulou 5.601 vagas nesse período, e Maringá, com 5.595. O Caged se debruçou também sobre o salário médio de admissão em novembro. O Paraná obteve a quinta colocação nesse item, com vencimentos de R$ 2.270,54, o que representou um aumento de 0,49% em relação a outubro e de 2,56% na comparação com novembro de 2024. Os líderes neste quesito na atualização desta terça-feira foram Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
Indenização da Petrobras: Paraná avança na execução de R$ 639,5 milhões em projetos ambientais
De acordo com o mais recente relatório divulgado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), concluído em dezembro, 82 projetos foram aprovados e estão em diferentes fases de execução.
Segundo o mais recente relatório divulgado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), concluído em dezembro, 82 propostas foram aprovadas e estão em diferentes fases de execução, alcançando R$ 639,5 milhões em investimentos. O valor total da verba compensatória depositada em juízo pela Petrobras, com juros e correções, é atualmente de aproximadamente R$ 1,2 bilhão. O acordo contempla iniciativas que abrangem todas as regiões do Estado, com foco em conservação ambiental, gestão hídrica, recuperação de áreas degradadas, parques urbanos, modernização da estrutura pública e apoio ao manejo de resíduos sólidos. Entre as ações em andamento por meio de projetos apresentados pelo Instituto Água e Terra (IAT) estão a construção de 13 parques urbanos, 10 barracões de coleta seletiva, reaparelhamento da fiscalização ambiental, restauração de viveiros florestais e laboratórios de sementes e o Monitora Paraná entre outros. Na área de conservação da biodiversidade, o IAT avança na proposta de proteção do muriqui-do-sul, espécie criticamente ameaçada. A iniciativa, atualmente em fase de licitação, envolve monitoramento, manejo e fortalecimento de corredores ecológicos para preservação do animal. Além disso, o Estado monitora o desenvolvimento de projetos voltados para criação de Unidades de Conservação (UCs), controle de erosão e cheias, modernização tecnológica da gestão ambiental e implantação de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). Também há iniciativas apoiadas por universidades estaduais, federais e fundações de pesquisa, além de programas municipais para drenagem, revitalização urbana e proteção de bacias hidrográficas. A indenização se refere à ação civil pública de compensação dos danos morais coletivos e difusos em razão do vazamento de petróleo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, ocorrido em julho de 2000. Os recursos serão aplicados pelo Governo do Paraná em ações de conservação, proteção e recuperação de áreas de proteção ambiental, como encostas, rios e mananciais. Parte do valor também poderá ser utilizada para ações que visem a redução da geração de resíduos sólidos, a implantação e fiscalização de parques públicos, viveiros florestais e centros de triagem de animais silvestres e iniciativas de educação ambiental. O acordo prevê que 5% do valor seja utilizado para projetos que venham a ser apresentados pelo município de Araucária, área mais afetada pelo desastre, bem como outros 5% para programas que beneficiem a bacia hidrográfica do Alto Iguaçu, que envolve áreas nos municípios de Curitiba, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais e outros. O restante será dividido em ações voltadas para as Unidades de Conservação estaduais e federais, e projetos oriundos do Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fema), criado por meio da Lei Estadual 12.945, de 2000, com a finalidade de concentrar recursos para financiamento de planos, programas e projetos sobre o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, com verbas do Estado, União e municípios, além de multas e decisões judiciais por infrações ambientais, como no caso da ação envolvendo a Petrobras. Os recursos servem como compensação financeira aos danos causados pelo vazamento de cerca de 4 milhões de litros de petróleo de uma válvula do oleoduto que transportava o combustível fóssil do porto de São Francisco, em Santa Catarina, até a Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária. Os impactos do acidente alcançaram 40 quilômetros de extensão do Rio Iguaçu na época, além de contaminar aproximadamente 140 hectares de solo, o que trouxe sérios prejuízos à fauna e à flora da região do Alto Iguaçu. A reparação envolve danos causados a anfíbios, aves, mamíferos, peixes, flora, qualidade do ar e águas subterrâneas.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em queda firme com liquidez reduzida
O dólar fechou o primeiro pregão do ano em queda firme, em um movimento de ajuste de posições, após um pregão de baixa liquidez nos mercados por conta das festas de fim de ano.
O dólar à vista fechou em queda de 1,19%, aos R$5,4238 na venda. Na mínima intradia, o dólar atingiu R$5,4176 (-1,30%), às 15h23. A cotação máxima de R$5,4517 (-0,68%) foi atingida às 12h21. Às 17h54, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- caía 1,01% na B3, aos R$5,4640. Para operadores do mercado ouvidos pela Reuters, o movimento visto nesta sexta-feira já era aguardado. "Já era esperado esse movimento, uma vez que tivemos uma alta bem significativa no fim do ano puxada pelas remessas de dividendos de grandes empresas multinacionais. É um ajuste normal devido a essas remessas", disse Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. Para Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, o movimento também reflete um movimento do "mercado buscando novamente seu preço de equilíbrio no câmbio que, na nossa opinião, sempre foi abaixo de R$5,40". Durante a tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$8,410 bilhões em dezembro até o dia 26. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$15,047 bilhões no período. Pelo canal comercial, o saldo do mês até o dia 26 foi positivo em US$6,637 bilhões. Mais cedo, a pesquisa do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou que a atividade industrial no Brasil encerrou 2025 com a retração mais acentuada em três meses em dezembro, com redução da produção e das encomendas diante da fraqueza da demanda. O índice, compilado pela S&P Global, caiu a 47,6 em dezembro, de 48,8 em novembro, indo mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. Com as principais autoridades brasileiras em recesso, as atenções do mercado agora se voltam para a publicação dos dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na semana.
REUTERS
Ibovespa começa 2026 em queda com Minerva e MBRF entre maiores baixas
O Ibovespa voltou a orbitar os 162 mil pontos, mas fechou em queda na sexta-feira, no primeiro pregão do ano, com as ações da Minerva e da MBRF entre as maiores perdas após decisão da China de aplicar tarifas de importação para carne bovina.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,42%, a 160.455,46 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 161.956,56 pontos na máxima e 160.059,14 pontos na mínima do dia. Em sessão marcada por baixa liquidez, entrecortada por feriado e fim semana, o volume financeiro somava R$13,9 bilhões antes dos ajustes finais. A queda ocorre após o Ibovespa registrar em 2025 uma alta de quase 34%, no melhor desempenho anual em nove anos, tendo quebrado vários recordes no ano passado.
REUTERS
Retração da indústria do Brasil se aprofunda em dezembro, mostra PMI
A atividade industrial no Brasil encerrou 2025 com a retração mais acentuada em três meses em dezembro, com redução da produção e das encomendas diante da fraqueza da demanda, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) na sexta-feira.
O índice, compilado pela S&P Global, caiu a 47,6 em dezembro, de 48,8 em novembro, indo mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração. Segundo os dados da pesquisa, todos os cinco subcomponentes tiveram influência negativa na última leitura.
“A indústria do Brasil foi severamente impactada pela retração da demanda... As novas encomendas não conseguiram se recuperar, mesmo com as empresas reduzindo seus preços de venda no ritmo mais forte em pouco menos de dois anos e meio”, destacou a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima. "Os dados indicaram muito pouco que aponte para qualquer recuperação imediata no curto prazo", completou. A taxa de contração da entrada de novos negócios acelerou em dezembro, com os entrevistados identificando retração da demanda como o principal determinante das vendas menores. Isso desencadeou uma nova contração na produção industrial, a mais rápida desde setembro passado. Quanto à demanda internacional por produtos brasileiros, embora ela tenha continuado a piorar, a taxa de redução das vendas externas moderou em relação a novembro. A pesquisa mostrou ainda que os fabricantes no Brasil sinalizaram uma segunda queda mensal consecutiva nos custos de insumos no final de 2025, com a taxa de desconto marcando o ritmo mais rápido em 27 meses. As empresas relataram tarifas menores para energia, alimentos, frete, metais, plásticos e resina. A combinação de economia com os custos e esforços para estimular as vendas reduziu os preços cobrados pelos produtos, caindo pelo quarto mês consecutivo e no ritmo mais rápido desde julho de 2023. Mas o aumento marginal no emprego registrado em novembro foi revertido em dezembro, com as empresas cortando o quadro de funcionários pela quarta vez em sete meses em meio a iniciativas de controle de custos e capacidade ociosa. Apesar do cenário fraco, os produtores de bens preveem um aumento na produção durante 2026 em comparação aos níveis atuais. O otimismo foi atribuído à expectativa de melhores condições de demanda, redução da taxa de juros, investimentos em tecnologia e maior foco em aprimorar a produtividade.
REUTERS
Dívida pública bruta do Brasil chega a 79% do PIB em novembro, em linha com o esperado
A dívida bruta do governo registrou nova alta em novembro, quando o setor público voltou a registrar déficit primário, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central.
A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou novembro em 79,0%, contra 78,4% no mês anterior e em linha com o esperado por economistas. Já a dívida líquida do setor público foi a 65,2% do PIB, de 64,8% em outubro. No mês passado, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$14,420 bilhões, ligeiramente acima da expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo negativo de R$14,0 bilhões. Em outubro, o setor público teve um superávit de R$32,392 bilhões. No acumulado em 12 meses, o déficit primário correspondeu a 0,36% do PIB. Considerando também as despesas com juros, o déficit nominal ficou em 8,13% do PIB.
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Desemprego cai mais do que o esperado no Brasil em novembro e bate novo recorde, a 5,2%
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% nos três meses até novembro, menor nível da taxa histórica iniciada em 2012, com novos recordes na renda e no número de pessoas ocupadas, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Economistas esperavam que a taxa ficaria em 5,4%, segundo a mediana das previsões em pesquisa da Reuters. Em um sinal da resiliência do mercado de trabalho mesmo em meio aos juros elevados, o desemprego recuou 0,4 ponto percentual frente ao trimestre móvel anterior (junho a agosto de 2025) e caiu 0,9 ponto sobre o mesmo período de 2024. O número de pessoas ocupadas -- 103,2 milhões -- foi recorde, enquanto a população em busca de emprego -- 5,644 milhões -- foi a menor da série. A queda do desemprego foi acompanhada de um aumento de 1,8% sobre o trimestre móvel anterior do rendimento real, que chegou ao valor recorde de R$3.574. O Banco Central tem mantido a taxa básica de juros Selic em 15% ao ano, maior nível em duas décadas, na tentativa de levar a inflação à meta contínua de 3%, sem indicar quando poderá iniciar um ciclo de cortes nos juros.
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