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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1018 DE 23 DE DEZEMBRO DE 2025

  • prcarne
  • 23 de dez. de 2025
  • 19 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1018 | 23 de dezembro de 2025

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Em São Paulo, cotação estável no mercado do boi gordo

Abertura da semana no mercado do boi gordo é marcada por poucos negócios. No PARANÁ: Boi: R$320,00 por arroba. Vaca: R$300,00. Novilha: R$310,00. Escalas de abate de dez dias. Boi China: PARANÁ: R$ 324,50/@ (à vista) e R$ 328,00/@ (prazo)

 

O mercado do boi gordo abriu a semana com poucos negócios. A cotação permaneceu firme na segunda-feira (22/12), com o preço de referência sendo o mesmo da última semana, informou a zootecnista Isabela Stevannatto, analista de mercado da Scot Consultoria. No Mato Grosso do Sul, como de costume, a segunda-feira teve ritmo lento de negócios, com as datas festivas desta semana aumentando a morosidade. Assim, as cotações do boi gordo permaneceram estáveis no estado, apontou a consultoria. No atacado da carne com osso, de acordo com a analista da Scot, o volume de negócios manteve bom ritmo sustentado, apesar do avanço da segunda quinzena, quadro sustentado pelos pedidos de reposição de estoques por parte do varejo. Para a efetivação dos negócios, porém, recuos pontuais de preços aconteceram. A cotação da carcaça casada do boi capão permaneceu estável, em R$ 22,00/kg. Já a do boi inteiro recuou 1,4%, ou R$ 0,30/kg, negociada em R$ 21,10/kg. Entre as fêmeas, a carcaça casada da vaca registrou queda de 1,2%, ou R$ 0,25/kg, cotada em R$ 20,25/kg. Para a novilha, a desvalorização também foi de 1,2%, ou R$ 0,25/kg, com negócios em R$ 21,15/kg.

“Para o curto prazo, a expectativa é de que o ritmo das vendas permaneça bom”, destaca a analista Isabela Stevannatto. No mercado de carnes alternativas, a cotação do frango médio recuou 1,8%, ou R$0,13/kg, cotado em R$7,05/kg. Já a do suíno especial subiu 1,5%, ou R$0,20/kg, comercializada em R$13,30/kg. Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$320,00 a arroba. Boi China: R$330,00. Média: R$325,00. Vaca: R$305,00. Novilha: R$315,00. Escalas de abates de dez dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$315,00 a arroba. Boi China: R$315,00. Média: R$315,00. Vaca: R$295,00. Novilha: R$305,00. Escalas de abate de onze dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi Comum: R$315,00. Boi China: R$315,00. Média: R$315,00. Vaca: R$295,00. Novilha R$305,00. Escalas de dez dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$300,00. Média: R$300,00. Vaca: R$280,00. Novilha: R$290,00. Escalas de abate de nove dias. TOCANTINS e PARÁ: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$300,00. Média: R$300,00. Vaca: R$275,00. Novilha: R$285,00. Escalas de abate de dez dias. GOIÁS: Boi comum: R$315,00 a arroba. Boi China/Europa: R$315,00. Média: R$315,00. Vaca: R$295,00. Novilha: R$305,00. Escalas de abate de nove dias. RONDÔNIA: Boi: R$275,00 a arroba. Vaca: R$255,00. Novilha: R$265,00. Escalas de abate de doze dias. MARANHÃO: Boi: R$300,00 por arroba. Vaca: R$270,00. Novilha: R$275,00. Escalas de abate de nove dias. Preços brutos do “boi-China”, de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 321,50/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 302,00/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 302,00/@ (à vista) R$ 305,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 302,00/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 277,00/@ (à vista) e R$ 280,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 304,00/@ (à vista) e R$ 307,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 300,00/@ (à vista) e R$ 303,00/@ (prazo).

PORTAL DBO/AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA

 

Antes do fechamento do mês, embarques de carne bovina já ultrapassam dezembro de 2024

Exportações acumulam 218,3 mil toneladas até a terceira semana do mês, com forte alta na média diária, faturamento e preços, segundo dados da Secex

 

As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 218,3 mil toneladas até a terceira semana de dezembro/25, conforme os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No ano anterior, o Brasil exportou 202,5 mil toneladas de carne bovina em dezembro, e isso representa um avanço no comparativo anual de 7,80%. A média diária exportada ficou em 14,5 mil toneladas e isso representa um avanço de 50,9% frente a média diária exportada em dezembro do ano passado, que foi de 9,6 mil toneladas. O faturamento com as exportações de carne bovina foi de US$ 1,220 bilhão, enquanto no fechamento de dezembro do ano anterior ficou em US$ 1,002 bilhão. A média diária do faturamento ficou em US$ 81,3 milhões ganho de 70,4%, frente ao observado no mês de dezembro do ano passado, que ficou em US$ 47,7 milhões. Os preços médios pagos pela carne bovina ficaram em US$ 5.590 por tonelada até a terceira semana de dezembro/25, e isso representa um ganho anual de 12,9%, em comparação com o valor médio de 2024 que estava em US$ 4.952 por tonelada. 

SECEX/MDIC

 

Líder mundial na produção de carne bovina, Brasil avança no mercado premium

Em 2025, o segmento de carnes gourmet operou sob um ambiente mais favorável. Para 2026, o desafio é manter a oferta de animais. Carne considerada de alta qualidade cai cada vez mais no gosto dos brasileiros

 

O paladar não retrocede. Essa máxima pode explicar o aquecimento no mercado de carnes premium no país e mundo afora. Maior produtor global de carne bovina, o Brasil vem se destacando não apenas pela quantidade que produz, segundo especialistas. Em 2025, o segmento de carnes gourmet operou sob um ambiente mais favorável, inclusive no cenário internacional, o que favoreceu as exportações. Para 2026, o desafio é manter a oferta de animais em meio ao grande número de fêmeas abatidas recentemente. Ainda assim há otimismo, até porque os Estados Unidos, outro importante fornecedor de carne de alta qualidade enfrenta um déficit no rebanho, o que abriu espaço para o produto brasileiro.

“Esses consumidores de carne de qualidade ficaram desabastecidos, e o Brasil é o único país do mundo que pode atender, não só em qualidade, mas também em quantidade”, afirma o gerente do Programa Carne Angus Certificada, Maychel Borges. Cerca de 550 mil animais passaram pelo programa neste ano, um crescimento de 18% a 20% em relação a 2024. A maioria, 70%, são fêmeas. "A qualidade da carne da fêmea é muito superior à de um macho inteiro (não castrado)", justifica. Entre os principais clientes do produto estão países como China, México, Chile, Arábia Saudita, Líbano e Israel - que, por questões religiosas, só consome os cortes do dianteiro. De acordo com Borges, a tendência é de que esse movimento continue se acentuando em 2026, já que o rebanho dos EUA só deve começar a se recuperar a partir de 2027. A meta do Programa Carne Angus para 2026 é, no mínimo, alcançar os números de abates de 2025. O maior desafio será a oferta de animais. O segmento enfrentou recentemente uma queda na comercialização de sêmen. Com a arroba desvalorizada, o produtor cortou tecnologia. Paralelamente, abateu-se mais vacas. "Para 2026, temos uma projeção de menos animais em oferta, então isso restringe um pouco as nossas metas", observa Borges. O ano também foi de crescimento para o Programa Carne Certificada Hereford. Segundo o gerente Felipe Azambuja, o desempenho é atribuído ao trabalho de comunicação junto ao consumidor, que foi intensificado nos últimos anos tanto pelas associações de raça como por influenciadores e chefs. A diferença de preço em relação à carne convencional pode variar de 10% a 50%, dependendo do corte. A vantagem, segundo Azambuja, é que o consumidor "não vai ter surpresas". "Vai ter marmoreio, vai ter suculência, vai ter maciez devido a todo o processo de certificação", observa. Para o pecuarista, a bonificação pode chegar a 10%. As exportações de carne certificada hereford alcançaram o recorde de 263 toneladas (alta de 54% sobre o ano passado), e os destinos incluem Maldivas, Portugal, México, Itália, entre outros. De acordo com Azambuja, o cenário geopolítico e as tarifas impostas pelos EUA sobre vários países, incluindo o Brasil, favoreceram o produto. "Tem países que eram importadores de carne dos Estados Unidos e que, como resposta (ao tarifaço), diminuíram (as compras)", afirma. A expectativa é pela abertura de novos mercados no próximo ano. Além da percepção de que o consumidor que provou continuará privilegiando os produtos gourmet, outro fator sustenta o otimismo para 2026: a Copa do Mundo, que ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho. O evento pode estimular a realização de churrascos, segundo especialistas. "A tendência é que o mercado interno consuma mais carne premium", afirma Azambuja, ressaltando, porém, que o consumo depende diretamente da possibilidade de a Seleção Brasileira avançar às fases finais do torneio.

GLOBO RURAL

 

CARNES

 

Custos de produção de frangos de corte e de suínos aumentam em novembro

Os custos de produção de suínos e de frangos de corte subiram em novembro, na comparação com outubro, conforme levantamento da Embrapa Suínos e Aves por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), disponível em embrapa.br/suínos-e-aves/cias.

 

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte subiu 1,68% em novembro frente a outubro, passando para R$ 4,63 e com o ICPFrango atingindo 358,40 pontos. Apesar disso, no acumulado de 2025, a variação é negativa, de -3,30%. No comparativo de 12 meses o índice também registra queda: -2,17%. A ração, que representou 62,41% do custo total em outubro, subiu 0,58% no mês. Os custos com aquisição de pintos de 1 dia de vida (19,60% do total), aumentaram 7,66% no período. Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo foi de R$ 6,42 em novembro, alta de 1,12% em relação ao mês anterior, com o ICPSuíno chegando aos 367,06 pontos. No acumulado de 2025, o índice também registra aumento (3,37%). Em 12 meses, a variação é de 2,92%. A ração, responsável por 71,76% do custo total de produção na modalidade de ciclo completo, subiu 1,74% no mês.

EMBRAPA SUÍNOS E AVES


SUÍNOS

 

Carne suína: embarques e faturamento avançam na terceira semana de dezembro/25

Volume exportado se aproxima do total exportado em dezembro de 2024

 

Na segunda-feira (22), as exportações brasileiras de carne suína fresca, refrigerada ou congelada chegaram em 90,07 mil toneladas até a terceira semana de dezembro de 2025, conforme destacou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No ano anterior, os embarques em dezembro somaram 94,4 mil toneladas em 21 dias úteis. A média diária exportada na terceira semana de dezembro ficou em 6,0 mil toneladas, registrando avanço de 33,5% em relação à média de dezembro de 2024, que estava em 4,4 mil toneladas por dia. No quesito preços, a tonelada de carne suína foi negociada, em média, a US$ 2.536, valor 0,3% maior que o observado no ano anterior, quando o preço médio estava em US$ 2.529 por tonelada. O faturamento acumulado pelo setor na terceira semana de dezembro/25 alcançou US$ 228,4 milhões. Em novembro de 2024, a receita total havia sido de US$ 238,8 milhões. A média diária de faturamento ficou em US$ 15,2 milhões, com ganho de 33,9% frente a dezembro do ano passado, quando a média diária era de US$ 11,3 milhões.

SECEX/MDIC

 

FRANGOS

 

Ritmo exportado de carne de frango segue elevado na terceira semana de dezembro/25, mas preços recuam

No ano passado, o volume total exportado foi de 413,4 mil toneladas em 21 dias úteis de dezembro. A média diária na terceira semana de dezembro/25 ficou em 21,8 mil toneladas, o que representa uma alta de 10,9% frente à média diária exportada no ano anterior, que ficou em 19,6 mil toneladas. 

 

O preço pago pelo produto até a terceira semana de dezembro ficou em US$ 1.735 por tonelada, e isso representa uma queda de 6,1% se comparado com os valores praticados em dezembro do ano anterior, que estavam em US$ 1.848 por tonelada. A receita obtida até a terceira semana de dezembro ficou em US$ 568 milhões, enquanto em dezembro do ano anterior o valor ficou em US$ 764,2 milhões. Já a média diária de faturamento ficou em US$ 37,8 milhões, alta de 4,1% frente a média diária observada em dezembro do ano anterior, que ficou em US$ 36,3 milhões.  

SECEX/MDIC

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

MBRF conclui maior captação de sua história, de R$ 2,375 bilhões, e alonga perfil de endividamento até 2055

A MBRF, companhia resultante da fusão entre BRF e Marfrig, anunciou a conclusão de sua 8ª emissão de debêntures, no valor total de R$ 2,375 bilhões, a maior já realizada pelo grupo.

 

A operação foi estruturada na BRF por meio de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), em quatro séries, com vencimentos que variam de 2030 a 2055, reforçando a estratégia financeira da companhia e o alongamento do perfil de seu endividamento. O volume base da oferta era de R$ 1,9 bilhão, mas, diante da forte demanda dos investidores, que alcançou aproximadamente R$ 2,9 bilhões — o equivalente a 1,52 vez o volume inicialmente ofertado —, a MBRF exerceu um lote adicional de R$ 475 milhões, correspondente a 25% do volume base, totalizando os R$ 2,375 bilhões captados. A elevada demanda também permitiu à companhia reduzir as taxas de todas as quatro séries emitidas, com uma compressão média de 0,22 ponto percentual ao ano, o que representa uma economia estimada de cerca de R$ 5 milhões em despesas financeiras por ano. Considerando uma base comparável, o custo final da operação ficou em CDI + 0,25% ao ano, o menor custo já alcançado pelo Grupo em uma emissão no mercado de capitais local. A emissão inclui ainda uma série com prazo de 30 anos, o mais longo já emitido pela companhia no mercado doméstico, contribuindo para um prazo médio superior a 10 anos para a operação como um todo. Segundo Jose Ignacio Scoseria, diretor vice-presidente de Finanças, Relações com Investidores, Gestão e Tecnologia da MBRF, essa operação está alinhada à estratégia financeira da MBRF. “O alongamento relevante dos vencimentos contribui para o fortalecimento da estrutura de capital da companhia e amplia nossa flexibilidade financeira para a execução do plano de negócios no longo prazo.”, explica.A transação integra o plano contínuo da MBRF de alongamento do perfil de endividamento, com foco na otimização da relação entre prazo e custo de seus instrumentos de dívida, reforçando a disciplina financeira e a criação de valor sustentável no longo prazo.

MBRF


Sobras da mandioca derrubam custo da alimentação bovina

A utilização de resíduos do processamento de mandioca pode reduzir drasticamente os custos da criação de bovinos no Brasil. Folhas, caules e o amido, na maior parte das vezes descartados, substituem alimentos como milho e soja e oferecem alternativa promissora de ganhos – tanto para quem produz o tubérculo quanto para criadores de gado.

 

O uso do alimento na alimentação de ruminantes, no entanto, é muito pouco explorado, principalmente por desconhecimento por parte do setor, diz o médico veterinário Jair Siqueira, que trabalha há 48 anos com nutrição animal e busca difundir o conhecimento entre a cadeia da mandiocultura e pecuaristas. A apresentação da técnica foi uma das que mais atraiu atenções na última edição da Feira Internacional da Mandioca (Fiman), a principal do setor, realizada em Paranavaí (PR) no fim de novembro. Hoje, o alimento mais utilizado para fins energéticos na criação de bovinos confinados no Brasil é o milho, base da dieta de 98,3% das propriedades brasileiras, segundo o levantamento Confina Brasil 2025, elaborado pela Scot Consultoria e referente a dados dos últimos três anos. Em segundo lugar, aparece o sorgo, citado por 24,7% dos criadores ouvidos. Na sequência vêm casquinha de soja (10,3%), polpa cítrica peletizada (7,5%) e aveia (1,7%). Subprodutos da mandioca entram na categoria “outros”, que inclui ainda polpa cítrica úmida, farelo de trigo, batata e coprodutos de arroz – todos estes somam 2,9% das propriedades. Fibras também são providas principalmente por silagem de milho, utilizada em 51,1% das propriedades. Em seguida, aparece a silagem de capim, presente em 29,9% dos confinamentos visitados no estudo. O bagaço de cana foi mencionado por 23,6% dos criadores, principalmente em regiões próximas a usinas sucroenergéticas. Outros dos produtos mais utilizados são silagem de sorgo (6,3%), silagem de cana (4,6%), silagem de milheto (2,3%) e palha de milho (2,3%). Já as principais fontes de proteína utilizadas na nutrição de gado confinado são, respectivamente, DDG, subproduto do milho (48,3%); caroço de algodão (29,3%); farelo de soja (27,6%); torta de algodão (27%); farelo de amendoim (8%); farelo de algodão (5,2%) e WDG (3,4%), outro derivado do milho. Resíduos da produção de algodão e farelo de glúten de milho somam, juntos, 4%. “Infelizmente ainda se perdem milhões de toneladas de resíduos de mandioca”, diz Siqueira. Ele explica que a maior parte do valor nutritivo do vegetal, em termos de proteínas, vitaminas, minerais e fibras, está na parte aérea da planta, geralmente descartada. As folhas contam com 20% a 28% de proteína bruta, enquanto as manivas, como são chamados os caules do tubérculo, são ricas em carboidratos e fibras. “A principal fibra da mandioca é a pectina, que, apesar de ser estrutural e fazer parte da parede celular da planta, é 100% digerível, muito mais do que a própria celulose. É onde está a riqueza em energia do caule”, conta. “Quando somamos toda a parte aérea, as folhagens e os caules, temos um alimento quase, senão completo, para a alimentação de bovinos, ovinos e caprinos”, diz. Em suas observações, Siqueira, que presta consultoria para criadouros de confinamento por meio da empresa Confitec, definiu um cronograma, segundo o qual o primeiro corte de folhas deve ser feito, em média, cinco meses após o plantio. “Nesse momento, a mandioca já vai ter bastante raiz, então a rebrota será bastante vigorosa. Aí em torno de 70 a 90 dias já é possível fazer o segundo corte”, diz. Em geral, em uma ração de engorda de um garrote de 14 arrobas, um nível entre 14% e 15% de proteína é suficiente para levar um animal de 400 a 450 quilos até a terminação – última fase antes do abate. Quanto mais velho o animal, quanto mais pesado, menor o nível proteico para se sustentar. A folha da mandioca pode chegar a níveis proteicos entre 20% e 28% de sua massa. A concentração é tão alta que é necessário incluir na dieta gramíneas como capiaçu, sorgo boliviano ou mombaça, por exemplo, para reduzir a proporção de proteína em relação à quantidade total de massa seca. “Só com a mandioca mais uma gramínea, sal branco e um pouco de ureia, a gente faz 100% da dieta desses animais de terminação, a partir de 12 até 22 arrobas.”

GAZETA DO POVO

 

ECONOMIA

 

Dólar tem alta firme e se aproxima de R$5,60 com remessas ao exterior

As remessas de juros e dividendos para fora do Brasil se intensificaram na segunda-feira e conduziram a alta firme do dólar ante o real, para perto dos R$5,60, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha recuado ante a maior parte das demais divisas.

 

O dólar à vista fechou o dia com elevação de 0,97%, aos R$5,5844. No ano, porém, a moeda acumula baixa de 9,62%. Às 17h03, o contrato de dólar futuro para janeiro - atualmente o mais líquido no Brasil - subia 0,67% na B3, aos R$5,5940. Em um dia de agenda de indicadores relativamente esvaziada no Brasil e no exterior, com o Congresso brasileiro já em recesso de fim de ano, as cotações reagiram na segunda-feira principalmente ao envio de recursos por empresas e fundos para outros países, afirmaram profissionais ouvidos pela Reuters. Neste fim de ano, especificamente, os envios estão sendo potencializados por quem busca se antecipar ao fim, em janeiro de 2026, da isenção de imposto de renda sobre as remessas ao exterior, que passarão a ser taxadas em 10%, e ao início da taxação de 10% sobre valores recebidos acima de R$50 mil por mês em dividendos. Na última sexta-feira, o Banco Central realizou leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) de US$2 bilhões, justamente para atender à demanda do mercado por moeda para remessas neste fim de ano. “Muita gente, de última hora, está remetendo juros e dividendos ao exterior, o que está pressionando”, comentou durante a tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, ao justificar o avanço firme do dólar ante o real. Pela manhã, o boletim Focus do Banco Central indicou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2025 foi de R$5,40 para R$5,43 e para o fim de 2026 seguiu em R$5,50. Já a inflação calculada para este ano passou de 4,36% para 4,33% e para o próximo ano foi de 4,10% para 4,06%. Também pela manhã, a Receita Federal informou que a arrecadação do governo teve alta real de 3,75% em novembro sobre o mesmo período do ano anterior, somando R$226,753 bilhões, o maior patamar para o mês da série iniciada em 1995.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em leve queda descolado do exterior

O Ibovespa fechou em leve queda nesta segunda-feira, descolando do exterior, sendo pressionado pelo avanço dos juros futuros em uma semana encurtada pelo Natal. 

 

Ganhos nos papéis da Vale e Petrobras limitaram as perdas. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,21%, a 158.141,65 pontos, após marcar 157.305,76 na mínima e 158.633,98 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão da segunda-feira somou R$24,38 bilhões. O início da semana teve como destaque, na agenda local, os dados da arrecadação do governo federal, que teve alta real de 3,75% em novembro sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$226,7 bilhões, maior patamar para o mês da série iniciada em 1995, informou a Receita Federal na segunda-feira. Além disso, o boletim Focus do Banco Central mostrou que a inflação calculada para este ano passou de 4,36% para 4,33% e para o próximo ano foi de 4,10% para 4,06%. A taxa básica Selic projetada para o fim de 2026 está em 12,25% ao ano. Hoje a Selic está em 15%. Mesmo com esses números, o cenário fiscal continua preocupando os agentes do mercado. Na última sexta-feira, o Congresso aprovou o orçamento para 2026, que prevê um superávit primário de R$34,5 bilhões no próximo ano, levemente acima da meta fiscal de R$34,3 bilhões, que equivale a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

"A percepção de risco fiscal elevado está pesando sobre a curva de juros e respingando no Ibovespa. As realizações nesse fim de ano, com a liquidez baixa, no meio desse contexto de incerteza fiscal, estão pesando mais do que a alta de ações ligadas a commodities, mesmo elas tendo um peso alto", disse a estrategista-chefe da Nomad, Paula Zogbi. Em Wall Street, as bolsas registraram ganhos impulsionadas pelas ações de tecnologia. O S&P 500 subiu 0,64%.

REUTERS

 

Arrecadação federal soma R$226,8 bi em novembro, interrompe desaceleração e bate recorde no mês

A arrecadação do governo federal teve alta real de 3,75% em novembro sobre o mesmo período do ano anterior, somando R$226,753 bilhões, e atingiu o maior patamar para o mês da série iniciada em 1995, interrompendo uma trajetória de desaceleração, informou a Receita Federal nesta segunda-feira.

 

Após atingir um pico de crescimento real acumulado no ano de 4,41% em julho, o dado passou a cair, em movimento atribuído aos juros restritivos que arrefecem a atividade e impactam a coleta de tributos, indo a 3,73% em agosto, 3,49% em setembro e 3,20% em outubro. No entanto, no período acumulado de janeiro a novembro, a arrecadação ganhou fôlego e foi a R$2,594 trilhões, ficando 3,25% acima do registrado nos primeiros onze meses de 2024. O valor é recorde para o período. Em novembro, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de impostos de competência da União, cresceram 1,06% em termos reais frente a um ano antes, a R$214,398 bilhões. A Receita destacou que esse percentual não foi mais alto porque ganhos atípicos observados em novembro do ano passado, relacionados à tributação de fundos exclusivos, distorceram a base de comparação. Em relação à receita administrada por outros órgãos, que tem peso de royalties de petróleo, o dado cresceu 93,10% no mês passado, a R$12,355 bilhões. De acordo com o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, o salto do ganho nessa linha foi causado por um depósito judicial feito por empresa do setor de petróleo. Ele não deu mais detalhes sobre a operação. No recorte por tributos, os dados da Receita mostram que o maior avanço do mês passado foi registrado na arrecadação de IOF, com uma alta real de 39,95% para R$8,614 bilhões. Também foram registrados ganhos em receitas previdenciárias, com alta de 2,77%; Pis/Cofins, com elevação de 3,15%; e Imposto de Renda incidente sobre rendimentos de capital, alta de 6,76%. O fisco apontou ainda uma contribuição da tributação sobre jogos de azar e apostas, com uma arrecadação que saltou de R$13 milhões em novembro de 2024 para R$852 milhões em novembro deste ano.

REUTERS

 

Mercado vê Selic a 12,25% em 2026, mostra Focus

Analistas consultados pelo Banco Central ajustaram para cima sua expectativa para a taxa básica de juros em 2026, em meio a nova rodada de cortes nas projeções para a inflação, mostrou a pesquisa Focus divulgada na segunda-feira.

 

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a projeção para a Selic no final do próximo ano subiu a 12,25%, de 12,13% antes na mediana das projeções. A pesquisa segue mostrando expectativa de manutenção dos juros na primeira reunião do ano, em 15%. De acordo com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, a autarquia segue dependente de dados, afirmando que "não há portas fechadas" nem "setas dadas" para as decisões de política monetária. Pela sexta semana seguida os especialistas reduziram as contas para a alta do IPCA em 2025, dessa vez em 0,03 ponto percentual, a 4,33%. Para o ano que vem a inflação agora é calculada em 4,06%, de 4,10% antes, enquanto para 2027 e 2028 as estimativas permaneceram em 3,80% e 3,50% respectivamente. O centro da meta oficial contínua para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O IBGE divulga na terça os dados de dezembro do IPCA-15. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou previsão de crescimento de 2,26% em 2025, alta de 0,01 ponto percentual, e 1,80% em 2026, sem alterações. Na semana passada, o BC projetou uma atividade econômica mais forte do que o previsto anteriormente para este ano, a 2,3%, e o próximo ano, apontando ainda que a inflação deverá atingir o centro da meta de 3% apenas no primeiro trimestre de 2028, permanecendo acima do alvo durante o período decisivo de 2027.

REUTERS

 

Vendas nominais no varejo devem subir até fevereiro de 2026, aponta IDV

Índice Antecedente de Vendas aponta crescimento para os próximos meses que varia de 1,6% a 2,8%; em novembro, houve alta de 2,7%

 

Os últimos dados do IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo) nominal, que considera a participação das atividades no volume total de vendas do comércio varejista medido pelo IBGE, apresenta previsão de crescimento de 1,6% em dezembro deste ano e de 2,8% e 2,2% em janeiro e fevereiro de 2026, respectivamente, sempre em relação aos mesmos meses do ano anterior. Em novembro, houve alta de 2,7%. Já os dados apresentados pelo IAV-IDV, ajustados pelo IPCA, apontam quedas de 2,7% em dezembro deste ano, 1,8% e 1,6% em janeiro e fevereiro de 2026, respectivamente. Em novembro, houve queda de 1,8% em relação ao mesmo mês de 2024. “O resultado de novembro foi influenciado pela intenção de consumo das famílias, que avançou 0,5%, após três meses seguidos de queda. O resultado foi incentivado pela proximidade com o final do ano e em função da Black Friday, que teve um crescimento de dois dígitos em relação ao mesmo período de 2024”, explica Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV. O cenário para os próximos meses ainda inspira atenção pois a expectativa é que o IPCA, índice oficial de inflação, feche 2025 com alta de 4,36%. Embora esteja abaixo do teto da meta, permanece acima dos 3,0% definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Já a política monetária segue em campo contracionista, com a Selic em 15% ao ano. “Por mais que as explicações técnicas queiram justificar este patamar da Selic, que leva os juros reais a, aproximadamente, 10%, há o risco de gerar uma profunda retração no varejo, em especial para os médios e pequenos varejistas. Esse ambiente econômico pode influenciar o desempenho do varejo. A combinação entre inflação, desaceleração da atividade e custo elevado do crédito pode afetar o ritmo efetivo dessas vendas à medida que a capacidade de consumo das famílias tende a ficar mais restrita”, analisa Jorge Gonçalves Filho.

IDV

 

Confiança do consumidor do Brasil atinge em dezembro nível mais alto em um ano, mostra FGV

Os consumidores brasileiros mostraram expectativas melhores em dezembro e a confiança atingiu o patamar mais elevado em um ano, mostraram dados da Fundação Getulio Vargas divulgados na segunda-feira.

 

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve no último mês do ano alta de 0,4 ponto e foi a 90,2 pontos, maior nível desde dezembro de 2024 (91,3 pontos). Foi o quarto aumento seguido do indicador. O resultado do ICC foi influenciado pelo aumento de 1,4 ponto do Índice de Expectativas (IE), a 95,2 pontos, maior nível desde dezembro de 2024 (97,6 pontos). Por outro lado, o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 1,4 ponto no mês, atingindo 83,4 pontos, após duas altas consecutivas. "Entre as faixas de renda, o avanço da confiança foi mais expressivo entre os consumidores de menor renda. Nos últimos meses, a evolução do ICC vem sendo impulsionada sobretudo pelas expectativas, enquanto os indicadores de situação atual sugerem um quadro ainda desafiador para as famílias", disse Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE. "Tais resultados refletem um consumidor menos pessimista, apoiado por um mercado de trabalho aquecido e maior poder de compra, enquanto as restrições financeiras associadas aos elevados níveis de endividamento e inadimplência continuam pressionando o orçamento", completou.

FGV IBRE

 

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