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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1011 DE 12 DE DEZEMBRO DE 2025

  • prcarne
  • 12 de dez. de 2025
  • 17 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1011 | 12 de dezembro de 2025

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Preço do boi gordo paulista tem leve queda pontual de R$ 1/@

Embora os frigoríficos continuem pressionando as cotações da arroba, o mercado brasileiro segue sem direção clara no curto prazo. No PARANÁ: Boi: R$320,00 por arroba. Vaca: R$300,00. Novilha: R$310,00. Escalas de abate de sete dias. Boi China: PARANÁ: R$ 324,50/@ (à vista) e R$ 328,00/@ (prazo)

 

Em Tocantins e no Pará, diz a Agrifatto, as escalas de abate mais longas dos frigoríficos locais permitem que compradores testem valores menores, o que por vezes resulta em negócios abaixo da referência usual. Por sua vez, nas praças de SP, MG, MS e GO, a disputa pelo boi pronto e a oferta enxuta sustentam as cotações e limitam a pressão de baixa dos frigoríficos, relata a Agrifatto. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, os preços do boi gordo em São Paulo registraram leve recuo de R$ 1/@ nesta quinta-feira (11/12), e agora o animal direcionado para o mercado interno vale R$ 321/@, enquanto o “boi-China” é vendido por R$ 325/@ (valores brutos, no prazo). “Parte dos compradores de São Paulo está com as escalas para o começo da segunda semana de janeiro/26, considerando as férias coletivas”, informa a Scot, acrescentando que, atualmente, as programações de abate entre os frigoríficos paulistas atendem a 11 dias, em média. Segundo o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot, a queda de preços da quinta-feira em SP sinaliza “muito mais para um ajuste pontual, do que para uma tendência”. “Apesar do movimento de ontem, há muito mais pontos positivos, que indicam um mercado pouco pressionado nos próximos dias, desde que nenhuma novidade pinte pelo radar”, antecipa ele. Na avaliação dos analistas da Agrifatto, “a demanda interna estável e o bom ritmo das exportações de carne bovina in natura padronizam as compras, mantêm os preços firmes, valorizam lotes homogêneos e, ao mesmo tempo, impõem descontos aos animais fora do padrão”. No curto prazo, prevê a consultoria, a tendência em TO e PA é de continuidade da pressão baixista, enquanto SP, MG, MS e GO tendem a preservar as referências atuais. Na bolsa B3, quase todos os contratos futuros do boi gordo registraram leve queda na quarta-feira (10/12) em relação ao pregão anterior. O papel com vencimento em dezembro/25 encerrou a sessão cotado a R$ 319,90/@, com baixa de 0,67% em relação ao dia anterior. Cotações do boi gordo da quinta-feira (11/12), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$320,00 a arroba. Boi China: R$330,00. Média: R$325,00. Vaca: R$305,00. Novilha: R$315,00. Escalas de abates de sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$310,00 a arroba. Boi China: R$320,00. Média: R$315,00. Vaca: R$295,00. Novilha: R$305,00. Escalas de abate de oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi Comum: R$320,00. Boi China: R$320,00. Média: R$320,00. Vaca: R$300,00. Novilha R$310,00. Escalas de sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$305,00. Vaca: R$285,00. Novilha: R$295,00. Escalas de abate de oito dias. TOCANTINS e PARÁ: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$305,00. Vaca: R$275,00. Novilha: R$285,00. Escalas de abate de oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$310,00 a arroba. Boi China/Europa: R$320,00. Média: R$315,00. Vaca: R$295,00. Novilha: R$305,00. Escalas de abate de oito dias. RONDÔNIA: Boi: R$280,00 a arroba. Vaca: R$260,00. Novilha: R$270,00. Escalas de abate de onze dias. MARANHÃO: Boi: R$295,00 por arroba. Vaca: R$270,00. Novilha: R$275,00. Escalas de abate de oito dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quinta-feira (11/12), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 321,50/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 302,00/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 313,50/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 313,50/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo) PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 306,50/@ (à vista) R$ 310,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 304,00/@ (à vista) e R$ 307,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 277,00/@ (à vista) e R$ 280,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 305,00/@ (à vista) e R$ 308,00/@ (prazo) TOCANTINS: R$ 303,00/@ (à vista) e R$ 306,00/@ (prazo).

AGRIFATTO/PORTAL DBO/SCOT CONSULTORIA

 

Boi/Cepea: Oferta restrita mantém preços firmes

Cálculos do Cepea estimam que, em novembro, a disponibilidade interna de carne bovina tenha ficado próxima de 517 mil toneladas, o menor volume na série histórica desde março/23.

 

E as projeções para dezembro indicam manutenção desse cenário de oferta restrita. Segundo o Centro de Pesquisas, a quantidade ofertada ao mercado doméstico neste período de maior consumo tem mantido as cotações firmes. Os preços da arroba e da carne no atacado atravessaram novembro em alta moderada e iniciam dezembro sustentados, refletindo a necessidade da indústria em complementar suas escalas com animais adquiridos no spot.

CEPEA

 

Exportação: troca de bovinos vivos por carne pode gerar valor agregado de até R$ 1,9 bilhão

Audiência da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados debateu proibição da exportação de animais vivos para abate. Projeto em tramitação na Câmara pretende extinguir, em dez anos, a exportação de animais vivos.

 

Um estudo feito por professores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) analisou o impacto econômico de uma possível proibição da exportação de bovinos vivos do Brasil. Segundo a pesquisa, a substituição da exportação de gado vivo por carne e subprodutos pode gerar mais valor economicamente. 

“Quando a gente vai olhar para o primeiro cenário, de qual o impacto da exportação de carne e subprodutos no lugar da exportação dos bovinos vivos, a gente consegue obter um ganho em valor agregado entre R$ 1,46 bilhão, de impactos diretos e indiretos, até R$ 1,91 bilhão, quando a gente considera o impacto do efeito do aumento de renda”, destacou Maira Spanholi, da Unemat. A avaliação dos cenários foi apresentada pela professora durante uma audiência pública da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados realizada nesta quinta-feira, 11. O encontro discutiu a exportação de animais vivos por via marítima.

Ainda conforme o estudo, se os abates dos animais exportados vivos forem feitos no Brasil e a carne for destinada ao exterior, isso poderia gerar entre 5,5 mil a 7,2 mil empregos adicionais na economia brasileira. Além disso, o potencial de arrecadação tributária é de até R$ 610,7 milhões. O outro cenário analisado foi a destinação dessa carne para o consumo interno. O valor adicional com a comercialização ficaria na faixa de R$ 821,7 milhões até R$ 854,6 milhões, enquanto, no meio logístico, poderia gerar um incremento de R$ 69,9 milhões a R$ 87,5 milhões. Já a geração de emprego ficaria entre 7 mil e 8,4 mil novos postos e uma arrecadação que poderia chegar a R$ 109,2 milhões. Um dos projetos de lei que tramita na Câmara dos Deputados e trata da proibição da exportação de animais vivos é a proposta 2.627, de 2025, de autoria da deputada federal Duda Salabert (PDT-MG). A matéria propõe um programa para o fim progressivo das exportações de animais vivos para abate em dez anos. Também estabelece critérios para o transporte terrestre e marítimo desses animais até o encerramento do prazo. Além do estudo apresentado pela professora da Unemat, a audiência contou com representantes de organizações da sociedade civil que defendem direitos dos animais e dos governos, através do Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Durante a discussão, os participantes apontaram problemas que o transporte em alto mar de animais vivos para abate pode causar, como o risco sanitário e a falta de bem-estar animal.

ESTADÃO/AGRO

 

SUÍNOS

 

Suinocultura independente mantém estabilidades nas cotações

Mercado mantém preços firmes em SP, MG, SC e PR; cenário é de estabilidade até o fim do ano e de um mercado mais promissor para 2026.

 

A suinocultura brasileira entra na reta final de dezembro com estabilidade nos preços em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. A Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) informou que a Bolsa de Suínos de São Paulo manteve o preço em R$ 9,33 por arroba. 

No mercado mineiro, os preços dos animais seguem com estabilidade por mais uma semana e o valor está ao redor de R$ 8,50/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), os preços dos suínos seguiram com estabilidade na semana, na qual estão precificados em R$ 8,57/kg. No estado do Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 04/12/2025 a 10/12/2025), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve alta de 3,09%, fechando a semana em R$ 8,68. No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou alta de 3,45% em relação à semana do dia 12/11/2025.

APCS/ Asemg/ ACCS/ LAPESUI/UFPR

 

Suínos/Cepea: Exportações têm maior queda mensal desde 2015

Dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que as exportações brasileiras de carne suína caíram 26,3% de outubro para novembro, a maior queda mensal desde dezembro de 2015, quando a retração foi de 28,5%.

 

Foram 105,2 mil toneladas da proteína embarcadas no mês passado, o menor volume desde janeiro deste ano, ficando abaixo também da quantidade de novembro/24, de 111,5 mil toneladas. Já no acumulado de 2025 (até novembro), o total exportado supera o de 2024 inteiro, somando 1,35 milhão de toneladas, ante 1,33 milhão de toneladas do ano passado. Quanto aos abates, dados do IBGE analisados pelo Cepea indicam que o volume de suínos abatido no terceiro trimestre deste ano foi o maior da história, com quase 1,5 bilhão de quilos produzidos entre julho e setembro em todo o País. Em comparação com o trimestre anterior, houve crescimento de 5,3%, e, frente a igual intervalo do ano passado, de 6,1%. Analistas do Cepea ressaltam que, historicamente, o terceiro trimestre é o pico de produção do ano, enquanto o quarto, o menor.

CEPEA

 

EMPRESAS

 

Copacol distribui R$ 221 milhões em sobras aos cooperados

Cooperativa também terá uma reserva de R$ 180 milhões à avicultura e R$ 20 milhões à suinocultura. A Copacol possui mais de 10 mil cooperados, e faturou R$ 10,6 bilhões em 2024

 

A Copacol, com sede em Cafelândia (PR), anunciou pagamento de R$ 221 milhões em sobras (lucros) a seus cooperados. Segundo o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol, o valor será pago em duas parcelas. A primeira será depositada nesta sexta-feira (12/12) e a segunda em 30 de janeiro de 2026. No ano passado, a cooperativa distribuiu R$ 261 milhões em sobras. Além do total distribuído, a Copacol terá uma reserva de R$ 180 milhões à avicultura e R$ 20 milhões à suinocultura. “Os resultados foram muito bons apesar do cenário desafiador ocasionado pelos mercados nacional e internacional. Mesmo assim, o desempenho da cooperativa foi positivo e atingimos as metas em nossas atividades [...]”, disse Pitol. De acordo com a Copacol, a suinocultura teve o melhor desempenho entre as atividades, onde o produtor receberá R$ 72 por suíno entregue. Na avicultura, o pagamento total pode chegar a R$ 2,08 por ave. Na operação agrícola, os cooperados receberão R$ 2,20 por saca de soja fixada na cooperativa; R$ 1 por saca de milho/trigo; 3,6% sobre a participação na retirada de insumos; 2% sobre a participação em supermercado e rações; R$ 15 por saca de café; R$ 0,12 por litro de leite. O pagamento desses valores será dividido em duas parcelas, 50% na sexta-feira e o restante após a Assembleia Geral Ordinária, marcada para o dia 30 de janeiro de 2026. A Copacol possui mais de 10 mil cooperados, e faturou R$ 10,6 bilhões em 2024.

GLOBO RURAL

 

Minerva alerta pecuaristas após China detectar resíduo acima do limite na carne bovina do Brasil

Detecções na China e UE elevam preocupações sobre impactos nas exportações em meio a processo de salvaguardas no gigante asiático e protecionismo global. Lote de carne bovina brasileira foi recolhido em pelo menos 11 países do bloco europeu na última semana

 

A Minerva Foods informou, nesta semana, por meio da rede social do ‘Laço de Confiança’, dedicada ao programa de relacionamento com os pecuaristas, que a China detectou níveis acima do permitido do carrapaticida fluazuron em alguns lotes enviados pelo Brasil ao País. 

O comunicado da companhia, que é líder em exportação de carne bovina e derivados da América do Sul e uma das maiores do mundo, disse que, a partir de agora, a fiscalização deve ser reforçada, pois qualquer nova ocorrência poderá prejudicar as relações comerciais entre os dois países. “Seguir corretamente as orientações de uso — incluindo dose, forma de aplicação e período de carência — é essencial para assegurar a conformidade dos embarques, fortalecer a relação com compradores internacionais e preservar a credibilidade do nosso produto”, enfatiza o alerta emitido aos pecuaristas.

ESTADÃO/AGRO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Valor Bruto da Produção Agropecuária do Paraná deve ultrapassar R$ 200 bilhões em 2025

Segundo projeções do Deral, a marca de R$ 200 bilhões no VBP em 2025 será alavancada pelo salto da produção agrícola paranaense, especialmente com a safra recorde de grãos. Ao mesmo tempo, a pecuária paranaense mantém desempenho favorável.

 

Segundo o Boletim Conjuntural desta semana, do Departamento de Economia Rural (Deral), a combinação do excelente resultado da safra de grãos e o crescimento da pecuária deve fazer o Valor Bruto da Produção (VBP) do Estado ultrapassar os R$ 200 bilhões. Em 2024, o VBP do Paraná ficou em R$ 188,4 milhões. “O VBP representa, de forma simples, todo o faturamento gerado pela produção agropecuária dentro do Estado. Ou seja, soma quanto vale o que é produzido nas lavouras, na pecuária e em outras cadeias do campo. É um indicador importante porque mostra a potência do agro, ajuda a dimensionar o impacto das safras sobre a renda regional e orienta decisões de políticas públicas, planejamento e investimentos”, explica a economista do Deral, Larissa Nahirny. De acordo com ela, a expectativa do VBP paranaense superior a R$ 200 bilhões deve ser confirmada, com números mais detalhados, já no próximo semestre. A soja e o milho da segunda safra se destacam com recuperação significativa de volume, e preços relativamente estáveis. No conjunto, apenas essas cadeias já garantem incremento de aproximadamente R$ 10 bilhões ao VBP, ultrapassando R$ 81 bilhões na agricultura. A soma do valor gerado por frangos, bovinos, suínos, leite e ovos alcança cerca de R$ 66 bilhões, avanço superior a 10% em relação ao ano anterior. Dentro desse quadro, a tilápia segue ganhando espaço. Embora sua contribuição seja menor que a das grandes proteínas animais produzidas no Estado, a piscicultura tem crescido acima da média e, consequentemente, sua participação no VBP foi ampliada. SUÍNOS – Em novembro de 2025, o Chile comprou pela primeira vez um volume significativo de carne suína produzida no Paraná, somando 346,2 toneladas. A negociação foi possível porque o Estado passou a ser reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação. O Chile já é o terceiro principal importador da carne suína brasileira e, para 2026, a expectativa é que se consolide entre os principais compradores do Paraná. BOVINOS – A oferta de carne bovina no mercado interno caiu 5% em novembro, segundo o Centro de Estudos Avançado em Economia Aplicada (Cepea), devido ao aumento das exportações. Isso sustenta preços elevados, com a arroba em torno de R$ 322,50. No atacado paranaense, os cortes de dianteiro e traseiro subiram 2,7% e 7,5% em novembro, respectivamente. As festas de fim de ano tendem a manter esses preços firmes.

FRANGO – Nos três primeiros trimestres de 2025, foram abatidos 4,975 bilhões de frangos no País – um crescimento de 2,2%. O Paraná se manteve como o maior produtor nacional, com 1,711 bilhão de aves abatidas e 3,707 milhões de toneladas de carne. O Estado respondeu por 34% de todos os abates do Brasil e por quase 35% da produção nacional. OVOS – A produção brasileira de ovos chegou a 3,045 bilhões de dúzias entre janeiro e setembro de 2025, um aumento de 6,9%. O Paraná permaneceu em oitavo lugar no ranking nacional, com 154 milhões de dúzias, 1,5% acima do registrado no ano anterior. Na produção de ovos para incubação — usados para gerar pintos de corte e de postura — o Paraná é líder absoluto, respondendo por 31,3% do total nacional. SOJA – O plantio da soja está concluído no Paraná, totalizando 5,77 milhões de hectares. A maior parte das lavouras segue em condições propícias, mas houve uma pequena queda: 88% estão classificadas como boas, 10% como medianas e 2% como ruins. O clima menos favorável de novembro — com dias mais frios, menos sol e chuvas fortes acompanhadas de granizo — contribuiu para essa mudança. Esse atraso no desenvolvimento das plantas pode estender o ciclo da soja e, assim, atrasar o plantio do milho segunda safra em 2026. Mas a expectativa é de uma boa colheita, desde que o produtor mantenha atenção ao clima.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

Em novembro, IBGE prevê safra de 345,9 milhões de toneladas para 2025 e de 335,7 milhões de toneladas para 2026

Em novembro, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2025 deve totalizar 345,9 milhões de toneladas, 18,2% maior que a obtida em 2024 (292,7 milhões de toneladas), com crescimento de 53,2 milhões de toneladas; e 0,1% acima da informada em outubro, com acréscimo de 313,7 mil toneladas.

 

A área a ser colhida é de 81,5 milhões de hectares, crescimento de 3,1% frente à área colhida em 2024, com aumento de 2,5 milhões de hectares, e acréscimo de 0,1% (66 804 mil hectares) em relação a outubro. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,5% da estimativa da produção e respondem por 87,9% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimos de 5,8% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 10,9% na do arroz em casca; de 3,6% na da soja; de 4,2% na do milho (declínio de 5,7% no milho 1ª safra e crescimento de 7,0% no milho 2ª safra); e de 16,0% na do sorgo; ocorrendo declínios de 7,0% na do feijão e de 18,6% na do trigo. Em relação à produção, houve acréscimos de 11,5% para o algodão herbáceo (em caroço); de 18,8% para o arroz em casca; de 14,5% para a soja; de 23,5% para o milho (crescimento de 12,4% para o milho 1ª safra e de 26,2% para o milho 2ª safra); de 35,4% para o sorgo; de 5,1% para o trigo; e para o feijão, ocorreu decréscimo de 3,0%. A safra brasileira de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas), em 2025, deve somar 335,7 milhões de toneladas, declínio de 3,0% em relação a 2025 ou 10,2 milhões de toneladas. O declínio da produção em relação à safra 2025 deve-se à menor estimativa prevista, principalmente, para o milho (-6,8% ou -9,6 milhões de toneladas, sendo crescimento de 6,4% relativo à 1ª safra e declínio de 9,7% em relação à 2ª safra), para o sorgo (-14,6% ou -787,9 mil toneladas), para o arroz (-8,0% ou -1,0 milhão de toneladas), para o algodão herbáceo – em caroço (-11,6% ou -1,1 milhão de toneladas), para o trigo (-4,0% ou -319,2 mil toneladas) e para o feijão 1ª safra (-3,5% ou -33,6 mil toneladas). Para a soja, a estimativa de produção foi de 166,0 milhões de toneladas. Quanto ao milho, a estimativa foi de 141,6 milhões de toneladas (25,8 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 115,9 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A produção do arroz (em casca) foi estimada em 12,6 milhões de toneladas; a do trigo em 7,9 milhões de toneladas; a do algodão herbáceo (em caroço) em 9,9 milhões de toneladas; e a do sorgo em 5,4 milhões de toneladas. A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para todas as Regiões Geográficas: Centro-Oeste (23,6%), Sul (10,3%), Sudeste (19,5%), Nordeste (7,7%) e Norte (21,9%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção a Sul (0,3%), a Região Norte (0,4%) e a Sudeste (0,1%). A Centro-Oeste apresentou estabilidade (0,0%) e a Nordeste teve declínio (-0,3%). Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,0%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,2%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,7% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (51,7%), Sul (25,0%), Sudeste (8,9%), Nordeste (8,0%) e Norte (6,4%).

IBGE

 

ECONOMIA

 

Dólar cai para perto dos R$5,40 com correção refletindo decisões de juros

O dólar fechou a quinta-feira em queda firme contra o real, em um movimento de correção, enquanto os investidores digeriram as decisões de juros do Copom e do Federal Reserve e a moeda norte-americana perdia força no exterior.

 

O dólar à vista fechou em queda de 1,08%, aos R$5,4086 na venda. Às 17h18, o contrato de dólar futuro para janeiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- caía 1,27% na B3, aos R$5,4260. Na quarta-feira, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano, como esperado, e não sinalizou quando poderá iniciar um ciclo de cortes nos juros, reforçando que a manutenção desse nível por período bastante prolongado é a estratégia adequada para levar a inflação à meta. "O Comitê avalia que a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", apontou o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC no comunicado, adotando a palavra "adequada" no lugar de "suficiente", usada em novembro." Para a Wagner Investimentos, o comunicado do BC foi mais dovish do que o esperado. "No geral, entendemos a decisão como benigna para ativos de risco devido projeções e retorno da compra de ativos", disse o relatório da casa, assinado por José Faria Júnior. Horas antes do anúncio do Copom, o Fed cortou sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,50% a 3,75%, em uma votação dividida, mas sinalizou que provavelmente fará uma pausa antes de outra redução. A decisão da autarquia norte-americana enfraqueceu o dólar, que perdeu terreno ao longo da sessão para a maioria das principais divisas globais, incluindo pares do real, o que favoreceu a moeda brasileira. Às 17h18, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,22%, a 98,364. "Corte de 0,25 p.p. [do Fed] e manutenção de 15% [do Copom] ao ano aqui favorece o carry trade. O investidor está fazendo a conta do diferencial de juros", disse Fernando Bergallo, CEO da FB Capital.

REUTERS

 

Ibovespa fecha com alta marginal sustentada por Vale após BC

O Ibovespa fechou praticamente estável nesta quinta-feira, assegurada pelo avanço da Vale, em meio ao forte recuo da Petrobras, um dia após o Banco Central manter a Selic em 15% ao ano, sem sinalizar o início de um ciclo de cortes de juros aguardado por investidores para 2026.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu apenas 0,07%, a 159.189,10 pontos, tendo chegado a 159.850,00 na máxima e 158.097,88 na mínima do dia. O volume financeiro somou R$22,5 bilhões. Ao manter a Selic em uma máxima em quase 20 anos na véspera, o BC reforçou que a manutenção desse nível por período bastante prolongado é a estratégia adequada para levar a inflação à meta, em um comunicado com poucas alterações, que incluíram projeções melhores para a inflação à frente. Para 2025, o BC mudou sua previsão para a inflação para 4,4% ante 4,6% em novembro, considerando o cenário de referência. Para o fechamento de 2026, a projeção caiu de 3,6% para 3,5%. Em relação ao segundo trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, passou de 3,3% para 3,2%. Economistas do Itaú Unibanco reiteraram a previsão de um ciclo de afrouxamento de 2,25 pontos percentuais para 2026, com um primeiro corte em janeiro e a Selic encerrando o ano em 12,75%. Mas afirmaram que o comunicado foi mais duro do que esperavam e estabelece uma barra alta para um corte em janeiro. "Saberemos mais sobre a estratégia do Copom com a divulgação da ata na terça-feira, quando poderemos revisitar nossa projeção de curto prazo", afirmou a equipe chefiada pelo ex-diretor do BC, Mario Mesquita, em relatório a clientes.

Na curva futura de juros, a taxa do DI para janeiro de 2027 encerrou perto da estabilidade, com os investidores pouco alterando as apostas para a Selic em janeiro do próximo ano, mas as taxas dos vencimentos longos cederam em paralelo ao recuo dos rendimentos dos Treasuries, favorecendo alguns papéis na bolsa. O analista de investimentos Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, também não descarta fluxo de estrangeiros para o mercado acionário brasileiro, uma vez que o dólar também fechou em queda ante o real. Em dezembro até o dia 8, o saldo de capital externo na bolsa paulista está negativo em R$1 bilhão. Em Wall Street, S&P 500 e Dow Jones registraram recordes de fechamento na esteira de um tom considerado menos "hawkish" do Federal Reserve na véspera, enquanto o Nasdaq recuou com previsões da Oracle deixando investidores cautelosos com as apostas em inteligência artificial.

REUTERS

 

Vendas no varejo do Brasil contrariam expectativas em outubro e têm maior alta em 7 meses

As vendas no varejo tiveram alta de 0,5% em outubro na comparação com o mês anterior, contra expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,1%.

Esse foi o resultado mais forte desde março, quando houve aumento de 0,7% nas vendas. Os dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda crescimento de 1,1% em relação ao mês do ano anterior, ante expectativa de recuo de 0,2%. A alta mensal "rompe com o padrão observado de variações pequenas ou negativas. Foi uma alta espalhada, pois o volume de vendas cresceu em sete dos oito setores investigados pela pesquisa", disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE. Os varejistas brasileiros vêm enfrentando um cenário de política monetária restritiva, que restringe o crédito e o consumo, ao mesmo tempo em que o mercado de trabalho segue forte com renda elevada. Diante disso, o setor vem apresentando resultados mensais mais próximos de zero ao longo do ano. O Banco Central decidiu na véspera manter a taxa Selic em 15% ao ano, como esperado, e não sinalizou quando poderá iniciar um ciclo de cortes nos juros, reforçando que a manutenção desse nível por período bastante prolongado é a estratégia adequada para levar a inflação à meta. "O resultado parece mais uma recomposição de perdas dos últimos meses do que uma mudança de tendência. Nos últimos sete meses, o setor varejista contraiu em cinco, sendo um dos setores mais afetados pelas condições monetárias adversas e menor confiança do consumidor", avaliou André Valério, economista sênior do Inter. Mostraram resultados positivos em outubro Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,2%), Combustíveis e lubrificantes (1,4%), Móveis e eletrodomésticos (1,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (0,6%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%). O único resultado negativo foi de Tecidos, vestuário e calçados, com queda de 0,3% das vendas. "Essa queda se deu, principalmente, pela parte de vestuário, de produtos de moda e acessórios", segundo Santos. No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve alta de 1,1% em relação a setembro.

As vendas de veículos e motos, partes e peças aumentaram 3,0% e as de material de construção tiveram expansão de 0,6% em outubro.

REUTERS

 

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