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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 101 DE 05 DE ABRIL DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 101|05 de abril de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: mercado com poucos negócios e cotações estáveis na maioria das praças pecuárias

Em um movimento típico para o começo de semana, boa parte dos frigoríficos brasileiros não lançou ofertas de compra de boiadas gordas na segunda-feira (4/4), informam a Scot Consultoria e a IHS Markit, empresas que acompanham diariamente o comportamento do setor pecuário


Nas praças do interior de São Paulo – uma das principais referências para outras regiões pecuárias do País –, os preços do boi gordo e da vaca e novilha gordas ficaram estáveis ao longo desta segunda-feira, negociados por R$ 327/@, R$ 288/@ e R$ 324/@, respectivamente (valore brutos e a prazo), de acordo com a Scot Consultoria. Segundo apuração da IHS Markit, a primeira semana de abril se iniciou com um mercado morno, fraca liquidez em todas as principais regiões pecuárias. A maior parte das indústrias acompanhadas pela IHS Markit possui escalas de abate com volumes que garantem pelo menos 10 dias de operação. Em algumas regiões, as escalas de abate avançaram até o dia 20 de abril, informa a consultoria, acrescentando que o mercado do boi gordo segue com tendência de baixa nas principais praças do País. Segundo os analistas da IHS, o viés de baixa é explicado pela maior oferta de animais terminados a pasto neste período final de safra. Segundo a consultoria, nesta época do ano, muitos pecuaristas decidem liquidar os seus estoques de boiadas gordas, temendo a perda de peso dos animais ocasionada pela chegada do clima seco e frio, sobretudo nas regiões do Centro-Sul. Porém, neste início de abril, há uma nova expectativa pela retomada do consumo doméstico de carne bovina, estimulada pelo pagamento dos salários aos trabalhadores. Além disso, diz a IHS, outro fator que pode contribuir para um avanço da demanda interna é a escalada nos preços dos cortes de frango, um concorrente direto da proteína vermelha. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 285/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 340/@ (prazo) vaca a R$ 300/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 290/@ (prazo); MT-Tangará: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 291/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 303/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 285/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 310/@ (prazo) vaca R$ 290/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 340/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 296/@ (prazo) vaca a R$ 287/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 290/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 275/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: preços com mínimas alterações

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 95,00/R$ 105,00, assim como a carcaça especial, custando R$ 7,80 o quilo/R$ 8,10 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (1), houve leve alta de 0,21% no Rio Grande do Sul, chegando em R$ 4,82/kg, e recuo de 0,18% em Minas Gerais, alcançando R$ 5,46/kg. Ficaram estáveis os valores no Paraná, fixado em R$ 4,72/kg, R$ 4,67/kg em Santa Catarina e R$ 5,39/kg em São Paulo.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: preço sobe para a ave resfriada

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 7,45/kg, assim como o frango na granja, valendo R$ 6,50/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,03/kg, assim como no Paraná, valendo R$5,71/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (1), o valor do frango congelado se manteve fixo em R$ 7,56/kg, enquanto a ave resfriada teve alta de 2,04%, chegando a R$ 8,01/kg.

Cepea/Esalq


Hong Kong suspende importação de carne de aves dos EUA por causa da gripe aviária

O governo de Hong Kong suspendeu as importações de carne de aves e produtos de algumas partes dos Estados Unidos por causa de um surto de gripe aviária H5N1, informou na segunda-feira.

REUTERS


Consulta pública recebe sugestões sobre adesão de frigoríficos ao sistema de inspeção com base em risco para frangos de corte

A proposta busca adequar os procedimentos nos frigoríficos sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF)


A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) abriu consulta pública pelo prazo de 75 dias para receber contribuições relativas à proposta de ato normativo que aprova os Procedimentos para a Adesão dos Abatedouros Frigoríficos registrados junto ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) ao Sistema de Inspeção com Base em Risco aplicável a frangos de corte. A proposta busca adequar os procedimentos de inspeção ante e post mortem no âmbito dos abatedouros frigoríficos sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF) de forma a atender às questões de saúde pública e vigilância em saúde animal, com a responsabilidade compartilhada entre governo e indústria. “No sistema de inspeção com base em risco, os exames de inspeção ante mortem serão integralmente realizados pelos Médicos Veterinários Oficiais localizados no SIF, atendendo aos procedimentos e as destinações previstas nos regulamentos aplicáveis, não havendo prejuízo na certificação sanitária animal. Já os exames de inspeção post mortem passam a ser executados mediante a atuação conjunta do Serviço oficial e do autocontrole”, explica a Diretora do Dipoa, Ana Lúcia Viana. A carne de frango é considerada a fonte de proteína animal mais produzida e consumida no Brasil. Segundo dados do IBGE 2022, no ano de 2021 foram produzidas 14,755 milhões de toneladas, sendo que 4,231 milhões de toneladas foram destinadas ao mercado externo e o restante, 9,614 milhões de toneladas, foram destinadas ao mercado interno. As sugestões tecnicamente fundamentadas deverão ser encaminhadas por meio do Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman), da Secretaria de Defesa Agropecuária, por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/sisman/. Para ter acesso ao Sisman, o usuário deverá efetuar cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso (SOLICITA), por meio do link: https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/.

MAPA


Custos de nutrição de frangos tendem a alta até fim do semestre

Os custos de nutrição de frango no Brasil não deverão cair antes do final deste primeiro semestre de 2022, quando a safrinha começará a elevar a oferta do milho no mercado doméstico, segundo relatório do Rabobank divulgado na segunda-feira (04)


“No curto prazo, os preços devem continuar sustentados pela limitada oferta de grãos”, disse o Rabobank. Os preços de ração de aves chegaram a um recorde em agosto do ano passado e, desde então, com o aumento da oferta, seguiram trajetória de queda até dezembro, quando voltaram a subir como consequência dos impactos do fenômeno La Niña. Em janeiro, houve alta de 13% nos preços de ração em relação ao mês anterior. Em fevereiro, os preços subiram mais 7%. O aumento nos custos de grãos colaborou para elevar os preços da carne de frango nas exportações brasileiras. O preço médio de exportação em fevereiro foi 19% superior ao registrado um ano antes. O Rabobank espera que a guerra na Ucrânia, que já provocou uma procura maior por carne de frango brasileira nos mercados internacionais no primeiro bimestre, continue abrindo oportunidades para a indústria brasileira, principalmente na Europa, onde a Ucrânia é um importante fornecedor. O diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Luis Rua, também estimou esse mesmo cenário em evento online na semana passada. No mercado interno, o Rabobank espera uma recuperação na demanda por carne de frango, geralmente verificada após o feriado do carnaval, que deverá colaborar para o balanço doméstico entre oferta e demanda.

CARNETEC


EMPRESAS


Frigorífico da Zanchetta em Mato Grosso do Sul contará com benefícios fiscais

Unidade da empresa em Batayporão será reformada, com investimentos de R$ 15 milhões


O governo de Mato Grosso do Sul assinou na segunda-feira um acordo com o grupo Zanchetta Foods para a concessão de incentivos fiscais destinados à reforma de um frigorífico da empresa no município de Batayporã, em região que faz divisa com o Paraná e São Paulo. Com previsão de abate de 800 bovinos por dia e geração de 600 novos empregos, a planta demandará R$ 15 milhões em investimentos, segundo a Secretaria da Agricultura do Estado. As obras começaram em outubro do ano passado e deverão ser concluídas ainda neste mês. As atividades serão iniciadas em maio. O frigorífico de Batayporã era operado pela Minerva Foods, mas está paralisado desde julho de 2015. Nesse período, sofreu com um incêndio e, em dezembro de 2019, o Grupo Comanche – que é proprietário do imóvel - executou uma reforma completa nas instalações. A Zanchetta Foods tem outras plantas em Bauru (SP), onde está sua sede e onde a empresa faz o processamento de carne bovina da marca Mondelli. Em Boituva, também em São Paulo, está instalada uma planta de carne de aves da marca Alliz. Juntas, essas plantas colocam no mercado 18 mil toneladas de carne todos os meses, sendo que 5 mil toneladas seguem para exportação.

VALOR ECONÔMICO


INTERNACIONAL


Exportações de carne bovina da Austrália no 1ºT/22 caem para mínimas recordes

No acumulado de janeiro a março, o total de embarques foi de apenas 177.223 toneladas – 27% abaixo da média dos últimos dez anos, de 241.000 toneladas


As exportações de carne bovina da Austrália registraram um início de ano “desastroso”, com os embarques do primeiro trimestre caindo para um patamar recorde, informa o portal australiano Beef Central. O total de embarques do país da Oceania no acumulado de janeiro a março foi de apenas 177.223 toneladas – o menor número da última década e 27% abaixo da média dos últimos dez anos, de 241.000 toneladas. Segundo o portal, um conjunto de fatores explica o desempenho ruim no primeiro trimestre. A maioria dos problemas relacionados aos embarques australianos de carne bovina foram gerados pelas inundações registradas no final de fevereiro e início de março, o que resultou em sérios entraves logísticos (fechamento de porto, barreiras em rodovias e pontos ferroviários). Além disso, diz a Beef Central, os frigoríficos contabilizaram um aumento das contaminações por Covid-19 entre funcionários (sobretudo em janeiro), ao mesmo tempo que ainda enfrentam problemas de escassez de oferta de animais terminados, consequência dos danos causados no rebanho australiano após a devastadora seca de 2019.

Beef Central


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Deral divulga estimativa da safra para 36,2 milhões de toneladas e atualiza dados das culturas

A safra de grãos 2021/2022 no Paraná poderá somar 36,2 milhões de toneladas, volume 8% superior ao do ciclo passado. A área total, de 10,82 milhões de hectares, é 3% maior. As informações são do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.


O relatório mensal, divulgado na quinta-feira (31/03), inclui a primeira estimativa da safra de inverno, cuja produção deve ser de 4,75 milhões de toneladas em 1,54 milhão de hectares. Do total, 3,87 milhões de toneladas correspondem ao trigo, volume 21% maior do que na safra passada. A área de cultivo de trigo deve ter uma redução de 4% na comparação com o ano anterior – totalizando 1,17 mil hectares. Também foram atualizados os dados relativos à safra de verão. Os números constatam o forte impacto negativo da longa estiagem no Paraná sobre a produção de grãos. Na reta final da colheita da soja, avalia-se que as perdas se aproximem de 45% na comparação com a estimativa inicial, que era de 21,1 milhões de toneladas. Agora, a produção estimada é de 11,58 milhões de toneladas. São 9,5 milhões a menos. Com relação ao milho da primeira safra, cuja colheita também se aproxima da reta final, as perdas são de 32%. Tanto da soja quanto do milho, elas impactam o mercado de ração, importante para a avicultura, piscicultura, suinocultura e pecuária leiteira. Quanto às segundas safras de milho e feijão, as estimativas são mais otimistas. A produção de feijão está estimada em 585,57 mil toneladas. “Isso é muito bom para o abastecimento e para tentar normalizar os preços, em que pese o quadro agudo de inflação que o Brasil ainda vive”, afirma o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. A segunda safra de milho tem perspectiva de chegar a 15,9 milhões de toneladas. “Estamos com um melhor regime de chuvas em todo o Paraná. A perspectiva é de colher boa safra, se o clima colaborar”. Na semana passada, a Seab e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná) divulgaram notas técnicas sobre a importância dos fertilizantes, particularmente o importado da Rússia, para a agricultura nacional e paranaense. Segundo o chefe do Deral, Salatiel Turra, embora os preços dos insumos estejam altos, parte do volume de fertilizantes foi comprado com certa antecedência pelos produtores. “No entanto, para as próximas safras podemos ter consequências preocupantes em termos econômicos, considerando os custos de produção”, explica. A primeira projeção de área de trigo para o Paraná mostra ligeiro recuo em relação ao ano anterior. Apesar dos valores expressivos recebidos pelos produtores, os custos também estão em patamar alto, o que dificultou aumento de área ao exigir grandes investimentos. A partir de abril, há expectativa de que seja semeada uma área de 1,17 milhão de hectares, 4% menor que a plantada em 2021, de 1,23 milhão de hectares. Esse recuo é mais intenso na região Oeste, onde a segunda safra de milho retomou parte das áreas que havia perdido por falta de tempo hábil para plantio em 2021. A maior possibilidade de retorno com milho também gerou recuos de expectativa para a área de trigo na metade norte do Paraná. Estima-se que o Paraná produza aproximadamente 11,6 milhões de toneladas de soja. Esse volume representa uma quebra de 45% com relação às estimativas iniciais, que indicavam uma produção de 21,1 milhões de toneladas. As perdas se devem às adversidades climáticas registradas no final de 2021 e início de 2022. Nesta semana, a colheita do milho da primeira safra 2021/22 chegou a 85% da área total, o equivalente a 362,9 mil dos 433,4 mil hectares cultivados. As lavouras foram seriamente afetadas pelo período quente e seco entre o último trimestre de 2021 e o início de 2022. Isso causou uma redução de 32% na comparação com a estimativa inicial, que era de 4,25 milhões de toneladas. De acordo com o Deral, o volume produzido pelo Paraná é de 2,89 milhões de toneladas. A área da segunda safra de milho está 97% plantada. No ano passado, esse índice era de 74%, devido ao atraso na colheita da soja, que prejudicou os trabalhos de implantação da cultura. Segundo o Deral, as condições das lavouras tiveram sensível melhora nas últimas semanas. Há um mês tinha-se 1% em condições ruins, 16% em condições médias e 83% em boas condições. Agora, não há lavouras em condições ruins, sendo 3% em condições médias e 97% em boas condições. O volume previsto para a safra é de 15,92 milhões de toneladas em uma área de 2,7 mil hectares - a maior área da história neste ciclo.

Agência Estadual de Notícias


Nova Ferroeste fará investimentos estruturais e ambientais em Paranaguá e Morretes

O projeto deve impactar dezenas de cidades paranaenses. Duas delas são Morretes e Paranaguá, uma das pontas da nova estrada de ferro. A Nova Ferroeste vai ligar o Paraná aos estados do Mato Grosso do Sul e Santa Catarina


Em Paranaguá o investimento será de R$ 240 milhões para a construção de viadutos rodoviário e ferroviário. O Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (EVTEA) indicou a necessidade de melhorias na estrutura urbana da cidade para receber as locomotivas. A construção de um viaduto ferroviário na Av. Roque Vernalha e um viaduto rodoviário na Av. Cel. Santa Rita vão dar maior fluidez ao trânsito. O investimento também prevê a requalificação de 10 quilômetros da linha férrea atual até o acesso ao Porto, com a troca completa de trilhos e dormentes. A Serra do Mar, onde está Morretes, também deve receber a maior fatia das compensações e projetos ambientais. Da Capital ao Litoral será construída uma nova descida. A definição do traçado levou em consideração a área de domínio da BR-277, indicada no EVTEA, e coincide com a solução apontada pelo Plano de Desenvolvimento Sustentável do Litoral (PDS-L) há alguns anos. Entre as alternativas, à direita e à esquerda da rodovia, o trecho projetado é o que causa o menor impacto ambiental. Vão ser 55 quilômetros nesse trecho que envolve Morretes. Serão 18 quilômetros em viadutos e oito quilômetros em túneis para diminuir ao máximo a subtração de mata nativa. No restante, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) indica a instalação de passagens de fauna inferiores e superiores, além de guias a cada 500 metros para permitir a circulação dos animais de médio e grande porte. Um levantamento feito durante o EIA com base no Sistema Nacional de Unidade de Conservação da Natureza (SNUC) apontou investimento de até R$ 143 milhões em compensação ambiental para todo o projeto, estimado em R$ 29,4 bilhões. A legislação prevê entre 0,1% e 0,5% do valor total do empreendimento para Unidades de Conservação interceptadas e influenciadas pela obra.

Agência Estadual de Notícias


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar fecha em queda de 1,27%, a R$4,6075 na venda

O dólar recuou pela terceira sessão consecutiva na segunda-feira, a uma mínima desde o início de março de 2020, em novo dia de força para moedas de países exportadores de commodities, enquanto o patamar alto dos juros básicos brasileiros continuava impulsionando o real, líder global de desempenho no acumulado de 2022


A moeda norte-americana à vista fechou em queda de 1,27%, a 4,6075 na venda, mínima para encerramento desde 4 de março de 2020 (4,5806) e aprofundando suas perdas no ano para 17,33%. Na B3, às 17:13 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 1,08%, a 4,6410 reais. Parte dos mercados associou o recuo do dólar na sessão a sua fraqueza internacional contra divisas de países exportadores de commodities, que têm se beneficiado de temores de restrição da oferta de produtos, do petróleo ao milho, gerados pela guerra na Ucrânia. Além de se beneficiar da alta das commodities, "o Brasil se credenciou hoje como um país oportuno para receber fluxo estrangeiro e excesso de liquidez: temos entre os Brics uma democracia estável... e estamos com juros altíssimos", disse à Reuters Fernando Bergallo, Diretor de Operações da FB Capital. "Com a pandemia, Brasil derrubou os juros para 2% ao ano, patamar que não faz frente ao risco Brasil, e o dólar saltou a 5,80 reais. Aí agora a Selic volta a disparar, vem de 2% para 11,75% --e podendo chegar a 14%--, e é natural que esse desmonte de posições aconteça e que o fluxo se inverta" a favor da moeda local, continuou o especialista. O Banco Central do Brasil começou a subir os juros em março de 2021, tirando a Selic de uma mínima histórica. Desde então, promoveu aperto acumulado de 9,75 pontos, e já indicou que haverá dose adicional de 1 ponto em maio. No final de fevereiro de 2020, antes de a Covid-19 abalar os mercados financeiros de todo o mundo, a divisa estava sendo negociada em torno de 4,50 reais.

REUTERS


Ibovespa tem leve queda na contramão de NY, sob peso de Petrobras e bancos

MINERVA ON subiu 3,1%, após o BTG Pactual elevar a recomendação para a ação de "neutra" para "compra", com preço-alvo passando de 13 para 20 reais


O principal índice da bolsa brasileira teve leve baixa na segunda-feira, na contramão de Wall Street, sob pressão da queda de ações de bancos e da Petrobras. O Ibovespa caiu 0,24%, a 121.279,51 pontos. O volume financeiro da sessão foi de 21,6 bilhões de reais, abaixo da média recente. Nos últimos cinco dias, o mínimo havia sido de 26 bilhões de reais. "O dia começou com noticiário meio ruim", disse Helena Veronese, economista da Azimut Brasil Wealth Management, citando possibilidade de novas sanções contra a Rússia, incertezas na Petrobras e a greve de servidores do Banco Central. A economista não vê uma correção atingindo o Ibovespa após a forte alta acumulada recentemente. "O que está fazendo a bolsa subir desde o começo do ano é fluxo. E ele continua, não mudou", disse ela, que vê tendência positiva pelo menos até o fim de junho, caso não haja mudanças significativas no cenário macro. Apesar disso, o Nasdaq subiu com influência da disparada de 27,1% nas ações do Twitter, após o bilionário Elon Musk revelar participação de 9,2% na empresa. Dow Jones e S&P 500 também avançaram. No Brasil, o início de semana não teve a rotineira divulgação da pesquisa semanal Focus, do Banco Central, com projeções do mercado para indicadores econômicos, em razão da greve dos servidores da autarquia deflagrada na semana passada. Outros dados também não serão divulgados nesta semana.

REUTERS


Carga tributária brasileira atingiu nível recorde de 33,9% do PIB em 2021, estima Tesouro

A carga tributária brasileira subiu de 31,77% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 para 33,90% em 2021, patamar mais alto da série histórica iniciada em 2010, movimento impulsionado por uma redução de benefícios fiscais e a retomada de setores da economia, estimou o Tesouro Nacional em relatório apresentado na segunda-feira


“O resultado foi influenciado pela reversão dos incentivos fiscais concedidos durante a pandemia de Covid-19 e por um crescimento econômico em 2021 pautado na retomada de setores como comércio e serviços”, disse o Tesouro. A maior fatia da carga tributária do país é de atribuição do governo federal, com 22,48% do PIB em 2021, elevação de 1,53 ponto percentual na comparação com o ano anterior. Os Estados responderam por fatia equivalente a 9,09% do PIB, alta de 0,55 ponto percentual no ano. Os governos municipais representaram 2,33% do PIB, crescimento de 0,06 ponto. O Tesouro estimou que o total da carga tributária nas três esferas de governo tenha totalizado 2,943 trilhões de reais no ano passado. O órgão ponderou que o dado oficial é de responsabilidade da Receita Federal, que ainda não divulgou o levantamento referente a 2021. No recorte por tipo de tributo, a estimativa aponta que a arrecadação federal teve um incremento de 0,78 ponto percentual do PIB por conta do Imposto de Renda de empresas, além de 0,26 ponto de CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido). Um ganho de 0,27 ponto veio do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), por conta do fim da isenção do tributo que havia sido adotada durante a fase mais aguda da pandemia. Em 2021, a arrecadação do governo federal teve alta real de 17,36%, a 1,879 trilhão de reais, segundo dados da Receita, o melhor desempenho da série histórica iniciada em 1995. Em relação aos Estados, a elevação da carga foi motivada basicamente por um ganho de 0,58 ponto percentual de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Nos municípios, a alta de 0,06 ponto veio do ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza).

REUTERS


Alimentos pesam e IPC-Fipe acelera alta a 1,28% em março

Os preços de Alimentação pesaram com força e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo acelerou a alta a 1,28% em março, de 0,90% no mês anterior


Os dados informados na segunda-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) mostram que os custos de Alimentação tiveram alta de 2,43% em março, depois de subirem 2,26% em fevereiro. Habitação e Transportes também deram contribuições importantes para o resultado ao registrarem avanços dos preços de 0,81% e 1,68% em março. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

REUTERS


Órgão americano livra fertilizantes e commodities de sanções

Documento publicado pela Ofac levou a interpretações distintas e movimentou o mercado


Uma resolução da Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), do Tesouro americano, publicada no dia 24 deste mês, liberou o comércio de fertilizantes — entre outros itens, como commodities — do alcance das sanções impostas pelos EUA à Rússia devido à guerra na Ucrânia. O documento levou a interpretações distintas e movimentou esse mercado. Para alguns agentes, a norma não tem forte efeito prático, já que não havia sanção proibitiva direcionada ao segmento. Porém, há quem entenda que, se antes não havia regra explícita sobre comércio de fertilizantes com fornecedores russos — o que abria brecha para qualquer entendimento —, agora fica claro que não há restrição. “É um cenário menos pior para quem negocia”, avaliou o diretor executivo do BS2, Carlos Eduardo Andrade Jr., inclinado a concordar com a segunda leitura. A norma poderá contribuir com a melhor fluidez das operações financeiras, mas ele não vê efeito rápido. Na prática, agora, mais importante do que o tema de pagamentos é a entrega de fertilizantes da Rússia, prejudicada por questões logísticas, diz Marcelo Mello, da StoneX.

VALOR ECONÔMICO


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