CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1002 DE 01 DE DEZEMBRO DE 2025
- prcarne
- 1 de dez.
- 18 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1002 | 01 de dezembro de 2025
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo: novembro fecha com quadro de estabilidade
Os preços do boi gordo fecharam a sexta-feira (28/7) com estabilidade na maior parte do País, conforme levantamento diário da Agrifatto e da Scot Consultoria. No PARANÁ: Boi: R$320,00 por arroba. Vaca: R$300,00. Novilha: R$310,00. Escalas de abate de seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 326/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo).
No mercado físico do boi gordo, as cotações da arroba seguiram firmes ao longo desta semana nas principais praças brasileiras, conforme apuração da Agrifatto e da Scot Consultoria, que acompanham diariamente o setor pecuário. Segundo o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot, os preços dos animais terminados seguem sustentados por uma demanda doméstica mais ativa e uma exportação em ritmo bastante forte, além da escassez de oferta de lotes prontos neste período final de entressafra e, consequentemente, dos estoques enxutos nas câmaras frias dos frigoríficos e canais de distribuições. “No mercado interno, a demanda por carne bovina segue favorável e, para o fim do ano, deve continuar consistente”, antecipa Fabbri, acrescentando que, com o recebimento da primeira parcela do décimo terceiro e o pagamento dos salários, o mercado interno deve seguir demandado no curto prazo. Além disso, Fabbri acredita que as exportações brasileiras de carne bovina in natura de novembro/25 podem alcançar um novo recorde mensal, superando o recorde histórico registrado em outubro/25. Nos últimos dias, o clima de otimismo no setor de exportação foi reforçado depois da circulação de boas notícias anunciadas pela China e Estados Unidos, os dois maiores importadores mundiais da proteína brasileira. O governo Trump decidiu eliminar totalmente as tarifas adicionais impostas à carne bovina brasileira, ou seja, as operações do Brasil voltaram à “normalidade” quanto ao acesso ao mercado norte-americano. Por sua vez, a China, que compra quase 50% de toda a proteína bovina exportada hoje pelo Brasil, resolveu postergar novamente a investigação de salvaguarda em curso – agora prevista para 26 de janeiro de 2026. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, no encerramento da semana, a novilha gorda subiu R$ 2/@ na praça de São Paulo, para R$ 314/@, enquanto as cotações das demais categorias ficaram estáveis (vaca gorda em R$ 302/@, boi gordo “comum” em R$ 320/@ e “boi-China” em R$ 325/@). Cotações do boi gordo desta sexta-feira (28/11), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$320,00 a arroba. Boi China: R$320,00. Média: R$320,00. Vaca: R$300,00. Novilha: R$310,00. Escalas de abates de oito dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$310,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$310,00. Vaca: R$290,00. Novilha: R$300,00. Escalas de abate de sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi Comum: R$320,00. Boi China: R$320,00. Média: R$320,00. Vaca: R$300,00. Novilha R$310,00. Escalas de seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$310,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$310,00. Vaca: R$290,00. Novilha: R$300,00. Escalas de abate de sete dias. TOCANTINS: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$305,00. Vaca: R$280,00. Novilha: R$290,00. Escalas de abate de oito dias. PARÁ: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$305,00. Vaca: R$280,00. Novilha: R$290,00. Escalas de abate de oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$310,00 a arroba. Boi China/Europa: R$310,00. Média: R$310,00. Vaca: R$290,00. Novilha: R$300,00. Escalas de abate de sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$285,00 a arroba. Vaca: R$260,00. Novilha: R$270,00. Escalas de abate de dez dias. MARANHÃO: Boi: R$295,00 por arroba. Vaca: R$265,00. Novilha: R$275,00. Escalas de abate de oito dias. Preços brutos do “boi-China” nesta sexta-feira (28/11), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,00/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 301,00/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 316,00/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 311,00/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 306,00/@ (à vista) R$ 310,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 299,00/@ (à vista) e R$ 303,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 276,50/@ (à vista) e R$ 280,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 301,00/@ (à vista) e R$ 305,00/@ prazo). TOCANTINS: R$ 298,00/@ (à vista) e R$ 302,00/@ (prazo).
AGRIFATTO/PORTAL DBO/SCOT CONSULTORIA
Preço do boi gordo variou menos de 1% em novembro
Cenário de firmeza encontrou amparo na boa demanda por carne bovina no mercado interno e no bom desempenho da exportação. Tendência de preços firmes para o boi deve ser mantida em dezembro
O mercado pecuário encerrou novembro da mesma forma como se comportou durante praticamente todo o mês: com preços estáveis. Na sexta-feira (28/11), das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 27 não tiveram alterações nas cotações do boi gordo.
Foram registradas altas em Belo Horizonte (MG), sul de Goiás, Pelotas (RS) e Paragominas (PA), enquanto Dourados (MS) e Santa Catarina tiveram quedas nos valores. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, não houve mudanças na cotação do boi gordo, que seguiu a R$ 320 a arroba para o pagamento a prazo. Os valores para o “boi China” e para a vaca não tiveram alterações. Apenas o preço da novilha subiu R$ 2, para R$ 314 a arroba. Segundo a Scot, em São Paulo, o cenário de firmeza nos preços encontrou amparo na boa demanda por carne bovina no mercado interno e no bom desempenho da exportação. As altas, porém, ficaram limitadas por uma oferta de boiadas maior do que o esperado para o período. Ao longo de novembro, o indicador Cepea/Esalq para o boi gordo, referente ao Estado de São Paulo, teve alta de apenas 0,86%, oscilando basicamente entre R$ 321 e R$ 323. As demais praças também seguiram em ritmo estável ao longo do mês, com pequenas variações.
Com as recentes notícias de fim das tarifas sobre a carne bovina, por parte dos Estados Unidos, e a prorrogação do prazo do resultado da investigação de salvaguarda chinesa, o mercado do boi gordo segue com preços firmes, e deve continuar nesta tendência em dezembro, destaca a Scot.
GLOBO RURAL
Agrifatto: escalas de abate avançam e média nacional entra em patamar confortável
As programações registraram acréscimo de 1 dia útil nesta semana em relação ao quadro da semana anterior, encerrando a sexta-feira em 8 dias úteis
A média nacional das programações de abate dos frigoríficos avançou na sexta-feira (27/11) em relação ao quadro registrado na sexta-feira anterior (21/11), segundo levantamento semanal divulgado pela Agrifatto. Com isso, na média nacional, as escalas de abate registraram acréscimo de 1 dia útil em relação à programação da semana anterior, encerrando a sexta-feira em 8 dias úteis, um “cenário de escalas confortáveis”, avalia a equipe de analistas da Agrifatto.
São Paulo e Rondônia apresentaram elevação de 1 dia útil, fechando a semana com escalas “generosas” em 8 e 10 dias úteis, respectivamente. Por sua vez, diz a Agrifatto, a praça de Goiás registrou queda de 1 dia útil nas escalas, mas, ainda assim, mantém uma programação confortável, de 7 dias úteis. Também com o mesmo recuo semanal, Tocantins fechou a sexta-feira com 7 dias úteis de escala, “estando em patamar menos confortável”. A praça paranaense apresentou retração semanal de 2 dias úteis, com escalas curtas em 6 dias úteis, informa a consultoria. Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul fecharam a semana sem variação, encerrando em 7 dias de escala, patamar ainda pouco confortável para MG e MT, porém confortável para o MS, de acordo com a Agrifatto. Na praça paraense, não houve alteração nas escalas de abate, que encerraram a semana com 8 dias de programação, um patamar de escalas longas.
PORTAL DBO
SUÍNOS
Espanha confirma dois casos de peste suína africana, os primeiros registros desde 1994
Doença foi detectada em javalis selvagens. Doença afeta populações de javalis selvagens e, em alguns casos, suínos domésticos em 13 países europeus
O Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha confirmou a detecção de dois casos de peste suína africana (PSA) em javalis selvagens encontrados mortos na quarta-feira (16/11) em Bellaterra, na província de Barcelona. Trata-se dos primeiros registros da doença no país desde novembro de 1994. De acordo com o governo espanhol, os serviços veterinários oficiais notificaram o achado, que foi comunicado imediatamente à União Europeia e à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos e selvagens, sem risco para seres humanos, já que não é considerada zoonótica. A União Europeia classifica a PSA como doença de categoria A, o que implica a adoção obrigatória de medidas específicas para controle e erradicação nas áreas afetadas. O ministério espanhol convocou o Comitê da Rede de Alerta Sanitária Veterinária, que reúne representantes das comunidades autônomas e do setor de suinocultura, para informar sobre a situação e reforçar protocolos de biossegurança. A PSA está presente em vários países da União Europeia desde 2014, quando entrou pelos países bálticos e pela Polônia, proveniente da Rússia. Atualmente, Ministerio de Agricultura, Pesca y Alimentación. Atualmente, afeta populações de javalis selvagens e, em alguns casos, suínos domésticos em 13 países europeus.
Entre as ações já ativadas estão a delimitação da zona infectada, a busca ativa e eliminação controlada de cadáveres de javalis, a proibição de caça na área para evitar deslocamento dos animais e a intensificação da vigilância em explorações suínas. As autoridades também reforçaram a necessidade de comunicação imediata de qualquer suspeita de doença em javalis ou suínos domésticos. Além disso, investigações sobre a possível origem da infecção foram iniciadas.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS
Frango/Cepea: Poder de compra do avicultor volta a cair
Movimento resulta da desvalorização do frango vivo e da alta nos preços desses insumos
Depois de registrar em outubro a relação de troca mais favorável da história frente ao farelo de soja, dados do Cepea mostram que o avicultor paulista voltou a apresentar queda no poder de compra em novembro – além do derivado de soja, a perda também é observada frente ao milho. Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento resulta da desvalorização do frango vivo e da alta nos preços desses insumos, essenciais na produção de avicultura de corte. Na parcial de novembro (até o dia 26), dados do Cepea mostram que o frango vivo é negociado no estado de São Paulo à média de R$ 6,10/kg, baixa de 2,6% em relação à do mês anterior. Já a tonelada de farelo registra média R$ 1.724,78 na região de Campinas (SP), com avanço de 5,3% em relação à de outubro. Diante disso, cálculos do Cepea mostram que, com a venda de um quilo de frango vivo, o produtor consegue comprar, nesta parcial de novembro, 3,54 quilos de farelo, contra 3,83 quilos em outubro. Ressalta-se, contudo, que, mesmo diante dessa queda, a margem de ganho segue favorável para o avicultor. O volume adquirido neste mês está 7,3% acima da média deste ano, considerando-se os valores em termos reais (a série foi deflacionada pelo IGP-DI de outubro/25).
Cepea
GOVERNO
Indústria da carne bovina confia em abertura do mercado japonês para o primeiro semestre de 2026
Processo é focado nos três Estados da região Sul, que obtiveram o status de livre de febre aftosa antes. Principal etapa a ser vencida é a auditoria in loco para avaliação de risco do sistema sanitário
A possível abertura de mercado do Japão para a carne bovina brasileira ficará para 2026. Apesar de esperada com expectativa pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ainda para este ano, há etapas a concluir no processo de avaliação técnica que vão demandar tempo, segundo duas fontes qualificadas a par do assunto. A principal etapa a ser vencida é a auditoria in loco para avaliação de risco do sistema sanitário brasileiro. O Brasil havia pedido para que a visita ocorresse em outubro ou novembro, mas não foi atendido. No início deste mês houve uma nova tentativa de alinhar a agenda, para que a missão japonesa chegasse ao país em dezembro, mas ainda não houve resposta do lado dos asiáticos. A auditoria deve ocorrer entre janeiro e fevereiro de 2026, apostou uma fonte ouvida pela reportagem com conhecimento do assunto. Recentemente, Fávaro disse que a abertura estava muito próxima e que a missão japonesa poderia ocorrer ainda em novembro. A missão realizada pelo Japão em junho deste ano não foi a “oficial” para abertura, disse uma fonte. Os japoneses sempre foram francos quanto a isso e não havia falsa expectativa de que o mercado já seria aberto, completou. A auditoria foi tocada por "experts" no assunto. A missão atendeu ao acordo político feito pelo governo japonês durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Japão em março deste ano de que haveria o envio imediato de uma comitiva técnica ao Brasil. Mesmo que não tenha sido definitiva, a missão elaborou questionários, que foram respondidos pelo lado brasileiro, e houve “avanços”, disse outra fonte. Agora, o Brasil aguarda o agendamento da missão oficial. O Ministério da Agricultura pediu uma nova reunião por videoconferência com o Ministério de Agricultura, Florestas e Pesca japonês (MAFF, na sigla em inglês) para a próxima semana. Além da análise de risco para abertura do mercado de carne bovina ao Brasil, a Pasta quer discutir as condições para exportação do Japão para o Brasil de produtos oriundos de animais aquáticos. Após essa auditoria in loco, será elaborado um relatório, que deverá ser submetido ao conselho de segurança alimentar do Japão, formado por ministérios, universidades e experts terceiros, para aprovação. Este é o meio do caminho de um longo e complexo processo de elaboração do protocolo sanitário para exportação de carne bovina. É a sexta etapa de 12 previstas, mas depois disso a análise é apenas documental, o que pode caminhar mais rapidamente. O processo de abertura é focado nos três Estados da região Sul, sem possibilidade de ampliação para todo o país nesse momento, confirmaram as fontes. A alegação é que Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul obtiveram o status de livre de febre aftosa antes e enviaram documentos mais cedo para análise dos japoneses. Acre e Rondônia também entraram na fila, mas devem ser contemplados posteriormente. Uma fonte pondera que o foco do Japão está realmente no Cone Sul. O Uruguai já pode exportar e a Argentina está em processo até mais avançado que os três Estados do Sul para receber o aval. A aprovação poderá ser conjunta para não gerar pressões políticas sobre os japoneses. Ainda não há definição de como será a habilitação dos frigoríficos com a eventual abertura de mercado. Normalmente, o Japão adota sistema de pré-listing, em que o país exportador indica as plantas. Mas os detalhes ainda serão negociados no acordo sanitário. O Brasil importa a carne dos animais da raça wagyu dos japoneses. A habilitação, nesse caso, é planta a planta, com auditoria in loco pelos técnicos brasileiros. Há possibilidade de o Japão adotar um sistema recíproco, ou seja, com habilitação individual, disse uma pessoa que acompanha as tratativas de perto.
GLOBO RURAL
INTERNACIONAL
Relatório dos EUA mostra que a liquidação do rebanho continua
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) atualizou os dados de gado em confinamento (COF) após a paralisaço, quando divulgou o relatório COF na sexta-feira, 21 de novembro.
Em meio à enxurrada de más notícias no mercado de gado no último mês, incluindo tarifas que vão e voltam, pressão para reduzir os preços da carne bovina e o anúncio da Tyson de que fechará sua planta frigorífica em Lexington, Nebraska, em janeiro, o USDA divulgou um relatório de gado em confinamento”, diz David Anderson, economista da Extensão da Texas A&M, em um boletim recente do Southern Ag Today. Anderson resume que o relatório não trouxe muitas surpresas. As entradas e as vendas foram 10% e 8% menores em comparação com outubro de 2024. A combinação deixou o número de bovinos em confinamento 1,6% menor em comparação com 1º de novembro. “O número mais interessante, e importante, do relatório foi o de novilhas em confinamento”, afirma. O número de novilhas em confinamento normalmente é divulgado no relatório de outubro, mas isso foi adiado devido à paralisação. Havia 4,355 milhões de novilhas em confinamento em 1º de outubro, 245 mil a menos que em 1º de outubro de 2024, e o menor número de novilhas em confinamento para um mês de outubro desde 2018. “Isso também representou o quinto trimestre consecutivo de queda ano a ano no número de novilhas em confinamento”, resume Anderson. “Isso parece ser uma notícia positiva para quem busca evidências de expansão do rebanho.” Josh Maples, professor associado de economia agrícola da Universidade do Mississippi, concorda com Anderson sobre o número mais interessante do relatório ter sido o percentual de novilhas em confinamento, e embora os números estejam menores, há mais nuances na situação. Maples escreveu em um boletim recente do Cattle Market Notes Weekly: “Grande parte dessa queda provavelmente é consequência da falta de importações de novilhas castradas do México. Houve 381.283 novilhas castradas importadas nos primeiros nove meses de 2024, em comparação com apenas 79.507 neste ano. No geral, os números de novilhas em confinamento ainda não refletem sinais fortes de maior retenção de novilhas nos Estados Unidos.” Don Close, analista sênior de proteína animal da Terrain, discutiu o relatório COF com Chip Flory durante o programa “AgriTalk” na segunda-feira. Close afirma: “Novilhas como porcentagem do total em confinamento, em 38,1%, estão essencialmente no mesmo nível de julho. É um ponto e meio abaixo do ano passado. A conclusão é que ainda estamos em níveis que mostram claramente que estamos em uma fase de liquidação. A zona neutra fica entre 36% e 37% de novilhas em confinamento, e estamos em 38%. Ainda veremos uma queda enorme no número de novilhas em confinamento quando finalmente entrarmos de fato na fase de expansão, então estamos apenas adiando o problema.” O relatório trouxe um evento raro: o Texas caiu para o segundo lugar, registrando 10 mil cabeças a menos em confinamento do que Nebraska, 2,63 milhões de cabeças contra 2,64 milhões. A última vez que Nebraska teve mais bovinos em confinamento do que o Texas foi em maio de 2018. A queda nas importações de gado de reposição do México é o fator mais importante nessa inversão de posições. Maples acrescenta que este é apenas o décimo mês, em pelo menos 33 anos, em que o Texas não lidera a lista. “Há alguns outros números interessantes para considerar”, diz Anderson. “Mais bois foram registrados em confinamento do que no ano passado. À primeira vista, isso pode parecer surpreendente, dado o declínio no número de vacas, mas os dias adicionais em confinamento estão aumentando o total de bovinos nos confinamentos, mesmo com a queda geral no número de animais.”
Drovers
DROVERS
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Indústria de carne bovina encerra 'ano histórico', enquanto espera decisão da China
País asiático adiou até janeiro de 2026 o prazo para terminar uma investigação que pode resultar em salvaguardas como cotas e tarifas
O adiamento por mais dois meses da investigação da China sobre o aumento das exportações de carne bovina, principalmente do Brasil, não gerou alívio completo aos frigoríficos nacionais, mas garantiu mais tranquilidade no fim de um "ano histórico”. O processo, que pode resultar na aplicação de alguma salvaguarda pelo maior cliente da proteína brasileira, como cotas e tarifas, só será concluído em janeiro de 2026. Os chineses apuram se houve dano ao seu mercado interno pelo aumento do volume importado entre 2019 e 2024. O processo não é focado apenas na indústria exportadora brasileira, mas gera preocupação. Mesmo com a revogação das tarifas dos Estados Unidos, segundo maior mercado, os frigoríficos nacionais não consideram perder espaço na China. De janeiro a outubro, o Brasil exportou 2,79 milhões de toneladas de carne bovina para mais de 160 destinos, com valor acumulado de US$ 14,31 bilhões. Os chineses importaram quase a metade: 1,34 milhão de toneladas e US$ 7,1 bilhões. A expectativa é finalizar 2025 com 1,6 milhão de toneladas enviadas aos portos da China e o recorde de 3 milhões de toneladas para o mundo todo, com faturamento próximo de US$ 15 bilhões. Extraoficialmente, quem acompanha a investigação avalia que há algumas possibilidades na mesa. Uma delas é a China adotar uma cota global para importação de carne bovina dividida de forma proporcional aos países exportadores com tarifa específica para o excedente. Nessa linha, o Brasil não seria tão prejudicado, pois é o principal fornecedor atualmente. Com a eventual adoção dessa salvaguarda, a avaliação no setor é que poderiam ser fixadas cotas “generosas” para não prejudicar os exportadores já presentes e estabelecidos no mercado chinês, mas criar barreiras a novos entrantes. A medida, na prática, funcionaria como um congelamento da estrutura atual de mercado. Os chineses também podem optar por estabelecer uma cota global, com critérios específicos, administrada pela Administração-Geral de Alfândegas do país (GACC, na sigla em inglês). A medida seria “muito ruim” para o Brasil e teria capacidade de “bagunçar o mercado”, disse uma fonte a par do assunto. O setor privado brasileiro aguarda a decisão para se manifestar. Do ponto de vista jurídico, a avaliação dos exportadores é que o processo de investigação da China viola as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Se a decisão em janeiro for muito negativa para o mercado, o Brasil poderá acionar o organismo internacional para abertura de um caso contra os chineses.
O novo adiamento faz a China “ganhar tempo” na sua prioridade de negociação comercial com os EUA. O preço da carne no mercado chinês iniciou uma recuperação, o que reduz a percepção de dano causado pelas importações, avaliam fontes. O desafio chinês é respeitar compromissos internacionais do multilateralismo e, ao mesmo tempo, responder às pressões do setor produtivo doméstico. Os EUA não têm capacidade de suprir a demanda chinesa da proteína animal, lembrou uma fonte. Em 2024, por exemplo, os americanos venderam menos de 140 mil toneladas de carne para a China, enquanto o Brasil exportou mais de 1,3 milhões de toneladas. Os produtos embarcados por brasileiros e americanos têm características e finalidades diferentes. A carne americana tem maior valor agregado e é vendida em cortes para consumo dos chineses. A proteína brasileira é destinada a receitas com molho, de menor valor agregado. Outra fonte disse que a China não tem muita “escolha” na questão dos fornecedores. “O Brasil não vai diminuir preço nem descontar tarifa ou qualquer coisa, vai embutir no preço. A carne vai ficar mais cara”, disse. “Eles querem que paremos de exportar, mas quem cobre essa demanda? Eles não têm produção interna para isso, muito menos nossos concorrentes. O Brasil cresceu lá no espaço deixado pelos EUA e Austrália e não porque aumentou o consumo”, avaliou. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) aguarda a decisão chinesa para se manifestar.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA/INDICADORES
Dólar fecha em queda em dia de menor liquidez global e disputa por Ptax
O dólar fechou a sexta-feira em queda contra o real, após uma sessão marcada por menor liquidez no exterior, com o pregão reduzido nos Estados Unidos após feriado, e pela disputa da Ptax de fim de mês no plano doméstico, o que trouxe volatilidade para a moeda.
O dólar à vista fechou em queda de 0,31%, aos R$5,3353 na venda. No acumulado da semana, o recuo foi de 1,23%. Já no acumulado do mês de novembro, houve queda de 0,82%. Às 17h22, o contrato de dólar futuro para janeiro -- que nesta sexta-feira passou a ser o mais líquido no Brasil -- caía 0,44% na B3, aos R$5,3710. Nos mercados internacionais, o dia foi de tentativa de ajuste após o feriado de Ação de Graças e antes do fim de semana, com volume reduzido nos mercados globais de moedas, incluindo no Brasil. Nesse contexto, a moeda americana operava com viés negativo no final da tarde no exterior. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. A Ptax fechou a sexta-feira a R$5,3332 para compra e a R$5,3338 para a venda, conforme o Banco Central. O movimento do Ibovespa, que operou em níveis recordes ao longo da sessão, na casa dos 159 mil pontos, também influenciaram na valorização do real. Em meio a esses elementos, o dólar atingiu a menor cotação do dia, de R$5,3277 (-0,45%), às 10h59, e a maior cotação do dia, de R$5,3586 (+0,13%), às 9h20. Na agenda econômica doméstica, pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o país atingiu uma taxa de desemprego de 5,4% no trimestre encerrado em outubro, ante projeção de 5,5% dos economistas. Já o BC informou que a dívida bruta brasileira subiu de 78,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro para 78,6% em outubro. No mês passado, o setor público consolidado teve superávit primário de R$32,392 bilhões, mas o valor ficou abaixo do saldo positivo de R$33,5 bilhões projetado por economistas em pesquisa da Reuters.
REUTERS
Ibovespa encerra novembro com recordes em pregão com Itaú e Vale em destaque
O Ibovespa superou os 159 mil pontos pela primeira vez na história na sexta-feira, sustentado principalmente pelo desempenho robusto das blue chips Itaú Unibanco e Vale após anúncios de dividendos, que ofuscou a queda de Petrobras após divulgação do plano de investimentos de 2026 a 2030.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,58%, a 159.273,02 pontos, novo recorde de fechamento, de acordo com dados preliminares. No melhor momento, alcançou 159.689,03 pontos, renovando também o topo intradia. Na mínima da sessão, marcou 158.077,66 pontos. Com tal desempenho, o Ibovespa acumulou alta de 2,91% na semana e de 6,51% no mês -- o quarto seguido com sinal positivo. No ano, contabiliza agora uma valorização de 32,41%. O volume financeiro somava R$22,2 bilhões antes dos ajustes finais, de uma média diária de R$27,8 bilhões em novembro, em pregão marcado pelo fechamento antecipado de Wall Street um dia após o feriado do Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos.
REUTERS
Taxa de desemprego no Brasil renova mínima histórica no tri até outubro, a 5,4%
A taxa de desemprego no Brasil renovou o nível mais baixo da série histórica do IBGE desde 2012 ao marcar 5,4% no trimestre até outubro, com o menor número de desocupados já registrado, mostrando que o mercado de trabalho segue aquecido.
A leitura da Pnad Contínua divulgada na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou ainda um pouco abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de 5,5%.
Nos três meses imediatamente anteriores, até julho, a taxa de desemprego havia sido de 5,6%, enquanto no mesmo período do ano anterior foi de 6,2%. O resultado do trimestre até outubro mostrou ainda recuo frente à taxa de 5,6% nos três meses até setembro, que era até então o menor patamar da série iniciada em 2012. O mercado de trabalho no Brasil vem mostrando força durante todo o ano de 2025, permanecendo em mínimas recordes. Isso ajuda a mitigar a desaceleração da atividade econômica diante da política monetária contracionista, mas dificulta o controle da inflação em meio a um rendimento elevado dos trabalhadores. No trimestre até outubro, a renda dos trabalhadores foi recorde, em R$3.528, com altas de 0,8% sobre os três meses até julho e de 3,9% no ano. “O elevado contingente de pessoas ocupadas nos últimos trimestres contribui para a redução da pressão por busca por ocupação e, como resultado, a taxa de desocupação segue em redução”, disse Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE. Nos três meses até outubro, o número de desempregados caiu para o menor contingente desde o início da pesquisa, chegando a 5,910 milhões. Isso representa um recuo de 3,4% na comparação com o trimestre imediatamente anterior e queda de 11,8% sobre o mesmo período do ano passado. Já o total de ocupados avançou 0,1% na comparação trimestral e 0,9% na base anual, a 102,555 milhões, também patamar recorde. Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado somaram 39,182 milhões no período, alta de 0,2% sobre os três meses até julho, renovando também seu recorde. Os que não tinham
carteira aumentaram 1,0%, a 13,605 milhões. No entanto, Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, chamou a atenção para os dados do Caged divulgados na véspera, mostrando que o Brasil abriu 85.147 vagas formais de trabalho em outubro, pior saldo já registrado para o mês na série histórica do Novo Caged e abaixo do esperado. Segundo ela, os indicadores sugerem desaceleração da dinâmica do mercado de trabalho. "O resultado de outubro (do IBGE) confirma um mercado de trabalho ainda aquecido, mas em fase avançada do ciclo, com sinais claros de moderação tanto no emprego formal quanto no conjunto da ocupação medida pela Pnad. Após ter atingido o menor desemprego da série, a desocupação tende a se estabilizar e apresentar leve alta nas próximas leituras", disse ela.
REUTERS
Dívida pública bruta do Brasil fica em 78,6% do PIB em outubro, mostra BC
A dívida pública bruta do Brasil como proporção do PIB chegou a 78,6% em outubro, de 78,1% no mês anterior, informou o Banco Central na sexta-feira.
No mês, o setor público consolidado registrou um superávit primário de R$32,392 bilhões. Economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam saldo positivo de R$33,5 bilhões.
REUTERS
POWERED BY
EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA
041 99697 8868 (whatsapp)


Comentários