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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 07 DE 11 DE NOVEMBRO DE 2021


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 07| 11 de novembro de 2021



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Preços do boi gordo sobem em 27 das 32 praças pecuárias brasileiras monitoradas pela Scot Consultoria

“Com as escalas de abate encurtando, os compradores negociaram preços mais altos para as três categorias em São Paulo”, informa a Scot


O valor do animal macho terminado sofreu forte valorização diária de R$ 8/@ no mercado paulista, atingindo R$ 280/@ (preço a prazo e bruto), segundo a Scot. Por sua vez, as cotações da vaca e da novilha prontas para abater tiveram aumento diário de R$ 5/@, e agora são negociadas a R$ 265/@ e R$ 272/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Na avaliação da IHS Markit, na quarta-feira, o mercado físico do boi gordo consolidou a trajetória de recuperação dos preços da arroba, registrando movimentos ainda mais consistentes de alta em decorrência da maior dificuldade na compra de animais terminados por parte das unidades de abate. “Algumas indústrias relataram que houve uma acentuada redução na oferta de boiada e que se viram obrigadas a operar com indicações de compra mais elevadas para conseguir efetivar novos negócios”, observa a IHS. Pecuaristas haviam liquidado grandes lotes confinados nos meses anteriores e os animais abaixo do peso foram direcionados ao pasto, que recuperou capacidade de suporte em função dos elevados volumes de chuva nesta primavera, justifica a consultoria. Entre as principais praças pecuárias do País, destaque para forte alta nos preços da arroba do boi gordo registrada nos Estados de São Paulo e Minas Gerais, onde houve negócios próximos a R$ 300/@ para pagamento a prazo e desconto do Funrural. No Centro-Oeste, mercado registrou negócios para o boi gordo próximos de R$ 290/@ no Mato Grosso do Sul e de R$ 270/@ no Mato Grosso (preço bruto). Destaque para algumas localidades no Pará e Tocantins, com registro de negócios até R$ 270/@ (valor bruto) para o animal macho terminado. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 286/@ (à vista) vaca a R$ 271/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 272/@ (prazo) vaca R$ 256/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 256/@ (à vista) vaca a R$ 251/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 286/@ (prazo) vaca a R$ 266/@ (prazo).

PORTAL DBO/SCOT CONSULTORIA


Rabobank avalia queda de 2% na exportação de carne bovina em 2021, mas prevê crescimento de 1% em 2022

Com à suspensão dos embarques para a China, o Rabobank estima uma redução de 2 % neste ano de 2021, em comparação com o ano anterior. No entanto, a perspectiva para 2022, é que os embarques de carne bovina tenham uma ligeira recuperação de 1% nas vendas externas


“Os dados de outubro indicam queda de 49 % nos embarques totais com relação ao mês anterior, com a China reduzindo as compras em 93 % no mesmo período. Apesar das expectativas para o retorno em breve sejam ainda positivas, os impactos nas quedas dos preços do boi gordo têm sido significativos”, informou o banco holandês. No acumulado de janeiro a outubro de 2021, a China ainda segue como maior destino, seguidos por Hong Kong e os Estados Unidos. Juntos, esses três mercados representam 63% de todas as vendas externas. “Novas oportunidades também podem surgir com os Estados Unidos, que nos dados até outubro aumentaram em 86% das compras do Brasil e com as expectativas de Real mais desvalorizado pode ganhar ainda mais competitividade neste mercado”, destacou o analista de proteína animal do Rabobank, Wagner Hiroshi Yanaguizawa. No médio prazo, as expectativas são de incremento nas importações de carne bovina por parte da China. “Com as mudanças nos hábitos de consumo durante o período da pandemia o país tem elevado o consumo de carne bovina e projetando um cenário de crescimento limitado da produção local. A única alternativa é aumentar as compras externas. E nesse sentido o Brasil está bem posicionado no mercado chinês”, comentou o Rabobank. A produção de proteína animal está sendo impactada pela falta de mão de obra nas indústrias frigorificas dos Estados Unidos e Europa e isso deve estimular os compradores a investir na proteína brasileira. O Rabobank estima que a recuperação da economia nacional e global com o avanço da vacinação contra a Covid-19, os riscos climáticos para produção de grãos e pastagens (La Niña), novas projeções de câmbio mais desvalorizado, lançamento do novo pacote de ajuda financeira, demanda chinesa e as eleições devem guiar o mercado pecuário no próximo ano.

Rabobank


SUÍNOS


Rabobank projeta 5% no aumento do plantel de suínos na China em 2022 e recuo nas importações de carne suína

As exportações da proteína brasileira devem ter um crescimento modesto em relação ao ano passado, na ordem de 1%


De acordo com dados divulgados pelo Rabobank, a expectativa para a suinocultura brasileira é de aumento na produção e crescimento modesto nas exportações, enquanto a China recompõe o rebanho de suínos e produção de proteína. O banco informa que o movimento de abate de matrizes em algumas regiões da China, somado aos altos custos de produção e queda do faturamento, devem impactar no ritmo de recuperação do rebanho em 2022, e com isso, a expectativa é de um aumento de 5% no plantel suíno. A perspectiva do Real mais desvalorizado em 2022 pode trazer ainda mais oportunidades para carne suína brasileira, mesmo com a expectativa de nova queda na demanda do gigante asiático. Sendo assim, apesar de um crescimento modesto de 1% nas exportações de carne suína brasileira, o aumento deve fazer o Brasil atingir um novo recorde em volume embarcado, alcançando 1,1 milhão de toneladas no ano que vem. No mercado interno, apesar das diferenças entre as regiões produtoras e consumidoras, de maneira geral, os incrementos na oferta tem desafiado a demanda e dificultado os aumentos de preços tanto do suíno vivo como da carcaça. Segundo o relatório do Rabobank, o início de 2022 será o primeiro desafio para a suinocultura brasileira, com a redução sazonal na demanda para a China em janeiro, somada ao menor consumo doméstico nesse período. Isso pode trazer um cenário de pressão nos preços do atacado/varejo com o próprio mercado testando o poder de compra do consumidor. "Vale mencionar que o comportamento da demanda no feriado do Ano novo chines, somado aos desafios adicionais com a PSA e Covid-19 (com a chegada das estações mais frias) vão direcionar as exportações brasileiras no início de 2022. A procura por novos destinos deve se intensificar no próximo ano com a tendência de recomposição do plantel suíno da China e recuperação da oferta global elevando a competitividade no mercado externo", informou o Rabobank.

Rabobank


Suínos: cotações em queda no sul marcam a quarta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 115,00/R$ 123,00, assim como a carcaça especial, valendo R$ 9,10/R$ 9,50 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (9), o preço ficou estável somente no Rio Grande do Sul, custando R$ 5,68/kg. Houve queda de 0,84% no Paraná, chegando a R$ 5,89/kg, e de 0,16% em Santa Catarina, atingindo em R$ 6,09/kg. Foi registrado aumento de 4,03% em Minas Gerais, alcançando R$ 6,97/kg, e de 0,78% em São Paulo, fechando em R$ 6,46/kg.

Cepea/Esalq


Exportações de carne suína crescem 11,9% em outubro

As exportações de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) alcançaram em outubro 99,1 mil toneladas, de acordo com levantamentos feitos pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)


O dado supera em 11,9% o desempenho registrado no décimo mês de 2020, quando foram exportadas 88,5 mil toneladas. O saldo em dólares das exportações de outubro chegou a US$ 217,9 milhões, resultado 9,3% maior que os US$ 199,4 milhões obtidos com os embarques no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, as vendas de carne suína já se aproximam de 1 milhão de toneladas. Entre janeiro e outubro, foram embarcadas 967,9 mil toneladas, volume 13,4% maior que o registrado nos dez primeiros meses de 2020, com 853,4 mil toneladas. O saldo é significativamente positivo também na receita das exportações, chegando a US$ 2,279 bilhões, desempenho 21,5% maior que o efetivado entre janeiro e outubro do ano passado, com US$ 1,876 bilhões. “A média de embarques registrada até aqui no segundo semestre é histórica, acima de 100 mil toneladas, e projeta para o cumprimento da expectativa de um novo recorde de exportações de carne suína do Brasil, alcançando 1,1 milhão de toneladas”, avalia Ricardo Santin, Presidente da ABPA. A China segue como principal destino das exportações de carne suína, com importação total de 481,9 mil toneladas entre janeiro e outubro, volume 13,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Outros destaques são o Chile, com 52,5 mil toneladas (+56,5%), Japão, com 11,3 mil toneladas (+19,1%) e EUA, com 9,7 mil toneladas (+43,4%).

ABPA


Santa Catarina: Queda no preço base preocupa suinocultores

A Cooperativa Central Aurora anunciou baixa de R$ 0,10 no preço pago pelo quilo do suíno vivo a partir da quarta-feira (10). A notícia preocupa os suinocultores, já que os custos de produção estão elevados em 2021 e contribuem para que os produtores continuem no vermelho com a atividade


“Nesta época do ano o normal seria aumentar a remuneração dos suinocultores porque a tendência histórica é de aumento no consumo. Tradicionalmente em outubro os mercados começam a abastecer seus estoques para as festas de final de ano. Mas em 2021 está sendo o contrário. A perda do poder aquisitivo da população é um dos fatores que interfere nesta baixa, já que as pessoas estão com dificuldades para comprar proteína. A exportação de carne bovina para a China ainda está travada e também contribui para a baixa de preços”, elenca o Presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi. Durante análise de mercado Losivanio destaca que os suinocultores não obtiveram lucro com a atividade em 2021. “Mesmo assim acompanhamos o crescimento da suinocultura pelo país com o aumento de plantel incentivado pelas indústrias e cooperativas. Isso é preocupante e podemos dizer que o primeiro semestre de 2022 será de grandes dificuldades para nós suinocultores”.

ACCS


FRANGOS


Frango: quarta-feira termina com preços estáveis no Sul

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 5,60/kg, enquanto o frango no atacado caiu 1,35%, chegando em R$ 7,30/kg


Na cotação do animal vivo, não houve mudança de preço no Paraná, fixado R$ 5,91/kg, nem em Santa Catarina, custando R$ 3,70/kg. Em São Paulo, houve queda de 9,09%, atingindo R$ 5,00. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (9), o preço da ave congelada ficou estável em R$ 7,76/kg, enquanto o resfriado teve leve alta de 0,12%, fechando em R$ 8,08/kg.

Cepea/Esalq


Exportação de frango brasileiro deve acompanhar o avanço da produção da proteína em 2022, informa Rabobank

Para o banco, tanto a produção brasileira da proteína quanto as exportações devem crescer na ordem de 1,5% em 2022


Segundo o Rabobank, detalhando as perspectivas para o agro brasileiro em 2022, a expectativa para a exportação de carne de frango brasileira é positiva, mas merece atenção em alguns pontos. A projeção é de um avanço de 1,5% nos embarques para o ano que vem, chegando a 4,4 milhões de toneladas embarcadas. O analista do setor de proteínas animais do banco, Wagner Yanaguizawa, aponta que deve haver mudanças no cenário das parcerias comerciais em relação a 2021. Um dos exemplos é a exportação da proteína brasileira para o México que tem a tendência de diminuição, na expectativa de que a mão-de-obra nos frigoríficos dos Estados Unidos seja retomada e o país latino volte a importar dos norte-americanos. "No mercado externo, a manutenção do ritmo de reabertura econômica e câmbio ainda mais favorável devem manter positivas as demandas pela carne de frango brasileira", informou o relatório do banco. A produção da carne de frango no Brasil também deve aumentar 1,5%, mas os altos custos com alimentação das aves podem limitar os volumes. "Com relação ao mercado doméstico, a carne de frango tem a sido a proteína animal mais beneficiada em termos de consumo, diante do cenário de reabertura econômica e recuperação do poder de compra. A carne de frango tem seguido ritmo de valorização praticamente desde o início do ano, registrando a segunda queda mensal nos preços em outubro (após a queda de abril), refletindo os bons níveis de demanda interna", informou o Rabobank. Os custos de produção para a avicultura, principalmente da ração, assim como na produção suína, devem continuar impactando as margens do setor, porém com menor intensidade, já que as expectativas de novos aumentos de área de grãos plantada e produtividade devem reduzir os preços médios comercializados com relação a este ano, conforme análise do banco.

Rabobank


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


IBGE: Indústria paranaense avança 13,3% e fica entre os três melhores resultados do país

Dos 15 locais analisados pelo IBGE, apenas dez aumentaram a produção industrial no acumulado do ano, sendo que a indústria nacional avançou 7,5% no período. O Paraná ficou atrás apenas de Santa Catarina (18,1%) e de Minas Gerais (14,%)


Já no acumulado de 12 meses, os dois estados do Sul foram destaque, com Santa Catarina na liderança com o aumento de 16,4%. Além disso, o Paraná foi um dos poucos estados com avanço na atividade industrial especificamente em setembro de 2021, ante o mesmo mês do ano passado. O crescimento da indústria paranaense no período foi de 0,9%, superado apenas pelo Rio de Janeiro (5,3%), Minas Gerais (5%) e Santa Catarina (1,5%). Apenas os quatro estados apresentaram resultado positivo no período, sendo que, no País, a produção industrial recuou 3,9%. Assim como a maioria das regiões pesquisadas pelo IBGE, houve queda na produção paranaense entre agosto e setembro deste ano, com redução de 0,4%, mesmo resultado da média nacional. O aumento da indústria no Paraná no acumulado do ano foi puxado pela fabricação de máquinas e equipamentos, que teve evolução de 73,1% nos primeiros nove meses na comparação com o mesmo período de 2020. É seguida pela produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (44,3%) e de produtos de madeira (33,8%). Também avançaram a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (30%); produção de minerais não metálicos (20,1%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,6%); móveis (8,8%); bebidas (7,7%); produtos de borracha e de material não plástico (6,1%); outros produtos químicos (6%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,6%). Houve retrocesso na indústria de produtos alimentícios (-6,3) e de celulose, papel e produtos de papel (-1,7%). No acumulado dos últimos 12 meses, aumentaram a produção as fábricas de máquinas e equipamentos (61,7%); produtos de metal, não incluindo máquinas e equipamentos (33,7%); produtos de madeira (32%); veículos automotores, reboques e carrocerias (26,2%); produção de minerais não metálicos (22,2%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (14,8%); e de móveis (11,1%); bebidas (9,5%); produtos de borracha e de material não plástico (8,3%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,9%); e outros produtos químicos (2,6%). A queda foi na produção de produtos alimentícios (-2,6%) e de celulose, papel e produtos de papel (-1,7%). Já na comparação de setembro deste ano com setembro de 2020, houve avanço na fabricação de máquinas e equipamentos (35,9%); outros produtos químicos (7,1%); produção de minerais não metálicos (6,6%); produtos de madeira (4,2%); produtos de metal, não incluindo máquinas e equipamentos (11,7%). Não houve variação na indústria automotiva de um ano a outro, enquanto que foram observadas quedas no período nas indústrias de móveis (-20,6%); produtos de borracha e de material não plástico (-8,8%); produtos alimentícios (-6,8%); bebidas (-5,2%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,6%); celulose, papel e produtos de papel (-2%); e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,4%).

Agência de Notícias do Paraná


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar sobe após salto da inflação nos EUA, mas expectativas de Copom mais duro limitam ganhos

O dólar registrou leve alta contra o real na quarta-feira, em linha com a força internacional da moeda norte-americana após dados de inflação dos Estados Unidos, mas expectativas de juros ainda mais altos no Brasil limitaram os ganhos


A moeda norte-americana spot teve valorização de 0,21%, a 5,5024 reais na venda. O dólar futuro, cujas negociações vão além das 17h (de Brasília), tinha alta de 0,34% na quarta-feira, a 5,5175 reais. Segundo Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital, isso se deve a dados de inflação domésticos que surpreenderam para cima. O IBGE informou pela manhã que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,25% em outubro, após alta de 1,16% no mês anterior, alcançando a maior variação para o mês desde 2002 (1,31%). Em 12 meses, a alta foi a 10,67%, de 10,25% em setembro, resultado mais forte desde janeiro de 2016 (+10,71%). A leitura veio acima da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que esperavam avanço de 1,05% na base mensal e de 10,45% em 12 meses. Os dados, disse Argenta, apontam para inflação "mais preocupante", puxada pelos núcleos e não por fatores pontuais e temporários, o que elevou as apostas de participantes do mercado em aceleração do atual ciclo de aperto monetário do Banco Central. Atualmente, a taxa Selic está em 7,75% ao ano, após o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC promover elevação de 150 pontos-base em seu último encontro. A moeda norte-americana ganhava força globalmente, com seu índice frente a seis rivais fortes disparando 0,93%, a 94,847, após dados de inflação mais fortes do que o esperado nos Estados Unidos. Segundo o Departamento do Trabalho do país, o índice de preços ao consumidor norte-americano subiu 0,9% no mês passado, após alta de 0,4% em setembro. Nos 12 meses até outubro, o índice aumentou 6,2%, o maior avanço anual desde novembro de 1990, após salto de 5,4% em setembro. Além de avaliar perspectivas para a política monetária, investidores repercutiram nesta sessão o noticiário em torno da PEC dos Precatórios, que foi aprovada no final da terça-feira em segundo turno pelo plenário da Câmara e agora terá de ser apreciada pelo Senado.

REUTERS


Ibovespa fecha em alta, mas NY e petróleo reduzem fôlego

O Ibovespa fechou em alta pelo segundo pregão seguido na quarta-feira, refletindo alívio com a aprovação da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados


O índice, porém, terminou distante do melhor momento da sessão, conforme Wall Street acelerou as perdas em meio a preocupações com a inflação. Pesou ainda os preços do petróleo aprofundando queda, enfraquecendo as ações da Petrobras. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,52%, a 106.087,42 pontos, de acordo com dados preliminares. O movimento ampliou a alta em novembro - após quatro meses seguidos de queda, em que acumulou um declínio de mais de 18%. Na máxima do dia, chegou a 107.407,42 pontos.

REUTERS


Produção industrial cai em 9 das 15 regiões em setembro, diz IBGE

Somente 4 das 15 regiões analisadas pelo IBGE têm atividade acima do nível pré-pandemia; maior parque industrial do País, São Paulo registrou queda de 1% no mês. Minas Gerais (10,2% acima do nível de fevereiro de 2020), Santa Catarina (5,2% acima), Rio de Janeiro (1,7% acima) e Paraná (1,6% acima


Às voltas com problemas de oferta e de demanda, a maioria dos parques industriais regionais no País amargou perdas na passagem de agosto para setembro. A produção recuou em nove dos 15 locais que integram a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, apurada pelo IBGE. Como consequência, apenas quatro permanecem operando em patamar acima do alcançado em fevereiro de 2020, antes do agravamento da pandemia de covid-19 no País. “Fatores como o desabastecimento de insumos, um aumento do custo de produção e de matérias-primas e também a inflação acelerada, com uma taxa de desemprego em patamar alto, prejudicando o consumo das famílias, impactam diretamente a cadeia produtiva da indústria nacional”, justificou Bernardo Almeida, Gerente da pesquisa do IBGE. Em São Paulo, maior parque industrial do País, houve uma queda de 1,0% na produção em setembro ante agosto. A indústria paulista chegou a setembro operando em nível 1,4% aquém do pré-crise sanitária. Na média do País, a produção encolheu 0,4% na passagem de agosto para setembro, para patamar 3,2% inferior ao pré-covid. "A indústria de São Paulo se destaca como principal influência negativa", afirmou Almeida, ressaltando que houve perdas especialmente na fabricação de alimentos na região. “A indústria brasileira vem encontrando dificuldades para crescer em 2021, com trajetórias adversas marcando a maioria de seus parques regionais. Porém, em algumas localidades os sinais de dinamismo são ainda mais escassos. É o caso do Nordeste, cuja produção industrial segue muito abaixo do pré-pandemia (-17,9%).

O ESTADO DE SÃO PAULO


EMPRESAS


BRF vai pisar no freio para controlar alavancagem

Empresa reportou prejuízo líquido de R$ 277 milhões no terceiro trimestre


A deterioração dos preços da carne suína exportada à China e a disparada dos custos com grãos derrubaram o resultado da BRF no terceiro trimestre, período no qual a dona da Sadia também foi afetada pela valorização da opção de venda que os sócios na turca Banvit possuem contra a empresa brasileira. A BRF reportou na quarta-feira um prejuízo líquido de R$ 277 milhões. No mesmo trimestre do ano passado, havia lucrado R$ 220 milhões. O Vice-Presidente de Finanças e de Relações com Investidores da BRF, Carlos Moura disse que a empresa vem atuando com “previsibilidade, agilidade e austeridade” diante da conjuntura desafiadora. Em meio aos efeitos adversos da valorização do dólar sobre os níveis de endividamento, a BRF sinaliza que vai pisar no freio em investimentos — ao menos no curto prazo. “Estamos reorganizando as prioridades de capital para poder manter alavancagem sobre controle”, afirmou Moura. A meta da BRF é manter o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado) abaixo de 3 vezes. Em setembro, o indicador rompeu a barreira, saindo de 2,73 vezes para 3,06 vezes — o que também reflete o aporte de R$ 1,3 bilhão feito para adquirir a Hercosul e Mogiana, uma ofensiva que deu à companhia cerca de 10% de participação em ração para pet. De acordo com Moura, a desvalorização do dólar desde o fim de setembro (quando a empresa marca as dívidas do balanço trimestral) já faria com que a alavancagem estivesse 0,2 vez inferior. Além disso, a inclusão pro-forma do Ebitda em doze meses das duas companhias recém-adquiridas faria o indicador atingir 3,01 vezes. No balanço, a BRF só incorporou os resultados de setembro de Hercosul e Mogiana, frisou. Apesar do ambiente adverso, a BRF conseguiu segurar a margem bruta em níveis acima da concorrência. No terceiro trimestre registrou uma margem bruta de 21,2%, queda de 2,4 pontos na comparação anual. Como um todo, a BRF fez uma forte recomposição de preços — o que junto com o dólar valorizado ajudou a impulsionar a receita líquida. Entre julho e setembro, as vendas da companhia somaram R$ 12,4 bilhões, incremento 24,6% na comparação anual. O preço médio dos produtos comercializados pela BRF cresceu 18,6%. No Brasil, o preço médio subiu 20,7%, o que contribuiu para que a receita líquida aumentasse mesmo com uma queda de 0,6% no volume vendido no país. Ao todo, a receita líquida da BRF no Brasil chegou a R$ 6,4 bilhões, aumento de 20%. Em aves, o aumento foi de 7% e, em suínos, de 4,2%. Em contrapartida, as vendas de alimentos processados, que em geral entregam margens melhores, recuaram 2,9%.

VALOR ECONÔMICO


Menos dependente do Brasil, JBS lucrou R$ 7,6bi no terceiro trimestre

Ganho da companhia foi mais de duas vezes maior que o registrado no mesmo período de 2020


Os Estados Unidos provaram por que a JBS depende cada vez menos do Brasil. Maior empresa privada do país, com faturamento anual de quase R$ 330 bilhões, a companhia dos irmãos Batista acaba de registrar um dos melhores resultados da história no terceiro trimestre. Puxada pela forte demanda americana por carne bovina, a JBS lucrou R$ 7,6 bilhões no período, mais que o dobro do resultado do terceiro trimestre do ano passado, quando a companhia teve um lucro de R$ 3,1 bilhões. Na mesma base de comparação, a receita líquida aumentou 32,2%, atingindo R$ 92,6 bilhões. Atualmente, o Brasil responde por 25% do faturamento da empresa. Os números superlativos ainda não consideram aquisições feitas no exterior, que vão agregar US$ 2 bilhões em vendas anuais. No trimestre, a operação americana de carne bovina foi o principal destaque. A unidade JBS USA Beef – que também contempla as operações no Canadá e na Austrália, triplicou o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), somando R$ 8,4 bilhões, o equivalente a 60% do consolidado. A margem Ebitda da divisão pulou mais de dez pontos, de 9,6% no terceiro trimestre do ano passado para 21,8%, um novo recorde. Considerando todos os negócios, o Ebitda da JBS chegou a R$ 13,9 bilhões no trimestre, aumento de 74,2% na comparação anual. A margem do grupo cresceu 3,6% no intervalo, de 11,4% a 15%. No Brasil – onde ficam as divisões Seara e Friboi –, os negócios mostraram mais uma vez o peso dos custos (grãos e boi gordo). No trimestre, o Ebitda da Seara caiu 10,2%, para R$ 984 milhões. Com isso, a margem Ebitda do negócio de frango, suínos e alimentos processados registrou uma contração de 5,5 pontos, para 10,2%. No caso da Friboi, a margem Ebitda recuou 1,4 pontos, a 6,1%. Nesse caso, o embago chinês – anunciado no fim do trimestre – ainda não teve efeito, e provavelmente derrubará o resultado do negócio brasileiro de carne bovina no quarto trimestre. Em um sinal do menor peso do Brasil nos negócios, Tomazoni disse que o embargo da China tem um efeito significativo sobre a Friboi. O país asiático responde por cerca de 50% da exportação, mais ou menos um quarto da receita da divisão. Sem destino para a carne que iria à China, a JBS reduziu fortemente os abates no Brasil. No entanto, a divisão é apenas uma fração do grupo – 15% do total. “A China é 3,75% disso”, disse o CEO. Diante do momento favorável nos EUA e da forte geração de caixa – foram mais de R$ 7 bilhões em caixa livre no terceiro trimestre, o Conselho da JBS aprovou a distribuição de mais R$ 2,4 bilhões em dividendos (R$ 1 por ação). Como o grupo já havia pago R$ 5 bilhões em proventos em 2021, o dividend yield fica em 8%. Ao contabilizar as recompras de ações, de R$ 7 bilhões até outubro, o retorno ao acionista já chegou a 15%, destacou o CFO da companhia, Guilherme Cavalcanti. Nesse cenário de despesas financeiras menores, a JBS vem reduzindo o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda). O indicador passou de 1,61 vez em junho para 1,52 vezes em setembro. Em dólares, saiu de 1,73 vez para 1,49 vez. No horizonte, a JBS reiterou os planos de listar os negócios em uma bolsa nos Estados Unidos. “Se nada mudar no horizonte, nós vamos estar listados nos EUA em 2022”, ressaltou Tomazoni.

VALOR ECONÔMICO


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