Buscar
  • prcarne

CLIPPING DO SINDICARNE Nº 06 DE 10 DE NOVEMBRO DE 2021


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 06| 10 de novembro de 2021



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Preços da arroba do boi gordo voltam a subir com força nas praças pecuárias brasileiras

Nas regiões de São Paulo, animal terminado sobe para R$ 272/@, mas mercado já começa a especular possibilidade de negócios na casa dos R$ 300/@, informam as consultorias que acompanham o setor pecuário


A intensificação da busca por matéria-prima por arte dos frigoríficos e a oferta restrita de animais terminados resultaram em forte valorização nos preços do boi gordo nas principais praças do País. No Estado de São Paulo, a arroba do macho teve alta diária de R$ 5/@, para R$ 272/@ (valor a prazo e bruto), relata a Scot Consultoria. Os preços da vaca e da novilha prontas para abater também tiveram aumentos expressivos nesta terça-feira (9/11), de R$ 10/@ e R$ 9/@, respectivamente, alcançando, no mercado paulista, R$ 260/@ e R$ 2670/@ (preços brutos e a prazo). “Em São Paulo, as escalas de abate avançam com dificuldade e atendem, em média, quatro dias”, observa a Scot. Segundo apurou a IHS Markit, entre as principais praças pecuárias do Brasil, as altas mais expressivas ocorreram no interior paulista e no mercado de Minas Gerais. Em São Paulo, diz a IHS, o volume de oferta de boiadas gordas retraiu, pois muitos pecuaristas já não dispõem de lotes confinados. Plantas frigorificas em Minas Gerais relataram que a oferta de boiada gorda diminuiu muito. Mesmo com a ausência da China no mercado importador de carne bovina brasileiro, o mercado brasileiro do boi gordo vem se recuperando das fortes quedas verificadas nos meses anteriores, ressalta a IHS. Segundo a consultoria, as indústrias frigoríficas do País relataram que as vendas de carne bovina no atacado/varejo esboçaram melhor desempenho nas últimas semanas. Na bolsa B3, os preços futuros do boi gordo continuam em alta, pois agentes ainda veem grande chance de breve retorno da China nas compras da proteína brasileira, informa a IHS. No atacado, os preços dos principais cortes bovinos continuaram estáveis na terça-feira, sustentados pelo avanço regular das negociações, relata a IHS. A procura por carne desossada segue bem ativa e indústrias relataram recuperação nas vendas dos cortes de dianteiro, sobretudo pela firmeza dos preços das carnes concorrentes (frango e suínos). Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 286/@ (à vista) vaca a R$ 271/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 281/@ (prazo) vaca a R$ 261/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 266/@ (prazo) vaca a R$ 254/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 251/@ (à vista) vaca a R$ 239/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 261/@ (prazo) vaca R$ 246/@ (prazo).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: terça-feira de preços mistos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu até 2,50%, chegando a R$ 115,00/R$ 123,00, enquanto a carcaça especial avançou 1,11%/2,15%, valendo R$ 9,10/R$ 9,50 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (8), houve queda somente no Paraná, na ordem de 1,16%, atingindo R$ 5,94/kg. O preço do suíno vivo subiu 3,40% em Minas Gerais, alcançando R$ 6,70/kg, alta de 1,58% em São Paulo, custando R$ 6,41/kg, valorização de 1,16% em Santa Catarina, chegando a R$ 6,10/kg, e de 0,18% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 5,68/kg.

Cepea/Esalq


China relata surto de peste suína africana na ilha de Hainan, diz OIE

A China relatou um surto de peste suína africana (ASF) em uma fazenda de suínos na província insular de Hainan, no sul do país, segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), com sede em Paris disse na terça-feira

REUTERS


Argentina identifica e barra suínos portando PRSS

A Argentina, por meio do Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa), detectou três suínos reprodutores positivos para anticorpos da Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína (PRSS) em amostras oficiais de animais importados durante o período de quarentena


O país é livre desta doença, que não é transmissível ao homem, e por isso decidiu não admitir a entrada de animais importados para preservar e manter as condições sanitárias do setor suíno local. Segundo a Federação dos Produtores de Suínos “foi muito importante que o Senasa tenha comunicado com transparência e rapidez a situação que pode ser detectada ao cumprir todos os protocolos de quarentena estabelecidos pelo mesmo organismo”. Durante o mês de outubro, dois grupos de suínos da mesma origem foram importados para a Argentina e durante a quarentena oficial, três deles foram reativos à técnica ELISA para detecção de PRRS em amostras oficiais. Diante do resultado obtido, os veterinários oficiais do Senasa visitaram imediatamente as duas instalações de isolamento e verificaram se as condições específicas de biossegurança aplicáveis a este tipo de local estão devidamente cumpridas e se os procedimentos de quarentena foram cumpridos e registados. Conforme estabelecido nos procedimentos pós-controle foi realizado o teste confirmatório de Imunofluorescência Indireta (IFI), que também apresentou resultados positivos. O crescimento do setor tem exigido a incorporação da genética através de reprodutores importados, gerando um desafio que vem sendo assumido pelo Senasa, estabelecendo medidas preventivas para a entrada de PRRS com base na sua avaliação de risco e de acordo com a atualização das recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e informações científicas. A PRRS (Porcine Reproductive Respiratory Syndrome) é uma doença vírica nova, grave, e que atinge animais de todas as idades. As principais perdas com a doença estão relacionadas à diminuição do número de animais produzidos por porca/ano, e a diminuição da produção dos animais infectados. É uma das infecções virais com maior impacto econômico na América do Norte e em muitos países europeus. No Brasil é obrigatória a notificação imediata ao serviço veterinário oficial (SVO) de qualquer caso suspeito. O rebanho suíno brasileiro é considerado livre da infecção pelo vírus da PRRS perante à OIE.

AGROLINK


FRANGOS


A gripe aviária se espalha para a Polônia, atingindo fazendas que totalizam 650.000 aves

A Polônia relatou vários surtos de gripe aviária altamente patogênica H5N1 em granjas avícolas com bandos de quase 650.000 aves, disse a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na segunda-feira.

REUTERS


Exportações de carne de frango crescem 24,2% em outubro

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 397,1 mil toneladas em outubro, número que supera em 24,2% o desempenho registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 319,7 mil toneladas


Em receita, as vendas de carne de frango para o mercado internacional alcançaram saldo de US$ 715,2 milhões, desempenho 60,1% superior ao alcançado em outubro de 2020, com US$ 446,8 milhões. No acumulado do ano (janeiro a outubro), as exportações de carne de frango alcançaram 3,864 milhões de toneladas, volume 10,45% maior que as 3,498 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. Em receita, as exportações de carne de frango somaram US$ 6,339 bilhões, saldo 25,1% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 5,066 bilhões. “Houve crescimento generalizado nos diversos destinos de exportações da carne de frango do Brasil em outubro, mantendo as projeções positivas previstas pela ABPA para o ano de 2021. Ao mesmo tempo, a significativa alta na receita das exportações tem equilibrado os impactos das elevações dos custos de produção acumulados desde o ano passado”, avalia o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. Líder entre os principais importadores de carne de frango do Brasil, a China foi destino de 51,2 mil toneladas em outubro, volume 2,5% superior ao registrado no décimo mês de 2020. Outros destaques foram Japão, com 47,2 mil toneladas (+60,4%), Emirados Árabes Unidos, com 43,6 mil toneladas (+108,1%), África do Sul, com 23,6 mil toneladas (+1,3%), e União Europeia, com 19,7 mil toneladas (+49,6%). “Com média histórica recorde, acima das 400 mil toneladas mensais, o segundo semestre deste ano deve seguir em sólido ritmo de embarques, especialmente em um momento no qual, historicamente, regiões do Hemisfério Norte apresentam focos de Influenza Aviária, enfermidade da qual o Brasil é livre”, avalia o Diretor de Mercados da ABPA, Luis Rua.

ABPA


Fraca demanda faz preço do frango vivo recuar 5% na primeira semana de novembro

O frango vivo adquirido no mercado independente que está sendo processado nos abatedouros paulistas foi adquirido no sábado (6) por R$5,70/kg, ou seja, um valor 5% inferior ao registrado no primeiro dia da semana e do mês – R$6,00/kg em 1º de novembro, cotação que permanecia inalterada desde 15 de julho passado


O rompimento inicial dessa estabilidade de 112 dias, a mais longa de 2021, ocorreu na quinta-feira, 4, quando o frango vivo comercializado no interior paulista sofreu baixa de 10 centavos. O retrocesso, porém, não parou aí. Prosseguiu nos dois dias seguintes, ambos registrando queda de 10 centavos. Daí os R$5,70/kg que marcam a abertura dos negócios da segunda-feira. Em Minas Gerais a situação não foi muito diferente, pois a cotação de R$6,20/kg, estável desde 6 de outubro passado, também registrou a primeira baixa, de 10 centavos, na quinta-feira (4), sendo acompanhada de novo retrocesso no dia seguinte, mas desta vez de 20 centavos. E como, no sábado, o mercado mineiro operou nas mesmas condições do dia anterior, o valor de encerramento da semana ficou em R$5,90/kg. O que pode ocorrer nesta semana – final da primeira quinzena – é uma grande interrogação. O mercado do frango abatido vem demonstrando reação mínima ao início do mês e, por isso, os abatedouros permanecem operando com a produção própria, indo minimamente ao mercado independente de aves vivas, que permanece fraco. E a inconsistência aumenta na medida em que a semana termina com um novo feriadão. Aos valores atuais, frango paulista e mineiro registram variação anual pouco superior a 28%, menos da metade do incremento registrado no trimestre abril/junho (65,5% de valorização em relação ao mesmo trimestre do ano anterior). É um resultado que tende a um decréscimo contínuo no decorrer do mês sem que os custos de produção retrocedam na mesma proporção.

AVESITE


CARNES


Sem desoneração, aumento de custos podem impactar inflação e empregos em aves e suínos

Alerta é da ABPA, que ressalta perda de competitividade em plena retomada econômica


A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) alerta que os preços ao consumidor da carne de frango, da carne suína e seus subprodutos poderão ser impactados já no primeiro trimestre de 2022, caso não ocorra a prorrogação do modelo de Contribuição Previdenciária sobre Receita Bruta (CPRB), a chamada “desoneração da folha de pagamento”. Em vigor desde 2011 por meio da Lei 12.546/11, a CPRB foi estabelecida para estimular a geração de emprego e renda em cadeias produtivas de setores intensivos em mão de obra, como é o caso da cadeia agroindustrial da avicultura e da suinocultura, e outros quinze setores. O objetivo é que o prazo para a manutenção da desoneração seja estendido por mais quatro anos – caso contrário, terminará no final de dezembro deste ano. De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a reoneração dos setores – com a alteração do modelo tributário – deverá causar impactos diretos nos custos de produção, agravando o quadro inflacionário decorrente das altas de insumos (como ração, combustíveis e embalagens). “No início da pandemia, nosso setor produtivo, considerado essencial à estabilidade social, foi convocado a manter a produção. Em resposta, incrementamos a oferta de alimentos e o consumo per capita de produtos avícolas e suinícolas cresceu. Agora, o quadro poderá ser inverso com mais altas nos alimentos, caso não ocorra a prorrogação da desoneração”, explica. Outra consequência imediata é a provável suspensão das contratações pelo setor produtivo, que vem incrementando a oferta interna e as exportações de carne de frango e de carne suína. “Apenas no ano passado, contratamos mais de 20 mil trabalhadores, que se somaram aos cerca de 500 mil colaboradores diretos em nossas fábricas. Com o aumento dos custos e a perda de competitividade, não teremos como manter o ritmo de contratações, e ainda corremos o risco de demitir em meio à esperada retomada econômica”, analisa o Presidente da ABPA.

ABPA


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Justiça do Paraná mantém limites para aplicação de defensivos

Na ação civil pública, o Ministério Público defendeu a importância do regramento para a preservação do meio ambiente


A aplicação de defensivos agrícolas no estado do Paraná deve observar parâmetros e distâncias mínimas de segurança definidas em uma resolução estadual. A decisão é da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e confirma pedido feito pelo Ministério Público do Paraná que, em ação civil pública, questionou judicialmente a revogação, pelo estado do Paraná, de resolução que estipulava condições mínimas de segurança para a aplicação dessas substâncias. Em 2018, o Paraná editou ato normativo – a Resolução Conjunta Sema/IAP/Seab/Adapar/CC 01/2018 – que revogou a Resolução Sein 22/1985, que estabelecia limites de segurança para a aplicação de defensivos em áreas de mananciais, próximas a núcleos populacionais, agrupamentos de animais, escolas e culturas suscetíveis de danos. Na ação civil pública, o Ministério Público, por meio da Regional de Curitiba do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente e Habitação e Urbanismo (Gaema) e da Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente de Curitiba, defendeu a importância do regramento para a preservação do meio ambiente e proteção da saúde das populações relacionadas e ponderou que a decisão pela revogação das regras foi adotada sem qualquer análise técnica dos órgãos públicos ambientais envolvidos, tendo sido considerada apenas manifestação do setor produtivo agrícola. Em primeiro grau, a 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba já havia deferido o pedido do Ministério Público e decretado a nulidade do ato que revogou os critérios de segurança. A recente decisão, publicada em acórdão do TJPR na última semana, em 4 de novembro, confirma a decisão em segundo grau de jurisdição e nega recurso interposto pelo estado do Paraná e pelo Instituto Água e Terra. Anteriormente ao ingresso da ação judicial, o MPPR buscou resolver a questão de forma administrativa, com a edição de recomendação administrativa para tentar evitar a revogação da resolução pelo Estado. A medida, entretanto, não foi acatada.

CANAL RURAL


Pedro Lupion é o relator do projeto sobre autocontrole nas atividades agropecuárias na CCIC

O deputado federal Pedro Lupion (DEM-PR) foi escolhido para relatar, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, o projeto que trata sobre programas de autocontrole nas atividades agropecuárias (PL 1293/21)


A proposta está no prazo de cinco sessões do colegiado para receber emendas de outros parlamentares. Depois disso, Lupion poderá apresentar seu relatório. “Vamos trabalhar na CCJC para aprovar o melhor texto possível, que fortaleça a defesa agropecuária, e que garanta segurança jurídica aos órgãos de fiscalização e ao produtor rural”, afirmou o deputado pelo Paraná. O PL 1293/21 tem como objetivo principal a modernização da legislação, ao possibilitar, a agentes privados, o desenvolvimento de programas de autocontrole da produção. O objetivo é garantir segurança, qualidade e identidade dos produtos. Agentes privados deverão atender a critérios mínimos, o que vai ampliar as responsabilidades deles. “Isso vai permitir ao Estado se concentrar nas atividades agropecuárias mais sensíveis e de maior risco, permitir um melhor uso da estrutura da fiscalização agropecuária brasileira e torná-la referência no mundo”, disse o relator. Produtores poderão aderir voluntariamente aos programas de autocontrole, por um protocolo privado de produção, com registros auditáveis de toda a cadeia - da matéria-prima ao produto final.

Assessoria de Imprensa


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar tem forte queda ante real

Expectativas de juros mais altos no Brasil e dados de inflação dos Estados Unidos no radar


O dólar negociado no mercado interbancário caiu 0,91%, a 5,4911 reais. Enquanto isso, o dólar futuro de maior liquidez tinha queda de 0,99%, a 5,5170 reais. Além do noticiário político-fiscal, há expectativas de que o Banco Central possa acelerar o ritmo de aperto monetário como fator de apoio para o real. No último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) da autarquia, a taxa Selic foi elevada em 150 pontos-base, a 7,75% ao ano. No exterior, o índice do dólar contra uma cesta de moedas fortes oscilava entre estabilidade e leve queda. Investidores apontaram o ambiente global como benigno para ativos considerados arriscados na terça-feira. O mercado internacional fica agora à espera da divulgação, nesta quarta-feira, de dados sobre a inflação ao consumidor norte-americano, que podem oferecer pistas sobre quando o Federal Reserve elevará os juros. O banco central dos EUA disse em sua última reunião de política monetária que terá paciência em relação à elevação dos custos dos empréstimos. A manutenção de juros baixos na maior economia do mundo é vista como favorável a moedas de países emergentes.

REUTERS


Mercado respira e bolsa fecha em alta

Com investidor atento à PEC dos Precatórios, Ibovespa registrou ganho de 0,7%


À espera da definição sobre a PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados, os investidores aproveitaram o dia para retirar parte dos prêmios de risco que vêm pesando nos ativos locais recentemente. Ainda que a PEC não seja considerada por analistas como boa do ponto de vista fiscal, a percepção de que a proposta deve ser aprovada em segundo turno tira do horizonte os cenários considerados ainda piores pelos investidores. Assim, a sessão foi de alta da bolsa e de queda do dólar e das taxas longas de juros. O Ibovespa terminou o pregão em alta de 0,72%, aos 105.535 pontos. O volume negociado dentro do índice foi de R$ 20,64 bilhões, abaixo da média anual diária de R$ 24 bilhões. Em um movimento que chamou a atenção, o Ibovespa chegou a acelerar os ganhos após deputados terem rejeitado o destaque que alterava a regra de correção do teto de gastos - âncora fiscal que tem amplo apreço entre os participantes do mercado financeiro. Segundo gestores consultados havia o temor de que, sem os votos necessários para a rejeição do destaque - que abre espaço fiscal no ano que vem -, o governo poderia decretar Estado de Calamidade para comportar novos gastos e ampliar os benefícios sociais. A confiança em relação ao resultado sobreviveu, inclusive, à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de formar maioria em relação à liminar concedida no fim da semana passada pela ministra Rosa Weber, que suspende as emendas de relator em 2022. As emendas de relator são um dos instrumentos usados pelo governo na barganha com parlamentares em votações, e ganharam a alcunha de “orçamento secreto” pela baixa transparência na negociação e execução.

VALOR ECONÔMICO


IPCA: INFLAÇÃO ACELERA PARA 1,25% EM OUTUBRO, maior para o mês desde 2002

Com isso, o indicador acumula altas de 8,24% no ano e de 10,67% nos últimos 12 meses, acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (10,25%). Em outubro do ano passado, a variação mensal foi de 0,86%


Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quarta-feira (10/11) pelo IBGE. Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram em outubro, com destaque para os transportes (2,62%), principalmente, por conta dos combustíveis (3,21%). A gasolina subiu 3,10% e teve o maior impacto individual no índice do mês (0,19 p.p.). Foi a sexta alta consecutiva nos preços desse combustível, que acumula 38,29% de variação no ano e 42,72% nos últimos 12 meses. “Transportes tiveram a maior variação e o maior impacto (0,55 p.p) de longe no índice do mês, afirma o Gerente do IPCA, Pedro Kislanov. “A alta da gasolina está relacionada aos reajustes sucessivos que têm sido aplicados no preço do combustível, nas refinarias, pela Petrobras. Além gasolina, houve aumento também nos preços do óleo diesel (5,77%), do etanol (3,54%) e do gás veicular (0,84%)”. Também aceleraram os preços das passagens aéreas (33,86%). Houve alta em todas as regiões pesquisadas, que foram desde 8,10% em Rio Branco até 47,52% em Recife. “A depreciação cambial e a alta dos preços dos combustíveis, em particular do querosene de aviação, têm contribuído com o aumento das passagens aéreas. A melhora do cenário da pandemia, com o avanço da vacinação, levou a um aumento no fluxo de circulação de pessoas e no tráfego de passageiros nos aeroportos. Como a oferta ainda não se ajustou à demanda, isso também pode estar contribuindo com a alta dos preços”, explica Kislanov. Outro destaque foi a aceleração dos preços do transporte por aplicativo (19,85%), que já haviam subido 9,18% em setembro. Os automóveis novos (1,77%) e usados (1,13%) também seguem em alta e acumulam, em 12 meses, variações de 12,77% e 14,71%, respectivamente. Os preços também avançaram no grupo dos alimentos e bebidas (1,17%), segunda maior contribuição (0,24 p.p.) no IPCA, puxado pelas altas no tomate (26,01%) e na batata-inglesa (16,01%), que fizeram acelerar a alimentação no domicílio (1,32%). “Esse aumento no tomate e na batata decorre da redução da oferta devido ao frio e às chuvas”, observa Pedro Kislanov. Também subiram o café moído (4,57%), o frango em pedaços (4,34%), o queijo (3,06%) e o frango inteiro (2,80%). Por outro lado, recuaram os preços do açaí (-8,64%), do leite longa vida (-1,71%) e do arroz (-1,42%). A alimentação fora do domicílio passou de 0,59% em setembro para 0,78% em outubro, principalmente por conta do lanche (1,31%), que havia apresentado variação negativa no mês anterior (-0,35%). A refeição (0,74%), por sua vez, desacelerou frente ao resultado de setembro (0,94%).

Agência IBGE de Notícias


MEIO AMBIENTE/EMPRESAS


Frigoríficos têm como custear combate ao desmatamento, diz Fitch

Segundo a agência, empresas do segmento dispõem de flexibilidade financeira que permite que elas se adaptem a compromissos ambientais da COP26


As empresas de carnes têm flexibilidade financeira para cobrir os custos necessários para se adaptarem ao compromisso que diversos países, entre eles Brasil e Estados Unidos, assumiram de acabar com o desmatamento até 2030. Essa é a avaliação da agência de classificação de crédito Fitch Ratings, que divulgou um relatório sobre o tema. Para a Fitch, ainda que seja difícil quantificar os efeitos de acabar com o desmatamento na oferta de gado, nos preços e nas margens, os efeitos de curto prazo são “provavelmente” neutros devido ao longo tempo que ainda há para implementação. Além disso, “baixa alavancagem [relação entre dívida e Ebitda] e maior flexibilidade financeira também vão mitigar os efeitos de crédito”, avaliou a agência. A empresa lembrou que JBS, Marfrig e Minerva podem ter alguma proteção à compra de gado no Brasil devido à diversificação que operadores de fora do país asseguram. A Fitch também citou os investimentos que essas companhias estão fazendo em alimentos plant-based. E, enquanto as ações para combater o desmatamento podem ter baixo impacto financeiro sobre as empresas de carnes, a inação definitivamente pode trazer prejuízos. A Fitch recorda que já há casos de restrições comerciais relacionadas com questões sanitárias no Brasil, como o recente embargo da China após a confirmação de dois casos atípicos de "vaca louca", e que alguns países europeus já propuseram banir importações de carne brasileira devido aos incêndios na Amazônia. As exportações de carne para a Europa representam cerca de 10% da divisão brasileira da Minerva, 6% da receita de exportação da JBS e 1% da receita da Marfrig. O principal destino é a Ásia. “Nós acreditamos que padrões ambientais elevados fortalecem o perfil de crédito dessas companhias”, defendeu a Fitch.

VALOR ECONÔMICO


Brasil já desenvolve técnicas para reduzir emissão de metano na pecuária

Melhoramento genético de pastagens e dos animais e a utilização de aditivos que podem ser agregados na alimentação estão entre as estratégias


O Brasil já vem trabalhando com estratégias para reduzir a emissão de metano na pecuária do país. O tema foi abordado em coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (8) com o Secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Fernando Camargo, e o Presidente da Embrapa, Celso Moretti. Na última semana, o Brasil foi uma das nações que aderiram ao compromisso global para redução das emissões de metano durante a COP 26, em Glasgow. Entre as estratégias que já são utilizadas para reduzir a emissão de metano na pecuária brasileira estão o melhoramento genético de pastagens para desenvolver alimentos mais digestíveis para os animais e o melhoramento genético dos animais, que permite o abate precoce. Também está em estudo a utilização de aditivos que podem ser agregados na alimentação animal, com substâncias como taninos e óleos essenciais. “Nos últimos 10 anos, o Brasil reduziu de 48 para 36 meses o tempo de abate. Quando o animal fica menos tempo no campo, ele vai produzir menos metano”, explicou o Presidente da Embrapa. Além da redução da emissão, o Brasil já trabalha na compensação de emissões, como os sistemas Integrados de Lavoura-Pecuária e Floresta (ILPF) que hoje ocupa 17 milhões de hectares. Para o Secretário Camargo, o acordo vem em boa hora e é importante que o Brasil não esteja fora dessa iniciativa. “O Brasil é parte da solução, e temos que estar engajados em todas essas iniciativas para que que consigamos manter 1,5ºC de crescimento de temperatura em relação aos níveis pré industriais, por isso que assinamos esse importante pacto”, disse, lembrando que técnicas como a terminação intensiva e manejo de dejetos de animais já estão contempladas no Plano Setorial de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, Chamado de ABC. Entre as metas do ABC+ até 2030 estão a adoção de tecnologias sustentáveis em mais de 72 milhões de hectares de áreas degradadas e a mitigação de 1,1 bilhão de toneladas de CO² equivalente, superando o recorde alcançado pela fase anterior do plano ABC. Camargo esclareceu que o acordo assinado em Glasgow prevê uma meta global de 30% de redução de emissões de metano até 2030, e cada país irá avaliar, de acordo com suas possibilidades, as ambições que serão possíveis de alcançar. Além da emissão da pecuária, outras áreas como os lixões urbanos e a extração de petróleo também devem ser avaliadas.

MAPA


INTERNACIONAL


Enquanto Brasil fica de fora do mercado da China, os EUA expandem embarques de carne bovina ao país asiático

De acordo com o USDA, no acumulado de janeiro a setembro/21 as vendas da proteína norte-americana ao mercado chinês cresceram 761% em faturamento, para US$ 1,12 bi


“A China tem sido uma importante fonte de crescimento para as exportações de carne bovina dos EUA em 2021”, relata a Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF). Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, os embarques de carne bovina norte-americana ao mercado chinês cresceram 672% em relação ao mesmo período de 2020, para 138.041 toneladas. Em receita, o aumento das vendas à China foi de 761% (considerando a mesma base de comparação), gerando receita total de US$ 1,12 bilhão. Caso seja incluído o mercado de Hong Kong, o volume enviado até setembro sobe para 176.694 toneladas, com faturamento de US$ 1,49 bilhão – o que significou quebra do recorde anterior, de US$ 1,15 bilhão, estabelecido em 2014. Nas contas da USMEF, os embarques de carne bovina aos mercados do Japão, Coreia do Sul e China/Hong Kong alcançarão receita da ordem de US$ 2 bilhões em 2021. Em setembro passado, as exportações totais de carne bovina dos EUA atingiram 123.628 toneladas, um aumento de 20% em relação ao mesmo mês de 2020 e o quarto maior volume da era pós-BSE (Encefalopatia Espongiforme Bovina, ou “mal da vaca louca”). O valor das exportações saltou 59% no mês passado, para US$ 954,1 milhões, o segundo maior mês já registrado, perdendo apenas para agosto de 2021. No acumulado dos primeiros três trimestres de 2021, os embarques totais de carne bovina aumentaram 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 1,08 milhão de toneladas, com receita de US$ 7,58 bilhões – um acréscimo de US$ 2 bilhões (ou 36%) na comparação com o faturamento obtido em igual intervalo de 2020. As exportações norte-americanas de carne suína totalizaram 219.687 toneladas em setembro, queda de 1% em relação ao volume obtido em igual mês do ano anterior. No entanto, em valor, os embarques em setembro cresceram 8%, para US$ 608,3 milhões. No acumulado de janeiro a setembro, as exportações de carne suína dos EUA subiram 1%, para 2,24 milhões de toneladas, enquanto a receita no período teve aumento de 9%, para US$ 6,23 bilhões.

PORTAL DBO


POWERED BY

EDITORA ECOCIDADE LTDA

041 3289 7122

imprensa@sindicarne.com.br

2 visualizações0 comentário