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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 04 DE 08 DE NOVEMBRO DE 2021


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 04| 08 de novembro de 2021


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Mercado do boi gordo reagindo

O mercado reagiu (pelo segundo dia) em função da mudança da oferta de bovinos confinados, que diminuiu


As escalas de abate encolheram, atendendo, em média, 4 dias, o que fez os compradores ofertarem mais pela arroba do boi gordo. As ofertas de compra para o boi gordo melhoraram RS2,00/@. Portanto, pagou-se R$265,00/@, a prazo e bruto, R$264,50/@, descontado o Senar, e R$261,00/@, descontado o Senar e o Funrural. No Triângulo Mineiro foi a mesma coisa, o preço para todas as categorias subiu R$1,00/@. Com isso, a arroba do boi, vaca e novilha gordos ficou apregoada em R$250,00, R$239,00 e R$245,00, na mesma ordem, preços brutos e a prazo. Preços livres de Funrural: PR Noroeste, à vista R$277,00 em 30 dias R$279,00; MS Campo Grande: à vista R$255,00, em 30 dias, R$257,00; GO Goiânia, à vista R$238,50, em 30 dias, R$240,50; MT, Cuiabá, à vista R$239,50, em 30 dias, R$241,50; MS, Campo Grande, à vista R$255,00, em 30 dias, R$257,00.

SCOT CONSULTORIA


Exportações totais de carne bovina caíram 43% em outubro

As exportações totais de carne bovina (envolvendo o produto in natura e processados) movimentaram 108.630 toneladas em outubro, obtendo-se uma receita de US$ 541,6 milhões informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério da Economia, compilados pela entidade


Com a ausência da China, o maior importador do produto, houve queda de 43% no volume e de 31% na receita em relação ao mesmo mês de 2020. No ano passado a movimentação de outubro foi de 189.575 toneladas e a receita US$ 790,18 milhões. Para o mercado chinês houve apenas uma exportação residual de 27.700 toneladas em outubro, a maior parte com entrada pela cidade estado de Hong Kong (19.466 toneladas). Em setembro de 2021, as exportações para a China realizadas pelo continente e por Hong Kong atingiram o recorde de 132.455 toneladas. Segundo a ABRAFRIGO, no acumulado do ano as exportações brasileiras do produto já atingiram 1.610.799 toneladas, queda de 2,4% em relação ao acumulado no mesmo período do ano passado, quando a movimentação foi de 1.650.215 toneladas. Nas receitas, no entanto, houve um crescimento de 16% graças aos bons preços do produto no mercado internacional. Em 2020, a receita até outubro foi de US$ 6,899 bilhões e em 2021 atingiu a US$ 8 bilhões. Entre os 20 maiores compradores do produto brasileiro, no acumulado do ano, a China juntamente com Hong Kong vem em primeiro lugar, com 916.938 toneladas importadas, 56,9% do total movimentado pelo país (em 2020 foram 948.224 toneladas). Em segunda posição vem os Estados Unidos que movimentou até aqui 95.759 toneladas, contra 48.773 toneladas no ano passado (aumento de 96,3%). O Chile, que ampliou suas aquisições em 23,1%, passando de 71.512 toneladas no ano passado para 88.062 toneladas em 2021, ocupou a terceira posição. Na quarta colocação, com 51.145 toneladas importadas está o Egito que reduziu suas compras em 54,9% em relação a 2020, quando movimentou 113.304 toneladas. As Filipinas assumiram a quinta posição aumentando suas aquisições em 16,5%, passando de 33.778 toneladas em 2020 para 39.336 toneladas em 2021; os Emirados Árabes ocuparam o sexto lugar, com crescimento de 14,1% na movimentação que passou de 33.811 toneladas no ano passado para 38.575 toneladas neste ano. No total 96 países aumentaram suas compras e outros 71 reduziram suas aquisições.

ABRAFRIGO


SUÍNOS


Suínos: preços ficam mistos na sexta-feira

A sexta-feira marcou um final da semana de negociações no mercado de suínos com preços mistos, mas a maioria em queda. Houve alta somente no Paraná, na ordem de 0,17%, chegando a R$ 6,01/kg


Segundo o Cepea/Esalq, os preços passaram a cair desde a segunda quinzena de outubro, pressionados pela retração de frigoríficos, que limitaram as compras de novos lotes devido ao enfraquecimento das vendas de carne no atacado. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 113,00/R$ 117,00, enquanto a carcaça especial caiu até 1,05%, valendo R$ 9,00/R$ 9,40 o quilo. No preço do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (4), houve alta somente no Paraná, na ordem de 0,17%, chegando a R$ 6,01/kg. Ficaram estáveis os preços em Minas Gerais, custando R$ 6,48/kg, e no Rio Grande do Sul, com valor de R$ 5,67/kg. Houve recuo nos preços em Santa Catarina, baixando 0,50% e atingindo R$ 6,03/kg, e baixa de 0,16% em São Paulo, fechando em R$ 6,26/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: sexta-feira terminou com preços estáveis

A semana do frango se encerrou com cotações estáveis ou em queda


Segundo o Cepea/Esalq, depois de avançarem por cinco meses consecutivos e atingirem recordes reais em setembro, os valores médios da carne de frango se enfraqueceram, especialmente na segunda metade de outubro. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja caiu 1,67%, custando R$ 5,90/kg, enquanto o frango no atacado ficou estável em R$ 7,40/kg. No preço do animal vivo, não houve mudança em São Paulo, valendo R$ 5,50/kg, no Paraná, fixado R$ 5,91/kg, nem em Santa Catarina, custando R$ 3,70/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (4), o preço da ave congelada caiu 0,64%, chegando a R$ 7,76/kg, e o da resfriada baixou 0,49%, fechando em R$ 8,07/kg.

Cepea/Esalq


Frango/Cepea: Preço cai em out/21, após subir por 5 meses

Depois de avançarem por cinco meses consecutivos e atingirem recordes reais em setembro, os valores médios da carne de frango se enfraqueceram em outubro


Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio das vendas mais lentas, especialmente na segunda metade do mês. Ressalta-se que o preço médio da proteína em outubro ainda superou em mais de 20% o do mesmo mês de 2020, em termos reais, o que representa um alento ao setor avícola, que trabalhou com margens apertadas – e até negativas –, devido aos elevados custos de produção, especialmente os relacionados à alimentação e à energia elétrica.

Cepea


CARNES


FAO: entre as carnes, apenas a de frango obteve aumento de preço em outubro

Após dois meses de perda de preço, a carne de frango recuperou-se no mercado internacional e atingiu em outubro, conforme a FAO, 108,35 pontos, valor que supera em 1,73% e 30,45% os preços alcançados em, respectivamente, setembro de 2021 e outubro de 2020


Mesmo assim, o preço mais recente ficou ligeiramente aquém dos 108,47 pontos de julho passado, maior valor registrado neste exercício. A carne de frango foi a única a valorizar-se em outubro. A bovina sofreu seu primeiro revés após 11 meses de altas praticamente contínuas, perdendo em outubro 0,91% do preço anterior – como efeito da interrupção das exportações brasileiras para a China. O retrocesso foi ocasionado exclusivamente pelo Brasil, pois, de acordo com os dados preliminares da FAO, o preço da carne bovina exportada pela Austrália e pelos EUA aumentou mais de 2% no mês, enquanto o do produto brasileiro recuou 9,6%. A perda maior no mês foi da carne suína, cujo preço recuou 3%, ficando abaixo do valor registrado um ano atrás, em outubro de 2020 (queda de 0,41%). A justificativa para os 89,64 pontos do mês foi a redução das importações por parte da China, comportamento que afetou os três principais fornecedores mundiais, todos com redução de preço: os EUA, com queda de 2%; o Brasil, de 3% e a Alemanha, de 4,7%. A carne bovina acumula 32,65% de aumento em 12 meses. Desde junho passado permanece com preços que superam o recorde histórico anterior – 118,83 pontos, preço alcançado em outubro de 2014 e desde então nunca ultrapassado. A carne de frango não conseguiu repetir o feito registrado em abril de 2013, quando atingiu a marca, histórica, dos 129,66 pontos: fechou outubro a 83,5% desse valor. A carne suína se encontra a menos de 70% de seu recorde histórico – 134,02 pontos alcançados em junho de 2014.

AGROLINK


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Pedágio: DER e Econorte ensaiam acordo: socorro a motoristas por mais 1 ano e obra descartada

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), órgão do governo estadual, divulgou na sexta-feira (5) que fez um acordo com a concessionária de rodovia Econorte, no âmbito de uma ação civil pública que tramita na Justiça Federal desde maio


Embora os contratos do governo estadual com as seis concessionárias de pedágio que atuam no Anel de Integração estejam se encerrando no fim deste mês, o acordo com o DER prevê que a Econorte permaneça prestando serviços aos usuários das estradas por mais um ano, como guincho mecânico e atendimento pré-hospitalar, sem cobrança de tarifa. A concessionária também manterá o centro de controle de operações e telefone para emergências 0800 e a guarda patrimonial dos bens móveis e imóveis que serão revertidos para o Estado. Em troca, a Econorte deixará de executar um viaduto em Jacarezinho. O conteúdo do acordo foi divulgado pelo DER. O acordo é resultado de uma audiência de conciliação realizada na sexta-feira (5) e ele ainda precisa ser homologado pela Justiça Federal. De acordo com o DER, a obra descartada estava estimada em R$ 14 milhões, mas nem saiu do papel. “A obra do viaduto no trevo da Rodovia Transbrasiliana com a Rua Fernando Botareli, em Jacarezinho, sequer começou. E se trata de um projeto antigo, que não contempla a futura duplicação da rodovia, já prevista no novo programa de concessões”, disse o Diretor-Geral do DER, Fernando Furiatti, à Agência Estadual de Notícias (AEN). Hoje a concessionária Econorte administra 342,47 quilômetros de rodovias estaduais e federais, tendo praças de pedágio em Jacarezinho (R$ 24,40), Jataizinho (R$ 26,40) e Sertaneja (R$ 27,50).

GAZETA DO POVO


Gado purunã ganha projeto de disseminação no Paraná

Raça desenvolvida no estado é resultante de cruzamentos de charolês, aberdeen angus, caracu e canchim


Animal de grande porte, carne macia, abate precoce e adaptação a diferentes climas. Essas são algumas das características da raça bovina de corte que nasceu no Paraná e comemorou cinco anos do seu reconhecimento oficial pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o purunã. Para celebrar a data, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) lançou o projeto Unidades Referência Purunã para disseminar a raça ainda mais, buscando ganhar espaço no mercado de carnes. O projeto prevê a capacitação de técnicos e a seleção de produtores para criação de animais com a assessoria do IDR-Paraná. Em outubro, foi realizada a primeira etapa. Técnicos das regiões dos Campos Gerais e do Vale da Ribeira participaram de um treinamento para conhecer melhor as características da raça. Numa segunda etapa, esses mesmos técnicos serão capacitados para dar assistência a produtores escolhidos pela entidade, para receber touros da raça pura para reprodução. Ao associar o melhor das quatro raças, os especialistas apontam que animais purunã são capazes de manter alto desempenho em diversas condições de relevo e de temperatura ambiente. Com isso, interessam aos mais variados perfis de criadores, do mais simples ao mais especializado, para uso em confinamento ou manejados em pastagem. Os animais da raça paranaense foram desenvolvidos na fazenda modelo do IDR-Paraná que fica em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. Na propriedade, há cerca de 1.600 cabeças de gado. Outros pontos de destaque da raça purunã são a distribuição equilibrada de gordura e o elevado rendimento da carcaça, assim como a qualidade da carne, que tem excelente marmoreio, de acordo com os técnicos. O marmoreio é a gordura entremeada nas fibras, que dá maciez, suculência e sabor amanteigado à carne. “É a única raça de bovino para corte criada no Brasil por um centro estadual de pesquisa. Suas características, alcançadas graças ao cruzamento de outras raças de qualidade, fazem com que o purunã ganhe cada vez mais adeptos”, afirma o pesquisador José Luís Moletta, que participou do desenvolvimento da raça.

CANAL RURAL


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar tem queda de 1,53% ante real com apetite por risco global

O dólar registrou sua maior perda diária em quase 2 meses contra o real na sexta-feira, encerrando a semana no vermelho após dados melhores do que o esperado sobre o emprego norte-americano desencadearem uma onda global de apetite por risco


O dólar spot encerrou o pregão em queda de 1,53%, sua maior desvalorização diária desde o dia 9 de setembro deste ano (-1,80%). Na semana, que não teve negociações na terça-feira devido a feriado, a moeda caiu 2,12%, perda semanal mais acentuada desde o período findo em 27 de agosto (-3,5%). Na B3 o dólar futuro de primeiro vencimento tinha queda de 1,50%, a 5,5475 reais. O bom humor tomou conta de mercados ao redor do mundo na sexta-feira, após dados do Departamento do Trabalho dos EUA mostrarem que a criação de vagas de trabalho nos EUA aumentou mais do que o esperado em outubro, conforme as infecções por Covid-19 durante o verão no Hemisfério Norte diminuíram. Foram criados 531 mil postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado. Economistas consultados pela Reuters esperavam abertura de 450 mil vagas. No âmbito doméstico, a incerteza fiscal continuava no radar, em meio a planos do governo de fornecer auxílio de 400 reais para a população vulnerável em 2022. O plano para financiamento dos benefícios, batizados de Auxílio Brasil, é a PEC dos Precatórios, que foi aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados nesta semana com uma margem estreita.

REUTERS


Ibovespa avança em semana com PEC dos Precatórios, balanços e Fed

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, assegurando um desempenho positivo na primeira semana de novembro


O movimento em praças internacionais avalizou a performance brasileira no período, com novas máximas em Wall St em meio a dados positivos da economia norte-americana, enquanto o Federal Reserve deu o primeiro passo para mudar sua política monetária, sem sobressaltos. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou a sexta-feira com acréscimo de 1,37%, a 104.824,23 pontos, acumulando alta de 1,28% na semana, após duas perdas semanais seguidas. O volume financeiro na bolsa na sexta-feira somou 31,5 bilhões de reais. Tal desempenho também veio após quatro meses consecutivos no vermelho, em que contabilizou declínio de mais de 18%. Em 2021, o Ibovespa ainda registra queda de 11,93%. Nos Estados Unidos, o banco central anunciou na quarta-feira redução do seu programa de compra de ativos a partir deste mês, mas reiterou a visão de que a alta inflação seria transitória e provavelmente não levaria a um aumento mais rápido dos juros. Da agenda econômica norte-americana, o destaque ficou para o final da semana, com números do mercado de trabalho corroborando perspectivas positivas para a atividade econômica dos EUA no começo do quarto trimestre.

REUTERS


Poupança tem saída líquida recorde para outubro de R$7,43 bi, aponta BC

A caderneta de poupança registrou saída líquida de 7,43 bilhões de reais em outubro, maior resgate já registrado para o mês na série histórica iniciada em 1995, mostraram dados do Banco Central na sexta-feira


No mês passado, os saques superaram os depósitos em 5,969 bilhões de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto na poupança rural houve resgate líquido de 1,461 bilhão de reais. Este é o terceiro mês consecutivo em que a poupança perde recursos, após resgates líquidos também expressivos em agosto (-5,468 bilhões de reais) e setembro (-7,720 bilhões de reais). No acumulado de janeiro a outubro, a poupança teve saída de 30,779 bilhões de reais, ante entrada de 144,228 bilhões de reais em igual período do ano passado, quando foi impulsionada pelo pagamento do auxílio emergencial e pelo nível baixo da taxa básica de juros, que aumenta a competitividade da poupança frente a outros investimentos. Desde março deste ano, o BC já elevou a Selic em 5,75 pontos percentuais, ao nível atual de 7,75% ao ano, em meio ao ciclo de aperto monetário conduzido para domar a inflação.

REUTERS


Cenário para economia brasileira piorou para 2022, diz Sachsida

O Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, disse na sexta-feira que as perspectivas para a economia brasileira pioraram para o ano que vem, mas ressalvou que mais importante que a magnitude do crescimento é sua qualidade


"Infelizmente o cenário piorou", disse ele em live promovida pela Genial Investimentos, citando um ambiente externo pior hoje, com possibilidade de crise de energia na Europa e crise de abastecimento na China, com problemas de quebras de cadeias produtivas. "As condições financeiras infelizmente pioraram, evidente que isso tem efeito nas nossas projeções", completou Sachsida. A última projeção oficial do Ministério da Economia, divulgada em setembro, era de alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,3% este ano e 2,5% no ano que vem.

REUTERS


Com redução, PIB cresceu 1,2% em 2019, chegando a R$ 7,389 trilhões em revisão do IBGE

De acordo com o IBGE, o crescimento do PIB em 2019 foi revisado de 1,4% para 1,2%.


Em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve alta de 1,2% ante 2018 e atingiu R$ 7,389 trilhões. O PIB per capita foi de R$ 35.161,70, uma alta de 0,4%. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais 2019, divulgados na sexta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo os dados apresentados, em 2019 nove dos 12 grupos de atividades econômicas registraram crescimento ou estabilidade. A agropecuária cresceu 0,4%, a indústria caiu 0,7% e os serviços cresceram 1,5%. O consumo das famílias, que responde por 74,8% da demanda final e por 63,7% do PIB, cresceu 2,6%. “A variação média de preços dos bens e serviços consumidos pelas famílias foi de 3,7% e o valor do consumo final per capita mensal das famílias passou de R$ 1.768,05, em 2018, para R$ 1.865,97, em 2019”, indica o IBGE. A despesa de consumo final do governo caiu 0,5%, após alta de 0,8% em 2018. Já a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) subiu 4%, somando R$ 1,1 trilhão em 2019, o segundo resultado positivo depois de quatro quedas consecutivas. A taxa de investimento ficou em 15,5%, um crescimento de 0,4 pontos percentuais em relação a 2018, voltando ao patamar de 2016.

AGÊNCIA BRASIL


Indústria fecha o terceiro trimestre com recuo de 1,7%

Além de falta de insumos e custos em alta, setor deve enfrentar demanda fraca e juro mais elevado


A indústria brasileira amargou mais uma queda em setembro. Com recuo de 0,4% na comparação com agosto, feitos os ajustes sazonais, são agora sete baixas no ano e quatro em sequência, o que levou o setor a encerrar o terceiro trimestre com retração de 1,7% na comparação com os três meses anteriores. A perda acumulada nos últimos quatro meses chega a 2,6%. Além dos conhecidos gargalos como falta de matérias-primas e preço dos insumos, desencadeados pela pandemia de covid-19, a indústria tem à frente o quadro de demanda fraca, alta de juros e desaceleração da economia global. Pelos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o patamar de produção da indústria estava, em setembro, 3,2% abaixo do observado antes da pandemia, em fevereiro de 2020. Em janeiro de 2021, o setor chegou a ficar 3,5% acima do período anterior ao início da crise sanitária. “O setor industrial vem claramente em trajetória descendente negativa. À medida que vai colocando quedas em cima de quedas, o patamar vai diminuindo. A situação em patamar de produção é pior do que a de agosto”, afirma André Macedo, do IBGE. Para o mercado, o resultado de setembro da indústria veio em linha com o esperado, de acordo com a mediana pesquisada pelo Valor Data. Mesmo assim, reforçou o retrato de fraqueza do setor. O recuo foi relativamente disseminado em setembro, com baixas em três das quatro grandes categorias econômicas e dez dos 16 ramos pesquisados, lembra Rodolfo Margato, economista da XP Investimentos. “Destacamos a categoria de bens de consumo duráveis, que sofreu a nona queda consecutiva na base mensal (-0,2% ante agosto e -26,5% desde dezembro de 2020). O desempenho ruim desta categoria reflete, em grande medida, os níveis deprimidos da fabricação de veículos automotores (ligeira alta de 0,2% ante agosto, mas significativa retração de 22,6% desde dezembro do ano passado, em termos dessazonalizados)”, afirma Margato. Esse movimento da indústria de veículos automotores afeta de forma intensa a produção de bens duráveis como um todo, que recua há nove meses seguidos, na série com ajuste sazonal. Nesse período, a perda acumulada chega a 26,5%. A XP chegou a projetar avanço de 6,5% da produção industrial em 2021 há alguns meses, mas agora espera expansão de 4,8%. Com o dado, a instituição estima que o IBC-Br, proxy mensal do PIB calculada pelo Banco Central, caiu 0,3% entre agosto e setembro, feitos os ajustes. Se confirmado, o número levará o IBC-Br à estabilidade no terceiro trimestre ante o segundo trimestre deste ano.

VALOR ECONÔMICO


Investidor estrangeiro ‘foge’ do Brasil

Com a crise política e a tentativa do próprio governo de mudar as regras do teto de gastos, participação do País em fundos de mercados emergentes chega à mínima histórica


A participação do Brasil nas carteiras de investidores estrangeiros chegou à mínima histórica por conta de uma combinação de maior aversão aos riscos, com a expectativa de subida de juros nos EUA (que deve drenar recursos dos países emergentes) e preocupações com a crise fiscal no Brasil, agravada com a tentativa de “furar” o teto dos gastos. Considerando os fundos dedicados aos mercados emergentes, o País tem hoje uma fatia de 5,1% – no auge, em 2011, essa participação era de 16,4%. Já nos fundos globais, que compram ações em todo o mundo, a fatia do Brasil é de 0,23%, ante participação que chegou a 1,94% no fim de 2009, conforme relatório do BTG Pactual. Nos fundos dedicados à América Latina, o Brasil não está com a pior exposição histórica. Hoje, está em 60,36%, menor nível desde 2019, mas acima do piso de 2015 (43,1%). Após fuga de US$ 51,2 bilhões pelo canal financeiro em 2020 – renda fixa e ações –, dados do Banco Central mostram que este ano tem havido recuperação nos investimentos dos estrangeiros, mas de forma tímida. No ano, até outubro, o total é de US$ 1,8 bilhão. Para a analista da Toro Investimentos Paloma Brum, o cenário interno tem ajudado a afastar investidores. “A quebra da regra do teto dos gastos não foi bem avaliada. Uma das leituras é de que se (o governo) quebra uma regra, isso pode ocorrer com outras.” O mundo tem alternativas melhores. Muitos emergentes estão em situação melhor do que a do Brasil', comenta William Eid, Coordenador do Centro de Estudos em Finanças da FGV.

O ESTADO DE SÃO PAULO


MEIO AMBIENTE/EMPRESAS


Portos do Paraná participa da COP26

A Portos do Paraná foi novamente convidada a participar da Conferência das Partes sobre Mudança Climática da Organização das Nações Unidas - COP26. Como ocorreu em 2019, em Madri, na Espanha, a empresa pública paranaense representa o setor no evento, em Glasgow, no Reino Unido, entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro


O Diretor-Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, ressaltou que o convite para participar na COP26 é uma forma de reconhecimento do trabalho desenvolvido pela empresa pública na área ambiental. A empresa pública apresentou dois painéis em um dos eventos paralelos oficiais, ambos no dia 3 de novembro: o primeiro sobre “Modelos comprovados que aceleram o progresso de toda a indústria para atingir as metas climáticas e de sistemas alimentares” e o segundo com o tema “Definindo o futuro das finanças sustentáveis e dos investimentos sociais e ambientais”, demonstrando a busca por novas alternativas para o desenvolvimento sustentável. Foi apresentado o programa de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad), que está sendo implantado ao redor da Baía de Paranaguá, no município de Antonina. Paralelamente, também foi mostrado o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental para a construção de uma usina biodigestora de grãos, no Porto de Paranaguá, com objetivo de produzir energia elétrica e também biogás. A Portos do Paraná apresentou também outro projeto em andamento no Parque Tecnológico de Itaipu, as chamadas usinas de hidrogênio verde. Uma carta de compromisso foi assinada para o desenvolvimento do projeto. O projeto envolve estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para produção de hidrogênio verde dentro do Porto de Paranaguá, através possivelmente da implantação de painéis solares. O objetivo é consumir o hidrogênio verde no local, na frota do porto ou na produção de energia elétrica, para abater da conta de luz. Está em elaboração o estudo sobre qual será a melhor utilização do produto.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO PARANÁ


Empresários cobram fim do desmate ilegal na Amazônia

Em carta divulgada ontem na COP-16, líderes de 19 companhias pedem ação do governo e indicam soluções


Principal fonte de descrédito para o Brasil durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima a (COP-26), o desmatamento ilegal na Amazônia virou tema de uma carta assinada por 19 CEOs de grandes empresas com operação no País – lista que deve crescer nos próximos dias. No documento, eles cobram políticas para combate à derrubada irregular da floresta e apontam soluções, como o uso intensivo de tecnologia de rastreamento e a inclusão econômica das comunidades locais. Organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) em parceria com a iniciativa Uma Concertação, o posicionamento será divulgado hoje durante a COP-26, em Glasgow, na Escócia. A carta reúne assinaturas de CEOs como Eduardo Bartolomeo (Vale); João Paulo Ferreira (Natura & Co); Jean Jereissati Neto (Ambev); Mauricio Rodrigues (Bayer); Fabio Adegas Faccio (Renner); e Tânia Consentino (Microsoft). “O desmatamento é o nosso elefante na sala. Representa 44% das emissões de gases de efeito estufa do País, sendo que, deste total, mais de 90% são provenientes de atividades ilegais”, afirma Marina Grossi, Presidente do Cebds. “O desmatamento ilegal não gera renda, não cria empregos, derruba árvores que tiram gases do efeito estufa. O único que tira proveito disso é o criminoso.” O Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima mostra que as emissões brasileiras de gases de efeito estufa cresceram 9,5% em 2020, mesmo com a paralisação econômica provocada pela pandemia. O principal motivo foi o desmatamento na Amazônia, o que tem sido uma constante durante o governo Jair Bolsonaro. Marina Grossi foi uma das organizadoras de uma carta entregue no ano passado ao vice-presidente Hamilton Mourão, na qual o empresariado e representantes de entidades setoriais pediram ao governo o combate ao desmatamento ilegal. O documento divulgado ontem é tratado como uma sequência, aprofundando as propostas de soluções. “Não é uma COP de declarações, mas queremos mostrar como as coisas serão feitas”, afirma ela. Na carta, os empresários reforçam a importância do poder público na aplicação da lei e no combate ao desmatamento ilegal. Defendem investimento na digitalização de cadeias produtivas, como a da madeira e a da pecuária, assegurando a legalidade das operações, impedindo que recursos públicos e privados financiem atividades ilícitas. O documento trata ainda de bioeconomia, energia e infraestrutura, inclusão das comunidades locais e tecnologia. O que diz o documento: Rastreabilidade da cadeia: É preciso investimento na digitalização de cadeias como a da madeira e a da pecuária, algo essencial para impedir que recursos públicos e privados sejam destinados para atividades ilegais. Bioeconomia: É preciso desenvolver políticas públicas que engajem atores estratégicos, em especial as comunidades locais, garantindo a efetividade de mecanismos de repartição dos benefícios provenientes da biodiversidade. Energia e infraestrutura: É necessário investimento em infraestrutura e inclusão energética da população que vive na Amazônia, priorizando a redução das desigualdades. Quem assina: CEOs da Ambev; Bayer; Bracell; Energisa; EY; Grupo Sabará; Care; Impacta Advocacy; Lojas Renner; Michelin; Microsoft; Natura & Co; Schneider Electric; Siemens; Siemens Energy; Shell; Ticket Log; TozziniFreire; e Vale.

O ESTADO DE SÃO PAULO


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