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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 01 DE 03 DE NOVEMBRO DE 2021

Atualizado: Nov 4


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 1 | nº 01| 03 de novembro de 2021


NOTÍCIAS SETORIAIS - BRASIL


BOVINOS


Mercado do boi gordo registra poucos negócios nas praças pecuárias brasileiras

Com estoques elevados nas câmaras frias, as indústrias tiram o pé das compras de boiadas gordas e mantêm a pressão baixista no valor da arroba, relata a IHS Markit. Em Maringá - PR:

boi a R$ 281/@ (à vista) e vaca a R$ 238/@ (à vista). MT-Cuiabá: boi a R$ 241/@ (à vista), vaca a R$ 231/@ (à vista) MS-C.Grande: boi a R$ 259/@ (prazo) vaca a R$ 251/@ (prazo) RS-Porto Alegre: boi a R$ 290/@ (à vista) vaca a R$ 272/@ (à vista)


Com estoques elevados nas câmaras frias e a ausência da China no mercado importador, as indústrias reduzem a procura por boiadas gordas e reforçam a pressão baixista na arroba, diz a IHS. Além disso, os frigoríficos relatam preocupações com as sucessivas quedas nos preços internos da carne bovina, em função da inconsistência da demanda pela proteína. Segundo a IHS Markit, entre importantes regiões pecuárias do País, sobretudo onde se concentra as maiores estruturas de confinamentos, a pressão de baixa é mais forte. É o caso das praças de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, onde os preços da arroba acumularam quedas acentuadas. Especialmente nessas regiões, as unidades de abate reduziram consideravelmente a capacidade operacional, com o objetivo de ajustar a produção à demanda vigente. Por outro lado, outras regiões do País registraram impactos mais moderados nos preços do boi gordo. No Sul, por exemplo, onde a oferta de animais terminados se mostra apertada, a demanda existente é suficiente para garantir suporte aos preços locais da arroba, informa a IHS. “Outro ponto é que o leque de importadores da proteína bovina produzida nos estados da região Sul é mais diversificado”, relata a consultoria, acrescentando que grandes volumes estão sendo enviado aos países do Oriente Médio e da Europa.

PORTAL DBO


Preço do boi gordo estável em meio ao feriado de Finados

Com a semana curta devido ao feriado nacional (2/11) e com a maior parte dos frigoríficos com as escalas completas para a semana, poucos negócios foram reportados na segunda-feira (1/11)


As cotações do boi e vaca gordos nas praças paulistas ficaram estáveis, negociados em R$262,00/@ e R$252,00/@, preços brutos e a prazo, respectivamente, enquanto o preço da novilha gorda caiu R$2,00/@ comparado ao fechamento de sexta-feira (29/10), negociada por R$260,00/@, na mesma condição.

SCOT CONSULTORIA


Boi: arroba chega a R$ 257 em São Paulo

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o feriado atrapalhou o fluxo de negócios no início da semana, mas o cenário para os confinadores segue complicado


A capacidade de retenção continua reduzida em virtude da elevação do custo de nutrição animal. Em São Paulo capital, a referência para a arroba ficou em R$ 257,00 na modalidade a prazo. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo apresentaram boa valorização na véspera do feriado, com o mercado ainda especulando novidades em relação à China. O ajuste do vencimento para novembro foi de R$ 273,35 para R$ 274,90, do dezembro foi de R$ 288,00 para R$ 291,05 e do janeiro passou de R$ 297,50 para R$ 300,00 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS


Relação de troca com boi gordo é a pior da história para a recria de gado de corte

A quantidade de arrobas necessárias para a compra de animais de reposição é a maior


A atual relação de troca entre o valor da arroba na comercialização do boi gordo e o preço pago na compra de animais de reposição atingiu o momento mais desfavorável ao pecuarista que se dedica a recria de gado, considerando-se toda a série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP), iniciada em 2000. Segundo os pesquisadores, quando consideradas as médias mensais deflacionadas pelo IGP-DI (base setembro/21), o pecuarista de São Paulo precisa, na parcial de outubro (até o dia 26), de 10,17 arrobas de boi gordo para a compra de um animal de reposição no mercado sul-mato-grossense, sendo 8,4% a mais que no mês passado, 16,8% acima do necessário em outubro de 2020. A quantidade de arrobas em relação aos animais de reposição é quantidade já registrada. A média histórica da relação de troca do Cepea é de 7,69 arrobas de boi gordo paulista para um animal de reposição de Mato Grosso do Sul. Os pesquisadores explicam que esse cenário está atrelado às recentes fortes quedas nos preços da arroba bovina, diante da continuidade da suspensão dos envios de carne à China e da entrada de animais de confinamento no mercado spot nacional. “Além disso, os valores dos animais de reposição seguem relativamente firmes em muitas praças acompanhadas pelo Cepea, reforçando a piora na relação de troca do recriador”, dizem eles.

GLOBO RURAL


SUÍNOS


Cepea/Suínos: cotações caíram no 1º de novembro

O mercado de suínos iniciou o mês de novembro com preços em queda


Segundo informações do Cepea/Esalq, a demanda pela carne no atacado se desaqueceu, devido à diminuição na renda da maior parte dos consumidores, reforçada pela inflação elevada. Por sua vez, frigoríficos limitam a demanda por novos lotes de animais para abate. Em São Paulo, conforme a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF caiu 1,71%/4,00%, chegando a R$115,00/R$ 120,00, enquanto a carcaça especial baixou, pelo menos, 1,10%, valendo R$ 9,00/R$ 9,50 o quilo. No caso do animal vivo, com informações do Cepea/Esalq referentes à sexta-feira (29), o preço ficou estável somente em Santa Catarina, valendo R$ 6,16/kg. Houve queda de 1,34% no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 5,91/kg, baixa de 1,32% em São Paulo, chegando a R$ 6,72/kg, recuo de 0,72% em Minas Gerais, custando R$ 6,93/kg, e de 0,16% no Paraná, fechando em R$ 6,30/kg.

CEPEA


Rabobank: Incertezas na demanda e aumento nos custos de produção devem controlar o crescimento dos plantéis de suínos em 2022

A China, maior consumidor de carne suína, deve reduzir o ritmo das importações neste final de ano e no início de 2022, segundo previsões de analistas do banco


De acordo com análise do Rabobank, em nível global, os suinocultores estão enfrentando um horizonte mais desafiador enquanto o mundo tenta sair da pandemia neste último trimestre. Disrupções estruturais e transicionais na cadeia fornecedora e estoque enxuto de grãos no mundo estão aumentando os custos de produção ao passo que oferta crescente de suínos está reduzindo os preços. O impacto mais severo está sendo sentido nos mercados que estão demorando a se recuperar dos efeitos da pandemia. A queda nos retornos esperados obscureceu as perspectivas de um crescimento de rebanho de suínos em 2022, mas melhorou a sanidade dos plantéis, e ganhos em produtividade devem compensar de certa forma essa lentidão no aumento do rebanho. Isso ocorre em um contexto de um 2021 com uma forte produção de suínos, com expectativa de encerrar com avanço de 3,4% em relação a 2020. Maiores quantidades de suínos serão absorvidas à medida em que o mercado global se recupere da pandemia, e até preços mais altos para a proteína devem limitar o consumo em mercados mais descapitalizados. O horizonte econômico da retomada pós pandemia é desafiador, segundo o Rabobank, já que a inflação alta deve limitar o consumo global. Os custos de produção em alta, que impactam diretamente no preço da proteína, devem gerar certa resistência das cadeias de foodservice, ao passo em que a indústria já está tendo que lidar com custos de alimentação e mão-de-obra mais caros. No fim das contas, conforme a análise do banco, consumidores devem optar por cortes mais baratos, reduzir o consumo de carne suína ou ainda adquirir outro tipo de carne. No caso da China, maior consumidor de carne suína, a expectativa do Rabobank é de que as importações por parte do gigante asiático caiam até o final deste último trimestre, resultando em um declínio de, pelo menos, 10% em comparação a 2020. As importações devem seguir fracas no início de 2022, com um sentimento de mercado em depressão. Para o Brasil, o banco prospecta que a demanda deve melhorar à medida em que o processo de vacinação contra a Covid-19 avança e a economia reabra, mas é preciso olhar para as incertezas em relação ao auxílio emergencial cedido pelo Governo Federal.

RABOBANK


FRANGOS


Namíbia suspende aves da Alemanha e Holanda após surto de gripe aviária

A Namíbia suspendeu as importações de aves vivas, aves e produtos avícolas da Alemanha e da Holanda na segunda-feira, após surtos da gripe aviária altamente patogênica H5N1 nos países europeus


A Alemanha relatou o surto de gripe aviária em uma fazenda de ganso na semana passada, enquanto fazendas comerciais na Holanda foram obrigadas a manter todas as aves dentro de casa após um surto em uma fazenda na província central de Flevoland. A Direcção de Serviços Veterinários da Namíbia disse que suspendeu imediatamente a importação e trânsito em trânsito de aves vivas, aves, produtos avícolas crus, avestruzes vivos e produtos de avestruz dos dois países. Ela disse que as remessas de produtos avícolas embalados de 1º de outubro na Alemanha e 5 de outubro na Holanda seriam rejeitadas e devolvidas ou destruídas a um custo para o importador. O risco da doença para os humanos é considerado baixo, mas surtos anteriores entre aves de granja resultaram em extensos programas de abate para conter a disseminação.

REUTERS


Desempenho do frango (vivo e abatido) na 43ª semana de 2021, quinta de outubro

Na quinta semana de outubro, o frango abatido apresentou queda de preço em relação ao mês anterior (na média da semana, redução de 3,84% em relação à semana anterior) e, no último dia de negócios da semana (29) redução de, praticamente, 8% em relação ao pico de preços do mês


O pico de preços foi inferior ao dos dois meses anteriores, enquanto o valor de fechamento registrou um dos maiores índices de redução dos últimos tempos quando comparado ao valor alcançado no pico. E isto quer dizer que a semana foi encerrada com preços que não eram registrados desde o início de julho passado, há mais de 100 dias. Na sexta-feira (29), o mercado mostrou-se bem mais ativo que em idênticos momentos anteriores. Quanto ao frango vivo nada de diferente em relação às semanas anteriores ou aos 108 dias anteriores. Ou seja: fechou a semana e o mês (dia 30) ainda cotado a R$6,00/kg. Mas, diferentemente do que prevaleceu até os primeiros dias de outubro, a demanda caiu sensivelmente. Daí a realização de negócios por valores abaixo do preço de referência. O que vem pela frente é difícil de prever com a chegada da primeira parcela do décimo -terceiro salário e a aproximação das Festas. Mas hoje é encarado com apreensão.

AVESITE


CARNES


Perspectivas e alinhamento com o setor produtivo na Câmara Setorial de Aves e Suínos

A apresentação do plano de trabalho da nova gestão da Embrapa Suínos e Aves foi um dos temas da reunião ordinária da Câmara Setorial de Aves e Suínos, que ocorreu na terça-feira. O Chefe Geral, Everton Luis Krabbe, falou das perspectivas e alinhamento do trabalho com foco no setor produtivo


Krabbe apresentou as três diretrizes que sustentam seu plano de trabalho: P&D alinhado às demandas da cadeia produtiva, gestão com foco em eficiência e redução de custos e transferência de tecnologia para melhoria da imagem das cadeias de aves e suínos. "Trabalhar com o máximo da nossa capacidade para atuar na vanguarda e antecipar tendências para o potencial produtivo do setor. Esse é um dos pilares da nossa gestão", afirmou o pesquisador que assumiu a Embrapa Suínos e Aves no dia 1º de setembro. O chefe geral destacou ainda que a equipe pretende atuar visando modelagens preditivas e agropecuária 4.0. E o Programa Inova, que lidera as iniciativas InovaPork e InovaAvi voltadas às ideias de startups para as duas cadeias, é uma das iniciativas apontadas como ação de inovação. A proximidade com as câmaras setoriais é outro ponto que integra o plano de trabalho. "Ouvir os anseios e as expectativas destes fóruns é fundamental para que a Embrapa possa atuar de maneira eficiente". Entre os desafios propostos pela equipe de gestão está a articulação para a criação de um fundo privado de pesquisa e a integração dos campos experimentais com a agroindústria. "Vamos avançar nessa proposta junto à direção da Empresa e parceiros para que tenhamos uma dinâmica mais assertiva em relação a manutenção dos campos experimentais", explicou Everton. Sobre os projetos em andamento e o foco de pesquisa, o Chefe Geral destacou que a sanidade animal é uma das grandes frentes do plano de trabalho, destacando a atuação que a Unidade tem nos temas de modernização dos sistemas de inspeção em frigoríficos de suínos e de aves, reúso da cama de aviário, redução do uso de antimicrobianos na produção de suínos, além trabalhos com agentes patogênicos, como salmonela, influenza, pasteurella, por exemplo. Ele ainda destacou os projetos de cereais de inverno para a alimentação animal - em uma parceria com a Embrapa Trigo, e bem-estar animal de suínos e de aves. O meio ambiente e a sustentabilidade também estão entre os projetos que a Embrapa Suínos e Aves tem atuado, a exemplo do trabalho que vem sendo feito para definição dos pagamentos de serviços ambientais, a atuação na rede Biogás, a gestão ambiental de resíduos e dejetos da suinocultura e a destinação de animais mortos. A prospecção e avaliação de custos de produção por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos - CIAS também foi comentada pelo Chefe Geral e deverá, em breve, agregar informações da cadeia de produção de ovos.

Embrapa Suínos e Aves


Governo prorroga novamente contratos temporários de veterinários

Profissionais foram contratados em 2017 para atuar por dois anos na inspeção de frigoríficos, mas, com nova extensão, vínculos vão até 2023


O Presidente Jair Bolsonaro editou nova Medida Provisória (MP) para prorrogar por mais dois anos os contratos temporários de 215 médicos veterinários que atuam na inspeção de frigoríficos no país. Os profissionais foram admitidos em 2017, em processo simplificado de contratação do Ministério da Agricultura. O vínculo inicial terminaria em 2019 e já havia sido prorrogado para novembro de 2021. Com a nova prorrogação, serão seis anos em situação de "necessidade temporária de excepcional interesse público" para justificar a contratação temporária e não definitiva dos profissionais. O Ministério da Agricultura cobra a realização de novos concursos públicos para suprir o déficit de mais de 1,6 mil auditores fiscais federais agropecuários, principalmente engenheiros agrônomos, para atuarem na Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro). Os 215 médicos veterinários temporários atuam nas linhas de inspeção pré e pós-abate dos frigoríficos, atividade essencial para garantir a produção e exportação de carnes. A MP da sexta-feira (1.073/2021) não informa a previsão orçamentária para a prorrogação. Em 2019, no primeiro alongamento dos contratos, o gasto estimado era de R$ 73,5 milhões.

VALOR ECONÔMICO


China habilita frigoríficos de Uruguai e EUA para compras de carne

Liberação ocorre em meio à suspensão das importações do produto brasileiro, que já dura quase dois meses


Com as exportações brasileiras de carne bovina suspensas há quase dois meses, a China segue habilitando plantas de outros países para o fornecimento desses produtos. Na sexta-feira, o Uruguai anunciou que seu modelo de certificado de saúde veterinária foi aceito pelo Gabinete de Assuntos da Sede do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, região autônoma no sul da China. A abertura do mercado vale tanto para carne bovina quanto para carne ovina, com ou sem osso, e seus subprodutos. Para exportar, os frigoríficos precisam ser autorizados pelo Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai. "Essa boa notícia para o Uruguai nos aproxima de um mercado interessante, que exige cortes de qualidade devido à grande quantidade de turismo e, portanto, da indústria hoteleira", disse Adriana Lupinacci, Diretora do ministério, em nota publicada no site da Pasta. A Coordenação Geral das Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) também informou que seis novas empresas de carne suína, bovina e avícola dos Estados Unidos e produtos de carne produzidos em câmaras frigoríficas serão exportados para lá a partir de hoje (29/10). Nesta semana, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que a manutenção do embargo não é um ato político chinês e que a situação não é exclusiva do Brasil. Segundo ela, as exportações da Irlanda para os chineses estão suspensas desde maio. A ministra também disse que o Brasil está em fase final de envio de informações técnicas para a China e que espera um desfecho rápido da situação.

VALOR ECONÔMICO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Governo adia concessão e Paraná ficará um ano sem pedágios

Contratos em vigor expiram em novembro; novos devem ser assinados apenas no fim de 2022. As principais rodovias do Paraná, cujas tarifas de pedágio chegam a R$ 26 por automóvel, terão tráfego gratuito por cerca de um ano a partir de 28 de novembro. Isso porque o governo federal adiou, no último dia 10, o cronograma para assinatura dos novos contratos de concessão de estradas do chamado "anel de integração" paranaense


Esses contratos seriam firmados no segundo trimestre do ano que vem. Após o adiamento, divulgado pelo site da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), eles só devem ser assinados no último trimestre de 2022. Já os contratos ainda em vigor, firmados em 1997, durante a gestão do então governador Jaime Lerner, expiram no mês que vem. O atual governador Ratinho Jr. (PSD) já declarou que, assim que eles perderem a validade, as cancelas de pedágio serão abertas. Na ocasião, o governador também informou que o governo estadual realizará a manutenção das estradas até que os novos concessionários as assumam. A nova rodada de concessões de estradas do Paraná é o maior projeto do tipo já anunciado no Brasil. Envolve o leilão de 3,3 mil km de estradas federais e estaduais, divididas em seis lotes, que serão leiloados separadamente no segundo trimestre de 2022. As empresas vencedoras terão que investir R$ 43 bilhões em melhorias em dez anos. Esse valor cobrirá, entre outras coisas, a duplicação de 1,7 mil quilômetros de estradas. Fora o investimento, outros R$ 35 bilhões deverão ser gastos pelas concessionárias para manutenção e operação das rodovias durante os 30 anos de contrato. O modelo do leilão foi definido numa parceria entre governo federal e estadual e visa reduzir as tarifas do pedágio entre 40% e 50%. Por isso, vencerá a concorrência a empresa que se comprometer a administrar cada lote de estradas cobrando o menor valor dos usuários. Contudo, para tentar garantir que as obras previstas sejam mesmo realizadas, empresas terão de fazer uma espécie de depósito caução que varia conforme o percentual de desconto que ele se compromete a conceder no pedágio. As discussões sobre esse modelo envolveram, além de membros do governo, parlamentares e representantes da sociedade civil. A ANTT realizou de fevereiro a abril uma audiência pública virtual para receber contribuições sobre o leilão. Mais de 6.000 manifestações foram enviadas durante a audiência –o maior número de contribuições na história da ANTT. Segundo a própria agência e o Ministério da Infraestrutura, essa foi uma das causas do adiamento do cronograma da concessão. Os dois órgãos informaram também que é possível que novos adiamentos ocorram visto que o modelo de concessão ainda precisa ser aprovado pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Até o fim do mês, documentos devem ser enviados pela ANTT à corte de contas. O governo do Paraná, inclusive, está se preparando para administrar as rodovias incluídas na rodada de concessão por até dois anos, caso isso seja necessário. Em setembro, o DER (Departamento de Estradas e Rodagem) do estado lançou um edital para contratar serviços de conservação do "anel de integração". A licitação prevê gastos de até R$ 135 milhões com serviços durante até 730 dias. De acordo com DER, no entanto, assim que as novas concessionárias assumirem o controle das estradas, os contratos serão rescindidos sem multas. Não está definido quem prestará serviços de guincho ou primeiros socorros nas rodovias enquanto elas esperam por novos administradores. O DER informou que há conversas entre o governo do Paraná e federal em busca de uma solução para o assunto. Enquanto isso não se resolve, a expectativa é que o Corpo de Bombeiros realize resgates em rodovias hoje pedagiadas, assim como já faz em estradas não concedidas no Paraná. Já a orientação de tráfego ficaria a cargo das polícias.

FOLHA DE SÃO PAULO


Volume de carga movimentada em contêineres aumenta 13% no Porto de Paranaguá em 2021

O volume de produtos importados e exportados em contêineres cresceu 13% no Porto de Paranaguá neste ano. De janeiro a setembro de 2021, foram movimentadas 8.908.358 toneladas de carga em 704.474 TEUs (unidade do contêiner de 20 pés). No mesmo período do ano passado foram 7.861.213 toneladas em 675.808 TEUs


“Temos aqui no Porto de Paranaguá um terminal de contêineres que registra aumentos consecutivos, mês a mês”, afirma o Diretor-Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. Segundo o executivo, apesar das operações de contêineres serem privadas, a empresa pública atua alinhada com o objetivo de trazer mais cargas e investimentos à cidade e ao Porto de Paranaguá. “O aumento consecutivo no número de cargas movimentadas pelo terminal de contêineres mostra o protagonismo de Paranaguá no comércio exterior e é um reflexo do trabalho feito em conjunto entre a TCP e as autoridades portuárias para garantir a confiabilidade no embarque e desembarque, a disponibilidade de janelas de atracação e alta produtividade”, ressalta Thomas Lima, Diretor Institucional e Comercial da TCP, que opera o terminal. Segundo o balanço até setembro, no sentido exportação foram 4.741.624.470 toneladas de carga movimentadas em contêineres. Na importação foram 3.999.533.128 toneladas. As carnes de aves congeladas representam 36% de todo o volume de carga exportada em contêineres pelo Porto de Paranaguá. Também se destacam os volumes de madeira (709.137 toneladas, 17% do total), celulose (266.676 toneladas, 7%) e papel (234.937 toneladas, 6%). Nas importações de cargas conteinerizadas, os fertilizantes respondem por 11% do total, com 345.642 toneladas, seguidos por plástico (266.493 toneladas, 9% do total), outros produtos químicos orgânicos (170.279 toneladas, 6%) e equipamentos elétricos (140.391 toneladas, 5%).

Agência de Notícias do Paraná


Veterinários do setor privado devem se recadastrar na Adapar em novembro

Os médicos veterinários do setor privado que atuam no Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PECEBT), coordenado pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), devem fazer o recadastramento em novembro


A obrigatoriedade serve tanto para os cerca de 3,2 mil cadastrados para aplicação de vacinas quanto para os 1,2 mil habilitados para exames de diagnóstico. A data foi estabelecida pela Portaria número 146, da Adapar, de 25 de maio de 2021. O documento tem o objetivo de organizar as ações, os registros e os cadastros dos veterinários, com vistas à adequação às novas legislações pertinentes ao PECEBT. “Assim como a campanha de atualização de rebanhos é necessária para melhor conhecimento, rastreabilidade e análises de risco no Paraná, o recadastramento dos médicos veterinários habilitados para exames e dos cadastrados para vacina contra brucelose é necessário para que a parceria público-privada aconteça de forma transparente”, disse a Coordenadora do Programa, a médica veterinária Elenice Amorim. Ela explicou que há casos em que profissionais mudaram de endereço ou já não atuam mais no Estado e outros que estão aposentados. “Por isso a necessidade de que essa atualização seja feita uma vez por ano como mais uma contribuição dos médicos veterinários para o bom andamento do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose” afirmou a coordenadora. As regras dos processos de indenização de animais positivos a tuberculose, saneamento de propriedades e vacinação contra brucelose foram atualizadas em 2020 por meio das Portarias da Adapar 154, 157 e 215, respectivamente. As atualizações derivaram dos resultados dos inquéritos soroepidemiológicos realizados em 2018 no Paraná. Quando comparado com a avaliação anterior (tuberculose em 2005 e brucelose em 2002), observou-se pouca evolução no que se refere à redução dos casos das doenças. Por isso, algumas regras ficaram mais rígidas e o processo de saneamento foi implantado visando à eliminação de todos os animais positivos do rebanho. De acordo com a nova portaria, o recadastramento dos médicos veterinários passa a ser obrigatório em novembro. O processo é gratuito e fácil. Os profissionais devem preencher o Anexo I da Portaria n° 146/2021 e levar, junto com o comprovante recente de endereço, até a unidade local da Adapar. Também devem ser atualizados os dados dos vacinadores auxiliares. Cada veterinário pode ter até cinco auxiliares, assumindo a responsabilidade técnica sobre o trabalho por eles realizado, além de possuir a incumbência de oferecer treinamento. Os médicos veterinários habilitados para exames também precisam fazer o recadastramento na Adapar. É necessário, ainda, estarem cadastrados para vacina contra brucelose e fazer a atualização na plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), responsável pela habilitação do profissional. De acordo com as regras estabelecidas, esses profissionais devem comprar insumos e antígenos com requerimento próprio em estabelecimentos registrados na Adapar. É deles também a obrigação de emitir o atestado de exames em até cinco dias da colheita da amostra ou inoculação, ou imediatamente nos casos de resultado inconclusivo ou positivo. A entrega de relatórios do uso de antígenos deve ocorrer até o quinto dia útil do mês.

ADAPAR


Sistema FAEP/SENAR-PR anuncia levantamento de custos de produção de aves e suínos

Reuniões serão realizadas na primeira e segunda semanas de novembro, de forma online


O Sistema FAEP/SENAR-PR promove, anualmente, o levantamento de custos de produção de aves e suínos. Trata-se de uma ação alinhada com o trabalho das Comissões Técnicas de Avicultura e Suinocultura, para identificar os principais itens que compõem os custos de produção das duas cadeias produtivas. Para levantar estes dados, a participação ativa dos criadores e pecuaristas é fundamental. Por meio de reuniões nas principais regiões produtoras do Paraná, este público leva seus números para compor um quadro geral e detalhado da atividade. A metodologia utilizada para os cálculos foi desenvolvia pelo especialista em economia rural Ademir Francisco Girotto, com base em procedimento utilizado pela Embrapa e que conta com respaldo das agroindústrias. Esse trabalho acontece por meio de duas rodadas de reuniões para o levantamento de dados no ano. Os primeiros encontros de 2021 ocorreram em maio e junho. A próxima rodada acontece em novembro deste ano (veja no quadro na página ao lado). Por conta da pandemia do novo coronavírus, os encontros serão realizados de forma remota, por meio de videoconferência online. Os participantes receberão um link e poderão entrar na reunião a partir do seu computador pessoal ou celular. Aqueles que tiverem dificuldade com este sistema podem ir até o sindicato rural local para participar. Para o Presidente da Comissão Técnica de Avicultura da FAEP e presidente do Sindicato Rural de Cianorte, na região Norte, Diener Gonçalves, este levantamento é de suma importância para os avicultores, que, muitas vezes, são carentes de informações. “É um trabalho que vai ser muito útil nas horas de negociação com as indústrias, fornecendo argumentos e contra-argumentos para serem colocados na mesa”, observa. Para o levantamento de custos da suinocultura, a segunda rodada de reuniões deste ano terá uma nova divisão, de modo a facilitar a coleta de informações. Ao invés dos encontros serem por regiões, como anteriormente, serão divididos por fase produtiva (crechário, produção de leitões, ciclo completo, etc.). “É importante que todos participem, pois quanto maior o número de pessoas, maior a confiabilidade das informações”, avalia a presidente da Comissão Técnica de Suinocultura da FAEP, Deborah de Geus.

SISTEMA FAEP


ECONOMIA/INDICADORES


CAGED: Serviços e comércio representam 60% dos empregos gerados no Paraná em 2021

A geração de empregos no Paraná em 2021 tem grande participação dos setores de serviços e comércio, apontando para a retomada econômica pós-pandemia


Juntos, eles somam 60,43% do saldo de 168,5 mil vagas formais criadas entre janeiro e setembro — o maior número desde 2004. A liderança é do setor de serviços, que concentra 66.130 postos de trabalho no período, o equivalente a 38,73% do total. Na sequência, estão os setores da indústria, com saldo de 46.964 vagas (27,5%); comércio, com 37.070 vagas (21,7%); construção, com 16.675 vagas (9,77%) e agricultura e pecuária, com 3.911 vagas (2,29%). O levantamento é da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf) com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “O resultado positivo é decorrente do programa nacional de vacinação implementado pelos órgãos públicos”, avalia Vamberto Santana, assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR). “Há uma expectativa grande de crescimento no setor de serviços, que foi o mais prejudicado na pandemia por ter sofrido com bloqueios sucessivos, que agora estão sendo superados pela vacinação. Isso permitiu a melhoria da saúde da população e a redução do receio de sair de casa. A tendência é que as pessoas permaneçam em um clima de otimismo e superação das dificuldades, se dispondo a fazer gastos e consumir”, aponta Santana. A alta de novas vagas dentro do setor de serviços é impulsionada pelas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 35.965 postos — 54,39% do total. As áreas de administração pública — defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais — estão em segundo lugar, com saldo de 15.017 vagas, representando 22,71%. Outras áreas que integram a alta dos serviços são transporte, armazenagem e correio (7.412 vagas, 11,21%); alojamento e alimentação (4.167 vagas, 6,30%); artes, cultura, esporte e recreação (790, 1,19%) e serviços domésticos (15, 0,02%). Outras atividades de serviços ainda somam 2.764 postos (4,18%). No Brasil, o setor de serviços também lidera a criação de empregos no acumulado de janeiro a setembro: a área é responsável por 43% do saldo nacional de 2.559.594 postos. A indústria vem em segundo lugar, com 21,4% do saldo, seguida pelo comércio (17,6%), construção (10,4%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (7,6%).

Agência de Notícias do Paraná


Dólar fecha em alta de 0,52%, a R$5,6712 na venda

O dólar registrou ganhos frente ao real na segunda-feira, com investidores elevando a cautela em início de semana que prevê votação da PEC dos Precatórios no Congresso, divulgação da ata do Copom, reunião do Federal Reserve e dados de emprego dos Estados Unidos


O dólar à vista fechou o primeiro pregão de novembro em alta de 0,52%, a 5,6712 reais na venda, seu maior patamar para encerramento desde 13 de abril deste ano (5,7175). Na B3, o dólar futuro subia 0,73%, a 5,7015 reais. Ainda na quarta-feira desta semana, o Banco Central divulgará a ata de sua última reunião de política monetária, e os mercados ficarão atentos à linguagem que a autarquia adotará, depois que a mais recente elevação da taxa Selic foi vista por alguns operadores como tímida demais para conter as crescentes expectativas de inflação domésticas. Em sua última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumentou os juros básicos em 150 pontos-base, a 7,75% ao ano. Há ampla expectativa de que o banco central norte-americano anuncie o início da redução de suas compras mensais de títulos ao fim do encontro, uma vez que a inflação nos Estados Unidos parece mais persistente do que o inicialmente esperado pelas autoridades. A reversão dessa medida de estímulo é vista como positiva para o dólar. Também estavam no radar dos investidores dados sobre a criação de vagas de trabalho nos EUA, que serão divulgados na sexta-feira. O relatório, conhecido como "payroll", é considerado fonte de informação importante para a condução da política monetária do Federal Reserve.

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Ibovespa começa novembro com alta de 2%

O Ibovespa fechou em alta o primeiro pregão de novembro, reflexo de ajustes de posições, após acumular queda nos últimos quatro meses. No setor de carnes, a MARFRIG ON perdeu 4%, com algumas ações de empresas de proteínas passando por correção após forte valorização no último pregão. JBS ON cedeu 4,8%. MINERVA ON, que divulga balanço no dia 4, subiu 0,5%.


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,98%, a 105.550,86 pontos. O volume financeiro no pregão somou 28 bilhões de reais. A alta da segunda-feira veio após o Ibovespa cair 6,7% em outubro, acumulando perda de mais de 18% ao longo de quatro meses seguidos de queda. Para Tomás Awad, sócio fundador da 3R Investimentos, o movimento nesta segunda-feira foi uma recuperação técnica após um outubro "bem difícil", sem fundamentos que justificassem os ganhos nesta sessão. Apesar do avanço, pouco mudou na percepção do mercado de elevação dos riscos internos, principalmente quanto a potenciais medidas com efeito fiscal, além do cenário de menor crescimento, inflação ainda pressionada e taxas de juros mais elevadas. Nesse contexto, no radar desta semana estão divulgações como a da ata da última reunião do Copom, quando a Selic foi elevada a 7,75% ao ano, bem como movimentações em Brasília relacionadas à votação da PEC dos Precatórios. Para Awad, o cenário externo tende a começar a ajudar menos o Brasil, em meio ao ajuste no modelo econômico na China, que deve se refletir em menor crescimento, além da esperada confirmação da redução de estímulos nos EUA.

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Mercado vê inflação em 2021 acima de 9% e Selic em mais de 10% em 2022

O mercado financeiro promoveu mais uma rodada de expressiva piora nas estimativas para variáveis financeiras e econômicas brasileiras, vendo agora Selic de dois dígitos em 2022, quando a inflação ficará ainda mais distante da meta


De acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira, o juro básico irá a 10,25% ao fim de 2022, ante previsão anterior de 9,50%. Ao fim de 2021, a Selic estará em 9,25%, ante 8,75% do cenário mostrado na semana passada. A mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2021 voltou a cair, de 4,97% para 4,94%. Para 2022, o ponto-médio das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) também foi reduzido, de 1,40% para 1,20%. Para 2023, permaneceu em 2,00%. Para 2024, caiu de 2,25% para 2,20%. O dólar ficará mais caro e irá a 5,50 reais ao término de 2021 e de 2022, contra taxa anterior de 5,45 reais para ambos os anos. E a inflação prevista foi novamente elevada --para 4,55% em 2022 (de 4,40%) e 9,17% neste ano (8,96% antes).

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Forte alta de custos pressionará mais o campo nesta safra

Altas dos insumos e das commodities resultaram em Custo Operacional Efetivo (COE) 16,5% maior em 2020/21, apontam dados da CNA


A escalada dos preços dos insumos agropecuários, como fertilizantes, defensivos e ração animal, foi a principal responsável pelo aumento generalizado dos custos de produção da atividade rural em 2021. A variação cambial acentuou o movimento e teve impacto nas altas de 17% na soja, de 15,2% na pecuária de corte para cria e recria, de 34% no arroz produzido no Rio Grande do Sul e de 29% na cana plantada no Nordeste, segundo dados levantados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Cálculos da entidade também apontam que ainda que a alta de preços compensou a dos custos na área de grãos, mas que na pecuária houve achatamento. O fertilizante foi o item que mais pesou no bolso dos produtores rurais. De janeiro a setembro, os preços da ureia, do MAP (fosfato monoamônico) e do KCl (cloreto de potássio) subiram 70,1%, 74,8% e 152,6%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2020. A ração concentrada para o gado subiu 15% e o sal mineral, 24,7%. Já os custos com defensivos dobraram. O preço do glifosato, herbicida mais utilizado nas lavouras do país, aumentou 126,8%. Bruno Lucchi, Diretor Técnico da CNA, disse que o setor detectou a elevação de custos com defensivos já no episódio de proibição de uso do paraquate, mas admite que a tensão é maior com as crises nos países fornecedores dos insumos. Na quinta-feira, a CNA alertou para a necessidade de oferta volumosa de crédito rural em 2022 para que a alta de custos não gere retrocessos no nível tecnológico aplicado no campo. O pico de preços dos insumos, influenciado ainda pela alta histórica das commodities e pela expansão da demanda global, e demais gastos diretos resultaram em um Custo Operacional Efetivo (COE) para os produtores de soja 16,5% mais alto na safra 2020/21. A cotação do grão subiu 46,9%, o que ajudou a amenizar as altas de 14,8% e 16,9% nos preços de fertilizantes e defensivos para a cultura, respectivamente. No caso do milho, o principal gasto na primeira safra foi com o controle de pragas, 25,7% superior ao da temporada 2019/20, puxado pelos ataques da cigarrinha. Já na safrinha, o que influenciou negativamente foi o clima, com secas e geadas. O rendimento das lavouras recuou quase 40%. Mas o bom momento dos preços de venda do cereal foi capaz de assegurar receita bruta 2,7% maior e margens brutas ainda positivas. Na pecuária bovina, o cenário foi mais complicado, com diversas praças operando com margens líquidas negativas. Em nove meses, o custo para recria e engorda acumulou alta de 15,2%. Já o modelo de ciclo completo teve aumento de 10,6% e os sistemas de cria, de 16,1%. Na produção leiteira, os custos cresceram 15,7%. O cenário de incertezas deve permanecer em 2022 e apertar as margens de lucro no campo.

VALOR ECONÔMICO


MEIO AMBIENTE


Paraná avança em sustentabilidade ambiental

Indústrias precisam seguir processos limpos e ambientalmente adequados para cumprir desafios da Agenda 2030


Aumentar eficiência de processos produtivos, combater desperdício de matéria prima, preservar recursos e diminuir o impacto ambiental. As indústrias, cada vez mais, precisam se atentar para construção de uma cadeia produtiva com responsabilidade ambiental. O Paraná, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados publicado pelo Centro de Liderança Pública, é líder nacional em sustentabilidade ambiental, estando na 1ª colocação no quesito e em 4º colocado na classificação geral. Em um relatório sobre sustentabilidade, o Centro de Liderança Pública analisa os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU na Agenda 2030. No índice, o estado aparece em 3º lugar geral, ficando com as primeiras posições em consumo e produção responsáveis, garantindo padrões de consumo e de produção sustentáveis, e vida na água, fazendo a conservação e o uso sustentável dos ecossistemas marinho e costeiro. No quesito cidades e comunidades sustentáveis, que se refere a tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, o Paraná aparece em 2º lugar. Com relação ao ODS sobre segmento industrial, com foco em construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação, o estado ficou em 3º lugar, após São Paulo e Santa Catarina. Segundo o ranking, o Paraná implementa ações alinhadas ao cumprimento da meta que trata de, até 2030, modernizar a infraestrutura e reabilitar as indústrias para torná-las sustentáveis, com eficiência aumentada no uso de recursos e maior adoção de tecnologias e processos industriais limpos e ambientalmente adequados. O estado também é destaque no percentual de municípios com backhaul de fibra óptica e no custo de combustíveis, obtendo o menor custo do Brasil. Por isso, conquistou a 3ª colocação.

Sistema Fiep


Brasil se compromete a reduzir emissões de metano em 30% até 2030

Considerado um dos cinco maiores emissores mundiais de metano, o Brasil tem a atividade pecuária como a principal contribuição para esta posição junto com a produção de óleo e gás e os aterros sanitários. Com o maior rebanho bovino do mundo, o país precisará aumentar a produtividade no setor e investir em tecnologia para garantir o cumprimento da meta


Anunciado em setembro por EUA e UE, compromisso recebeu adesão de 15 dos 30 maiores emissores globais do gás, considerado 80 vezes mais danoso ao clima do que o CO². O Brasil somou-se a um grupo de mais de 90 países que decidiram aderir nesta terça-feira (02/11) em Glasgow, ao compromisso de reduzir em 30% duas emissões de metano, um dos gases de efeito estufa mais potentes presentes na atmosfera. A meta havia sido anunciada em setembro por EUA e União Europeia e toma como base as emissões atuais. O metano tem vida mais curta na atmosfera do que o dióxido de carbono, mas é 80 vezes mais potente no aquecimento da Terra. Como resultado, reduzir as emissões do gás, que se estima ter respondido por 30% do aquecimento global desde os tempos pré-industriais, é uma das formas mais eficazes de desacelerar as mudanças climáticas. Ao todo, 15 dos 30 maiores emissores mundiais de metano já aderiram ao compromisso durante a COP26, incluindo Indonésia, Paquistão, Argentina, México, Nigéria, Iraque e Canadá. O grupo estima que o compromisso permitirá reduzir o aquecimento global em pelo menos 0,2 grau Celsius até 2050.

GLOBO RURAL


Oito grupos se comprometem com investimentos de US$ 3 bi em soja e gado sem desmatamento

Empresas do setor financeiro e do agronegócio se comprometeram na COP26 a tornar disponível esse montante


Oito grupos do setor financeiro e do agronegócio se comprometeram na segunda-feira, na COP26, a tornar disponíveis investimentos US$ 3 bilhões na produção de soja e na criação de gado livres de desmatamento na Amazônia, no Cerrado e no Chaco. Assinaram o compromisso o fundo de impacto holandês &Green Fund, o fundo AGRI3 (gerido pelo banco holandês Rabobank), a fintech DuAgro, o Grupo Gaia, a gestora JGP Asset Management, a gigante de insumos Syngenta, a consultoria Sustainable Investment Management (SIM) e a securitizadora VERT. O compromisso faz parte da iniciativa Finanças Inovadoras para a Amazônia, Cerrado e Chaco (IFACC, na sigla em inglês), criada pelas organizações The Nature Conservancy (TNC), Tropical Forest Alliance (TFA) e pelo Programa Ambiental da ONU (Unep), e já antecipado pelo Valor em março. Com as oito instituições signatárias até o momento, já foram comprometidos desembolsos de mais de US$ 200 milhões até 2022, e cada uma delas ainda vai apresentar seus compromissos específicos. Mas o IFACC quer atrair mais signatários. Seus criadores almejam alcançar US$ 10 bilhões em compromissos e US$ 1 bilhão em desembolsos até 2025. O plano é incentivar financiamentos e investimentos nos três biomas que acelerem a transição do modelo de produção atual, incentivando a produção agrícola em pastos que hoje estão degradados e elevando a produtividade da pecuária com intensificação. Para escalar os investimentos, a inciativa está estimulando instituições financeiras a se comprometerem com “crédito verde” às regiões e vai atuar junto aos signatários para implantar e ampliar a escala dos mecanismos de financiamento criados. Os organizadores do IFACC lembram que Amazônia, Cerrado e Chaco estão sob forte ameaça, dado que a demanda por produtos agropecuários tem aumentado duas vezes mais que o crescimento populacional. Eles estimam que sejam necessários US$ 30 bilhões para a transição do setor produtivo nesses biomas, frente às “centenas de milhões” disponíveis hoje. O fundo AGRI3, por exemplo, pretende contribuir com a iniciativa fornecendo garantias para financiadores comerciais em empréstimos a projetos de uso da terra. A DuAgro, por sua vez, pretende mapear e destravar emissões de títulos verdes no Brasil. Segundo a CEO da fintech, Fernanda Mello, a companhia quer emitir ao menos US$ 30 milhões em títulos verdes no próximo ano e, até 2025, garantir que 30% de suas operações estejam alinhadas com os requisitos do IFACC, elevando esse percentual para ao menos 35% daqui cinco anos. O SIM pretende criar uma série de fundos de dívida capitalizados com a emissão de títulos verdes para direcionar financiamentos à produção de soja no Cerrado sem desmatamento, segundo o CEO da consultoria, Pedro Moura Costa. A VERT, por sua vez, pretende emitir ao menos US$ 100 milhões em títulos verdes no próximo ano e “educar” o mercado, incentivando os produtores rurais a se adequarem aos parâmetros do IFACC e promovendo a disponibilidade de ativos verdes aos investidores, disse Martha De As, CEO da securitizadora.

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