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Bem-estar animal já é prioridade no mundo e empresas têm prazo para adequarem suas produções


Uma série de pesquisas comprova o que especialistas já antecipavam: fruto da crescente conscientização dos consumidores e das atuais exigências do mercado, o bem-estar animal tornou-se prioridade em todo o mundo. Tão prioritário que novas leis e campanhas estão obrigando as empresas a adequarem suas produções – e com prazo curto para fazê-lo.


Dos Estados Unidos à França, passando pelas normas da União Europeia, diversos mercados internacionais estão criando novas regras para garantir o cumprimento das práticas de bem-estar animal. Além disso, as próprias empresas já perceberam que proporcionar bem-estar animal reduz custos, melhora a qualidade do produto e é um ótimo negócio.


Comportamento dos consumidores


Os estudos que visam antecipar as tendências de comportamento dos consumidores para 2022 são unânimes em um ponto: preocupação com a natureza, sustentabilidade e o bem-estar animal é um pensamento que pessoas do mundo todo compartilham. E esse pensamento influencia diretamente em suas escolhas de consumo e decisões de compra.


Segundo uma pesquisa do Pão de Açúcar, 96% dos clientes consideram o bem-estar animal importante e 63% dão preferência para empresas comprometidas com o tema. Já um estudo da IBM revelou que entre 61% e 70% das pessoas estariam dispostas a pagar a mais por produtos de empresas que sejam, de fato, sustentáveis.


Outras notícias divulgadas recentemente fornecem um quadro ainda mais revelador sobre a priorização do bem-estar animal.


Campanha exige que restaurantes brasileiros usem ovos de galinhas livres


O braço brasileiro da ONG internacional Mercy For Animals (MFA) lançou, em 2021, uma campanha para cobrar dos restaurantes o fim do uso de ovos de granjas tradicionais e o uso exclusivo de ovos de galinhas criadas livres de gaiolas – a campanha “Compromisso é Coisa Séria”, que em breve deve abranger também indústrias e supermercados.


Restaurantes franceses são obrigados a indicar origem da carne


Desde janeiro deste ano, os restaurantes, refeitórios escolares e cantinas da França são obrigados a apontar a origem da carne que servem com a indicação do país de criação do animal e onde ele foi sacrificado. O ministro da agricultura francês, defensor da medida, criticou diretamente o uso de antibióticos nas criações de animais da América do Sul.


União Européia bane uso indiscriminado de antibióticos


Janeiro de 2022 também ficou marcado pela entrada em vigor da lei que bane o uso rotineiro de antibióticos em países-membros da União Europeia – uma regra que proíbe ainda a entrada de alimentos de origem animal em que foram utilizados antibióticos para promover o crescimento. Assim, as exportações brasileiras são diretamente afetadas pela nova lei.


Lei californiana de bem-estar animal afeta produção de ovos e consumo de carne suína nos EUA


Um dos maiores produtores e consumidores de ovos dos Estados Unidos, o Estado da Califórnia, passou a aplicar uma lei que exige que galinhas poedeiras (além de porcos e vitelos) sejam criadas com liberdade de movimento, garantia de espaço mínimo e livres de gaiolas. Como a lei ainda proíbe a venda na Califórnia de produtos que não obedecem tais regras, empresas de outros estados também terão que se adaptar às exigências.


A lei também possui alcance fora da Califórnia e proíbe que qualquer empresa se envolva na venda de carne suína ou carne de vitela de animais alojados de forma ‘’cruel’’, que vão contra o padrão de bem-estar animal.


Fonte: Certifiedhumanebrasil.org

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