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EXPORTAÇÃO-02.02.18: Produção de carne sobe, e Argentina avança no mercado externo PDF Imprimir E-mail

Melhora afeta produtor brasileiro, que tinha ganhado participação no vizinho

 

O setor de carnes da Argentina, após o fim das intervenções do governo, começa a entrar nos trilhos. O país elevou o consumo interno, exporta mais e importa menos.

 

Os dados mais recentes do Ministério da Agricultura da Argentina e de entidades privadas apontam aumento de consumo per capita em todos os segmentos.

 

Os dados atuais mostram consumo anual de 59 quilos de carne bovina por pessoa, 44 de carne de frango e 14 de carne suína.

 

O maior desempenho ocorreu no setor de suínos, cujo consumo era 36% menor que o atual há cinco anos. Somava apenas 9 quilos per capita.

 

O consumo de carne bovina, após forte recuo nos últimos anos, devido à redução do rebanho, começa a se recuperar.

 

Essa melhora no quadro de produção e de oferta de carnes na Argentina acaba afetando o Brasil, que tinha um bom mercado no país vizinho.

 

Os argentinos, que já foram os principais exportadores mundiais de carne bovina, estão retornando ao mercado mundial com força. No ano passado, as vendas externas renderam US$ 1,3 bilhão, 24% mais do que em 2016. O volume exportado subiu para 208 mil toneladas, 33% mais.

 

O país cresce em duas frentes. Ganha mercado na China e na Rússia, países que elevaram em 71% e em 51% as importações dessa proteína da Argentina em 2017. Os preços ficam próximos de US$ 4.000 por tonelada.

 

Já o mercado europeu compra em quantidades menores, mas alguns países, como Alemanha e Holanda, chegam a pagar US$ 12 mil por tonelada.

Aves

 

A produção de carne de aves somou 2,1 milhões de toneladas no ano passado no país vizinho, abrindo espaço para exportações de 186 mil toneladas, 11% mais do que em 2016.

 

A oferta maior de carne de aves internamente permitiu à Argentina reduzir em 32% as importações desse produto no ano passado. Boa parte dessa carne saía do Brasil.

 

O grande salto dos argentinos nesse setor foi na produção de carne suína. Os abates ultrapassaram 6 milhões de cabeças pela primeira vez, elevando a produção do país para 566 mil toneladas.

 

O consumo interno de carne suína aumentou 6% no período, e as exportações subiram 56%.

 

Fonte: Folha de S. Paulo
 
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